Marcelo Rezende


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Nota: Se procura pelo músico fundador da banda brasileira Som da Rua, consulte Marcelo Rezende (músico).
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Este artigo é sobre uma pessoa que morreu recentemente.
Algumas informações relativas às circunstâncias da morte podem mudar a qualquer instante.Editado pela última vez em 16 de setembro de 2017.
Marcelo Rezende

Em 2016, na pré-estreia do filme Os Dez Mandamentos.

Nome completo Marcelo Luiz Rezende Fernandes
Nascimento 12 de novembro de 1951
Rio de JaneiroRio de Janeiro
Morte 16 de setembro de 2017 (65 anos)
São PauloSão Paulo
Nacionalidade brasileiro
Ocupação jornalista e apresentador de televisão

Marcelo Luiz Rezende Fernandes (Rio de Janeiro12 de novembro de 1951 — São Paulo16 de setembro de 2017) foi um jornalistarepórter e apresentador de televisão brasileiro.

São de sua autoria algumas das reportagens investigativas de maior impacto exibidas pela TV Globo na década de 1990, como a denúncia das sessões de espancamento e assassinato de moradores da Favela Naval, em Diadema, por integrantes da Polícia Militar de São Paulo.

Mesmo não tendo formação acadêmica superior, destacou-se no jornalismotrabalhando nas redações das maiores organizações de mídia do país, como Grupo GloboRecord e Editora Abril.

Biografia

A descoberta do jornalismo ocorreu de forma inusitada para o jovem carioca de classe média baixa que não queria estudar e virou hippie na Bahia. Marcelo tinha 17 anos, matriculado em um curso técnico de mecânica, foi visitar a redação do Jornal dos Sports no Rio de Janeiro, com o primo Merival Júlio Lopes, que trabalhava lá. No local, se ofereceu para ajudar um senhor que datilografava uma relação de clubes de várzea. Ele era diretor do jornal, que convidou Marcelo para estagiar. No Jornal dos Sports Rezende ficou até os 19 anos. “Volta para a mecânica, você não leva o menor jeito para ser jornalista, não presta atenção em nada”, disse seu chefe. De muitas amizades, conseguiu rapidamente uma recolocação, na Rádio Globo, e logo depois, em 1972, foi convidado para trabalhar como copidesque no jornal O Globo, tendo a oportunidade de aproximar-se do ídolo Nelson Rodrigues e trabalhar com o colega Tim Lopes.[1][2]

Depois de sete anos em O Globo, ele fora convidado para a mais importante publicação da área de esportes, a revista paulistana Placar, da Editora Abril. Ficou nas reportagens daquela redação por oito anos e meio, cobrindo inclusive a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo. Registro raro é sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, onde Ayrton Senna era o entrevistado e Rezende, um dos entrevistadores convidados.[3][4]

Em 1987, o repórter chegou à televisão, na área de esportes da Rede Globo. Cobriu os clubes do Rio de Janeiro e participou das transmissões dos jogos, por exemplo, a Copa América de 1989, na equipe de Galvão Bueno e Chico Anysio. A diretora-executiva de jornalismo Alice-Maria e o diretor-geral, Armando Nogueira, tinham outros planos e ele foi transferido para a editoria “Geral”. A primeira cobertura policial foi o assassinato de um dos empresários mais ricos do Rio, José Carlos Nogueira Diniz Filho. Foi onde o instinto investigativo de repórter apareceu. Mas continuou na “Geral”, fazendo fontes. Participou da transmissão do festival de música Rock in Rio, fez reportagem sobre a primeira rede de telefonia celular do Brasil e participou da cobertura do funeral de Ayrton Senna, em São Paulo.[5][6]

Seu pai era diretor de uma unidade para menores infratores e depois se tornou coordenador de uma escola, que era chamada de “serviço assistencial ao menor”. Foi nesse ambiente e convívio social que se apresentaria em reportagens investigativas e coberturas jornalísticas: a prisão dos sequestradores do empresário Roberto Medina, a busca ao paradeiro de PC Farias, o crescimento e as invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, a indústria da pirataria fonográfica chinesa e a corrupção na Confederação Brasileira de FutebolCBF.[7][8][9][10]

Favela Naval – Divisor de águas nos direitos humanos

Em 1997, o caso dos dez policiais flagrados por cinegrafista amador torturando e atirando em pessoas durante operações na Favela Naval, em Diadema, SP, virou um marco em sua carreira. A TV Globo descreve no site Memória Globo que a reportagem, “pelo seu impacto e repercussão [inclusive internacional] entraria para a história da Globo e do jornalismo brasileiro”. As gravações ocorreram nos dias 35 e 7 de março, e transmitidas no Jornal Nacional em 31 de março daquele ano, com a advertência do apresentador William Bonner ao público das cenas que seriam mostradas. O motorista de um dos automóveis é esbofeteado e levado para trás de uma parede por um dos policiais. Os outros conversam tranquilamente enquanto se ouvem os gritos de súplica do rapaz que é espancado. Outro trecho mostra que o policial espancador chama o colega e, em seguida, dispara um tiro. Os dois PMs então se afastam e um deles guarda a arma e ri. A gravação também mostrava o assassinato do passageiro de um carro. Após a reportagem de Rezende foi lido um editorial da emissora.[11] Do recebimento da fita e a exibição, Marcelo Rezende levou cinco dias confirmando a veracidade da história. Ele montou uma equipe com 13 profissionais, que o ajudaram nas investigações. Além de várias testemunhas, localizaram o homem que dirigia o carro no qual foi assassinado o mecânico que estava de férias e fora visitar um amigo. Rezende e sua equipe de reportagem também descobriu que, nos meses que antecederam o caso em, dezenas de denúncias já haviam sido encaminhadas às autoridades, mas que não tomaram nenhuma providência.[12] O Caso Favela Naval é considerado um divisor de águas na questão dos direitos humanos no Brasil, que passou a ser disciplina obrigatória para formação de policiais, além da criação pelo Governo Federal da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos.[13][14]

Linha Direta – Violência simulada e em suspense na TV

Em 1999, no Linha Diretahorário nobre da TV Globo, Rezende iniciou seu percurso como apresentador, sendo um dos criadores da nova versão do programa. Ele permaneceu na função apenas na primeira temporada. O programa de suspense e mistério tinha oficialmente o objetivo de combater a impunidade ao destacar casos que tivessem transitado na justiça e sido julgados, com condenados foragidos, e por meio das simulações de crimes dramatizados por atores, com base no inquérito, no processo e no depoimento de amigos e familiares. O jornalista trabalhou sete meses montando uma equipe de 50 profissionais, entre os quais 20 jornalistas, e contou com o apoio do centro de documentação da emissora e da Central Globo de Produção, na responsabilidade do diretor Roberto TalmaLinha Direta foi um grande sucesso, com dezenas de denúncias diárias para a emissora e autoridades contra criminosos procurados pela Justiça por crimes de assassinato, estupro e sequestro. Meses antes da estreia, uma espécie de “piloto” (programa teste) do Linha Direta foi exibido no Fantástico, com uma entrevista exclusiva do “Maníaco do Parque“, com trilha de suspense e análises de psicólogos e até astrólogos.[15][16] No ano de 2010, na TV Bandeirantes, Rezende apresentou o Tribunal na TV, semelhante ao Linha Direta por causa das dramatizações de histórias, mas desta vez somente do ponto de vista do judiciário – o cenário era similar a um tribunal e não tinha o objetivo de encontrar fugitivos.[17][18]

Cidade Alerta – Jornalismo policial, opinativo e informal

Depois de deixar a TV Globo, em 2002, passou por três emissoras; RecordBand e RedeTV, onde apresentou o telejornal RedeTV! News – ficou por dois anos como apresentador do formato mais tradicional de telejornalismo.[19] No Cidade Alerta, da Record, ele conseguiu se manter na TV e popularizar-se até entre jovens com bordões como “Corta pra mim!” e “Bota exclusivo, minha filha, dá trabalho pra fazer”.[20][21][22] Por reestruturação na programação da Record, a primeira passagem dele pelo programa foi curta, entre 2004 e 2005. A segunda iniciou em junho de 2012. Desde então, ao lado do colega comentarista de segurança Percival de Souza, ele deu um novo tom ao formato, inédito nesse tipo de programa de rede nacional: intercalou as notícias de violência cotidiana com falas irônicas e brincadeiras com integrantes do programa, inclusive dos bastidores. A iniciativa é justificada pela longa duração na programação da Record – a transmissão chegou a ter quase 4 horas diariamente. Fundamental na estratégia de audiência do canal para o fim de tarde e começo da noite, o novo formato do Cidade Alerta alcançou altos índices de audiência, sempre com dois dígitos de pontos no Ibope, tendo seu auge nos anos de 2013 e 2014.[23][24][25] Foi destacada a apresentação de Marcelo Rezende na cobertura da histórica onda de protestos pelo país, em junho de 2013, que aconteciam no horário em que o programa era exibido.[26][27][28] A adrenalina do “ao vivo” diário atrelada à forte personalidade do jornalista o fez soltar declarações polêmicas no ar: demonstrar apoio às manifestações populares aqui citadas, ser contra a reforma previdenciária do Governo Temer e ser favorável à pena de morte para crimes graves e à diminuição da maioridade penal.[29][30][31]

Doença e morte

Em 14 de maio de 2017 a Record exibiu uma entrevista de Rezende para o programa Domingo Espetacular em que revelou o diagnóstico, semanas antes, de câncer pancreático com metástase no fígado. Ele demonstrou fé, pediu energia do público e anunciou seu afastamento temporário do trabalho para fazer o tratamento.[32] Desde então, e como forma de combater notícias falsas na internet sobre seu estado de saúde, ele utilizou suas redes sociais para divulgar videos informando sobre sua luta contra a doença, tal quando declarou fazer um retiro espiritual.[33]

Morreu no dia 16 de setembro de 2017 às 17h45 no Hospital Moriah, de falência de múltiplos órgãos em decorrência de complicações de um câncer de pâncreas.[34]

Vida pessoal

O jornalista foi pai de quatro filhas e um filho, com idades de 15 a 40 anos, todos de cinco mulheres diferentes. Foi casado durante 19 anos. Ele tinha dois netos, um irmão não biológico e uma prima como colega de trabalho, a repórter Adriana Rezende, da RecordTV Rio. Marcelo afirmava crer em Deus, mas sem filiação religiosa.[35][36][37]

Programas

Programas
Ano Título Emissora Papel
1987 – 1990 Globo Esporte Rede Globo Repórter
1990 – 1999 Fantástico Rede Globo Repórter
1990 – 1999 Globo Repórter Rede Globo Repórter
1990 – 1999 Jornal Nacional Rede Globo Repórter
1999 – 2000 Linha Direta Rede Globo Apresentador
2002 – 2004 Repórter Cidadão RedeTV! Apresentador
2004 – 2005 Cidade Alerta Rede Record Apresentador
2006 – 2008 RedeTV! News RedeTV! Apresentador
2010 Tribunal na TV Rede Bandeirantes Apresentador
2010 – 2011 Domingo Espetacular Rede Record Repórter Especial
2011 – 2012 Repórter Record Rede Record Apresentador
2012 – 2017 Cidade Alerta Rede Record Apresentador

Premiações

Festival de Filme e Televisão de Nova York 1994

  • Diploma de honra ao mérito – Trabalho do Menor: Globo Repórter[38]

Troféu APCA 1998 – Telejornalismo[39]

  • Violência Policial em Diadema

Prêmio Líbero Badaró 1998[40]

  • Violência Policial em Diadema

Livro

Referências

  1. Ir para cima «Marcelo Rezende fala sobre início de carreira e lançamento do livro “Corta pra mim”»Portal Imprensa. 5 de novembro de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  2. Ir para cima «Uma conversa franca com Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta»Huffington Post Brasil – Revista Playboy. 29 de janeiro de 2015. Consultado em 1 de julho de 2017
  3. Ir para cima «Marcelo Rezende se orgulha de “caça” a Ricardo Teixeira e ataca padrão Fifa»UOL. 24 de outubro de 2013. Consultado em 13 de setembro de 2017
  4. Ir para cima «Roda Viva com Senna em 86 teve ídolo evasivo e show de Marcelo Rezende»UOL. 21 de abril de 2014. Consultado em 1 de julho de 2017
  5. Ir para cima «Copa América 1989 – Equipe»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  6. Ir para cima «Rock in Rio II – Equipe e estrutura»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  7. Ir para cima «Lúcio Rodrigues – Trajetória»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  8. Ir para cima «Assassinato de PC Farias – A fuga de PC Farias»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  9. Ir para cima «MST em Paranapanema – Cobertura contínua»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  10. Ir para cima «Acusação de corrupção derruba dirigente da CBF»Folha de S. Paulo. 7 de maio de 1997. Consultado em 1 de julho de 2017
  11. Ir para cima «Favela Naval – Cenas repugnantes»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  12. Ir para cima «Favela Naval – Um trabalho de investigação»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  13. Ir para cima «Vinte anos depois, caso Favela Naval transforma vítimas em culpados»CBN. 11 de março de 2017. Consultado em 13 de setembro de 2017
  14. Ir para cima «Após Favela Naval, PM modificou processos»O Estado de S. Paulo. 2 de setembro de 2017. Consultado em 13 de setembro de 2017
  15. Ir para cima «Linha Direta – Curiosidades»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  16. Ir para cima «Rezende admite erro no tom de entrevista»Folha de S. Paulo. 8 de agosto de 1999. Consultado em 1 de julho de 2017
  17. Ir para cima «”Tribunal na TV” de Marcelo Rezende estreia dia 14 de maio»UOL. 13 de abril de 2010. Consultado em 1 de julho de 2017
  18. Ir para cima «Marcelo Rezende conta tudo sobre a estreia de `Tribunal na TV´»Band.com.br. 7 de maio de 2010. Consultado em 1 de julho de 2017
  19. Ir para cima «RedeTV! rescinde contrato com Marcelo Rezende»UOL. 4 de novembro de 2008. Consultado em 1 de julho de 2017
  20. Ir para cima «Record convoca Marcelo Rezende para reestreia do Cidade Alerta»O Fuxico. 1 de junho de 2012. Consultado em 1 de julho de 2017
  21. Ir para cima «’Corta pra mim’: aplicativo reúne frases de Marcelo Rezende»Comunique-se. 22 de julho de 2014. Consultado em 1 de julho de 2017
  22. Ir para cima «Bota no ar! Marcelo Rezende ganhou GIF biográfico!»Veja São Paulo. 21 de junho de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  23. Ir para cima «Marcelo Rezende aumenta a audiência e renova contrato com Record»R7.com. 11 de junho de 2014. Consultado em 1 de julho de 2017
  24. Ir para cima «Marcelo Rezende anda de patinete na Marginal Tietê»Veja São Paulo. 6 de dezembro de 2016. Consultado em 1 de julho de 2017
  25. Ir para cima «Marcelo Rezende esculhamba Bacci no ar e pinta o menino de ouro de amarelo»UOL. 14 de abril de 2015. Consultado em 1 de julho de 2017
  26. Ir para cima «José Luiz Datena e Marcelo Rezende atingem cerca de 900 mil famílias»Folha de S. Paulo. 17 de junho de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  27. Ir para cima «Marcelo Rezende: “Eu encarei na boa as piadas sobre meus erros”»Veja São Paulo. 20 de junho de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  28. Ir para cima «Mesmo com âncoras atrapalhados, telejornais populares saem na frente na cobertura de onda de protestos»iG. 19 de junho de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  29. Ir para cima «”O Cidade Alerta uniu a família e atraiu crianças”, diz Marcelo Rezende»UOL. 6 de agosto de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  30. Ir para cima «”Até pouco tempo era contra a pena de morte, agora sou a favor”, diz Marcelo Rezende»Jovem Pan FM. 25 de novembro de 2014. Consultado em 1 de julho de 2017
  31. Ir para cima «Marcelo Rezende comenta a lista de Fachin: “Temos que fazer um Brasil novo”»R7.com. 12 de abril de 2017. Consultado em 1 de julho de 2017
  32. Ir para cima «Marcelo Rezende revela que está com câncer e afirma: “Nada é difícil quando você tem Deus”»R7.com. 14 de maio de 2017. Consultado em 1 de julho de 2017
  33. Ir para cima «Marcelo Rezende deixa retiro espiritual ao lado de Geraldo Luís»Veja. 24 de maio de 2017. Consultado em 1 de julho de 2017
  34. Ir para cima Thiago Calil (16 de setembro de 2017). «Marcelo Rezende morre aos 65 anos em SP»R7. Consultado em 16 de setembro de 2017
  35. Ir para cima «Sempre discreto em relação à família, Marcelo Rezende fala sobre ser pai de cinco filhos: “Felicidade extrema”»R7.com. 10 de agosto de 2014. Consultado em 1 de julho de 2017
  36. Ir para cima «Marcelo Rezende revela infância pobre e se emociona ao rever amigos e familiares»R7.com. 10 de novembro de 2013. Consultado em 1 de julho de 2017
  37. Ir para cima «Uma conversa franca com Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta»Huffington Post Brasil – Revista Playboy. 29 de janeiro de 2015. Consultado em 1 de julho de 2017
  38. Ir para cima «Globo Repórter – Prêmios»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  39. Ir para cima «Jornal Nacional – Prêmios»Memória Globo. Consultado em 1 de julho de 2017
  40. Ir para cima «”Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo” será relançado em sua 10ª edição»Portal Imprensa. 3 de dezembro de 2012. Consultado em 1 de julho de 2017

Ligações externas

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