Como identificar um adulto com Asperger,e qual o procedimento que essa pessoa deve adotar depois que descobrir os sinais e sintomas?


  • foto especialista
    RESPONDIDO EM 12/10/2015

    Olá,

    A criança ou adulto que são Aspergers devem ser diagnosticados da mesma maneira, por médicos especializados e através de testes, avaliação da história de vida e histórico clinico.

    A denominação “Síndrome de Asperger” foi substituída em maio de 2013 para “Transtorno do Espectro do Autismo” (TEA). Antes era entendida como condição relacionada ao autismo, mas distinta dele. Hoje não deve ser considerada uma nova condição, e sim uma forma branda do autismo.
    Essa mudança é positiva, já que as pessoas com transtornos do espectro autista exibem comportamentos típicos, sendo melhor redefinir o diagnóstico por gravidade do que ter um rótulo completamente separado. Diferente do autismo clássico, quem possui o TEA não apresenta comprometimento intelectual e retardo cognitivo. Por isso os primeiros sinais e sintomas do distúrbio costumam ser ignorados pelos pais, que atribuem a características da personalidade da criança.
    Diferente do autismo, muitos portadores do TEA possuem Q.I. acima dos níveis normais. E por terem habilidades verbais muito desenvolvidas, com vocabulário amplo, diversificado e rebuscado, reforça nos pais a ideia de que seus filhos são superdotados. Demonstram foco exagerado em alguns assuntos específicos (carrinhos, marcas, automóveis, navios, por exemplo), permitindo que seus pais confundam este sintoma com preferencias, e acabam incentivando o interesse único e restringindo a diversidade de temas.
    Os sinais e sintomas do TEA podem aparecer nos primeiros anos de vida da criança, mas raramente são observados como algo negativo pelos pais, principalmente se as manifestações são leves. A grande maioria dos diagnósticos são realizados a partir da fase escolar, quando exibem a dificuldade de socialização, considerados uma característica muito significativa e com maior intensidade, junto com o fato de não ter interesse em nada que não esteja relacionado ao objeto de hiperfoco.
    Normalmente, o que mais preocupa os pais é o fato da criança apresentar sintomas associados ao isolamento social, inadequação de comportamentos ou manifestações de ansiedade, depressão ou irritabilidade.
    Usualmente os primeiros problemas observados são levados ao pediatra, que encaminha a criança a médicos especialistas para uma avaliação mais profunda e detalhada. Não existem laboratórios ou exames de imagem destinados à confirmação do diagnóstico. O principal instrumento são testes aplicados por neuropsicólogos. Quem possui o TEA tende a apresentar alterações nos testes de reconhecimento de emoções e nos que usam a percepção do que outros estão pensando. Eles apresentam extrema dificuldade de perceber o que pensam e sentem as pessoas que o cercam, mantendo-se atentos apenas ao que é literal e explicitamente demonstradas e detalhadas a eles. São inflexíveis, prendendo-se a regras e não conseguem agir com flexibilidade conforme a situação necessite.
    Para um bom tratamento, são envolvidos médicos, neuropsicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Basicamente a terapia baseia em transmitir habilidades e recursos para as manifestações características, em especial, a dificuldade no convívio social. Medicamentos são usados para tratar os sintomas decorrentes das manifestações de ansiedade, depressão ou irritabilidade.
    Quando o TEA chega a vida adulta sem diagnóstico ou tratamento adequado, pode enfrentar sérias dificuldades na vida pessoal, escolar e profissional.
    Quem convive com o TEA é importante: ajudar a diversificar seus focos de interesse para que ele passe a dar importância para outros assuntos, desenvolvendo habilidades e diminuindo comportamentos repetitivos e restritos; estimular a criança a reconhecer e compartilhar emoções e expressões faciais; não criticar o interesse da criança, mas apresentar outras opções.
    A agressividade, crises de birra, fobias e outras perturbações são manifestações inespecíficas e reacionais que podem estar presentes nesses pacientes. Por isso é muito importante o diagnostico precoce, a fim de minimizar as disfunções adaptativas.
    Em alguns casos, as crianças ou adolescentes podem se envolver em comportamentos de autolesão (também chamados de automutilação). As causas da autolesão continuam sem um fator específico, podendo ser gerada por: desequilíbrio químico; busca de atenção; infecção no ouvido; frustração; dores de cabeça; busca da estimulação sensorial; apreensões; sensibilidade ao som; fugir ou evitar uma tarefa; etc.
    Pessoas com TEA sentem-se em um estado desconfortável forte – físico ou emocional, e como não sabem lidar com situações destas naturezas, chegam a ferir-se na busca de reduzir o desconforto rapidamente. Eles podem continuar com a sensação de incômodo, mas deixam de sentir pânico ou nervosismo desta forma.
    Algumas formas de autolesão:
    * Mudanças de hábitos alimentares: podem estar ligadas à autoflagelação (casos graves podem chegar a distúrbios alimentares);
    * Cobrir-se;
    * “Acidentes” frequentes: alguém que se auto agride pode ser desajeitado para explicar seus ferimentos;
    * Indicações de depressão: mau humor, choro fácil, falta de motivação, perda de energia, todos podem ser sinais de depressão, podendo ser levado a autolesão;
    Feridas inexplicáveis: a autoagressão pode ter cicatrizes de cortes “novos”, contusões ou queimaduras, geralmente nos pulsos, braços, coxas ou peito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s