Funcionários da Copergás opõem-se à privatização proposta por Paulo Câmara


Amanda Miranda

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Publicado em 14/08/2017 às 10:21

Contrários à privatização da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) articulada pelo governo Paulo Câmara (PSB), funcionários da empresa procuraram parlamentares da oposição como a deputada estadual Teresa Leitão, o senador Humberto Costa e a vereadora Marília Arraes, que deve ser candidata a governadora pelo PT em 2018, contra o socialista. O grupo também tem se movimentado pelo Facebook, através de uma página criada pelo Sindicado dos Petroleiros de Pernambudo e da Paraíba (Sindipetro-PE/PB).

Os funcionários argumentam que a Constituição do Estado afirma que cabe ao governo “explorar diretamente ou mediante concessão à empresa estatal, com exclusividade de distribuição, os serviços de gás canalizado em todo o seu território”. “A Constituição define isso para não haver oportunistas tentando privatizar e estragar o futuro do Estado por um governo impopular, que não sabe se segue. Deixar um legado desse para pernambuco é muito negativo”, disparou o sindicalista Thiago Gomes.

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Gomes defende que o gás natural é um insumo estratégico para a indústria pernambucana e que, sem a garantia da gestão estadual, as empresas podem deixar de optar por instalar no Estado. “O gás natural está para a indústria como a água está para a gente. Como um empreendimento vem para Pernambuco se a gente não faz a rede de distribuição?”, questionou. “É uma questão de segurança energética, de soberania.”

A negociação é de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que lançou um edital para contratar a consultoria que deverá realizar os estudos para o negócio. Hoje, a Copergás é uma empresa de economia mista, que tem como sócio majoritário o Governo do Estado e a Petrobras Gás (Gaspetro) e a japonesa Mitsui, que seria a compradora. A venda geraria R$ 700 milhões para que Paulo Câmara concluísse obras, a um ano das eleições.

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O sindicato cobra do governador explicações sobre o interesse na privatização da companhia e, para isso, quer uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A entidade afirma que entregou há um ano uma carta a Paulo Câmara pedindo as justificativas para a venda e, quase um ano depois, não obteve respostas.

“Com isso, eles nos deixou mais apreensivos sobre os interesses da privatização. Não há razoes interesse público”, disse Thiago Gomes, indagando se o objetivo seria eleitoral. “Vai tentar se reeleger às custas do povo pernambucano? Será que é justo?”, perguntou. “Quando foi eleito não falou em privatização e agora quer impor essa agenda. O governador deve gerenciar o patrimônio público, não por fim a ele. É um monopólio que só faz sentido se for para defender os interesses públicos.”

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