Tipos de Pesquisa


Pesquisa pura, básica ou teórica

É um tipo de estudo sistemático motivado pela curiosidade intelectual, que se preocupa com o desenvolvimento do conhecimento pelo prazer de conhecer e evoluir cientificamente. Na concepção de Trujillo Ferrari (1982), a pesquisa pura procura melhorar o próprio conhecimento, isto é, busca contribuir, entender e explicar os fenômenos. Nela os pesquisadores trabalham para gerar novas teorias. Já para Minayo (2002, p. 52) esta forma de investigar “permite articular conceitos e sistematizar a produção de uma determinada área de conhecimento” visando, portanto “criar novas questões num processo de incorporação e superação daquilo que já se encontra produzido”. A pesquisa pura objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista

Pesquisa aplicada

Tem como motivação básica a solução de problemas concretos, práticos e operacionais. Trujillo Ferrari (1982, p. 171) enfatiza que “não obstante a finalidade prática da pesquisa, ela pode contribuir teoricamente com novos fatos para o planejamento de novas pesquisas ou mesmo para a compreensão teórica de certos setores do conhecimento”. Esta pesquisa é também chamada de pesquisa empírica, pois o pesquisador precisa ir a campo, conversar com pessoas, presenciar relações sociais, portanto envolve verdades e interesses locais.

Quanto ao método e à forma de abordar o problema, Richardson et al. (2007) classificam as pesquisas de duas maneiras: quantitativa e qualitativa.

Qunatitativa

Traduz em números opiniões e informações, para classificá-los e analisá-los sob a premissa de que todos os fenômenos são quantificáveis. Caracteriza-se pelo emprego de instrumentos estatísticos, tanto na coleta quanto no tratamento dos dados, tendo como finalidade medir relações entre as variáveis. Procura, portanto, medir e quantificar os resultados da investigação, elaborando-os em dados estatísticos. É apropriada para medir tanto opiniões, atitudes e preferências como comportamentos.

Este método de pesquisa deve ser utilizado para descobrirmos quantas pessoas de uma determinada população compartilham uma característica ou um grupo de características. Por exemplo, quantas pessoas que moram na cidade de Fortaleza – CE são do sexo masculino e quantas são do sexo feminino. Ou ainda, quantas pessoas de uma localidade têm preferência por um determinado produto.

Qualitativa

Considera a existência de um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito, não podendo ser traduzido em números. O pesquisador interpreta os fenômenos e lhes atribuem significados. Não requer o uso de modelos matemáticos e estatísticos. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave.

Bogdan (apud TRIVIÑOS, 1987) apresenta algumas características essenciais para a execução de uma pesquisa qualitativa:

→ No trabalho de campo, o pesquisador é fundamental no processo de coleta e análise de dados, por isso não pode ser substituído por nenhuma outra pessoa. É ele quem observa, seleciona, interpreta e registra os comentários e as informações do mundo natural. O pesquisador deve ter as seguintes habilidades: capacidade para ouvir; perspicácia para observar; disciplina para registrar as observações e declarações; capacidade de observação; organização para registrar, codificar e classificar os dados; paciência; abertura e flexibilidade; e capacidade de interação com o grupo de investigadores e com os atores envolvidos na pesquisa.
→ A pesquisa qualitativa é descritiva, dado que se preocupa em descrever os fenômenos por meio dos significados que o ambiente manifesta. Assim, os resultados são expressos na forma de transcrição de entrevistas, narrativas, declarações, fotografias, desenhos, documentos, diários pessoais, dentre outras formas de coleta de dados e informações;
→ Os pesquisadores qualitativos estão preocupados com o processo, portanto, não estão preocupados com os resultados e produtos, estão sim preocupados em conhecer como determinado fenômeno se manifesta;
→ Os pesquisadores qualitativos tendem a analisar seus dados indutivamente, isto significa que as abstrações são construídas a partir dos dados, num processo de baixo para cima;
→ O significado é a preocupação essencial, dado que os pesquisadores qualitativos buscam compreender os fenômenos a partir do ponto de vista dos participantes.

Existem vários critérios para classificar os tipos de pesquisa, de acordo com o enfoque dos vários autores.

Quanto a finalidade

Trujillo Ferrari (1982) explica que pesquisar é questionar, perguntar, cujos objetivos vinculam-se ao enriquecimento teórico das ciências, ao mesmo tempo em que apresentam valor prático ou pragmático da realidade.

A partir dessas duas finalidades a pesquisa pode ser dividida em dois grandes blocos: pesquisa pura e pesquisa aplicada.

Pesquisa pura, básica ou teórica

É um tipo de estudo sistemático motivado pela curiosidade intelectual, que se preocupa com o desenvolvimento do conhecimento pelo prazer de conhecer e evoluir cientificamente. Na concepção de Trujillo Ferrari (1982), a pesquisa pura procura melhorar o próprio conhecimento, isto é, busca contribuir, entender e explicar os fenômenos. Nela os pesquisadores trabalham para gerar novas teorias. Já para Minayo (2002, p. 52) esta forma de investigar “permite articular conceitos e sistematizar a produção de uma determinada área de conhecimento” visando, portanto “criar novas questões num processo de incorporação e superação daquilo que já se encontra produzido”. A pesquisa pura objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista

Pesquisa aplicada

Tem como motivação básica a solução de problemas concretos, práticos e operacionais. Trujillo Ferrari (1982, p. 171) enfatiza que “não obstante a finalidade prática da pesquisa, ela pode contribuir teoricamente com novos fatos para o planejamento de novas pesquisas ou mesmo para a compreensão teórica de certos setores do conhecimento”. Esta pesquisa é também chamada de pesquisa empírica, pois o pesquisador precisa ir a campo, conversar com pessoas, presenciar relações sociais, portanto envolve verdades e interesses locais.

Zanella (2009) apresenta outras diferentes maneiras de classificar os tipos de pesquisa, de acordo com sua finalidade, objetivos, metodologia, local de execução e resultados a serem alcançados, a partir de vários autores desta área de estudo.

Diante das diversas classificações dos tipos de pesquisa, é importante ressaltar que a escolha de um tipo de pesquisa depende basicamente da pergunta a ser respondida, do objeto pesquisado, do objetivo da pesquisa e da metodologia a ser utilizada.

É de muita utilidade a classificação de pesquisa apresentada, de forma clara e didática, por Richardson et al. (2007), quanto ao método e à forma de abordar o problema, e por Gil (2007), quanto aos objetivos da pesquisa e quanto aos procedimentos adotados para a coleta de dados.

Quanto à forma de abordagem do problema

Quanto ao método e à forma de abordar o problema, Richardson et al. (2007) classificam as pesquisas de duas maneiras: quantitativa e qualitativa.

Considera a existência de um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito, não podendo ser traduzido em números. O pesquisador interpreta os fenômenos e lhes atribuem significados. Não requer o uso de modelos matemáticos e estatísticos. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento chave.

Bogdan (apud TRIVIÑOS, 1987) apresenta algumas características essenciais para a execução de uma pesquisa qualitativa:

→ No trabalho de campo, o pesquisador é fundamental no processo de coleta e análise de dados, por isso não pode ser substituído por nenhuma outra pessoa. É ele quem observa, seleciona, interpreta e registra os comentários e as informações do mundo natural. O pesquisador deve ter as seguintes habilidades: capacidade para ouvir; perspicácia para observar; disciplina para registrar as observações e declarações; capacidade de observação; organização para registrar, codificar e classificar os dados; paciência; abertura e flexibilidade; e capacidade de interação com o grupo de investigadores e com os atores envolvidos na pesquisa.
→ A pesquisa qualitativa é descritiva, dado que se preocupa em descrever os fenômenos por meio dos significados que o ambiente manifesta. Assim, os resultados são expressos na forma de transcrição de entrevistas, narrativas, declarações, fotografias, desenhos, documentos, diários pessoais, dentre outras formas de coleta de dados e informações;
→ Os pesquisadores qualitativos estão preocupados com o processo, portanto, não estão preocupados com os resultados e produtos, estão sim preocupados em conhecer como determinado fenômeno se manifesta;
→ Os pesquisadores qualitativos tendem a analisar seus dados indutivamente, isto significa que as abstrações são construídas a partir dos dados, num processo de baixo para cima;
→ O significado é a preocupação essencial, dado que os pesquisadores qualitativos buscam compreender os fenômenos a partir do ponto de vista dos participantes.

Quanto aos objetivos

Segundo Gil (2007, 2010), quanto aos objetivos as pesquisas podem ser classificadas em: exploratórias, descritivas e explicativas.

Exploratória

Objetiva explicitar um problema, conhecê-lo, para que se possa construir hipóteses explicativas, envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que têm ou tiveram experiências práticas com o problema a ser pesquisado. Em geral, assumem a forma de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.

Descritiva

Objetiva descrever as características de determinada população ou fenômeno, ou, ainda, estabelecer relações entre variáveis; utiliza técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática. Em geral, assume a forma de Levantamento. A pesquisa descritiva, como o próprio nome já diz, tem o objetivo de “descrever com exatidão os fatos e fenômenos de determinada realidade” (TRIVIÑOS, 1987, p. 100, grifo do autor).

Explicativa

Visa identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos, explica a razão, o porquê da ocorrência dos fenômenos, sendo o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade. Em geral, assume as formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Ex-post-facto. Os procedimentos básicos são: registrar, classificar, identificar e aprofundar a análise.

Quanto aos procedimentos técnicos

Quanto aos procedimentos adotados na coleta de dados, Gil (2007, 2010) classifica as pesquisas em dois grandes grupos. No primeiro grupo, têm-se as pesquisas bibliográfica e documental, que se utilizam de fontes de “papel”. No segundo grupo, encontramos pesquisas que se utilizam de fontes de “gente”, isto é, dependem de informações transmitidas pelas pessoas. Aqui se incluem a pesquisa experimental, a ex-post-facto, o levantamento, o estudo de campo e o estudo de caso.

1. Pesquisa Bibliográfica

Pesquisa elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos e trabalhos disponibilizados na internet. O processo de pesquisa envolve a escolha do tema, levantamento bibliográfico preliminar, formulação do problema, elaboração do plano provisório de assunto, busca das fontes, leitura do material, fichamento, organização lógica do assunto e redação do texto (GIL, 2007, p. 60).

2. Pesquisa Documental

Pesquisa elaborada a partir de materiais que ainda não receberam tratamento analítico, como por exemplo: ofícios, fotos, filmes, documentos históricos etc. Os dados documentais, de natureza quantitativa e/ou qualitativa, podem ser encontrados junto à empresa (dados secundários internos) como os relatórios e manuais da organização, notas fiscais, relatórios de estoques, de usuários, relatório de entrada e saída de recursos financeiros, entre outros, e externos, como as publicações (censo demográfico, censo industrial) e resultados de pesquisas já desenvolvidas. Em função da natureza dos documentos – qualitativos ou quantitativos – o planejamento, a execução e a interpretação dos dados seguem caminhos diferentes, respeitando as particularidades de cada abordagem.

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