Teorias da Personalidade – Os grandes teóricos


Algumas das mais intrigantes teorias da personalidade

A personalidade é um tema intrigante. Muitos estudiosos vêm, através de vários séculos, tentando analisar e esclarecer os traços que definem uma personalidade e de que forma ela é formada. O tema é muito rico e dá margem à várias teorias. Vamos conhecer um pouco mais a respeito das teorias da personalidade?

Afinal, o que vem a ser a personalidade?

Podemos definir a personalidade como padrões característicos de pensamentos, sentimentos e comportamentos que fazem com que uma pessoa seja única. Segundo alguns autores, embora alguns fatores externos possam influenciar como determinados traços são expressados, a personalidade em si origina-se de dentro do indivíduo.

Alguns aspectos da personalidade podem se modificar à medida em que ficamos mais velhos, porém a personalidade tende a permanecer bastante consistente durante o decorrer da vida.

As características da personalidade

Organizada e consistente

Nós costumamos expressar certos aspectos de nossa personalidade em diferentes situações e nossas respostas a estímulos são geralmente estáveis.

Comportamental

Nós reagimos a pessoas e objetos em nosso ambiente de acordo com nossa personalidade. A escolha de nosso parceiro, nossa carreira, enfim, cada aspecto de nossa vida é afetado pela nossa personalidade.

Biológica e psicológica

Embora a personalidade seja psicológica, ela também é influenciada pelas necessidades biológicas e, dependendo da situação, podemos ter comportamentos diferenciados.

Freud (1856/1939)

O famosíssimo “Pai da Psicanálise” possui teorias controversas, porém a teoria mais importante de Freud é a subdivisão da personalidade em três sistemas: O id, o ego e o superego. O id é guiado pelo instinto e busca a satisfação das necessidades; o superego é o conjunto de valores morais e sociais que aprendemos, ou seja, o id é todo impulso, enquanto o superego é o que freia os impulsos e nos acusa se fazemos algo que consideramos errado, o que chamamos de consciência. O ego é o mediador entre o id e o superego. É o componente de nossa personalidade que toma as decisões.

Allport (1897/1967)

Allport acreditava que a personalidade é determinada biologicamente quando nascemos e moldada de acordo com as experiências do ambiente em que vivemos.

Adorno (1903/1969)

Adorno propôs que o preconceito é resultado do tipo de personalidade de um indivíduo. Ele elaborou um questionário que denominou de Escala F (de Fascismo). Segundo Adorno, traços de personalidade profundos predispõem alguns indivíduos a terem ideias totalitárias e altamente antidemocráticas, sendo, portanto, altamente preconceituosos. As evidências que deram suporte a sua tese são estudos de casos, testes psicométricos e entrevistas em clínicas com pessoas que possuíam pais muito rígidos.

De acordo com Adorno, pessoas com personalidades preconceituosas têm obsessão por status, respeitam e são submissos a figuras autoritárias e se preocupam com poder e firmeza. Entretanto, sua tese foi altamente contestada, pois nem sempre filhos de pais rígidos são preconceituosos e algumas pessoas preconceituosas não toleram autoritarismo, além do que, não se sabe porque determinadas pessoas têm preconceito com relação a certos grupos e não a outros.

Eysenck (1916/1997)

Através das respostas de questionários que entregou a 700 soldados com perturbações neuróticas, ele chegou à conclusão de que o comportamento poderia ser representado por duas dimensões de comportamento: introvertido-extrovertido e instável-estável. Ele denominou-as de traços de personalidade.

Introvertido / Extrovertido  

Os introvertidos são reservados, planejam as ações e controlam as emoções. Eles tendem a ser sérios, confiáveis e pessimistas.

Já os extrovertidos são sociáveis, gostam de excitação e desafios. Tendem a ser livres, otimistas e impulsivos.

Neurótico ou instável / Estável

Os neuróticos são ansiosos, preocupados e mudam constantemente de humor. São muito emotivos e têm dificuldade para se acalmar.

Os estáveis são calmos e despreocupados. Não reagem com intensidade aos problemas.

Posteriormente Eysenck adicionou uma terceira dimensão de comportamento, que seria a do Psicoticismo. Nesta estariam inseridas as pessoas que não possuem empatia (a capacidade de colocar-se no lugar dos outros). Elas seriam pessoas cruéis, solitárias, agressivas e problemáticas.

Cattell (1905/1998)

Cattell discordou de Eysenck afirmando que não era possível compreendera a personalidade observando apenas 3 dimensões de comportamento. Ele fez uma pesquisa de fontes diferentes, utilizando dados de vidas de pessoas, questionários e testes objetivos e chegou à conclusão de que haviam dezesseis traços de personalidade comuns a todas as pessoas. Segundo Cattell, todos temos traços de temperamento e traços dinâmicos.  Os traços dinâmicos são superficiais, são muito óbvios e facilmente identificados por outras pessoas, ao passo que os traços de temperamento são mais importantes, porém menos visíveis e ocultos em aspectos diferentes do comportamento.

Qual foi a teoria que mais chamou sua atenção? Não deixe de compartilhar suas ideias conosco nos comentários abaixo! Aproveite e conheça nossos testes voltados para avaliação da personalidade.

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