Psicologia nas Empresas – Aulas 1 a 5


Myers (2006), Davidoff (2006), Vergara (2007), Milkovich & Boudreau (2006), Regato (2008) e Bergamini (2010) são consensuais em apontá-la como a ciência do comportamento.

Estudar o comportamento significa observá-lo em seu curso, o que envolve inúmeras variáveis. Isto confere para os próprios estudantes uma série de aprendizados.

 

• Do autoconhecimento;
• Do ajustamento social;
• Da identificação das diferenças individuais;
• Da aquisição de habilidades sociais;
• Da administração de conflitos;
• Da gestão de pessoas;
• Etc.

…é a Psicologia.

Embora a Psicologia seja jovem, o estudo do comportamento é tão antigo quanto a existência do Homem.

Na Antiguidade filósofos como Platão (387 a.C.) e Aristóteles (335 a.C) eram instigados pelas atitudes, crenças, diferenças de comportamento, capacidade criativa e a loucura.

Ao grego Aristóteles foi creditada a paternidade da psicologia pré-científica.

O desenvolvimento da Psicologia é compatível com a evolução nos estudos em Anatomia humana e das ciências como um todo.
Mente e corpo foram grandes desconhecidos durante séculos.

Não se entendia se haveria uma relação entre eles, em termos de funcionamento. Se eram independentes ou se sofriam influência mútua. Durante este período, tudo o que se pensava saber sobre os mesmos estava limitado às crenças.

Descartes (1637) resolveu, definitivamente, a questão da dualidade mente-corpo, convencendo a comunidade científica sobre a sua interação.

Os avanços da Medicina permitiram associar o trabalho cerebral a todas as funções do corpo, como a percepção, a linguagem, a locomoção etc.

Para os portadores de desordens mentais e de distúrbios da conduta ― os atípicos (BERGAMINI, 2005) ― saímos das explicações míticas e evoluímos para as explicações científicas.

Vale observar que a Psicologia perdeu o caráter reducionista de “tratamento para doentes”, pois o seu conceito vem evoluindo tal como a sua aplicabilidade.

Os desafios do Homem atual são tantos que o modo como este os enfrenta nunca deixa de ser estudado. Isto confere aprendizados para “provas” subsequentes.

…Formatos adaptados para a TV expõem candidatos a prêmios em dinheiro.

…Já  em “O aprendiz” o prêmio pela conduta mais assertiva é uma vaga no mercado de trabalho.

O senso comum discute fenômenos observados, tomando-se como foco explicações populares e, portanto, não produzidas por pesquisas científicas.

A Psicologia explica questões relativas à conduta de todos os animais (inclusive a de animais inferiores, para fins de estudo) baseada em preceitos produzidos a partir de pesquisa.

Bergamini (2005) acrescenta que todos são convincentes ao defenderem seus pontos de vista na análise de outros e cita Rogers (1952):

 

 

A banalização das explicações sobre o comportamento humano lota as prateleiras de livros sem escopo científico e de títulos de autoajuda que reforçam o uso do senso comum pela população em geral. Este uso reforça a ideia de previsão da conduta.

A psicologia é uma ciência que oferece subsídios para melhor entender a natureza humana e, consequentemente, a sua conduta. Mas ela não oferece 100% de controle sobre os eventos porque, como toda ciência, ela trabalha com probabilidades.

O estudo sistemático do comportamento permite inferir que desenvolvemos processos psicológicos (aprendizagem, emoção, motivação e outros) para nos adaptarmos aos mais diversos meios.

Sintese

  • Compreendeu que o estudo do comportamento é tão antigo quanto à própria existência do Homem;
  • Aprendeu que os filósofos, na Antiguidade, estudavam a conduta e que a Psicologia evolui juntamente com o tempo, o que expande também a sua aplicabilidade. Não podemos, hoje, perceber os profissionais de psicologia reduzidos ao tratamento das doenças mentais, embora tal estudo tenha partido da observação de atípicos;
  • Analisou que a popularização dos conceitos de psicologia e o controle ambicionado do comportamento induzem, muitas vezes, à utilização do senso comum para explicar vários eventos. Isto não quer dizer, no entanto, que tais explicações possam ser aceitas como científicas. Até mesmo na Psicologia (como em qualquer ciência) trabalha-se com probabilidades, o que não permite aceitar nenhuma verdade como “absoluta”;
  • Identificou a aplicabilidade de conceitos da psicologia no contexto organizacional, sobretudo na área de gestão de pessoas.

A Psicologia no Contexto Orgnizacional

Aula 2: A PSICOLOGIA NO CONTEXTO ORGANIZACIONAL

Introdução

A vida contemporânea cada vez mais leva o indivíduo a participar de organizações, seja enquanto colaborador seja enquanto usuário de serviços.
Estamos nos mais variados meios organizacionais a começar por nossa inserção em família, depois na escola, num templo religioso e nas empresas, mais tarde, no papel de colaborador.

É fato que resolvemos, nestes espaços, necessidades de difícil resolução no plano individual e nos associamos às outras pessoas para atingirmos àquelas que são as metas da organização e metas que são as nossas. Quanto mais aproximadas estiverem estas metas, mais tranqüilo será o diálogo existente entre indivíduo e organização.

No cumprimento de metas e missão organizacionais podem ser experimentados conflitos, na incompatibilidade de objetivos individuais e organizacionais.
A psicologia organizacional, que tem espaço certo de aplicabilidade nos ambientes de trabalho, ainda se desenvolve por ganhar descrédito de uns e por estar marcada pela sua fase inicial de desenvolvimento, a de ciência que pode tratar atípicos.

Vários esforços, no entanto têm sido feitos e as subáreas da psicologia nas organizações têm funcionado no que diz respeito aos programas de desenvolvimento organizacionais, aconselhamento de carreira, ergonomia, etc. Nem sempre é o psicólogo graduado quem está a frente desta atividade no meio corporativo, mas administradores, pedagogos e gestores de RH aplicam, em larga escala, os ensinamentos da psicologia, promovendo o bem estar e a resolução de conflitos no cenário do trabalho.

Apresentaremos o conceito de organizações e o seu papel de importância na vida de cada indivíduo.
Serão discutidos aspectos relevantes na participação das pessoas nas organizações enquanto colaboradores e usuários de serviços.
A formação de grupos, no contexto organizacional, e aspectos relevantes para o seu desenvolvimento saudável também será discutido.
Serão apresentadas, ainda, às áreas de atuação do psicólogo ou do profissional que aplique conceitos da psicologia no meio corporativo.

Spector (2002), citado em Bergamini (2005), observa que a psicologia no espaço organizacional oferece um campo de estudo do comportamento tão subjetivo quanto em outras esferas.

Leavit (1972) deu foco a esse campo de estudo afirmando: “… uma teoria psicológica é tão necessária ao administrador  que lida com problemas humanos, quanto é uma teoria elétrica e mecânica ao engenheiro que lida com máquinas.” (p. 14)

A união de esforços para o alcance de necessidades leva à reunião de indivíduos, formando grupos.

Para que haja sucesso nessa reunião, deve haver sucesso na interação (Bowditch & Buono, 1992).

A necessidade de compreensão do comportamento nos grupos fez crescer as pesquisas sobre interação e fez surgir a psicologia organizacional.

Regato (2008) define a psicologia organizacional como subárea da psicologia que estuda especificamente o comportamento resultante das esferas organizacionais.

Dentro de um grupo satisfazemos necessidades de ordem grupal, mas não podemos esquecer que a qualidade da interação com os demais é definida pelo que Schutz (1966) chamou de “postulado das necessidades interpessoais”, listando-as:

1 Inclusão;
2 Controle;
3 Afeição.

Conhecidas as necessidades interpessoais dos indivíduos, passemos ao estudo da interação social que é o foco de estudo da psicologia organizacional.

Lewin (1946), estudando a influência de outros na formação da personalidade, demonstrou a importância das dinâmicas de grupo para o bem-estar dos indivíduos.

E Freud (1974, citado em Bergamini, 2005) acrescenta que a felicidade é uma questão pessoal, sendo que dificilmente a alcançamos sem que um contexto grupal seja vivenciado.

Lewin, e sua chamada Teoria de Campo, permite concluir que a adaptação social é indicadora de que demandas individuais e grupais são atendidas na interação com outras pessoas.

Bergamini (2005) observa: “seria ótimo que os objetivos do indivíduo, do grupo e da organização fossem coincidentes”. (p. 99)

A não interseção destes objetivos demanda conformidade do indivíduo para que se mantenha nos  grupos.  Existem momentos de experimentação de conflitos.

Dejours ….

Zanelli (2002) observa que a psicologia organizacional marcou a sua emancipação da Psicologia a partir da publicação de “Psicologia e eficiência industrial” em 1913, na Alemanha.

Taylor, administrador americano, deu ênfase ao estudo do comportamento produtivo no final do século XIX e início do XX, tornando-se o fundador da administração científica.

No Brasil, Zanelli (2002) destaca a importância do IDORT (Instituto de Organização Racional do Trabalho) e autores como: Dória (1953); Carvalho (1988) e leis de regulamentação da atividade do psicólogo.

Pesquise na própria internet, ou se você tiver acesso a livros, sobre o tema “Prazer e sofrimento no trabalho”. Como dica o nome Cristhophe Dejours (um grande pesquisador no assunto).

Como aprendemos as organizações viabilizam a satisfação de uma série de necessidades humanas tais como: sustento, crescimento pessoal, estima e realização pessoal (para alguns), mas as organizações, no entanto, impõem sacrifícios aos seus colaboradores (abdicação de convívio com a família quando as escalas são excessivas, metas difíceis a cumprir e até a administração de limitações pessoais para o exercício satisfatório da função).

Exemplifique o tema aqui discutido em situação já vivenciada ou observada por você e associe à discussão proposta pelo teórico pesquisado.

Sintese

  • Definiu organizações e sua importância para a satisfação de necessidades individuais;
  • Conheceu aspectos relevantes às organizações de trabalho que podem gerar conflitos de ordem individual ou interpessoal para os colaboradores de uma organização;
  • Identificou as necessidades interpessoais que podemos satisfazer, participando de grupos;
  • Listou áreas de atuação de psicólogos no contexto organizacional.

AULA 4 – A emoção e a inteligência

A emoção e a inteligência são aspectos inerentes à vida humana e implicam condutas ajustadas à percepção.
No trabalho a demanda por habilidades intelectuais se faz permanente na resolução de problemas, mas o estado emocional nem sempre é deixado de lado, provocando situações geradoras de desconforto e/ou conflito.

A emoção e a inteligência são aspectos inerentes à vida humana e implicam condutas ajustadas à percepção.
No trabalho a demanda por habilidades intelectuais se faz permanente na resolução de problemas, mas o estado emocional nem sempre é deixado de lado, provocando situações geradoras de desconforto e/ou conflito.

Analisaremos cada um dos conceitos em separado.

Weiten (2002, citado em BERGAMINI, 2005) afirma que as emoções são consideradas responsáveis pelos sentimentos e constituem um padrão da conduta de cada um.

Bergamini (2005) observa que a emoção “caracteriza-se como uma função psíquica de difícil acesso” (p. 117), o que justifica a dificuldade de lidar com as emoções das pessoas no trato interpessoal.

Analisaremos cada um dos conceitos em separado.

Weiten (2002, citado em BERGAMINI, 2005) afirma que as emoções são consideradas responsáveis pelos sentimentos e constituem um padrão da conduta de cada um.

Bergamini (2005) observa que a emoção “caracteriza-se como uma função psíquica de difícil acesso” (p. 117), o que justifica a dificuldade de lidar com as emoções das pessoas no trato interpessoal.

Existe ainda a dificuldade de as pessoas nomearem as próprias emoções, que, quando descritas, já perdem o estado puro, pois ganham a via racional.

A percepção que temos das emoções alheias espelha muito da nossa experiência pessoal e de condicionantes culturais (por exemplo: na maior parte do mundo riso e choro são indicativos respectivos de alegria e tristeza). Devemos cuidar para não rotular demais condutas observadas, pois a maior marca da emoção é a subjetividade.

Fisiologicamente, a emoção é o resultado dos trabalhos do SNC e do SNA.
Em termos de conduta manifestamos ou não as emoções, traduzindo-as por alterações na fala, marcha, gestos etc.
Há quem consiga omitir o que sente e, ainda, quem consegue simular grandes emoções (o trabalho dos atores).

Fisiologicamente, a emoção é o resultado dos trabalhos do SNC e do SNA.
Em termos de conduta manifestamos ou não as emoções, traduzindo-as por alterações na fala, marcha, gestos etc.
Há quem consiga omitir o que sente e, ainda, quem consegue simular grandes emoções (o trabalho dos atores).

Existem aspectos que influenciam o modo de manifestarmos as emoções, tais como:
• Personalidade;
• Gênero;
• Cultura;
• Formação;
• Condicionamento;
• Estado de saúde;
• Etc.

Embora o estudo das emoções seja complexo, os estudiosos são consensuais em associá-las a três aspectos:

1 Cognitivo – que representa a percepção;

2 Fisiológico – marca as alterações ocorridas no organismo durante os estados de emoção (trabalho do SNA);

3 Comportamental – modo de manifestação das emoções.

Nem sempre o aspecto emocional se desenvolve de modo compatível ao próprio desenvolvimento humano. A maturidade, neste aspecto, evidencia pessoas capazes de se relacionarem com tolerância às diferenças e de colocarem suas opiniões e sentimentos sem, contudo, desejar adesão de 100% (o que denunciaria um caráter infantil).

Questões psíquicas que dificultem uma interação satisfatória interferem bastante nesta esfera emotiva.

Desenvolvemos habilidades já possuídas e adquirimos outras no ambiente de trabalho.

O meio corporativo representa uma das maiores “escolas” na educação dos indivíduos por oportunizarem aprendizados e viabilizarem trocas interpessoais de extrema utilidade para o profissional e o pessoal de cada um.

Conforme os investimentos pessoais, maiores as chances de construção de diferenciais.

Cooper (1997) reforça a necessidade de pesquisas que relacionem trabalho e o desenvolvimento de inteligências e admite que pessoas que têm maior facilidade no trato interpessoal tendem a apresentar maiores chances de crescimento.

Existem pessoas com boa capacidade intelectual que não crescem profissionalmente pelo impeditivo construído por barreira social.

Desenvolver habilidades sociais, hoje, faz-se obrigatório.

Goleman

Alfred Binet

Gardner

Liderança

Empatia

A não administração das emoções e das pressões vivenciadas no ambiente de trabalho ou na vida familiar podem gerar estresses que são prejudiciais à saúde humana.

O que significa estresse?

Originalmente este termo foi emprestado da física que designa “desgaste” a que diversos materiais estão expostos pela ação do tempo e de outros estímulos que possam modificar o estado natural de um objeto.

Davidoff (2001) observa que todos estamos expostos a agentes estressores, estando estes no trabalho e/ou na nossa vida pessoal. Basta que a percepção de um estímulo seja estressante para que o mesmo se inicie.

Administrar condições de estresse evidencia várias inteligências, principalmente a emocional. Admitindo-se que nossa vida oferece desafios permanentes, precisamos aprender a lidar com os mesmos de modo a não nos prejudicarmos.

Excesso de tarefas resulta no estresse de sobrecarga e a falta delas no estresse de monotonia.

O meio organizacional oferece estresses que começam desde os processos seletivos aos desafios que nos são impostos a cada dia. Mas oportunizam aprendizados novos, bem como o aperfeiçoamento daqueles que já possuímos, seja por meio de treinamentos ou pelas trocas viabilizadas no intercâmbio com as outras pessoas.

Percebendo deste modo, os meios organizacionais são favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento de inteligências.

teste de QI

Inteliencia Miltipla

Cognição

estresse exaustao

Sintese

  • Conceituar emoção e sua influência sobre a conduta humana;
  • Conhecer os aspectos cognitivo, fisiológicos e comportamentais das emoções;
  • Definir inteligência e conhecer a evolução deste conceito, antes limitado às habilidades matemática e verbal;
  • Analisar condições facilitadoras do desenvolvimento de inteligências no contexto do trabalho.

AILA 5

França (2008) define seleção de pessoas como: “escolha do(s) candidato(s) mais adequado(s) para a organização, dentre os candidatos recrutados, por meio de vários instrumentos de análise, avaliação e comparação de dados”. (p. 34)

Santos (1973) acrescenta que a escolha deve reunir expectativas e habilidades do(s) candidato(s) com expectativas e necessidades previstas para o(s) cargo(s).

Robbins …

Vários são os instrumentos utilizados para a seleção de pessoas, estando entre os mais comuns:

• As entrevistas;

• Os testes escritos;

• Testes de simulação de desempenho;

• Dinâmicas de grupo;

• Etc.

 

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