A Síndrome de Asperger


É comum se pensar na Síndrome de Asperger como uma doença masculina que não tem cura. Na maioria das vezes, isso apavora muitos pais ao receber esse diagnóstico. No entanto, é bom que saibam que a Síndrome de Asperger não é uma doença, e sim um transtorno mais comum no sexo masculino.

Atualmente, está sendo do interesse de alguns cientistas rever e discutir algumas questões relativas a essa síndrome, uma vez que ela, mais brandamente, faz parte do espectro do autismo. Porém, se diferencia do autismo clássico por não comportar nenhum atraso global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem.

Uma das condições neurológicas caracterizadas por diferenças na aptidão para comunicação, bem como padrões repetitivos ou restritivos de pensamento e comportamento. De modo geral, afeta o modo como a pessoa se comunica e se relaciona com os outros.

Existem diversos graus de Síndrome de Asperger: ligeiros (crianças afetadas ligeiramente e que podem nunca chegar a ser diagnosticadas e serem apenas consideradas “estranhas”), médios ou graves (crianças afetadas de forma intensa e que podem não vir a ser independentes). Estes dependem da frequência, ou intensidade dos comportamentos individuais, que podem melhorar ao longo do tempo através de terapias adequadas. Tal como o autismo o síndrome de Asperger não tem cura, sendo que os fatores que lhes dão origem ainda não estão totalmente compreendidas.

Muitos especialistas acreditam que as alterações do comportamento que constituem a SA pode não resultar de uma única causa. Acreditamos que ajuda pais e professores lembrar com os “Aspies”, que como todas as pessoas, os “Aspies”, são sensíveis e gostam de ser tratados com carinho e compreensão. Apenas seu modo de interagir e compreender o mundo é que é diferente.

Vale lembra também algumas características deles.

Assim, os Aspies apresentam:

Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras atividades, ou seja, habilidade extrema de concentração naquilo que estão fazendo, o que leva a otimização do que fazem. Na área da ciência e da música essa capacidade de concentração é bastante desejável. Mozart, Einstein.

Apresentam rituais ou comportamentos repetitivos.

Peculiaridades na fala e na linguagem.

Padrões de pensamento lógico/técnico extensivos. Não raro extrapolam os limites da sua área de interesse. Leonardo da Vinci Dificuldades de interação interpessoal; embora sejam bastante sensíveis e suas relações pessoais são caracterizadas por uma perfeita lealdade.

Dificuldades com comunicação não-verbal. Porém revelam capacidade de aceitar argumentação sem ideias pré-concebidas. Discurso isento de falsidades ou conceitos politicamente corretos. São pessoas sinceras.

Não perdem tempo com conversas superficiais ou triviais. Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados. Geralmente vistos como alguém estabanado.

Memória excepcional para dados ignorados por todos os outros Não são preconceituosos.

Capacidade de seguir as próprias ideias ou perspectivas, apesar das provas em contrário. São mtas vezes vistos como teimosos.

Consideração por pormenores e detalhes que aparentam pouco interesse para a maioria.

Conversação sem objetivos pouco claros ou manipulação.

Perspectivas originais, e por vezes únicas, na resolução de problemas.

Grandes possibilidades de prosseguir carreiras académicas e/ou científicas.

Alguns “aspeis” famosos:

1. Leonardo da Vinci (pintor, matemático, escultor, arquiteto, físico, escritor, engenheiro, poeta, cientista, botânico e músico do Renascimento italiano. É considerado um dos maiores gênios da história da Humanidade)

2. Michelangelo (foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto renascentista italiano)

3. Ludwig van Beethoven (compositor erudito alemão, do período de transição entre o Classicismo e o Romantismo É considerado um dos pilares da música ocidental)

4. Mozart (compositor austríaco e executante da música erudita do Período Clássico)

5. Isaac Newton (cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo)

6. Jane Austen (foi uma escritora inglesa proeminente, considerada por alguns como a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare)

7. Emily Dickinson (poetisa americana)

8. Alfred Hitchcock (cineasta britânico/norte-americano, considerado o mestre dos filmes de suspense)

9. Al Gore (político americano)

10. Bill Gates (fundador da Microsoft, a maior e mais conhecida empresa de software do mundo)

11. Bobby Fischer (famoso xadrezista originalmente norte-americano, naturalizado islandês e ex-campeão mundial de xadrez)

12. Stanley Kubrick (um dos cineastas mais importantes do século XX, responsável por uma obra polêmica, mas que gozou de uma excelente recepção crítica.

13. Sócrates (filósofo ateniense, um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental, e um dos fundadores da atual Filosofia Ocidental)

14. Thomas Jefferson (terceiro presidente dos Estados Unidos da América)

15. Charles Darwin (naturalista britânico)

16. Thomas Alva Edison (inventor e empresário americano que desenvolveu muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial)

17. Henry Ford (empreendedor americano fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a aplicar a montagem em série de forma a produzir em massa automóveis)

18. Wassily Kandinsky (pintor artista russo e professor da Bauhaus)

19. Alexander Bell (cientista, inventor e fundador da companhia telefônica Bell)

20. Nietzsche (influente filósofo alemão do século XIX)

21. Andy Warhol (pintor e cineasta norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de pop art)

22. Jim Henson (criador e manipulador de bonecos Marretas)

23. Keanu Reeves (ator)

24. Vincent Willem van Gogh (pintor pós-impressionista holandês)

25. Albert Einstein (foi um físico alemão radicado nos Estados Unidos mais conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1921

É bom lembrar que um dos registros mais antigos sobre essas pessoas vem de uma lenda da região que engloba a Irlanda (celtas), Escócia, Normandia e até a Suécia sobre os chamados “changelings”. Crianças aparentemente iguais as outras, mas que haviam sido trocadas no berço, por filhos de fadas ou elfos. Por essa razão eles eram diferentes.


Marlene Dias da Silva
Responsável Técnica da Unipsico-Rio.
Psicóloga Clínica de Adultos, Casais e Orientação de Pais.
Curso de Formação: Sociedade de Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro – SPBRJ.

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