Japoneses trabalham unidos para uma cidade mais limpa


Prefeitura organiza voluntários uma vez por semana em alguns bairros.
Com 30 milhões de habitantes, Grande Tóquio é um exemplo de limpeza.

Quando um órgão público do setor da saúde permite uma situação como essa, a gente vê como o Brasil ainda precisa aprender a se cuidar. E se for para aprender com exemplos lá de fora, o Japão poder dar um exemplo fantástico.

O correspondente Márcio Gomes mostra como uma das maiores cidades do mundo também se tornou uma das mais limpas

Uma das maiores cidades do mundo também se tornou uma das mais limpas do mundo.

No centro de Tóquio, o senhor Ikeda nos leva, orgulhoso, ao edifício que tem o nome dele.

Dono do lugar, toma conta de tudo: da manutenção dos luminosos ao aluguel das lojas.

Fica ocupado o dia inteiro, ou quase.

Todos os dias, pontualmente às 16h, o senhor Ikeda deixa a administração do prédio de lado. Mas não é para descansar, não. Ele tem outro trabalho. Voluntário.

Assim como muitos japoneses, ele se envolve com a cidade, com o bairro, e quer dar a sua contribuição. O senhor Ikeda vai catar lixo.

Carregando os seus próprios equipamentos, ele se junta a outros trabalhadores da área.

Vão chegando de todos os lados. Cada loja, empresa do bairro, destaca um ou mais funcionários.

O diretor da associação comercial diz que a área já foi muito suja, “e com o esforço iniciado há 11 anos, mais gente passou a frequentar a região. E a comprar”.

Com 30 milhões de habitantes, a Grande Tóquio é um exemplo de limpeza.

Sem lata de lixo nas esquinas, o morador não joga nada no chão.

Mas nos pontos mais movimentados, é preciso uma ajuda. Seja com a vassourinha do senhor Ikeda, 50 minutos por dia, ou com pinças que alcançam a bituca de cigarro no bueiro – de longe, o tipo de lixo mais comum.

Em alguns bairros, é a prefeitura que organiza os voluntários, uma vez por semana, eles seguem uma rota definida num mapa.

É uma região boêmia de Tóquio, e o lixo também é coletado por empresas contratadas.

Mas o responsável pelo trabalho me conta que os voluntários são fundamentais “para manter esse gasto o mais baixo possível”. Tirar a goma de mascar grudada no chão é muito difícil”, fala esse funcionário de uma empresa de informática.

O lixo se esconde nos canteiros, entre as bicicletas. A ideia é catar a menor sujeira, mesmo aquela que quase ninguém vê.

Ao fim do trabalho a satisfação e certeza do senhor Ikeda:

“Cuida melhor quem vive no lugar e se estiver limpo, ninguém suja”, conta o senhor Ikeda.

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