Como viver com síndrome de Asperger


Saiba mais sobre a síndrome de Asperger, uma condição que afeta cerca de 40 mil pessoas só em Portugal.
Publicado por: CUF em 10 de Janeiro 2017
Tags: autismo , competências sociais , desenvolvimento infantil , desenvolvimento social , síndrome de asperger
        

A síndrome de Asperger é uma perturbação neuropsiquiátrica que se encontra inserida no espectro do autismo como uma perturbação ligeira. É comum associar-se o autismo, assim como outras perturbações compreendidas no seu espectro, à presença de alguma forma de atraso mental. No entanto, muitos dos indivíduos que apresentam síndrome de Asperger detêm capacidades mentais normais ou até, em alguns casos, acima da média. Embora as capacidades cognitivas não costumem ser afetadas, as pessoas com esta síndrome apresentam, no entanto, dificuldades na comunicação não-verbal e nos relacionamentos interpessoais.

 

Como reconhecer

A síndrome de Asperger é normalmente detetada e diagnosticada na infância ou adolescência por especialistas nas áreas da pediatria, neurologia pediátrica ou pedopsiquiatria; ou, se já em fase adulta, por neurologia ou psiquiatria. O encaminhamento deverá suceder quando se encontram presentes alguns dos seguintes sintomas, observados e reconhecidos pela família, pelos professores e/ou pelo médico assistente:

  • Descoordenação dos movimentos;
  • Falhas na comunicação não-verbal, nomeadamente na utilização deficiente de expressões faciais ou corporais e na fuga ao contacto visual;
  • Conversas em forma de monólogos e repetição contínua de expressões;
  • Interesse restringido a temas muito específicos;
  • Falhas na compreensão dos outros e dificuldade em mostrar empatia ou em compreender humor ou ironia;
  • Resistência à alteração de comportamentos e rotinas;
  • Comportamentos obsessivo-compulsivos.

 

Estima-se que a síndrome de Asperger afete quatro vezes mais homens que mulheres. A perturbação não costuma, no entanto, ser identificável antes dos 5 ou 6 anos de idade.

 

Como conviver com a síndrome de Asperger

A síndrome de Asperger, tal como parte considerável das perturbações neurológicas, não tem cura, mas existem terapêuticas que possibilitam uma melhor convivência da pessoa com a doença.

O acompanhamento psicológico é benéfico na maior parte dos casos, ajudando a pessoa com Asperger a melhor desenvolver as suas competências comunicacionais e sociais, assim como a lidar com eventuais dificuldades e frustrações quotidianas, problemas de tipo obsessivo-compulsivo, ansiedade ou sentimentos depressivos. Não existe medicação para a Asperger em si mas, em alguns casos, poderão ser prescritos medicamentos com o objetivo de tratar situações psiquiátricas acompanhantes, tais como perturbação obsessivo-compulsiva, perturbação depressiva ou de ansiedade, entre outros.

 

No caso de uma criança com Asperger, é importante que os pais estimulem a socialização, monitorizando os seus relacionamentos e encorajando aqueles que consideram benéficos. Os pais devem também procurar ajudar os filhos no desenvolvimento de competências sociais básicas: encorajá-los a fazer contacto visual, habituá-los ao contacto físico, demonstrar pelo exemplo e auxiliá-los a perceber o que é empatia e compreensão pelo outro. Deverão ainda procurar estimular o interesse dos filhos pelos seus talentos e valorizar os seus sucessos, de forma a que adquiram uma boa autoestima.

 

Sabia que…

São vários os casos de personalidades célebres com Síndrome de Asperger, entre as quais a cantora Susan Bo

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