Bullying tem efeitos negativos para quem sofre e pratica


“Para o agressor, também tem consequências”, diz autora do livro A Face Oculta

Bárbara Stefanelli, do R7
DivulgaçãoDivulgação

Tereza Maldonado, a autora do livro A Face Oculta

O bullying, agressões físicas e verbais praticadas e sofridas por crianças e adolescentes, tem se tornado cada vez mais comum nas escolas. Uma pesquisa feita pelo Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), a pedido da ONG Plan, mostra que 10 % dos entrevistados já sofreram algum tipo de agressão.

Em entrevista ao R7, Maria Tereza Maldonado, a autora de A Face Oculta, livro que já foi adotado como leitura obrigatória por colégios do Brasil, afirma que esse tipo de violência tem efeitos negativos não apenas para os agredidos, mas também para o agressor.

– Bullying tem efeitos negativos para quem sofre e para quem pratica. As consequências podem durar muito tempo para os dois.

Segundo Tereza, quando crescer, o agressor, acostumado com o comportamento violento, pode repetir os mesmos padrões e acabar sendo acusado de assédio moral no ambiente de trabalho.

Para a psicóloga, muitos praticantes de bullying também já foram vítimas de ataques e encontram uma maneira de vingar seu passado. A especialista afirma que quem “sofre ataques dentro de casa e aprende que a linguagem da violência é aceitável, começa a praticá-la em outros ambientes”.

Outro perfil comum entre os agressores é o de crianças ou adolescentes que crescem em um ambiente agressivo, segundo Tereza. Ela ainda explica que um terceiro tipo é o de pessoas que acham que, para liderar e conquistar o respeito de uma turma, precisam abusar da tirania e da humilhação.

– Tem agressor que não percebe que está causando sofrimento. Ele extrapola nas agressões e não tem percepção do sentimento das outras pessoas, completa a autora.

Já o agredido, normalmente com padrões que saem do que é considerado ideal pela maioria, por causa dos ataques pode não querer ir à escola ou até desejar trocar de colégio. Para Tereza, com o cyberbullying a situação se intensificou.

– Antes, a criança sofria na escola, mas ia para casa e se sentia segura. Com o desenvolvimento tecnológico, as perseguições passaram a acontecer 24 horas por dia e sete dias por semana e agora os ataques também acontecem através de celulares e sites de relacionamento.

Soluções

Desesperadas com a situação, muitas vezes as vítimas não sabem como se defender. Segundo Tereza, a família deve ficar atenta ao comportamento do filho e ao que ele anda fazendo na internet.

– Como o bullying e o cyberbullying estão crescendo, é necessário um trabalho em conjunto entre a escola e a família. Os colégios precisam instaurar programas antibullying feitos para todos que estão no local; desde alunos até professores e diretores.

Para completar, a autora afirma que as “crianças precisam saber que o comportamento agressivo é inaceitável”.

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