Compondo ambientes


 

 

Composição de ambientes é um termo bastante usado em decoração. Refere-se à organização dos elementos (móveis, cortinas, acabamentos etc.) que compõem o espaço (ambiente), de modo a oferecer ao observador um estímulo harmonioso e equilibrado. O mais importante em decoração é criar no ambiente um clima que lhe dê significado. Isso é possível por meio de formas, cores e materiais utilizados.

 

A harmonia e o equilíbrio do ambiente são conseguidos pela correta disposição dos elementos decorativos, de modo que o peso visual de cada um seja equivalente ao espaço em que está inserido. Tanto a dimensão do elemento que compõe o espaço quanto sua forma, cor, textura e outras variáveis influenciam o peso visual do ambiente.

 

Também a dinâmica, o ritmo e a proporção dos elementos são de grande importância para a composição decorativa. Denomina-se dinâmica a sensação de movimento que é transmitida pela forma, posição e ordenação dos elementos. O ritmo é a repetição de elementos. A proporção é a relação dimensional entre as partes e o todo. A proporção e as dimensões entre as partes de um elemento ou de sua relação com o espaço podem ser vistas de quatro maneiras distintas: da peça em relação às suas partes (sofá: dimensões do encosto, assento, braços); da peça em relação aos outros móveis (sofá em relação à mesa de centro ou lateral); da peça em relação ao ambiente (sofá em relação à sala); relação dimensional do ambiente em si (altura, largura, profundidade).

 

A decoração ocasiona estímulos visuais no observador, percebidos nas formas, cores, luzes e texturas utilizadas na composição do ambiente. Esses estímulos podem ser organizados pela semelhança, pela repetição ou pelo contraste. Dependendo do princípio escolhido, o ambiente terá uma característica diferente. Um ambiente composto apenas pela semelhança pode tornar-se monótono, repetitivo, cansativo, uma vez que não oferece variedade. Já um ambiente composto por contrastes pode tornar-se agressivo e cansativo pelo excesso de variedade. Percebe-se, portanto, que a semelhança e o contraste são complementares na composição decorativa, uma vez que a semelhança dos estímulos é essencial para se conseguir a harmonia, mas o contraste é fundamental para dar ênfase a uma peça, valorizar determinada área, criar centros de interesse e oferecer variedade visual.

Dessa forma, semelhança, repetição e contraste devem ser dosados de acordo com o tamanho do ambiente, com a mensagem que se deseja transmitir, com a necessidade de criar elementos ou áreas dominantes, mas principalmente pelo bom senso. É nesse sentido que a orientação de um profissional pode ser de grande importância, pois, como visto, são diversos os aspectos que influenciam a harmonia e o equilíbrio da decoração e, conseqüentemente, o prazer e conforto daqueles que utilizam o ambiente.

PUnidade Espin.

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