PARENTE REDUZ EFETIVO DE REFINARIAS E COLOCA VIDAS EM RISCO


Após demissões em massa via PIDV

Parente reduz efetivo de refinarias e coloca vidas em risco

Se ainda havia dúvida sobre os efeitos perversos do desmonte de Temer sobre a Petrobrás, a tentativa de impor uma redução drástica no quadro de empregados do setor operacional das refinarias cai como uma bomba e, principalmente, um choque de realidade para toda categoria. Agora, se impõe com ainda mais clareza e urgência a necessidade de organizarmos nacionalmente a resistência em defesa da nossa empresa, dos nossos empregos e, principalmente, de nossas vidas.

Desde semana passada, gestores de diversas refinarias da companhia vêm anunciando uma “reestruturação de efetivo” nas unidades. A medida atinge plantas operacionais estratégicas da empresa, como as refinarias de Cubatão (RPBC/SP), São Francisco do Conde (RLAM/BA), Araucária (REPAR/PR), Paulínia (REPLAN/SP), Duque de Caxias (REDUC/RJ) e Recife (Abreu e Lima/PE).

Na base do Litoral Paulista, o “anúncio” de redução na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) foi feito pela gerência de maneira “improvisada”, sem qualquer comunicação prévia. Aparentemente, a intenção era surpreender a categoria e o Sindicato, dificultando uma resposta à medida. No entanto, desde o fim de semana o Sindipetro-LP vem realizando atrasos sistemáticos nas entradas dos turnos para informar os trabalhadores sobre a medida, defendendo como urgente a construção de uma mobilização que impeça esse retrocesso.

Retrocesso que, aliás, a gerência já havia tentado implantar no ano passado na unidade nova de HDT. Na época, os trabalhadores realizaram mobilizações por 58 dias e conseguiram impedir a redução do quadro, acionando inclusive o Ministério Público do Trabalho. A luta dos petroleiros, aliada ao estudo do sindicato e categoria que comprovou ser uma aventura cortar o efetivo, garantiu o número mínimo de operadores necessários para atuar com segurança.

“A realidade é que todas as unidades da RPBC estão com quadro reduzido, algumas com uma realidade mais grave que outras, mas todas sofrem de efetivo baixo. E não há como a empresa negar isso. Sempre que há paradas para manutenção, qualquer urgência ou anormalidade, sempre é necessário recorrer a trabalhadores de outros grupos com a imposição de horas extras e dobras. Se o quadro estivesse inchado, como insinuam, não teríamos petroleiros trabalhando até 24 horas sem interrupção. É um crime o que estão fazendo com a empresa e a saúde dos empregados”, afirma Adaedson Costa, coordenador-geral do Sindipetro-LP e secretário-geral da FNP.

Desmonte neoliberal…
Este plano de Pedro Parente, homem de confiança do ilegítimo e corrupto Michel Temer, representa na prática um retorno aos anos neoliberais da década de 1990, quando primeiro Collor e depois FHC quase destruíram a empresa com o congelamento dos concursos e redução no número de empregados. Foi a época também do sucateamento das unidades operacionais, com investimento zero em manutenção e aquisição de novos equipamentos.

Aliás, é Pedro Parente um legítimo representante desses tempos sombrios: em 2001, ministro da Casa Civil de FHC e membro do Conselho de Administração da Petrobrás, se tornou réu em ação popular civil que cobra R$ 5 bilhões dele e outros gestores por conta de um negócio criminoso. Em uma troca de ativos desvalorizados da multinacional Repsol-YPF, na Argentina, por ativos brasileiros valorizados, a negociação gerou em valores corrigidos um prejuízo na casa dos R$ 2,3 bilhões à Petrobrás. Qualquer semelhança com a venda de ativos conduzida hoje por Pedro Parente, recheada de negócios criminosos que mais parecem doação de patrimônios valiosos, não é mera coincidência. O pré-sal brasileiro do Campo de Carcará, unidades e subsidiárias lucrativas como NTS, BR Distribuidora são apenas alguns exemplos de que a intenção do atual governo é destruir a Petrobrás.

…a serviço do capital estrangeiro
Boa apenas para o mercado internacional, que exige de Temer o sucateamento da Petrobrás para ocupar com ainda mais força o lucrativo setor petrolífero, a redução no efetivo das refinarias é uma consequência direta dos recentes PDVs (Programação de Desligamento Voluntário) da empresa. Ainda em 2014, em seu primeiro PDV, a Petrobrás demitiu mais de 7 mil empregados. Muito mais agressivo, o PDV de 2016 obteve a inscrição de mais de 11 mil trabalhadores. Isso sem falar na demissão de milhares de petroleiros terceirizados, que foram colocados no olho da rua após a suspensão criminosa de obras praticamente concluídas, como é o caso do Comperj e da Renest – duas importantes refinarias com mais de 80% das obras concluídas!

A nova ofensiva da direção da companhia sobre os trabalhadores aumenta sensivelmente a possibilidade de novos e mais graves acidentes, colocando em risco a segurança das unidades, dos trabalhadores e das comunidades que estão no entorno das instalações operacionais da empresa. As recentes mortes de três petroleiros terceirizados da sonda NS-32 no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, vítimas de uma explosão, não são uma fatalidade. Pelo contrário, são o resultado trágico de uma política criminosa de redução de custos que considera vidas apenas números.

A saída é construir a Greve Geral
Conectar essa pauta da categoria petroleira com as reivindicações do conjunto dos trabalhadores é tarefa número um do movimento sindical petroleiro. Diante disso, não há outra saída senão nos colocarmos como vanguarda da construção da greve geral de 30 de abril. Apesar de importante, a mobilização dos petroleiros através de atrasos e cortes de rendição não será suficiente para barrar tais ataques, que são parte do pacote de maldades de Temer a toda população.

Por isso, se formos capazes de construir uma greve geral ainda mais forte que aquela realizada no dia 28 de abril, abalando Temer e suas reformas, podemos enterrar de vez todos os seus ataques: não só contra a aposentadoria e os direitos trabalhistas de todos os brasileiros, mas também os ataques ao petróleo do país, à Petrobrás e aos petroleiros.

Nenhum direito a menos!
Construir a Greve Geral para derrubar as reformas e o desgoverno ilegítimo de Temer!
Diretas já para presidente e Congresso!

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