A IMPORTÂNCIA DA RESILIÊNCIA


É sempre bom voltar a escrever algum texto de caráter filosófico aqui neste blog instantâneo, e hoje escrevo sobre a importância da resiliência.

Esse termo surgiu em 1955 quando duas psicólogas, Werner e Simith visitaram o Havaí e conseguiram perceber que apesar da miséria que a população ali se encontrava, muitas pessoas conseguiam superar seus próprios limites, vencendo seus medos e enfrentando desafios até então inimagináveis. E o melhor disso: conseguiram vencer na vida.

Elas ficaram tão maravilhadas que deram a essa atitude o nome de resiliência, agora vale lembrar que esse termo já era usado em Física, mas no campo psicológico era a primeira vez, pois segundo a psicologia: “resiliência é uma capacidade universal que permite que uma pessoa, grupo ou comunidade previna, minimize ou supere os efeitos nocivos das adversidades” (Grotberg, 1995, p. 7).

O foco da pesquisa relatada no livro Vulnerable but invincible foram 72 crianças (42 meninas e 30 meninos) com uma história de quatro ou mais fatores de risco, a saber: pobreza, baixa escolaridade dos pais, estresse perinatal ou baixo peso no nascimento, ou ainda a presença de deficiências físicas. Uma proporção significativa dessas crianças era proveniente de famílias cujos pais eram alcoolistas ou apresentavam distúrbios mentais. Para surpresa das pesquisadoras, nenhuma dessas crianças desenvolveu problemas de aprendizagem ou de comportamento (Werner & Smith, 1982), o que foi considerado então
como “sinal de adaptação ou ajustamento”.

O que quero dizer com esses dados é que ainda hoje vivenciamos a sociedade do pobre de mim, a sociedade do coitadinho, do jeca, do indivíduo que se orgulha de manter sua vida ou sobrevida com bolsa-família e faz questão de ironizar que não quer sair dessa mediocridade.

O termo RESILIÊNCIA é diferente (bem diferente) de RESIGNAÇÃO, esta última refere-se a aceitação, na espiritualidade, na conscientização e na psicologia humana, geralmente se refere a experienciar uma situação sem a intenção de mudá-la. A aceitação não exige que a mudança seja possível ou mesmo concebível, nem necessita que a situação seja desejada ou aprovada por aqueles que a aceitam.

Acredito que ser resiliente requer um esforço maior, mais sofrível mas não menos agradável e prazeroso, já a resignação você pode até não concordar mas aceita passivamente aquela situação, quem mais nos mostrou a resignação foi o Mestre Jesus Cristo, o Espírito perfeito… Mas até chegarmos a ser pelo menos uma pequena porcentagem do que Ele foi será realmente louvável, mas creio que nossa constância serena irá as favas em pouco tempo, a não ser que vivamos isolados como os monges tibetanos 😀

Então a melhor saída é a resiliência para qualquer problema que enfrentarmos, e por falar nisso existe um curso que está em alta no mercado que é o COACHING, um curso voltado especialmente para quem quer vencer seus problemas e sair ileso de suas artimanhas principalmente emocionais, o maior entrave das nossas vidas, viver de forma equilibrada.

Conseguir viver sem entrar em um surto psicótico, pelo menor que ele seja, como estresse momentâneo. As doenças da mente viraram mais do que nunca vilãs memoráveis do novo paradigma preestabelecido pela sociedade moderna.

Depressão, síndrome do pânico, estresse e os mais variados transtornos mentais tornaram-se doenças ditas “normais”. Uma tris te realidade não é?

Agora vou fazer a ligação com o início do texto, a questão é que essas doenças estão ligadas a RESIGNAÇÃO, isso mesmo, o aparecimento da maioria dessas doenças estão ligadas ao uso da resignação, quando os sintomas começam a aparecer o sujeito/família simplesmente dá com os ombros e não faz nada. Essas doenças são sintomáticas e principalmente psicossomáticas, acumulam-se com o passar do tempo.

E quando vem o surto psicótico na maioria das vezes é ligado a religião. Exemplo: “Eu quero ler a Bíblia”(de uma hora para outra, ele simplesmente nunca quis lê-la); “Quero fazer um curso de teologia”(nunca demonstrou interesse no assunto); “Carrega todas as imagens de santos que vê pela frente”; “Quero ir à missa/culto” (de forma exagerada); “Quero ser padre ou pastor” (sendo que nunca falou disso). Desconfie se isso acontecer.

Isso é um alerta, pois provavelmente ele(a) está surtando, pois na maioria dos surtos há algo místico-religioso, dá para perceber uma anormalidade. Aí que entra a RESILIÊNCIA para buscar tratamento não só com a espiritualidade (que é ótimo) mas também médico, clínico. “Entregar a Deus” não é a melhor saída. O que melhor temos a fazer é enfrentar as dificuldades de frente e com altivez, saindo da zona de conforto.

Bem, todas as informações aqui fornecidas não foram inventadas, retirei de livros de psicologia e da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria.

Desejo que todos nós sejamos RESILIENTES e que a RESIGNAÇÃO nos mostre o caminho de elevação espiritual e não a inércia de vivenciar nossas emoções, mas sim um caminho de tranquilidade e equilíbrio na tomada de decisões.

Resiliência

Randerson Figueiredo

Sou Randerson Figueiredo, um entusiasta da escrita, da filosofia, história e psicologia analítica. Apresento estas postagens para debatermos sobre os mais variados assuntos relacionadas aos mais variados tipos de temas. Caso queira pode colaborar com este blog deixando sua sugestão, comentário, crítica e se caso merecer, um sincero elogio. Conte comigo para essa jornada rumo ao inconsciente coletivo.

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