O papel do líder sindical: Manual de Boas Práticas – informações estratégicas


O PAPEL DO LÍDER SINDICAL
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS:
Informações Estratégicas
O PAPEL DO LÍDER SINDICAL
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS:
Informações Estratégicas
http://www.ielgo.com.br

 

© 2007. IEL Instituto Euvaldo Lodi Goiás

APRESENTAÇÃO

 

 

sindicato patronal da indústria é a razão de ser das Federações de Indústrias.
Nesse sentido, estamos sempre preocupados em dar respostas às Onecessidades destes clientes no que diz respeito à sua modernização e

fortalecimento.
Proibida a reprodução total ou parcial desta Sabe-se que o sucesso do passado não credencia para o atendimento às
obra, sem a permissão expressa do

novas exigências do mercado e nem sempre possibilita a viabilização de alternativas

Instituto Euvaldo Lodi Goiás.

para aumentar a capacidade competitiva que, crescentemente, envolvem recursos
para inovação e melhoria da gestão institucional.

É por esse motivo que a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG)
está empenhada na construção de ferramentas gerenciais que visem o fortalecimento dos sindicatos patronais. Resultado deste esforço, temos a satisfação de apresentar o
presente documento ao gestor sindical, intitulado: O PAPEL DO LÍDER SINDICAL,
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS: INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS, que tem o objetivo de apresentar informações e práticas adotadas pelos nossos pares no atendimento aos seus clientes.

O documento representa o início de um fórum de discussão permanente

IEL – Instituto Euvaldo Lodi GO. O papel do líder
sindical: Manual de Boas Práticas -informações com os sindicatos e não um fim em si mesmo. O intuito é nos colocar à disposição,
estratégicas / Goiânia, 2006, 86 p. :16 il. juntamente com os demais órgãos que compõem o Sistema Federação da Indústria,
dos dirigentes classistas na adoção de alternativas de fortalecimento do setor que
representamos.

1. Sindicato 2. Boas práticas sindicais. 3. Entidades de
As práticas e informações contidas no Manual são frutos de um

classe 4. Pesquisalevantamento realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás), cujo objetivo foi o de
CDU 65.012 identificar – junto às entidades empresariais representativas de categorias diversas no
País – exemplos de serviços de qualidade prestados aos clientes/associados e divulgálos
às demais entidades. Os resultados deste levantamento, somados à experiência
das entidades envolvidas ao longo dos anos no contato diário com os dirigentes
sindicais, possibilitaram o desenvolvimento deste documento, que tem como principal
motivação a contribuição para a modernização sindical a fim de atender aos novos
tempos.
Ressaltamos que o conteúdo deste Manual é direcionado principalmente
para o líder sindical, que deverá ter tempo disponível para a defesa dos interesses da
classe e focar suas ações nas estratégias setoriais. Para que isso seja possível, é
imprescindível que ele conte com o apoio de um executivo com experiência gerencial,
que o auxilie na operacionalização dos seus projetos.
Solicita-se ainda sua imprescindível colaboração no sentido de preencher a

Instituto Euvaldo Lodi Goiás

Av. Araguaia, nº. 1544, 7ºandar – Setor Leste Vila Nova ficha de avaliação no final do documento, registrando suas críticas e sugestões para o
CEP 74645-070 – Goiânia – GO aprimoramento deste manual.
Tel. (62) 3219-1450 – Fax: (62) 3219-1478
http://www.ielgo.com.br Paulo Afonso Ferreira
e-mail: estela.iel@sistemafieg.org.br Presidente da FIEG

4.2.11. Tecnologia
4.2.12. Outros
4.3. Contratação e formação do Executivo Sindical
4.4. Instalação de comissão de conciliação prévia
4.5. Instrumentos de apoio utilizados para o bom
gerenciamento de um sindicato
PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA FEDERAÇÕES
5.1. Fortalecimento da base sindical através do
desenvolvimento de cadeias sindicais
5.2. Ações para estimular o associativismo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS PARA A
FUNDAÇÃO DE UM SINDICATO
I.1. Registro sindical
I.2. Ações necessárias no processo de constituição
de um sindicato
I.2.1. Redação de uma proposta de estatuto embasada
na legislação vigente
I.2.2. Angariar recursos financeiros necessários para a
criação legal da entidade
I.2.3. Trabalhar na arregimentação de outros associados
para o sindicato
I.2.4. Definir o endereço do sindicato
I.2.5. Reuniões, atas e principais deliberações para a
constituição de um sindicato
ANEXO II – ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO
II.1. Missão da diretoria provisória
II.2. Fontes de recursos para o funcionamento do sindicato
INTRODUÇÃO
PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
1.1. Aspectos históricos e peculiares
das Entidades de Classe
1.2. O que são Entidades de Classe
1.2.1. Associações e Sindicatos: diferenças e similaridades
1.2.2. Federações
1.2.3. Confederações
PARTE II – O LÍDER CLASSISTA
2.1. O que se espera de um líder classista?
PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
3.1. Planejamento estratégico
3.2. Elaboração do plano estratégico
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL:
BOAS PRÁTICAS PARA DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1. Trabalho em cadeia com os Sindicatos:
uma tendência do futuro
4.1.1. Identificação do provável grupo de Sindicatos
4.1.2. Sensibilização dos dirigentes dos sindicatos potenciais
4.1.3. Formação do grupo com interesses comuns
4.1.4. Algumas considerações para a preparação do
grupo visando melhores resultados
4.2. Alguns resultados de pesquisa realizada pelo IEL-GO
4.2.1. Representação
4.2.2. Convênio
4.2.3. Consultoria técnica
4.2.4. Serviços de RH
4.2.5. Estudos setoriais e pesquisas de mercado
4.2.6. Eventos
4.2.7. Divulgação (comunicação com o mercado)
4.2.8. Informação
4.2.9. Lazer e cultura para valorizar o associativismo
4.2.10. Saúde
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SUMÁRIO SUMÁRIO

INTRODUÇÃO
6
INTRODUÇÃO
6
INTRODUÇÃO

m dos passos sugeridos ao empresário, quando ele procura registrar sua

empresa, é inscrever-se no sindicato patronal da categoria em que o seu Uramo de atividade se enquadra buscando, assim, o fortalecimento de sua
classe.

Entretanto, sabe-se que a realidade se afasta enormemente desse princípio.
Nem todas as empresas vêem necessidade em se filiar aos seus sindicatos, e muitas
daquelas que assim o fazem se encontram insatisfeitas com as poucas conquistas feitas
por eles, demonstrando isso com seu afastamento. Esse afastamento gera redução
nos recursos financeiros e até mesmo na sua força política.

De certa forma isso é conseqüência da imagem nem sempre positiva que o
empresário tem a respeito dos sindicatos e o desconhecimento dos benefícios que
estes podem trazer aos seus negócios.

Existem sindicatos fortes e expressivos, que proporcionam às empresas
filiadas grandes conquistas, além de apoio em suas atividades empresariais e muitos
benefícios estendidos até mesmo a sua vida pessoal, mas é necessário reconhecer que
esses são exceções. Grosso modo, a maioria dos líderes classistas tem a impressão de
travar uma luta sem fim contra um inimigo que, em muitos casos, deveria ser seu
aliado.

Como reverter esse quadro?

Por que alguns sindicatos se fortalecem mais do que outros?
Como fazer com que seu sindicato aumente seus recursos e sua força
política ao mesmo tempo que trabalha em prol de seus associados?

 

Até o final deste manual serão fornecidas informações referentes direta ou
indiretamente à gestão desses sindicatos, para que você obtenha respostas às
questões mencionadas no quadro acima e para que, principalmente, possa contribuir
com a gestão do seu sindicato.

A idéia de que uma classe fortalecida trará consideráveis benefícios ao seu
próprio negócio deve ser um fator altamente difundido entre os empresários,
independente do tamanho e do porte da atividade de suas organizações. Para que isto
aconteça é necessária uma ação transformadora: a construção de uma nova realidade,
na qual os sindicatos realmente sejam vistos como agentes fortalecedores da classe
que defendem.

7

INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Para tanto, é recomendado mudar, principalmente, a forma como a maioria
desses sindicatos são geridos atualmente. Neste momento você deve estar se
perguntando como fazer para que seu sindicato tenha a melhor gestão, como você se
encaixa neste processo de mudança e se a sua importância nessa nova realidade foi
reduzida.
Pelo contrário! O objetivo central deste trabalho é justamente valorizar os
esforços do líder sindical, otimizando as atividades que requerem seu tempo,
delegando aquelas que não precisam necessariamente ser desenvolvidas por ele.
A maioria dos líderes sindicais se vê diante de uma dura realidade: de tão
envolvidos numa imensa burocracia e em atividades administrativas rotineiras, não
conseguem se desprender de tudo isso para poder cumprir satisfatoriamente alguns
de seus mais importantes papéis, como a criação de oportunidades e atuação política
em benefício de sua classe.
É importante ressaltar que a gestão de entidades sindicais possui um estilo
próprio que, apesar de requerer apoio nas tradicionais teorias e ferramentas
administrativas, se caracteriza pelo espírito de coletividade, parceria e
desenvolvimento mútuo, sobretudo da vontade dos filiados em fortalecer a classe e,
conseqüentemente, sua empresa.
As mudanças necessárias ocorrerão se as informações e diretrizes contidas
neste manual estiverem associadas à força de vontade, mantendo sempre o foco no
interesse de todos os membros do sindicato. Para tanto é importante lembrar sempre
que:
A união fortalece o grupo e com isso todos ganham!
Somente ao buscar o desenvolvimento e o fortalecimento de TODA a
categoria é possível traduzir em resultados os esforços do grupo.
O líder sindical é a pessoa mais importante desse processo e, para tanto, deve
ter tempo e ferramentas para trabalhar. Entretanto, para que o líder sindical consiga se
liberar das atividades burocráticas, é fundamental que ele possa confiar na sua equipe
de apoio. É neste ponto que entra o executivo sindical. Este profissional contribuirá
com seus conhecimentos sobre a gestão e, juntamente com o líder sindical, trabalhará
para fortalecer o sindicato. Mais detalhes sobre este profissional, aonde recrutá-lo, o
perfil esperado dele e as atividades que ele deverá realizar estão dispostas no item 4.3.
Contratação e formação do Executivo Sindical.
Mais esclarecimentos referentes às questões levantadas até o momento
serão sugeridos no decorrer deste manual.
Na parte I, será exposta uma visão geral do que vem a ser uma entidade de
classe, as várias formas de associações existentes e um breve relato histórico
acompanhado de algumas conquistas recentes da CNI como entidade maior que
representa a Indústria no território nacional. Nesse contexto apresentam-se as
associações de classe em suas diversas formas e graus.
A segunda parte tratará do papel que o líder classista exerce diante de um
sindicato, o que se espera dele e o perfil necessário para assumir o cargo.
A terceira parte relata a importância do planejamento em uma entidade
sindical patronal e os principais pontos do planejamento estratégico.
A seguir está incluído neste manual um apanhado de boas práticas para
desenvolver o seu sindicato, como também algumas sugestões às Federações, que
devem ser levadas em consideração por aqueles que têm o desafio de gerir uma
entidade de classe.
Será, portanto, oferecido ao leitor um guia onde estão listadas as melhores
práticas já testadas e consagradas por sindicatos. Estas práticas são embasadas em
ferramentas gerenciais operacionais e estratégicas que possibilitam ao sindicato o
maior aproveitamento dos seus recursos. Trata-se de fórmulas que ajudarão os
sindicatos, independentemente de seu porte, a operacionalizar suas atividades visando
objetivos a curto, médio e longo prazo.
Para quem pretende fundar uma entidade sindical, o ANEXO I fornece desde
informações referentes aos principais requisitos necessários até posturas a serem
tomadas para que se obtenha sucesso nessa iniciativa. Estas informações são
complementadas no ANEXO II onde é possível visualizar como a diretoria de
instalação procede à estruturação do sindicato.
Para complementar o conteúdo deste manual e facilitar a aplicação prática do
que foi discutido, se encontram disponíveis modelos de formulários e documentos no
seguinte endereço eletrônico: http://www.ielgo.com.br.
Esses modelos são simplificados e podem fazer a diferença ao serem
aplicados aos processos realizados pelo seu sindicato.
Você pode aumentar sua produtividade e seus resultados efetuando tarefas
simples. É necessário somente associar a esses conhecimentos e ferramentas uma boa
dose de empenho e perseverança, características comuns a pessoas que se dispõem a
efetuar um trabalho para uma entidade sem fins lucrativos.
Após esclarecer onde se espera chegar com este manual, deseja-se que você
tenha um bom aproveitamento do seu conteúdo.
89INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO
Para tanto, é recomendado mudar, principalmente, a forma como a maioria
desses sindicatos são geridos atualmente. Neste momento você deve estar se
perguntando como fazer para que seu sindicato tenha a melhor gestão, como você se
encaixa neste processo de mudança e se a sua importância nessa nova realidade foi
reduzida.
Pelo contrário! O objetivo central deste trabalho é justamente valorizar os
esforços do líder sindical, otimizando as atividades que requerem seu tempo,
delegando aquelas que não precisam necessariamente ser desenvolvidas por ele.
A maioria dos líderes sindicais se vê diante de uma dura realidade: de tão
envolvidos numa imensa burocracia e em atividades administrativas rotineiras, não
conseguem se desprender de tudo isso para poder cumprir satisfatoriamente alguns
de seus mais importantes papéis, como a criação de oportunidades e atuação política
em benefício de sua classe.
É importante ressaltar que a gestão de entidades sindicais possui um estilo
próprio que, apesar de requerer apoio nas tradicionais teorias e ferramentas
administrativas, se caracteriza pelo espírito de coletividade, parceria e
desenvolvimento mútuo, sobretudo da vontade dos filiados em fortalecer a classe e,
conseqüentemente, sua empresa.
As mudanças necessárias ocorrerão se as informações e diretrizes contidas
neste manual estiverem associadas à força de vontade, mantendo sempre o foco no
interesse de todos os membros do sindicato. Para tanto é importante lembrar sempre
que:
A união fortalece o grupo e com isso todos ganham!
Somente ao buscar o desenvolvimento e o fortalecimento de TODA a
categoria é possível traduzir em resultados os esforços do grupo.
O líder sindical é a pessoa mais importante desse processo e, para tanto, deve
ter tempo e ferramentas para trabalhar. Entretanto, para que o líder sindical consiga se
liberar das atividades burocráticas, é fundamental que ele possa confiar na sua equipe
de apoio. É neste ponto que entra o executivo sindical. Este profissional contribuirá
com seus conhecimentos sobre a gestão e, juntamente com o líder sindical, trabalhará
para fortalecer o sindicato. Mais detalhes sobre este profissional, aonde recrutá-lo, o
perfil esperado dele e as atividades que ele deverá realizar estão dispostas no item 4.3.
Contratação e formação do Executivo Sindical.
Mais esclarecimentos referentes às questões levantadas até o momento
serão sugeridos no decorrer deste manual.
Na parte I, será exposta uma visão geral do que vem a ser uma entidade de
classe, as várias formas de associações existentes e um breve relato histórico
acompanhado de algumas conquistas recentes da CNI como entidade maior que
representa a Indústria no território nacional. Nesse contexto apresentam-se as
associações de classe em suas diversas formas e graus.
A segunda parte tratará do papel que o líder classista exerce diante de um
sindicato, o que se espera dele e o perfil necessário para assumir o cargo.
A terceira parte relata a importância do planejamento em uma entidade
sindical patronal e os principais pontos do planejamento estratégico.
A seguir está incluído neste manual um apanhado de boas práticas para
desenvolver o seu sindicato, como também algumas sugestões às Federações, que
devem ser levadas em consideração por aqueles que têm o desafio de gerir uma
entidade de classe.
Será, portanto, oferecido ao leitor um guia onde estão listadas as melhores
práticas já testadas e consagradas por sindicatos. Estas práticas são embasadas em
ferramentas gerenciais operacionais e estratégicas que possibilitam ao sindicato o
maior aproveitamento dos seus recursos. Trata-se de fórmulas que ajudarão os
sindicatos, independentemente de seu porte, a operacionalizar suas atividades visando
objetivos a curto, médio e longo prazo.
Para quem pretende fundar uma entidade sindical, o ANEXO I fornece desde
informações referentes aos principais requisitos necessários até posturas a serem
tomadas para que se obtenha sucesso nessa iniciativa. Estas informações são
complementadas no ANEXO II onde é possível visualizar como a diretoria de
instalação procede à estruturação do sindicato.
Para complementar o conteúdo deste manual e facilitar a aplicação prática do
que foi discutido, se encontram disponíveis modelos de formulários e documentos no
seguinte endereço eletrônico: http://www.ielgo.com.br.
Esses modelos são simplificados e podem fazer a diferença ao serem
aplicados aos processos realizados pelo seu sindicato.
Você pode aumentar sua produtividade e seus resultados efetuando tarefas
simples. É necessário somente associar a esses conhecimentos e ferramentas uma boa
dose de empenho e perseverança, características comuns a pessoas que se dispõem a
efetuar um trabalho para uma entidade sem fins lucrativos.
Após esclarecer onde se espera chegar com este manual, deseja-se que você
tenha um bom aproveitamento do seu conteúdo.
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PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
PARTE I
SINDICATOS E
ENTIDADES DE CLASSE
10
1.1. Aspectos históricos e peculiares das Entidades de Classe
s sindicatos surgiram nos idos do século XVIII, na Europa, mais

precisamente na Inglaterra, ao mesmo tempo do aparecimento da Osociedade industrial e da expansão do capitalismo. O seu surgimento se
deu principalmente para compensar a situação de exploração vivida naqueles tempos.

Os trabalhadores perceberam que somente se unindo e se organizando
poderiam vencer as dificuldades pelas quais estavam passando. Conquistaram então
vários direitos como os contratos coletivos, a jornada de 8 horas de trabalho e o direito
a greve.

No outro lado da discussão estão as empresas que, com o surgimento dos
sindicatos dos trabalhadores, viram a necessidade de se organizarem também.
Surgem então, no Brasil, os sindicatos dos empregadores ou sindicatos patronais, que
nasceram visando principalmente defender os interesses de cada categoria. Além de
negociar com os sindicatos dos trabalhadores, ele também funciona como
instrumento de negociação entre a categoria e o governo em demandas importantes
como impostos e leis para o setor.

O sindicato, quanto mais forte, mais representatividade e conquistas
proporcionam aos seus associados. Para aumentar ainda mais a sua expressividade ele
ingressa na Federação condizente à sua atividade econômica.

As Federações são de âmbito estadual de representação, enquanto que nas
Confederações o âmbito é federal.

1.2. O que são Entidades de Classe
Para maior compreensão do que se pretende sugerir no decorrer deste
estudo, para a melhoria contínua do sindicato é necessário, antes de qualquer coisa,
entender alguns pontos básicos sobre o assunto.

Entende-se por entidade de classe uma sociedade de empresas ou pessoas
com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, sem fins lucrativos e não
sujeita a falência, constituída para prestar serviços aos seus associados/filiados. Neste
manual abordam-se as associações, sindicatos, federações e confederações.

É importante destacar que todas essas entidades são originalmente
associações. Ressalta-se que as associações são apenas uma das formas de se organizar
juridicamente, e que elas possuem diferenças essenciais em suas diversas formas. Em
princípio, o que elas têm em comum é o fato de buscar, em sua forma coletiva, apoio
em suas atividades, as quais são geralmente do mesmo ramo e região.

11

FEDERAÇÃO
SINDICA
PARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSEPARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
Na figura 1 estão dispostas as principais formas de associações em ordem
de hierarquia.
Apesar da importância do tema entidades de classe, em termos gerais este
manual dará ênfase à forma patronal, mais especificamente aos sindicatos.
Além das formas descritas na figura 1, ainda é possível apresentar a própria
associação, no sentido da palavra. A partir de agora serão definidos os pormenores de
cada uma delas: a associação, o sindicato, a federação e a confederação.
1.2.1. Associações e Sindicatos: diferenças e similaridades
Todas as entidades aqui estudadas são, em sua essência jurídica, associações.
As associações são pessoas jurídicas de direito privado, formadas pela união de pessoas
físicas ou jurídicas com objetivos comuns, sem finalidades lucrativas.
Segundo previsto no novo Código Civil, em seu art. 53, define-se legalmente
a associação como uma “união de pessoas que se organizem para fins não
1econômicos”.
As associações compreendem todas as anteriores sociedades civis sem fins
lucrativos, com exceção das fundações e cooperativas. O que as pessoas que nela se
agrupam têm em comum são os ideais e os objetivos.
Na prática, as associações surgem como frutos de um ato de vontade. A
vontade geralmente parte de um indivíduo ou da necessidade de um grupo de
indivíduos. Eles devem possuir o perfil empreendedor e desbravador de quem deseja
fazer a diferença. Devem perceber a importância de se organizar em grupos para
enfrentar as dificuldades corporativas a que são submetidos.
Ao constatar a existência dessa vontade, inicia-se a busca por interessados
que tenham objetivos em comum. Agrupar esses futuros parceiros constitui uma
atividade fundamental para quem pretende se aventurar nesta nova empreitada. Essa
vontade deve ser comum aos que ingressam em todos os tipos de associações.
De acordo com a ordem hierárquica das entidades de classe patronal, as
associações -em sua origem -são iguais aos sindicatos, diferenciando-se deles
somente pelo fato de não possuírem o direito de representação legal para participar
das instituições econômicas organizadas pelo Estado e para defender os interesses da
classe junto ao mesmo.
Pode-se dizer que uma associação patronal é considerada como aquela que
se organiza por empresas da mesma categoria, com a intenção de defesa de seus
interesses. Ela pode ser livre ou ter caráter sindical.
Enquanto a associação livre não representa uma categoria, mas apenas
associados, ou seja, é uma pessoa jurídica de direito civil, regida pelo Código Civil, a
sindical representa categoria e possui prerrogativas indicadas no artigo 513 da
2Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) .
Portanto, o sindicato -razão de ser deste manual -na forma patronal é a
reunião (associação) de pessoas jurídicas que possuem atividades econômicas
3(empregadores) comuns visando a defesa de seus interesses coletivos.
Segue, na figura 2, um resumo das ações exclusivas de um sindicato.
1 – Código Civil Brasileiro. 54ªed. São Paulo: Editora Saraiva. 2003.
2 – Amauri Mascaro em Artigo A organização Sindical e o Novo Código Civil de Roberto Luis Lopes Nogueira, p.2
3 – Artigo 51 – CLT comentada. Eduardo Gabriel Saad, 35ª ed. 2002.
Participação nas instituições econômicas organizadas pelo EstadoDefesa dos interesses da classeInstituição das Comissões de Conciliação PréviaParticipação de convenções ou acordos coletivos atinentes à redução
dos direitos sociais inseridos na Constituição da RepúblicaParticipação nas instituições econômicas organizadas pelo Estado
Defesa dos interesses da classe
Instituição das Comissões de Conciliação Prévia
Participação de convenções ou acordos coletivos atinentes à redução
dos direitos sociais inseridos na Constituição da República
Figura 2 – Ações exclusivas dos sindicatos
12 13
Ações exclusivas dos sindicatos
Figura 1 – Hierarquia de representatividade patronal
SINDICA
PARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSEPARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
Na figura 1 estão dispostas as principais formas de associações em ordem
de hierarquia.
Apesar da importância do tema entidades de classe, em termos gerais este
manual dará ênfase à forma patronal, mais especificamente aos sindicatos.
Além das formas descritas na figura 1, ainda é possível apresentar a própria
associação, no sentido da palavra. A partir de agora serão definidos os pormenores de
cada uma delas: a associação, o sindicato, a federação e a confederação.
1.2.1. Associações e Sindicatos: diferenças e similaridades
Todas as entidades aqui estudadas são, em sua essência jurídica, associações.
As associações são pessoas jurídicas de direito privado, formadas pela união de pessoas
físicas ou jurídicas com objetivos comuns, sem finalidades lucrativas.
Segundo previsto no novo Código Civil, em seu art. 53, define-se legalmente
a associação como uma “união de pessoas que se organizem para fins não
1econômicos”.
As associações compreendem todas as anteriores sociedades civis sem fins
lucrativos, com exceção das fundações e cooperativas. O que as pessoas que nela se
agrupam têm em comum são os ideais e os objetivos.
Na prática, as associações surgem como frutos de um ato de vontade. A
vontade geralmente parte de um indivíduo ou da necessidade de um grupo de
indivíduos. Eles devem possuir o perfil empreendedor e desbravador de quem deseja
fazer a diferença. Devem perceber a importância de se organizar em grupos para
enfrentar as dificuldades corporativas a que são submetidos.
Ao constatar a existência dessa vontade, inicia-se a busca por interessados
que tenham objetivos em comum. Agrupar esses futuros parceiros constitui uma
atividade fundamental para quem pretende se aventurar nesta nova empreitada. Essa
vontade deve ser comum aos que ingressam em todos os tipos de associações.
De acordo com a ordem hierárquica das entidades de classe patronal, as
associações -em sua origem -são iguais aos sindicatos, diferenciando-se deles
somente pelo fato de não possuírem o direito de representação legal para participar
das instituições econômicas organizadas pelo Estado e para defender os interesses da
classe junto ao mesmo.
Pode-se dizer que uma associação patronal é considerada como aquela que
se organiza por empresas da mesma categoria, com a intenção de defesa de seus
interesses. Ela pode ser livre ou ter caráter sindical.
Enquanto a associação livre não representa uma categoria, mas apenas
associados, ou seja, é uma pessoa jurídica de direito civil, regida pelo Código Civil, a
sindical representa categoria e possui prerrogativas indicadas no artigo 513 da
2Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) .
Portanto, o sindicato -razão de ser deste manual -na forma patronal é a
reunião (associação) de pessoas jurídicas que possuem atividades econômicas
3(empregadores) comuns visando a defesa de seus interesses coletivos.
Segue, na figura 2, um resumo das ações exclusivas de um sindicato.
1 – Código Civil Brasileiro. 54ªed. São Paulo: Editora Saraiva. 2003.
2 – Amauri Mascaro em Artigo A organização Sindical e o Novo Código Civil de Roberto Luis Lopes Nogueira, p.2
3 – Artigo 51 – CLT comentada. Eduardo Gabriel Saad, 35ª ed. 2002.
Participação nas instituições econômicas organizadas pelo EstadoDefesa dos interesses da classeInstituição das Comissões de Conciliação PréviaParticipação de convenções ou acordos coletivos atinentes à redução
dos direitos sociais inseridos na Constituição da RepúblicaParticipação nas instituições econômicas organizadas pelo Estado
Defesa dos interesses da classe
Instituição das Comissões de Conciliação Prévia
Participação de convenções ou acordos coletivos atinentes à redução
dos direitos sociais inseridos na Constituição da República
Figura 2 – Ações exclusivas dos sindicatos
12 13
Ações exclusivas dos sindicatos
Figura 1 – Hierarquia de representatividade patronal

PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
Serão expostos, no decorrer deste manual, as etapas de fundação, instalação
e a efetiva gestão de um sindicato.
A seguir, serão analisadas as chamadas associações sindicais de grau superior.
1.2.2. Federações
São associações sindicais de grau superior, organizadas com no mínimo 5
sindicatos, representados por grupos idênticos, similares ou correlatos. Elas agrupam
os sindicatos de determinado município ou região a ela filiados, e representam suas
atividades econômicas.
As federações surgiram em 1937, no governo de Getúlio Vargas, com a CLT,
onde foi determinada a sua criação em todo território nacional. Elas buscam discutir
questões econômicas nacionais, solucionando problemas que venham a dificultar o
crescimento do setor ou que impeçam o desenvolvimento das micro e pequenas
empresas. Essa representação foi sendo firmada gradualmente em todos os Estados
do Território Nacional e tem como função congregar e organizar os sindicatos do
setor.
Elas foram constituídas para fins de estudo, coordenação e proteção de suas
categorias econômicas. Têm o intuito de colaborar com os poderes públicos e demais
associações, no sentido de promover a solidariedade social, como também manter
sua subordinação aos interesses nacionais.
Ao longo de sua história elas têm participado de todos os grandes
acontecimentos que envolvem o setor, colaborando decisivamente com os poderes
públicos para implantação e consolidação do parque industrial.
Por iniciativa dessas representações, foram criadas e/ou aprovadas leis
essenciais ao setor produtivo, como a redução ou isenção de alíquotas de impostos
estaduais e melhorias nas regras específicas de funcionamento do setor.
A atuação das Federações pode diferir em alguns pontos em seus Estados de
origem. De forma geral, têm adotado procedimentos semelhantes no que diz respeito
à organização dos empresários do setor, tais como:
a criação de Conselhos Temáticos Setoriais, compostos por empresários, executivos e
estudiosos que se dispõem a, voluntariamente, contribuir para o desenvolvimento da
indústria no País. Têm as funções básicas de debater as questões de caráter político,
técnico, econômico e legal de interesse das indústrias e de suas entidades
representativas; propor e promover ações para a melhoria do desempenho setorial;
atuar politicamente na defesa dos interesses do setor; assessorar a presidência da
entidade e promover ações educativas para o desenvolvimento de uma cultura
industrial consistente;
a realização de eventos de mobilização e atendimento de interesse empresarial (feiras,
cursos e comemorações diversas);
a mobilização da imprensa e de outras entidades formadoras de opinião para a
promoção de pleitos setoriais junto ao legislativo e executivo; manutenção de
cadastros, publicações específicas e centros de documentação direcionados ao meio;
a elaboração e manutenção de estudos, pesquisas e informações estatísticas e
econômicas ligadas ao desempenho industrial;
assessorias jurídica, trabalhista, legislativa, aduaneira, tributária, técnica e outras
necessárias ao bom desempenho dos sindicatos industriais;
a prestação de serviços técnicos, de capacitação empresarial e o atendimento aos
trabalhadores das indústrias, visando melhor qualidade de vida e trabalho através de
seus órgãos sistêmicos (IEL, SESI, SENAI e outras entidades de âmbito estadual).
1.2.3. Confederações
São associações sindicais de grau superior, organizadas com o mínimo de 3
federações, representadas por grupos idênticos, similares ou correlatos, e sede na
Capital da República.
Reconhecidas na mesma ocasião em que as federações, ou seja, em 1937, as
confederações são a última instância das entidades de classe, representando um
determinado setor da economia de forma integrada com as federações. Trabalham
principalmente na defesa dos interesses do setor que representam. Agem também
como promotoras e apoiadoras do desenvolvimento do País de maneira sustentada e
equilibrada.
As confederações formadas por federações de empregadores são
denominadas: Confederação Nacional da Indústria; do Comércio; de Transportes e
da Agricultura.
A CNI coordena um sistema formado pelas 27 Federações de Indústrias dos
1415PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE PARTE I – SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
Serão expostos, no decorrer deste manual, as etapas de fundação, instalação
e a efetiva gestão de um sindicato.
A seguir, serão analisadas as chamadas associações sindicais de grau superior.
1.2.2. Federações
São associações sindicais de grau superior, organizadas com no mínimo 5
sindicatos, representados por grupos idênticos, similares ou correlatos. Elas agrupam
os sindicatos de determinado município ou região a ela filiados, e representam suas
atividades econômicas.
As federações surgiram em 1937, no governo de Getúlio Vargas, com a CLT,
onde foi determinada a sua criação em todo território nacional. Elas buscam discutir
questões econômicas nacionais, solucionando problemas que venham a dificultar o
crescimento do setor ou que impeçam o desenvolvimento das micro e pequenas
empresas. Essa representação foi sendo firmada gradualmente em todos os Estados
do Território Nacional e tem como função congregar e organizar os sindicatos do
setor.
Elas foram constituídas para fins de estudo, coordenação e proteção de suas
categorias econômicas. Têm o intuito de colaborar com os poderes públicos e demais
associações, no sentido de promover a solidariedade social, como também manter
sua subordinação aos interesses nacionais.
Ao longo de sua história elas têm participado de todos os grandes
acontecimentos que envolvem o setor, colaborando decisivamente com os poderes
públicos para implantação e consolidação do parque industrial.
Por iniciativa dessas representações, foram criadas e/ou aprovadas leis
essenciais ao setor produtivo, como a redução ou isenção de alíquotas de impostos
estaduais e melhorias nas regras específicas de funcionamento do setor.
A atuação das Federações pode diferir em alguns pontos em seus Estados de
origem. De forma geral, têm adotado procedimentos semelhantes no que diz respeito
à organização dos empresários do setor, tais como:
a criação de Conselhos Temáticos Setoriais, compostos por empresários, executivos e
estudiosos que se dispõem a, voluntariamente, contribuir para o desenvolvimento da
indústria no País. Têm as funções básicas de debater as questões de caráter político,
técnico, econômico e legal de interesse das indústrias e de suas entidades
representativas; propor e promover ações para a melhoria do desempenho setorial;
atuar politicamente na defesa dos interesses do setor; assessorar a presidência da
entidade e promover ações educativas para o desenvolvimento de uma cultura
industrial consistente;
a realização de eventos de mobilização e atendimento de interesse empresarial (feiras,
cursos e comemorações diversas);
a mobilização da imprensa e de outras entidades formadoras de opinião para a
promoção de pleitos setoriais junto ao legislativo e executivo; manutenção de
cadastros, publicações específicas e centros de documentação direcionados ao meio;
a elaboração e manutenção de estudos, pesquisas e informações estatísticas e
econômicas ligadas ao desempenho industrial;
assessorias jurídica, trabalhista, legislativa, aduaneira, tributária, técnica e outras
necessárias ao bom desempenho dos sindicatos industriais;
a prestação de serviços técnicos, de capacitação empresarial e o atendimento aos
trabalhadores das indústrias, visando melhor qualidade de vida e trabalho através de
seus órgãos sistêmicos (IEL, SESI, SENAI e outras entidades de âmbito estadual).
1.2.3. Confederações
São associações sindicais de grau superior, organizadas com o mínimo de 3
federações, representadas por grupos idênticos, similares ou correlatos, e sede na
Capital da República.
Reconhecidas na mesma ocasião em que as federações, ou seja, em 1937, as
confederações são a última instância das entidades de classe, representando um
determinado setor da economia de forma integrada com as federações. Trabalham
principalmente na defesa dos interesses do setor que representam. Agem também
como promotoras e apoiadoras do desenvolvimento do País de maneira sustentada e
equilibrada.
As confederações formadas por federações de empregadores são
denominadas: Confederação Nacional da Indústria; do Comércio; de Transportes e
da Agricultura.
A CNI coordena um sistema formado pelas 27 Federações de Indústrias dos
1415

PARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSEPARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
Estados e do Distrito Federal -às quais estão filiados mais de mil sindicatos patronais -e
administra o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Social da
Indústria (SESI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
As confederações atuam nas grandes questões ligadas ao setor defendido por
elas. Dentre os principais resultados da CNI nos últimos tempos, citam-se algumas
ações direcionadas ao fortalecimento do setor:
Mapa Estratégico da Indústria, que define as estratégias e as bases necessárias ao
desenvolvimento de uma indústria forte, dinâmica e com participação expressiva no
comércio mundial.
Conselhos Temáticos Permanentes, cuja função é assessorar as decisões de seus
órgãos institucionais. São compostos por líderes empresariais, representantes de
Federações e Associações Setoriais da Indústria.
ADIN -Ação Direta de Inconstitucionalidade, instrumento com o qual alguns poucos
organismos e entidades (dentre os quais a CNI) podem questionar, diretamente junto
ao Supremo Tribunal Federal (STF), a constitucionalidade de leis e atos normativos
federais e estaduais. Por esse meio (chamado de controle concentrado de
constitucionalidade) o STF, quando reconhece a inconstitucionalidade da norma
federal ou estadual, suspende sua vigência, de modo que a decisão é aplicável para
toda a sociedade.
Fórum Nacional da Indústria, iniciativa da CNI considerada como um grande avanço
do setor empresarial pelas associações que o compõem. Constitui uma ação integrada
dos órgãos de maior expressão no setor (responde por todo o PIB industrial do Brasil),
O que uma confederação, através das
federações, pode fazer pelos sindicatos?
visando fortalecer a representação nacional da indústria. Uma de suas principais
funções é ajudar a formular estratégias de interesse do setor produtivo e da economia
brasileira.
CIN -Rede de Centros Internacionais de Negócios, presentes nos Estados (em quase
todas as Federações), são liderados pela CNI para apoiar a internacionalização das
empresas brasileiras.
Fórum de Representação de Interesses Brasileiros na Comercialização Internacional,
participação no fórum internacional de negociação de tarifas comerciais (discussões
que buscam defender e valorizar os interesses brasileiros no mercado internacional,
no que se refere a normas e tarifas para exportação).
O que uma confederação, através das
federações, pode fazer pelos sindicatos?
1617PARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSEPARTE I -SINDICATOS E ENTIDADES DE CLASSE
Estados e do Distrito Federal -às quais estão filiados mais de mil sindicatos patronais -e
administra o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Social da
Indústria (SESI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
As confederações atuam nas grandes questões ligadas ao setor defendido por
elas. Dentre os principais resultados da CNI nos últimos tempos, citam-se algumas
ações direcionadas ao fortalecimento do setor:
Mapa Estratégico da Indústria, que define as estratégias e as bases necessárias ao
desenvolvimento de uma indústria forte, dinâmica e com participação expressiva no
comércio mundial.
Conselhos Temáticos Permanentes, cuja função é assessorar as decisões de seus
órgãos institucionais. São compostos por líderes empresariais, representantes de
Federações e Associações Setoriais da Indústria.
ADIN -Ação Direta de Inconstitucionalidade, instrumento com o qual alguns poucos
organismos e entidades (dentre os quais a CNI) podem questionar, diretamente junto
ao Supremo Tribunal Federal (STF), a constitucionalidade de leis e atos normativos
federais e estaduais. Por esse meio (chamado de controle concentrado de
constitucionalidade) o STF, quando reconhece a inconstitucionalidade da norma
federal ou estadual, suspende sua vigência, de modo que a decisão é aplicável para
toda a sociedade.
Fórum Nacional da Indústria, iniciativa da CNI considerada como um grande avanço
do setor empresarial pelas associações que o compõem. Constitui uma ação integrada
dos órgãos de maior expressão no setor (responde por todo o PIB industrial do Brasil),
O que uma confederação, através das
federações, pode fazer pelos sindicatos?
visando fortalecer a representação nacional da indústria. Uma de suas principais
funções é ajudar a formular estratégias de interesse do setor produtivo e da economia
brasileira.
CIN -Rede de Centros Internacionais de Negócios, presentes nos Estados (em quase
todas as Federações), são liderados pela CNI para apoiar a internacionalização das
empresas brasileiras.
Fórum de Representação de Interesses Brasileiros na Comercialização Internacional,
participação no fórum internacional de negociação de tarifas comerciais (discussões
que buscam defender e valorizar os interesses brasileiros no mercado internacional,
no que se refere a normas e tarifas para exportação).
O que uma confederação, através das
federações, pode fazer pelos sindicatos?
1617

PARTE II – O LÍDER CLASSISTA PARTE II – O LÍDER CLASSISTA
PARTE II
O LÍDER CLASSISTA
18
omo observado anteriormente, uma entidade sindical possui características

especiais que a fazem apresentar uma composição estrutural única, Cnecessitando assim de um profissional com características diferenciadas.

Em uma sociedade corporativa, um profissional, para estar à frente de uma
empresa, necessita possuir algumas características específicas. O mesmo se dá em
uma entidade sindical.

O líder sindical não é um profissional contratado. Ele surge no decorrer dos
trabalhos de fundação desse tipo de associação, ou até mesmo depois que ela já se
formou, sendo obrigatoriamente parte desta como os demais associados. Resumindo,
ele partilha os mesmos interesses econômicos que os demais associados, possui uma
empresa associada e tem um perfil onde o espírito de coletividade predomina. O seu
objetivo principal é o de pôr em prática os ideais dos associados de um determinado
sindicato.

2.1. O que se espera de um líder classista?
Não há vínculo empregatício entre o sindicato e o líder classista ou sindical.
Portanto, não existe um trabalho de seleção de um perfil que encaixe com a vaga e sim

o surgimento desse líder, através da manifestação da vontade de todos os associados
ou de sua maioria.
Essa percepção transfere a compreensão da liderança do líder para os liderados,
uma vez que o líder só é considerado como tal quando há a aprovação dos liderados.
Ressalta-se que grande parte do poder do líder encontra-se no próprio grupo.4

A liderança tem que ser conquistada naturalmente. Quando imposta, não é
bem recebida pelos liderados e, mesmo sendo eficiente durante algum tempo,
provoca um desgaste constante nas relações entre ambos. Isso acaba diminuindo a
autoridade do líder e, conseqüentemente, abalando o desempenho da organização.

O líder é aquele que consegue obter a cooperação e o comprometimento de
seus liderados na execução daquilo que foi planejado. Antigamente, acreditava-se que

o líder já nascia líder, sendo, portanto, uma característica limitada a um grupo de
pessoas agraciadas pelo destino. Hoje, a liderança é vista como um conjunto de
habilidades e conhecimentos que podem ser aprendidos, desenvolvidos e
aperfeiçoados.
4 – Fernando G. Tenório em Gestão de ONGs: principais funções gerenciais, p.84.

19

PARTE II – O LÍDER CLASSISTA PARTE II – O LÍDER CLASSISTA
Então, pode-se afirmar que o líder sindical deve estar sempre ampliando suas
habilidades, tornando-se assim mais preparado para todo tipo de negociações,
reuniões e assembléias.
Ao deixar a administração e os objetivos que orientam a associação a cargo de
uma pessoa, o sindicato e seus associados estão à espera do que o líder irá promover
para desenvolver a classe e, conseqüentemente, as empresas ligadas a ela.
Algumas atitudes que esse líder deve demonstrar:
Articulação de oportunidades para o setor por ele representado
Presença na política sindical
Capacidade de se relacionar (rede de contatos)
Capacidade de conviver com diferenças
Ter consciência dos benefícios proporcionados pela valorização da entidade
em relação aos seus filiados
Idealismo, perseverança, iniciativa própria e comprometimento com os
resultados
Ter conhecimento sobre gestão sindical
Adotar como prática o planejamento estratégico de acordo com a realidade
apresentada e com os indicadores setoriais
Ter visão e orientar-se continuamente para o futuro
Além dessas características, ele deve saber conduzir reuniões, para que estas
tenham o efeito desejado; levar adiante e fazer valer os direitos dos associados; se
expressar objetivamente, evitando ser cansativo; e, acima de tudo, ser humilde em
reconhecer que existem alguns assuntos que ele não domina inteiramente, deixando
algumas questões a cargo de quem melhor entende do assunto tratado.
Por último, e não menos importante, este profissional deve ter consciência da
sua condição de prestador de serviços para a sua classe. Ele é o representante de
muitos, que confiam e acreditam nele, e por isso deve dar atenção especial às decisões
que sejam as melhores para todos, ainda que não atendam aos seus próprios
interesses.
20 21
PARTE II – O LÍDER CLASSISTA PARTE II – O LÍDER CLASSISTA
Então, pode-se afirmar que o líder sindical deve estar sempre ampliando suas
habilidades, tornando-se assim mais preparado para todo tipo de negociações,
reuniões e assembléias.
Ao deixar a administração e os objetivos que orientam a associação a cargo de
uma pessoa, o sindicato e seus associados estão à espera do que o líder irá promover
para desenvolver a classe e, conseqüentemente, as empresas ligadas a ela.
Algumas atitudes que esse líder deve demonstrar:
Articulação de oportunidades para o setor por ele representado
Presença na política sindical
Capacidade de se relacionar (rede de contatos)
Capacidade de conviver com diferenças
Ter consciência dos benefícios proporcionados pela valorização da entidade
em relação aos seus filiados
Idealismo, perseverança, iniciativa própria e comprometimento com os
resultados
Ter conhecimento sobre gestão sindical
Adotar como prática o planejamento estratégico de acordo com a realidade
apresentada e com os indicadores setoriais
Ter visão e orientar-se continuamente para o futuro
Além dessas características, ele deve saber conduzir reuniões, para que estas
tenham o efeito desejado; levar adiante e fazer valer os direitos dos associados; se
expressar objetivamente, evitando ser cansativo; e, acima de tudo, ser humilde em
reconhecer que existem alguns assuntos que ele não domina inteiramente, deixando
algumas questões a cargo de quem melhor entende do assunto tratado.
Por último, e não menos importante, este profissional deve ter consciência da
sua condição de prestador de serviços para a sua classe. Ele é o representante de
muitos, que confiam e acreditam nele, e por isso deve dar atenção especial às decisões
que sejam as melhores para todos, ainda que não atendam aos seus próprios
interesses.
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PARTE III
5PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
lanejamento é o processo para estabelecer antecipadamente a finalidade da
ação, escolher objetivos e prever as atividades e os recursos necessários para Patingi-los.
Com este conceito em evidência percebe-se que algumas ações são
planejadas até mesmo sem saber. Uma agenda diária, a marcação de visitas comerciais,
a pauta de uma reunião. Enfim, todas essas ações profissionais corriqueiras são ações
planejadas.
O tempo gasto no planejamento permite que haja preparação para avaliar
riscos, aproveitar oportunidades e não desperdiçar recursos. Pode-se dizer então
que:
5 – Alguns pontos do item 5 foram subsidiados na obra de Fernando G. Tenório, Gestão de ONGs: principais funções gerenciais,
p.28 a 30.
Planejar é uma forma de pensar o
futuro da organização, definindo o que
fazer, como, quem, quando e com que recursos.
Ao procurar aplicar este princípio na realidade de um sindicato, percebe-se
que suas ações também necessitam de planejamento, como toda e qualquer
organização, independente de possuir ou não fins lucrativos.
Um bom planejamento pode ser a diferença entre o sucesso e a fracasso de
uma entidade sindical.
É importante PREVER para PROVER!
Somente construindo o HOJE obteremos o
FUTURO desejado
2223PARTE III
5PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
lanejamento é o processo para estabelecer antecipadamente a finalidade da
ação, escolher objetivos e prever as atividades e os recursos necessários para Patingi-los.
Com este conceito em evidência percebe-se que algumas ações são
planejadas até mesmo sem saber. Uma agenda diária, a marcação de visitas comerciais,
a pauta de uma reunião. Enfim, todas essas ações profissionais corriqueiras são ações
planejadas.
O tempo gasto no planejamento permite que haja preparação para avaliar
riscos, aproveitar oportunidades e não desperdiçar recursos. Pode-se dizer então
que:
5 – Alguns pontos do item 5 foram subsidiados na obra de Fernando G. Tenório, Gestão de ONGs: principais funções gerenciais,
p.28 a 30.
Planejar é uma forma de pensar o
futuro da organização, definindo o que
fazer, como, quem, quando e com que recursos.
Ao procurar aplicar este princípio na realidade de um sindicato, percebe-se
que suas ações também necessitam de planejamento, como toda e qualquer
organização, independente de possuir ou não fins lucrativos.
Um bom planejamento pode ser a diferença entre o sucesso e a fracasso de
uma entidade sindical.
É importante PREVER para PROVER!
Somente construindo o HOJE obteremos o
FUTURO desejado
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PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
3.1. Planejamento Estratégico
O planejamento estratégico é voltado para a visão ampla, global e de longo
alcance (3 anos).
É possível realizar planejamento estratégico
em uma entidade de classe? Isto já acontece?
Não só é possível como também é esperada a realização do planejamento
para essas entidades. Muitos sindicatos já adotaram essa prática quando sentiram
necessidade de melhorar a administração geral dos trabalhos e, principalmente para se
manterem em alerta quanto ao futuro.
Essas associações podem se sentir inseguras principalmente quanto ao
financiamento de suas atividades, o que as obriga a dimensioná-las com freqüência e
mantê-las sob o mais rígido controle.
O planejamento estratégico é, então, uma importante ferramenta para
planejar o futuro de uma entidade, pois está atento ao que ocorre no ambiente
externo, em constante transformação. Importante anotar, porém, que para se realizar
um planejamento efetivo, é necessário ter uma visão apurada dos indicadores
setoriais, aos quais a entidade se encontra ligada.
Não deve ser esquecido que eles possuem uma estrutura peculiar onde a
representação de uma determinada classe empresarial é seu principal objetivo.
Portanto, ao procurar realizar o planejamento estratégico, estas associações devem
considerar as suas diretrizes enquanto entidades de classes, bem como a situação do
mercado da classe representada por elas.
Tudo isso é essencial no planejamento estratégico de qualquer associação
desse tipo, pois, devido às suas características especiais, sua sobrevivência depende de
uma administração competente e também da sobrevivência de suas empresas filiadas.
Um sindicato que tem Planejamento Estratégico
serve de bom exemplo aos seus filiados.
A elaboração de um Planejamento Estratégico é fruto do consenso sobre
onde o sindicato está, onde gostaria de estar e como ele poderá chegar lá. Embora o
processo de planejamento estratégico geralmente leve ao desenvolvimento de um
plano escrito, esse documento não é o objetivo final. A verdadeira meta e a vantagem
do planejamento estratégico é o comum entendimento do seu sindicato agora e no
futuro.
Encaixando essas informações em um contexto mais prático, pode-se dizer
que o planejamento estratégico deve ser entendido como um processo de
aprendizado e integração, que visa fazer com que os membros da organização
compartilhem idéias a respeito de seus rumos.
A realização desse plano exige dos líderes e dirigentes do sindicato um
constante acompanhamento da realidade à sua volta, questionando sobre tudo, o que
por sua vez amplia a visão de todos os envolvidos. É também importante e muito
esperado que se busque a adaptação à realidade desejada.
Qualquer plano que não envolva todas as partes interessadas tende a
fracassar. Ele necessita de conhecimento, criatividade e diálogo entre os interessados
no seu sucesso.
Uma comissão deve ser formada com o objetivo de traduzir os interesses e
os desejos da maioria. Tudo isso, claro, tendo como base uma realidade que deve
estar diretamente ligada aos projetos da organização, olhando sempre para futuro.
Deve-se então manter um acordo sobre os seguintes assuntos:
o potencial do sindicato em relação à arrecadação e crescimento;
os fatores que determinem o sucesso competitivo do sindicato, agora e no futuro;
suas metas e diretrizes estratégicas atuais e futuras;
24 25
PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
3.1. Planejamento Estratégico
O planejamento estratégico é voltado para a visão ampla, global e de longo
alcance (3 anos).
É possível realizar planejamento estratégico
em uma entidade de classe? Isto já acontece?
Não só é possível como também é esperada a realização do planejamento
para essas entidades. Muitos sindicatos já adotaram essa prática quando sentiram
necessidade de melhorar a administração geral dos trabalhos e, principalmente para se
manterem em alerta quanto ao futuro.
Essas associações podem se sentir inseguras principalmente quanto ao
financiamento de suas atividades, o que as obriga a dimensioná-las com freqüência e
mantê-las sob o mais rígido controle.
O planejamento estratégico é, então, uma importante ferramenta para
planejar o futuro de uma entidade, pois está atento ao que ocorre no ambiente
externo, em constante transformação. Importante anotar, porém, que para se realizar
um planejamento efetivo, é necessário ter uma visão apurada dos indicadores
setoriais, aos quais a entidade se encontra ligada.
Não deve ser esquecido que eles possuem uma estrutura peculiar onde a
representação de uma determinada classe empresarial é seu principal objetivo.
Portanto, ao procurar realizar o planejamento estratégico, estas associações devem
considerar as suas diretrizes enquanto entidades de classes, bem como a situação do
mercado da classe representada por elas.
Tudo isso é essencial no planejamento estratégico de qualquer associação
desse tipo, pois, devido às suas características especiais, sua sobrevivência depende de
uma administração competente e também da sobrevivência de suas empresas filiadas.
Um sindicato que tem Planejamento Estratégico
serve de bom exemplo aos seus filiados.
A elaboração de um Planejamento Estratégico é fruto do consenso sobre
onde o sindicato está, onde gostaria de estar e como ele poderá chegar lá. Embora o
processo de planejamento estratégico geralmente leve ao desenvolvimento de um
plano escrito, esse documento não é o objetivo final. A verdadeira meta e a vantagem
do planejamento estratégico é o comum entendimento do seu sindicato agora e no
futuro.
Encaixando essas informações em um contexto mais prático, pode-se dizer
que o planejamento estratégico deve ser entendido como um processo de
aprendizado e integração, que visa fazer com que os membros da organização
compartilhem idéias a respeito de seus rumos.
A realização desse plano exige dos líderes e dirigentes do sindicato um
constante acompanhamento da realidade à sua volta, questionando sobre tudo, o que
por sua vez amplia a visão de todos os envolvidos. É também importante e muito
esperado que se busque a adaptação à realidade desejada.
Qualquer plano que não envolva todas as partes interessadas tende a
fracassar. Ele necessita de conhecimento, criatividade e diálogo entre os interessados
no seu sucesso.
Uma comissão deve ser formada com o objetivo de traduzir os interesses e
os desejos da maioria. Tudo isso, claro, tendo como base uma realidade que deve
estar diretamente ligada aos projetos da organização, olhando sempre para futuro.
Deve-se então manter um acordo sobre os seguintes assuntos:
o potencial do sindicato em relação à arrecadação e crescimento;
os fatores que determinem o sucesso competitivo do sindicato, agora e no futuro;
suas metas e diretrizes estratégicas atuais e futuras;
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PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
a missão e visão que facilitam a identificação da direção estratégica que deve ser
tomada;
como as atividades diárias do sindicato serão orientadas nesta direção;
como várias áreas funcionais e unidades de negócio se apoiarão mutuamente e
contribuirão para as metas estratégicas globais.
A seguir citam-se as etapas do processo de elaboração.
3.2. Elaboração do Plano Estratégico
É constituído das seguintes etapas principais: definição de valores e princípios,
da missão, da visão de futuro, da análise da realidade externa, da análise da realidade
interna, da definição de objetivos e de estratégias, da redação do plano de ação e do
cronograma de implantação.
Missão
É a finalidade, a razão de ser da entidade. É a mais elevada aspiração que
legitima e justifica social e economicamente a existência de um sindicato e
para a qual devem se orientar todos os esforços.
6 – É o aspecto que afeta ou pode vir a afetar positivamente a organização, contribuindo para o cumprimento de sua missão.
7 – É o aspecto que afeta ou pode vir a afetar negativamente a organização, comprometendo o cumprimento de sua missão.
Objetivos
São propósitos específicos, alvos a serem atingidos ao longo de
determinado período de tempo, que, em conjunto, resultarão no
cumprimento da missão da organização.
Estratégias
São caminhos escolhidos que indicam como a organização pretende
concretizar seus objetivos e, conseqüentemente, sua missão.
Fonte: Adaptado de Fernando G. Tenório em sua obra Gestão de ONGs principais funções gerenciais,
p.30 a 39.
Outros conceitos pertinentes ao planejamento estratégico:
10Valores e princípiosidéias fundamentais em torno das quais o sindicato foi
constituído. Representam as convicções dominantes e as crenças básicas.
11Visão-a visão representa um estado futuro desejável da organização:
como se pretende que o seu sindicato seja visto e reconhecido; e
onde se deseja posicionar o sindicato.
Ambiente interno e externo -proporcionam a visualização de possíveis
obstáculos para o alcance da missão. A análise dos pontos fortes e fracos, das ameaças
12e oportunidades, também chamada de análise SWOT, consiste em analisar a
realidade que se apresenta e buscar a compreensão do futuro. Para isto é importante
que o sindicato se pergunte aonde a entidade se encontra, quem são os melhores e o
porquê, o que eles estão fazendo e o que estamos fazendo para formular o plano do
que DEVEMOS FAZER.

10 – Plano de Gestão – Universidade Federal de Viçosa, 2005-2008.
11 – Idem
12- O termo SWOT vem do inglês e representa as iniciais das palavras Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities
(oportunidades) e Threats (ameaças)..
8 – São os aspectos da organização e dos indivíduos que nela trabalham que contribuem para sua sobrevivência e consolidação.
9 – São os aspectos da organização e dos indivíduos que nela trabalham que a meaçam a sua sobrevivência e consolidação.
2627PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
a missão e visão que facilitam a identificação da direção estratégica que deve ser
tomada;
como as atividades diárias do sindicato serão orientadas nesta direção;
como várias áreas funcionais e unidades de negócio se apoiarão mutuamente e
contribuirão para as metas estratégicas globais.
A seguir citam-se as etapas do processo de elaboração.
3.2. Elaboração do Plano Estratégico
É constituído das seguintes etapas principais: definição de valores e princípios,
da missão, da visão de futuro, da análise da realidade externa, da análise da realidade
interna, da definição de objetivos e de estratégias, da redação do plano de ação e do
cronograma de implantação.
Missão
É a finalidade, a razão de ser da entidade. É a mais elevada aspiração que
legitima e justifica social e economicamente a existência de um sindicato e
para a qual devem se orientar todos os esforços.
6 – É o aspecto que afeta ou pode vir a afetar positivamente a organização, contribuindo para o cumprimento de sua missão.
7 – É o aspecto que afeta ou pode vir a afetar negativamente a organização, comprometendo o cumprimento de sua missão.
Objetivos
São propósitos específicos, alvos a serem atingidos ao longo de
determinado período de tempo, que, em conjunto, resultarão no
cumprimento da missão da organização.
Estratégias
São caminhos escolhidos que indicam como a organização pretende
concretizar seus objetivos e, conseqüentemente, sua missão.
Fonte: Adaptado de Fernando G. Tenório em sua obra Gestão de ONGs principais funções gerenciais,
p.30 a 39.
Outros conceitos pertinentes ao planejamento estratégico:
10Valores e princípiosidéias fundamentais em torno das quais o sindicato foi
constituído. Representam as convicções dominantes e as crenças básicas.
11Visão-a visão representa um estado futuro desejável da organização:
como se pretende que o seu sindicato seja visto e reconhecido; e
onde se deseja posicionar o sindicato.
Ambiente interno e externo -proporcionam a visualização de possíveis
obstáculos para o alcance da missão. A análise dos pontos fortes e fracos, das ameaças
12e oportunidades, também chamada de análise SWOT, consiste em analisar a
realidade que se apresenta e buscar a compreensão do futuro. Para isto é importante
que o sindicato se pergunte aonde a entidade se encontra, quem são os melhores e o
porquê, o que eles estão fazendo e o que estamos fazendo para formular o plano do
que DEVEMOS FAZER.

10 – Plano de Gestão – Universidade Federal de Viçosa, 2005-2008.
11 – Idem
12- O termo SWOT vem do inglês e representa as iniciais das palavras Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities
(oportunidades) e Threats (ameaças)..
8 – São os aspectos da organização e dos indivíduos que nela trabalham que contribuem para sua sobrevivência e consolidação.
9 – São os aspectos da organização e dos indivíduos que nela trabalham que a meaçam a sua sobrevivência e consolidação.
2627
Análise do Contexto Externo
67Identificar oportunidades e ameaças que permeiam a associação.

Análise do Contexto interno
89Identificar os pontos fortes e fracos que influenciam seu
funcionamento ou desempenho.

PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
Onde
Estamos?
O que
eles estão
fazendo?
O que
devemos
fazer?
O que
estamos
fazendo?
Quem
são os
melhores?
Ao buscar traduzir todas estas informações é importante que se elabore um
documento onde constem todas as resoluções do grupo envolvido no planejamento
estratégico.
Para a sua execução é necessário também que se antevejam o seu contexto
tático e operacional. O cronograma de implantação é, então, um item que não deve
ser ignorado, pois proporciona um maior controle das ações a serem promovidas.
Nas Informações Complementares, disponíveis no endereço:
http://www.ielgo.com.br, encontra-se disponível um esquema metodológico simplificado,
possibilitando o melhor entendimento. Lembrando que se faz necessário que o
executivo sindical esteja apto a conduzir o processo de compreensão do conteúdo até
agora visualizado. Ele deve ter o conhecimento teórico necessário para auxiliar neste
processo.
2829PARTE III – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
Onde
Estamos?
O que
eles estão
fazendo?
O que
devemos
fazer?
O que
estamos
fazendo?
Quem
são os
melhores?
Ao buscar traduzir todas estas informações é importante que se elabore um
documento onde constem todas as resoluções do grupo envolvido no planejamento
estratégico.
Para a sua execução é necessário também que se antevejam o seu contexto
tático e operacional. O cronograma de implantação é, então, um item que não deve
ser ignorado, pois proporciona um maior controle das ações a serem promovidas.
Nas Informações Complementares, disponíveis no endereço:
http://www.ielgo.com.br, encontra-se disponível um esquema metodológico simplificado,
possibilitando o melhor entendimento. Lembrando que se faz necessário que o
executivo sindical esteja apto a conduzir o processo de compreensão do conteúdo até
agora visualizado. Ele deve ter o conhecimento teórico necessário para auxiliar neste
processo.
2829

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV
GESTÃO SINDICAL:
BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
eguem algumas considerações acerca do que vem a ser um sindicato patronal.
Observou-se que ele age em benefício coletivo de um segmento ou ramo de Snegócios específico buscando o fortalecimento da classe.
Conclui-se que a estrutura de uma entidade sindical em nada se parece com o
de uma empresa.
Apesar de possuir objetivos diferentes das organizações empresariais, o
sindicato também necessita alcançar resultados, tecer estratégias, estar de olho no
mercado, satisfazer enfim seus clientes (filiados).
Não basta somente ter boas intenções e vontade política para compor um
sindicato. É necessário garantir que os recursos existentes sejam utilizados da melhor
forma possível, que as funções e tarefas sejam bem definidas e divididas, que as ações
sejam realizadas em tempo e principalmente que as ferramentas de uso gerencial
sejam aproveitadas para maximizar os resultados da entidade.
Outra importante consideração a ser feita é que uma organização com fins de
representação não pode ficar ligada aos interesses somente de alguns usuários, mas
sim buscar satisfazer as expectativas de seus clientes/filiados.
Com essa preocupação em mente, procurou-se levantar neste documento
algumas ações que possibilitem ao líder sindical enxergar melhor o seu sindicato.
Nesta etapa do manual serão tratadas algumas dessas ações, com o objetivo
de chamar a atenção do líder sindical quanto à existência delas, sua relevância e a
realidade em que elas se encaixam, tendo em vista suas principais características.
Não se pode deixar de mencionar um importante elo entre o líder sindical e o
sucesso almejado de sua gestão: o executivo sindical. Este profissional coloca em
prática as decisões da diretoria da entidade, dando suporte e efetuando as ações
determinadas pelo líder. São profissionais que possuem formação gerencial e são
desenvolvidos especificamente para gerenciar entidades sindicais. Em item específico
logo a seguir (4.3) será demonstrado o perfil esperado deste profissional e aonde
recrutá-lo.
Estudos complementares se fazem necessários para maior aprofundamento
e melhor compreensão do assunto discutido. Este é apenas o ponto de partida sobre o
assunto.
3031PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV
GESTÃO SINDICAL:
BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
eguem algumas considerações acerca do que vem a ser um sindicato patronal.
Observou-se que ele age em benefício coletivo de um segmento ou ramo de Snegócios específico buscando o fortalecimento da classe.
Conclui-se que a estrutura de uma entidade sindical em nada se parece com o
de uma empresa.
Apesar de possuir objetivos diferentes das organizações empresariais, o
sindicato também necessita alcançar resultados, tecer estratégias, estar de olho no
mercado, satisfazer enfim seus clientes (filiados).
Não basta somente ter boas intenções e vontade política para compor um
sindicato. É necessário garantir que os recursos existentes sejam utilizados da melhor
forma possível, que as funções e tarefas sejam bem definidas e divididas, que as ações
sejam realizadas em tempo e principalmente que as ferramentas de uso gerencial
sejam aproveitadas para maximizar os resultados da entidade.
Outra importante consideração a ser feita é que uma organização com fins de
representação não pode ficar ligada aos interesses somente de alguns usuários, mas
sim buscar satisfazer as expectativas de seus clientes/filiados.
Com essa preocupação em mente, procurou-se levantar neste documento
algumas ações que possibilitem ao líder sindical enxergar melhor o seu sindicato.
Nesta etapa do manual serão tratadas algumas dessas ações, com o objetivo
de chamar a atenção do líder sindical quanto à existência delas, sua relevância e a
realidade em que elas se encaixam, tendo em vista suas principais características.
Não se pode deixar de mencionar um importante elo entre o líder sindical e o
sucesso almejado de sua gestão: o executivo sindical. Este profissional coloca em
prática as decisões da diretoria da entidade, dando suporte e efetuando as ações
determinadas pelo líder. São profissionais que possuem formação gerencial e são
desenvolvidos especificamente para gerenciar entidades sindicais. Em item específico
logo a seguir (4.3) será demonstrado o perfil esperado deste profissional e aonde
recrutá-lo.
Estudos complementares se fazem necessários para maior aprofundamento
e melhor compreensão do assunto discutido. Este é apenas o ponto de partida sobre o
assunto.
3031

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1. Trabalho em cadeia com os sindicatos: uma tendência do futuro
Muitos estudiosos prevêem que os sindicatos, nos moldes atuais, não
sobreviverão às mudanças econômicas e sociais do Século XXI, bem como às
reformas que se encontram em andamento.
O sindicato, como toda e qualquer organização, tem que evoluir. Para que
isto aconteça, ele precisa formular uma nova agenda de trabalho, profissionalizando
seus gestores (líderes e executivos).
O fortalecimento dos sindicatos através da profissionalização de sua gestão foi
o principal objeto de estudo até o momento. A fraqueza neste tipo de organização está
em agir de forma isolada. Da mesma forma que as empresas buscam fortalecer seus
negócios ao se associar a um sindicato, a entidade pode se fortalecer ao se unir a
outros sindicatos do mesmo setor produtivo. A máxima é que, ao se agrupar com
outras entidades com interesses semelhantes, todas se fortalecem. É a chamada cadeia
de interesses.
Pense no seu sindicato
como um elo de uma corrente.
Essa cadeia teria o poder de transformar a relação entre os parceiros de
determinado negócio, trazendo às empresas muitos benefícios, dentre eles:
maior poder de barganha junto ao poder público (fortalecimento dos pleitos, pela
maior representatividade);
melhores negociações com fornecedores (compras compartilhadas);
redução de custos X maximização de resultados;
desenvolvimento de pesquisas tecnológicas e mercadológicas;
aquisição de equipamentos e serviços;
formulação de estratégias conjuntas de marketing;
busca de treinamentos coletivos;
serviços mais eficazes;
executivos mais competentes.
Essas cadeias estratégicas de sindicatos já são vistas por muitos como uma
arma competitiva do século XXI, uma vez que possibilitam o acesso a muito mais
recursos do que qualquer outro sindicato isolado possui ou possa ter.
SINDICATO X
SINDICATO Y
SINDICATO Z
SINDICATO XZ
SINDICATO ZY
3233PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1. Trabalho em cadeia com os sindicatos: uma tendência do futuro
Muitos estudiosos prevêem que os sindicatos, nos moldes atuais, não
sobreviverão às mudanças econômicas e sociais do Século XXI, bem como às
reformas que se encontram em andamento.
O sindicato, como toda e qualquer organização, tem que evoluir. Para que
isto aconteça, ele precisa formular uma nova agenda de trabalho, profissionalizando
seus gestores (líderes e executivos).
O fortalecimento dos sindicatos através da profissionalização de sua gestão foi
o principal objeto de estudo até o momento. A fraqueza neste tipo de organização está
em agir de forma isolada. Da mesma forma que as empresas buscam fortalecer seus
negócios ao se associar a um sindicato, a entidade pode se fortalecer ao se unir a
outros sindicatos do mesmo setor produtivo. A máxima é que, ao se agrupar com
outras entidades com interesses semelhantes, todas se fortalecem. É a chamada cadeia
de interesses.
Pense no seu sindicato
como um elo de uma corrente.
Essa cadeia teria o poder de transformar a relação entre os parceiros de
determinado negócio, trazendo às empresas muitos benefícios, dentre eles:
maior poder de barganha junto ao poder público (fortalecimento dos pleitos, pela
maior representatividade);
melhores negociações com fornecedores (compras compartilhadas);
redução de custos X maximização de resultados;
desenvolvimento de pesquisas tecnológicas e mercadológicas;
aquisição de equipamentos e serviços;
formulação de estratégias conjuntas de marketing;
busca de treinamentos coletivos;
serviços mais eficazes;
executivos mais competentes.
Essas cadeias estratégicas de sindicatos já são vistas por muitos como uma
arma competitiva do século XXI, uma vez que possibilitam o acesso a muito mais
recursos do que qualquer outro sindicato isolado possui ou possa ter.
SINDICATO X
SINDICATO Y
SINDICATO Z
SINDICATO XZ
SINDICATO ZY
3233

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1.1. Identificação do provável grupo de sindicatos
O que é necessário para
começar um trabalho em cadeia
O primeiro
resultados podem ser melhores se os sindicatos que compõem o grupo:
possuem foco em resultados;
possuem problemas em comum e disposição para resolvê-los;
têm interesse na mudança e na melhoria contínua;
possuam gestores com certo desprendimento;
possuam líderes que estejam sensibilizados para o trabalho em grupo;
sejam do mesmo ramo de atividade ou de ramos complementares;
situam-se na mesma região de interesse.
Após definir o possível e desejável grupo de trabalho com quem o seu
sindicato firmará esta parceria, inicia-se a fase mais difícil de todo o processo. Envolver
os líderes que compõem o elo do seu grupo de interesse é um processo lento e
trabalhoso, que exige grande poder de argumentação, transparência e negociação.
Aplica-se aqui a política do ganha-ganha, onde a negociação deve ser intensificada,
passo é identificar os possíveis parceiros dessa empreitada. Os
provocando discussões e gerando a certeza de que ceder às vezes se faz necessário
para poder ganhar mais na frente.
Cabe aqui um esclarecimento relevante. Passar a trabalhar em cadeia pode
ser extremamente proveitoso, mas é importante que se tenha planejamento e força
de vontade para que esta iniciativa surta o resultado desejado. Todo empreendimento
que aparente a possibilidade de divisão de poder pode ser visto com desconfiança por
seus dirigentes. Entretanto, esclarece-se que na cadeia de sindicatos o que acontece
não é a divisão de poder e sim o compartilhamento do espaço físico e da equipe de
trabalho, visando a diminuição de custos e a união dos objetivos, com o intuito de
obter melhores resultados. Pense que, se a cadeia se fortalece, o seu sindicato por
conseqüência ganha força também, e seus filiados passam a enxergar a sua filiação
como um investimento, procurando ainda mais os benefícios advindos de sua
entidade.
Lembre-se que a idéia de cadeia não é novidade. Esse tipo de prática,
caracterizada pelos esforços conjuntos, vem sendo utilizada com grande sucesso por
gestores de empresas industriais, comerciais e de serviços, como também em APLs
13(Arranjos Produtivos Locais)E tem tido resultados excelentes. Os sindicatos
patronais, representados por empresários atuantes, preocupados com sua
sobrevivência e observando que essas experiências estão sendo compartilhadas com
outros empresários de visão que possuem a mesma preocupação, estão cada vez mais
aderindo a essa tendência que, se bem executada, trará inúmeros benefícios.
13 -São aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm
algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais tais como governo,
associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Entenda por território um campo de forças, uma teia ou
rede de relações sociais que se projetam em um determinado espaço. Nesse sentido, o Arranjo Produtivo Local também é um
território onde a dimensão constitutiva é econômica por definição, apesar de não se restringir a ela. (SEBRAE, 2006)
3435PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1.1. Identificação do provável grupo de sindicatos
O que é necessário para
começar um trabalho em cadeia
O primeiro
resultados podem ser melhores se os sindicatos que compõem o grupo:
possuem foco em resultados;
possuem problemas em comum e disposição para resolvê-los;
têm interesse na mudança e na melhoria contínua;
possuam gestores com certo desprendimento;
possuam líderes que estejam sensibilizados para o trabalho em grupo;
sejam do mesmo ramo de atividade ou de ramos complementares;
situam-se na mesma região de interesse.
Após definir o possível e desejável grupo de trabalho com quem o seu
sindicato firmará esta parceria, inicia-se a fase mais difícil de todo o processo. Envolver
os líderes que compõem o elo do seu grupo de interesse é um processo lento e
trabalhoso, que exige grande poder de argumentação, transparência e negociação.
Aplica-se aqui a política do ganha-ganha, onde a negociação deve ser intensificada,
passo é identificar os possíveis parceiros dessa empreitada. Os
provocando discussões e gerando a certeza de que ceder às vezes se faz necessário
para poder ganhar mais na frente.
Cabe aqui um esclarecimento relevante. Passar a trabalhar em cadeia pode
ser extremamente proveitoso, mas é importante que se tenha planejamento e força
de vontade para que esta iniciativa surta o resultado desejado. Todo empreendimento
que aparente a possibilidade de divisão de poder pode ser visto com desconfiança por
seus dirigentes. Entretanto, esclarece-se que na cadeia de sindicatos o que acontece
não é a divisão de poder e sim o compartilhamento do espaço físico e da equipe de
trabalho, visando a diminuição de custos e a união dos objetivos, com o intuito de
obter melhores resultados. Pense que, se a cadeia se fortalece, o seu sindicato por
conseqüência ganha força também, e seus filiados passam a enxergar a sua filiação
como um investimento, procurando ainda mais os benefícios advindos de sua
entidade.
Lembre-se que a idéia de cadeia não é novidade. Esse tipo de prática,
caracterizada pelos esforços conjuntos, vem sendo utilizada com grande sucesso por
gestores de empresas industriais, comerciais e de serviços, como também em APLs
13(Arranjos Produtivos Locais)E tem tido resultados excelentes. Os sindicatos
patronais, representados por empresários atuantes, preocupados com sua
sobrevivência e observando que essas experiências estão sendo compartilhadas com
outros empresários de visão que possuem a mesma preocupação, estão cada vez mais
aderindo a essa tendência que, se bem executada, trará inúmeros benefícios.
13 -São aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm
algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais tais como governo,
associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. Entenda por território um campo de forças, uma teia ou
rede de relações sociais que se projetam em um determinado espaço. Nesse sentido, o Arranjo Produtivo Local também é um
território onde a dimensão constitutiva é econômica por definição, apesar de não se restringir a ela. (SEBRAE, 2006)
3435

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1.2. Sensibilização dos dirigentes dos sindicatos potenciais
Sensibilizar significa atrair a atenção, tornar receptivo, ligando os indivíduos
por um ato solidário. Portanto, a primeira etapa deste trabalho normalmente é
conduzida através de reuniões, palestras, seminários, onde alguém com
entendimento do assunto aborda:
conhecimentos de união, cooperação sindical, experiências nacionais e de outros
países, de preferência do mesmo setor;
prováveis vantagens e benefícios para o grupo em questão;
metodologia, ou seja, como fazer, incluindo as formas jurídicas;
distribuição de material de estudo, como manuais, cartilhas, fitas de vídeo e
reportagens sobre o assunto;
proposta de um plano de trabalho para o grupo;
incentivo para que os interessados conheçam outras experiências em visitas técnicas a
grupos que alcançaram bons resultados.
É importante esclarecer que essas ações, visando à sensibilização dos
possíveis membros de uma cadeia, devem ser planejadas com bastante antecedência,
sem perder de vista o objetivo principal que é agrupar novos parceiros.
Considerando o sucesso dessa iniciativa, obtém-se então um grupo de
sindicatos com interesses comuns.
4.1.3. Formação do grupo com interesses comuns
Este grupo deve dar início aos trabalhos através dos seguintes
procedimentos:
formar uma comissão ou diretoria provisória;
eleger um líder para manter a chama desta iniciativa acesa. Esta é uma tarefa crucial
para o desenvolvimento e execução deste empreendimento;
definir preliminarmente algumas regras básicas de funcionamento, destacando-se a
programação de reuniões, responsabilidades delegadas etc;
levar os assuntos para a reunião somente depois de previamente discutidos. Dessa
forma, as reuniões se tornam mais produtivas, se atendo principalmente à decisão dos
assuntos anteriormente deliberados.
Assim que o grupo for formado, dá-se início ao trabalho. Este consiste
basicamente em:
levantar os problemas e/ou oportunidades comuns;
discutir prioridades a serem atacadas;
definir ajuda necessária para transformar a idéia em realidade.
É muito importante que logo no início seja eleita e
realizada uma ação viável e que possibilite
resultados visíveis para todos no mais curto prazo.
Com resultados positivos fica mais fácil fundamentar
e consolidar a iniciativa.
3637PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1.2. Sensibilização dos dirigentes dos sindicatos potenciais
Sensibilizar significa atrair a atenção, tornar receptivo, ligando os indivíduos
por um ato solidário. Portanto, a primeira etapa deste trabalho normalmente é
conduzida através de reuniões, palestras, seminários, onde alguém com
entendimento do assunto aborda:
conhecimentos de união, cooperação sindical, experiências nacionais e de outros
países, de preferência do mesmo setor;
prováveis vantagens e benefícios para o grupo em questão;
metodologia, ou seja, como fazer, incluindo as formas jurídicas;
distribuição de material de estudo, como manuais, cartilhas, fitas de vídeo e
reportagens sobre o assunto;
proposta de um plano de trabalho para o grupo;
incentivo para que os interessados conheçam outras experiências em visitas técnicas a
grupos que alcançaram bons resultados.
É importante esclarecer que essas ações, visando à sensibilização dos
possíveis membros de uma cadeia, devem ser planejadas com bastante antecedência,
sem perder de vista o objetivo principal que é agrupar novos parceiros.
Considerando o sucesso dessa iniciativa, obtém-se então um grupo de
sindicatos com interesses comuns.
4.1.3. Formação do grupo com interesses comuns
Este grupo deve dar início aos trabalhos através dos seguintes
procedimentos:
formar uma comissão ou diretoria provisória;
eleger um líder para manter a chama desta iniciativa acesa. Esta é uma tarefa crucial
para o desenvolvimento e execução deste empreendimento;
definir preliminarmente algumas regras básicas de funcionamento, destacando-se a
programação de reuniões, responsabilidades delegadas etc;
levar os assuntos para a reunião somente depois de previamente discutidos. Dessa
forma, as reuniões se tornam mais produtivas, se atendo principalmente à decisão dos
assuntos anteriormente deliberados.
Assim que o grupo for formado, dá-se início ao trabalho. Este consiste
basicamente em:
levantar os problemas e/ou oportunidades comuns;
discutir prioridades a serem atacadas;
definir ajuda necessária para transformar a idéia em realidade.
É muito importante que logo no início seja eleita e
realizada uma ação viável e que possibilite
resultados visíveis para todos no mais curto prazo.
Com resultados positivos fica mais fácil fundamentar
e consolidar a iniciativa.
3637

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1.4. Algumas considerações para a preparação do grupo visando
melhores resultados
Para garantir o sucesso do grupo, uma preparação bem conduzida é de suma
importância. O objetivo aqui é maximizar resultados facilitando o processo da melhor
forma possível. Para isso:
viabilize reuniões e treinamentos visando maior capacitação acerca de assuntos ligados
a trabalhos realizados em equipe, abordando questões como: liderança, relação ganha
X ganha versus ganha X perde, lealdade, compromisso com resultados, convivência
profissional, resolução de conflitos, entre outros;
busque pessoas e/ou entidades que conheçam o associativismo e o setor para ajudar
diretamente com informações e consultoria específica;
desenvolva a idéia de que o grupo deve atacar um problema de cada vez, para não se
perder em muitas frentes. Eleja uma frente e somente depois passe para outra;
consiga com os participantes desta ação o compromisso de permanecer no grupo por
um tempo mínimo suficiente para implantação do primeiro projeto;
evite admitir novos participantes antes de ter experimentado alguns resultados
concretos.
Traduzindo o que foi dito até o momento em um exemplo prático, imagine o
seguinte: cinco sindicatos ao se unirem em uma gestão em cadeia ou compartilhada,
reduziriam os seus gastos, principalmente se eles se unirem em um mesmo espaço
físico. Considerando os seus objetivos em comum, isso é possível. Basta boa vontade
e planejamento. Com a economia que se faz nos custos fixos de cada uma das
entidades unificadas é possível contratar uma equipe para ser gerenciada por um
executivo qualificado que possibilite lutar, juntamente com o líder sindical, não só pelos
interesses de um sindicato, mas de toda a cadeia. Com isso o planejamento das
atividades pode ser feito e executado por uma equipe competente possibilitando,
assim, maior liberdade ao líder sindical para que ele exerça suas funções alcançando
maior efetividade sem, no entanto, prejudicar a gestão de sua empresa de origem.
Pode parecer a princípio que essa unificação diluiria o poder e a liberdade de
cada um dos seus sindicatos participantes. Mas não é isso que ocorre. Pelo contrário, a
tendência é que esse poder aumente, pois da união surgirá uma entidade que
representará um número muito mais significativo de empresas. A sua força vem dessa
união.
Destacando o que foi dito, basta planejamento. Uma idéia interessante neste
tipo de iniciativa é dividir o tempo de atendimento do sindicato por dia da semana. Isso
faria com que todos os que quisessem um contato direto tenham um espaço.
Enquanto isso, a equipe estaria lidando com todas as questões burocráticas todos os
dias da semana.
O interessante é encontrar uma forma bem planejada que atenda a todos os
sindicatos.
3839PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.1.4. Algumas considerações para a preparação do grupo visando
melhores resultados
Para garantir o sucesso do grupo, uma preparação bem conduzida é de suma
importância. O objetivo aqui é maximizar resultados facilitando o processo da melhor
forma possível. Para isso:
viabilize reuniões e treinamentos visando maior capacitação acerca de assuntos ligados
a trabalhos realizados em equipe, abordando questões como: liderança, relação ganha
X ganha versus ganha X perde, lealdade, compromisso com resultados, convivência
profissional, resolução de conflitos, entre outros;
busque pessoas e/ou entidades que conheçam o associativismo e o setor para ajudar
diretamente com informações e consultoria específica;
desenvolva a idéia de que o grupo deve atacar um problema de cada vez, para não se
perder em muitas frentes. Eleja uma frente e somente depois passe para outra;
consiga com os participantes desta ação o compromisso de permanecer no grupo por
um tempo mínimo suficiente para implantação do primeiro projeto;
evite admitir novos participantes antes de ter experimentado alguns resultados
concretos.
Traduzindo o que foi dito até o momento em um exemplo prático, imagine o
seguinte: cinco sindicatos ao se unirem em uma gestão em cadeia ou compartilhada,
reduziriam os seus gastos, principalmente se eles se unirem em um mesmo espaço
físico. Considerando os seus objetivos em comum, isso é possível. Basta boa vontade
e planejamento. Com a economia que se faz nos custos fixos de cada uma das
entidades unificadas é possível contratar uma equipe para ser gerenciada por um
executivo qualificado que possibilite lutar, juntamente com o líder sindical, não só pelos
interesses de um sindicato, mas de toda a cadeia. Com isso o planejamento das
atividades pode ser feito e executado por uma equipe competente possibilitando,
assim, maior liberdade ao líder sindical para que ele exerça suas funções alcançando
maior efetividade sem, no entanto, prejudicar a gestão de sua empresa de origem.
Pode parecer a princípio que essa unificação diluiria o poder e a liberdade de
cada um dos seus sindicatos participantes. Mas não é isso que ocorre. Pelo contrário, a
tendência é que esse poder aumente, pois da união surgirá uma entidade que
representará um número muito mais significativo de empresas. A sua força vem dessa
união.
Destacando o que foi dito, basta planejamento. Uma idéia interessante neste
tipo de iniciativa é dividir o tempo de atendimento do sindicato por dia da semana. Isso
faria com que todos os que quisessem um contato direto tenham um espaço.
Enquanto isso, a equipe estaria lidando com todas as questões burocráticas todos os
dias da semana.
O interessante é encontrar uma forma bem planejada que atenda a todos os
sindicatos.
3839

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.2. Alguns resultados de pesquisa realizada pelo IEL-GO
Neste item o líder sindical encontrará os resultados de uma pesquisa realizada
pela Área de Estudos e Pesquisas do IEL-GO.
Essa pesquisa teve como principal objetivo levantar, junto às entidades
representativas empresariais de diversas categorias no país, exemplos de práticas de
sucesso. Em razão da grande quantidade e diversidade de ações encontradas, o IEL-
GO não entrará em detalhes quanto ao como fazer em cada uma delas. Entretanto,
ele se coloca à disposição para maiores esclarecimentos quanto aos resultados dessa
pesquisa, e para eventuais consultas ao referido documento na íntegra.
As práticas a seguir listadas
dependerão de um executivo
competente no sindicato
De forma geral, os serviços prestados pelos sindicatos se referem a:
representação setorial, parcerias com entidades para o desenvolvimento de ações,
consultoria/assessoria técnica, prestação de serviços específicos, espaços para
eventos, divulgação de materiais de ordem legal, relatórios técnicos, econômicos e
jornalísticos que envolvam temas do interesse dos associados, realização de eventos
(missões, congressos etc), promoção do lazer e da cultura, ações de responsabilidade
social e desenvolvimento de recursos humanos.
A seguir estão listadas práticas e ações levantadas pela pesquisa
4.2.1. Representação
Preparação a respeito das principais práticas dos sindicatos dos trabalhadores. A
preparação antes da Convenção Coletiva de Trabalho é de suma importância para que
a negociação flua. Uma boa solução é designar o responsável pela negociação a
participar de cursos que envolvam negociações coletivas;
identificação de oportunidades para os filiados junto ao Sistema Federação das
Indústrias e SEBRAE;
reivindicações junto ao governo federal, estadual e municipal pela redução de
impostos incidentes sobre os produtos do setor; pelo aumento das alíquotas de
importação de produtos do setor e outros pedidos da classe representada pelo
sindicato -este contato entre sindicato e governo deve ser feito de forma permanente;
articulação junto ao Congresso Nacional, com suas assessorias, para a formulação de
Projetos de Lei de interesse do setor;
representação dos associados em demandas judiciais coletivas;
representação do setor junto ao Governo Federal, participando de negociações
internacionais; e
parcerias para facilitar as exportações.
4.2.2. Convênios
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais (SESI);
convênio para seus filiados com: linhas de financiamento; aquisição de softwares; plano
para aposentadoria, entre outros;
4041PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.2. Alguns resultados de pesquisa realizada pelo IEL-GO
Neste item o líder sindical encontrará os resultados de uma pesquisa realizada
pela Área de Estudos e Pesquisas do IEL-GO.
Essa pesquisa teve como principal objetivo levantar, junto às entidades
representativas empresariais de diversas categorias no país, exemplos de práticas de
sucesso. Em razão da grande quantidade e diversidade de ações encontradas, o IEL-
GO não entrará em detalhes quanto ao como fazer em cada uma delas. Entretanto,
ele se coloca à disposição para maiores esclarecimentos quanto aos resultados dessa
pesquisa, e para eventuais consultas ao referido documento na íntegra.
As práticas a seguir listadas
dependerão de um executivo
competente no sindicato
De forma geral, os serviços prestados pelos sindicatos se referem a:
representação setorial, parcerias com entidades para o desenvolvimento de ações,
consultoria/assessoria técnica, prestação de serviços específicos, espaços para
eventos, divulgação de materiais de ordem legal, relatórios técnicos, econômicos e
jornalísticos que envolvam temas do interesse dos associados, realização de eventos
(missões, congressos etc), promoção do lazer e da cultura, ações de responsabilidade
social e desenvolvimento de recursos humanos.
A seguir estão listadas práticas e ações levantadas pela pesquisa
4.2.1. Representação
Preparação a respeito das principais práticas dos sindicatos dos trabalhadores. A
preparação antes da Convenção Coletiva de Trabalho é de suma importância para que
a negociação flua. Uma boa solução é designar o responsável pela negociação a
participar de cursos que envolvam negociações coletivas;
identificação de oportunidades para os filiados junto ao Sistema Federação das
Indústrias e SEBRAE;
reivindicações junto ao governo federal, estadual e municipal pela redução de
impostos incidentes sobre os produtos do setor; pelo aumento das alíquotas de
importação de produtos do setor e outros pedidos da classe representada pelo
sindicato -este contato entre sindicato e governo deve ser feito de forma permanente;
articulação junto ao Congresso Nacional, com suas assessorias, para a formulação de
Projetos de Lei de interesse do setor;
representação dos associados em demandas judiciais coletivas;
representação do setor junto ao Governo Federal, participando de negociações
internacionais; e
parcerias para facilitar as exportações.
4.2.2. Convênios
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais (SESI);
convênio para seus filiados com: linhas de financiamento; aquisição de softwares; plano
para aposentadoria, entre outros;
4041

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
parcerias com outras entidades de classe empresarial visando maximizar esforços;
acordos com fornecedores para a venda de produtos a preços menores que o do
mercado; e
convênios firmados com prestadoras de serviço para diminuir custos: serviços de
cobrança, entregas, táxi e outros.
4.2.3. Consultoria Técnica
Assessoria e consultoria econômica, contábil, financeira, estatística, jurídica, tributária;
trabalhista, ambiental, cobrança, comércio exterior e relações internacionais,
tecnologia da informação, recursos humanos e segurança e saúde ocupacional;
auxílio e acompanhamento na implantação, manutenção e aperfeiçoamento do
Sistema de Gestão da Qualidade e de outras técnicas e métodos, visando fortalecer a
competitividade internacional e promover a certificação conforme normas NBR ISO
9001 e 14001;
14apoio e orientação a investidores estrangeiros na formação de Joint Venture e acordos
de transferência de tecnologia;
viabilização, dentre as diversas consultorias possíveis (jurídica, contábil etc.), na
montagem de contratos sem ônus para o sindicato, com profissionais competentes
que ainda se encontrem em início de carreira, oferecendo a eles a oportunidade de
prestar serviço para a entidade com carga horária reduzida. Em contrapartida, o
sindicato o ajuda a consolidar seu nome e sua carreira; e
acompanhamento de oportunidades de negócios de interesse do setor e venda de
assinatura de informativo específico.
4.2.4. Serviços de Recursos Humanos
Cursos em parceria com o SENAI, SEBRAE, SESI, IEL e outros para capacitação
profissional;
seleção, recrutamento e treinamento de RH; e
desenvolvimento de Cursos Superiores Seqüenciais de Formação Específica.
4.2.5. Estudos Setoriais e Pesquisas de Mercado
A pesquisa é uma das ferramentas fundamentais para o exercício competente
da liderança uma vez que, sem conhecer a satisfação e o perfil dos seus liderados, não
é possível representar e atender suas necessidades. A seguir algumas atividades que
podem ser realizadas pelos sindicatos:
pesquisas rápidas para o líder se posicionar no atendimento a necessidades
emergenciais junto a uma base de informantes confiáveis previamente eleitos para
esse fim;
elaboração de estudos, artigos, diagnósticos e pesquisas setoriais (econômicas e
estatísticas), colocando esses trabalhos à disposição para a avaliação do Governo, do
Congresso, dos Bancos, das Confederações e dos órgãos financiadores que
estimulam a atualização tecnológica;
pesquisa salarial do setor; e
estudos específicos, conforme necessidades (exemplo: estudo da cadeia produtiva,
consultorias pontuais etc). 14 -Forma de aliança entre empresas juridicamente independentes que objetiva a criação de novo negócio. É normalmente
estabelecida entre uma empresa com capital necessário ao financiamento do projeto, e outra que domina as competências técnicas, os
contatos comerciais ou ambos. Nesse sentido, a franquia pode ser considerada como uma espécie de joint-venture. Fonte: Glossário
4243FINEP online
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
parcerias com outras entidades de classe empresarial visando maximizar esforços;
acordos com fornecedores para a venda de produtos a preços menores que o do
mercado; e
convênios firmados com prestadoras de serviço para diminuir custos: serviços de
cobrança, entregas, táxi e outros.
4.2.3. Consultoria Técnica
Assessoria e consultoria econômica, contábil, financeira, estatística, jurídica, tributária;
trabalhista, ambiental, cobrança, comércio exterior e relações internacionais,
tecnologia da informação, recursos humanos e segurança e saúde ocupacional;
auxílio e acompanhamento na implantação, manutenção e aperfeiçoamento do
Sistema de Gestão da Qualidade e de outras técnicas e métodos, visando fortalecer a
competitividade internacional e promover a certificação conforme normas NBR ISO
9001 e 14001;
14apoio e orientação a investidores estrangeiros na formação de Joint Venture e acordos
de transferência de tecnologia;
viabilização, dentre as diversas consultorias possíveis (jurídica, contábil etc.), na
montagem de contratos sem ônus para o sindicato, com profissionais competentes
que ainda se encontrem em início de carreira, oferecendo a eles a oportunidade de
prestar serviço para a entidade com carga horária reduzida. Em contrapartida, o
sindicato o ajuda a consolidar seu nome e sua carreira; e
acompanhamento de oportunidades de negócios de interesse do setor e venda de
assinatura de informativo específico.
4.2.4. Serviços de Recursos Humanos
Cursos em parceria com o SENAI, SEBRAE, SESI, IEL e outros para capacitação
profissional;
seleção, recrutamento e treinamento de RH; e
desenvolvimento de Cursos Superiores Seqüenciais de Formação Específica.
4.2.5. Estudos Setoriais e Pesquisas de Mercado
A pesquisa é uma das ferramentas fundamentais para o exercício competente
da liderança uma vez que, sem conhecer a satisfação e o perfil dos seus liderados, não
é possível representar e atender suas necessidades. A seguir algumas atividades que
podem ser realizadas pelos sindicatos:
pesquisas rápidas para o líder se posicionar no atendimento a necessidades
emergenciais junto a uma base de informantes confiáveis previamente eleitos para
esse fim;
elaboração de estudos, artigos, diagnósticos e pesquisas setoriais (econômicas e
estatísticas), colocando esses trabalhos à disposição para a avaliação do Governo, do
Congresso, dos Bancos, das Confederações e dos órgãos financiadores que
estimulam a atualização tecnológica;
pesquisa salarial do setor; e
estudos específicos, conforme necessidades (exemplo: estudo da cadeia produtiva,
consultorias pontuais etc). 14 -Forma de aliança entre empresas juridicamente independentes que objetiva a criação de novo negócio. É normalmente
estabelecida entre uma empresa com capital necessário ao financiamento do projeto, e outra que domina as competências técnicas, os
contatos comerciais ou ambos. Nesse sentido, a franquia pode ser considerada como uma espécie de joint-venture. Fonte: Glossário
4243FINEP online

econômicos e jornalísticos, que envolvam temas do interesse dos associados;
publicação de revistas de caráter científico e técnico;
promoção de campanhas institucionais visando aumentar o consumo dos produtos de
seu segmento;
manutenção de uma boa relação com a imprensa (cordialidade, fornecimento de
dados confiáveis);
viabilização dos serviços de comunicação social para cuidar da imagem do setor junto a
comunidade;
formulação de uma política de valorização e retorno aos apoios conquistados; e
divulgação das empresas associadas nos eventos segmentados.
4.2.8. Informação
Serviço de oferta de oportunidades de negócios por meio de editais (serviço ofertado
via internet mediante pagamento de mensalidade);
divulgação de normas técnicas específicas junto às empresas;
divulgação de dados estatísticos monitorados pelo setor. Um sindicato deve ter uma
“Comissão de Economia e Estatística” que tem por objetivo coletar e divulgar dados
estatísticos que comprovem a importância do setor: custos de produção, índices
econômicos, pesquisa salarial e outros;
acompanhamento das leis que envolvem comércio exterior, novas portarias, medidas
provisórias e sua divulgação para os envolvidos;
4.2.6. Eventos
Promoção de eventos: feiras, seminários, fóruns de negócios, palestras, congressos,
cursos e workshops , envidando esforços para viabilizar a presença de autoridades
influentes e que valorizem o setor;
organização, apoio e acompanhamento em missões empresariais nacionais,
internacionais e visitas de intercâmbio;
realização de feiras de seus respectivos setores; e
adequação e ampliação de eventos tradicionais às novas necessidades do mercado.
4.2.7. Divulgação (comunicação com o mercado)
Elaboração de plano anual de marketing com forte destaque para o processo de
comunicação e melhoria dos meios;
criação de um portal de divulgação na Internet, contendo informações estratégicas e
atualizadas do setor (cadastros de associados, fornecedores, oportunidades de
comercialização das empresas, documentos específicos, artigos técnicos, informações
tecnológicas, guias de eventos etc);
utilização de canais próprios de comunicação com suas empresas associadas
(acessibilidade ao perfil do cliente);
16divulgação através de boletins eletrônicos, clippings e informativos setoriais
periódicos dos assuntos referentes ao sindicato e de interesse dos associados;
divulgação regular de materiais de ordem legal, diário oficial e relatórios: técnicos,
15
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
444515 – Oficinas de trabalho; cursos intensivos de curta duração.
16- Recortes de jornal ou revista.
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
444515 – Oficinas de trabalho; cursos intensivos de curta duração.
16- Recortes de jornal ou revista.

levantamento dos preços dos insumos estratégicos e edição dos mesmos em boletim
específico;
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
promover discussões de questões ambientais, sociais e legais nas indústrias do setor,
captando, desenvolvendo e disponibilizando informações e tecnologias que façam
com que não só os produtos, mas também a forma de produção das empresas sejam
mais eficientes e ecologicamente corretas.
4647PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
promover discussões de questões ambientais, sociais e legais nas indústrias do setor,
captando, desenvolvendo e disponibilizando informações e tecnologias que façam
com que não só os produtos, mas também a forma de produção das empresas sejam
mais eficientes e ecologicamente corretas.
4647

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
Exemplos de Boas Práticas direcionadas ao Setor Gráfico
•Promoção de certames literários (poemas, poesias, contos)
com a publicação do material vencedor
Mostra preocupação do sindicato quanto ao aspecto cultural
Gera material gráfico para a impressão
•Promoção de concurso anual onde há a escolha da melhor
peça gráfica impressa
Promove a melhoria da qualidade gráfica dos produtos gerados pelas
empresas filiadas
•Realização de Feiras de livros e publicações
Implica maior número de vendas e o conseqüente aumento de
produção
•Convênio com órgão público local visando delegar ao
sindicato a autorização para que a gráfica possa imprimir blocos
fiscais às empresas clientes
Implica uma grande facilidade para o trabalho do gráfico
Exemplos de Boas Práticas direcionadas à Construção Civil
•Estudar junto às Instituições, técnicas e normas
correspondentes ao ramo do sindicato em questão e oferecer aos
seus sindicalizados
Evita grande quantidade de retrabalho, perda de material, insatisfação
dos clientes, desperdício de mão-de-obra
•Promoção de concurso visando melhorar o nível de segurança
no trabalho
Visa a redução dos acidentes de trabalho
•Concurso do melhor desempenho profissional em tarefas
específicas do canteiro de obras
Estímulo e reconhecimento à melhoria da qualidade das obras
Estratégia de marketing para a empresa premiada
Fonte: SIGEGO – Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Goiás
4.3. Contratação e Formação do Executivo Sindical
Para que o líder sindical obtenha os melhores resultados, durante a execução
das tarefas por ele definidas, deve perseguir o mínimo esforço na operacionalização.
Isso só é possível tendo ao seu lado uma boa equipe de apoio, que seja presente e
atuante, dividindo tarefas, demonstrando iniciativa própria.
Nesse contexto, o executivo de entidade sindical é um profissional muito
importante para operacionalizar as decisões de diretoria de um sindicato. A escolha do
perfi ideal é fruto de uma consulta em diversos princípios de gestão organizacional, de
atitudes, de convergência de interesses comuns.
48 49
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
Exemplos de Boas Práticas direcionadas ao Setor Gráfico
•Promoção de certames literários (poemas, poesias, contos)
com a publicação do material vencedor
Mostra preocupação do sindicato quanto ao aspecto cultural
Gera material gráfico para a impressão
•Promoção de concurso anual onde há a escolha da melhor
peça gráfica impressa
Promove a melhoria da qualidade gráfica dos produtos gerados pelas
empresas filiadas
•Realização de Feiras de livros e publicações
Implica maior número de vendas e o conseqüente aumento de
produção
•Convênio com órgão público local visando delegar ao
sindicato a autorização para que a gráfica possa imprimir blocos
fiscais às empresas clientes
Implica uma grande facilidade para o trabalho do gráfico
Exemplos de Boas Práticas direcionadas à Construção Civil
•Estudar junto às Instituições, técnicas e normas
correspondentes ao ramo do sindicato em questão e oferecer aos
seus sindicalizados
Evita grande quantidade de retrabalho, perda de material, insatisfação
dos clientes, desperdício de mão-de-obra
•Promoção de concurso visando melhorar o nível de segurança
no trabalho
Visa a redução dos acidentes de trabalho
•Concurso do melhor desempenho profissional em tarefas
específicas do canteiro de obras
Estímulo e reconhecimento à melhoria da qualidade das obras
Estratégia de marketing para a empresa premiada
Fonte: SIGEGO – Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Goiás
4.3. Contratação e Formação do Executivo Sindical
Para que o líder sindical obtenha os melhores resultados, durante a execução
das tarefas por ele definidas, deve perseguir o mínimo esforço na operacionalização.
Isso só é possível tendo ao seu lado uma boa equipe de apoio, que seja presente e
atuante, dividindo tarefas, demonstrando iniciativa própria.
Nesse contexto, o executivo de entidade sindical é um profissional muito
importante para operacionalizar as decisões de diretoria de um sindicato. A escolha do
perfi ideal é fruto de uma consulta em diversos princípios de gestão organizacional, de
atitudes, de convergência de interesses comuns.
48 49

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
Perfil de um executivo sindical
Possuir formação em gestão/administração;
Responsabilidade;
Comprometimento com os resultados. Espera-se do executivo ou gestor de
entidades: resultados financeiros, sociais e técnicos;
Visão de mercado. Entender o mercado que a empresa se encontra inserida;
Aglutinador de conhecimentos. O Executivo deve estar preparado para dispor
todo apoio ao líder da entidade, para que este crie novas oportunidades;
Postura ética. Agir com ética em suas relações profissionais. Dar tratamento
uniforme em relação a todos os integrantes do sindicato;
Desenvolvimento do aspecto social da entidade;
Possuir pensamento estratégico. Atitude fundamental para estimular a tomada de
decisão do líder classista e seu conselho fiscal. Deve ter a capacidade de auxiliar a
montagem do planejamento estratégico e de executar as ações contidas nele;
Preocupação com o desenvolvimento corporativo;
Priorizar a qualidade no atendimento ao seu cliente. Saber ouvir, demonstrando
atenção, respeito e solidariedade ao atender a necessidade de um filiado buscando,
dentro de suas limitações, encontrar a melhor solução. Caso não consiga resolver o
problema, procurar encaminhar ou indicar alguém que possa ajudar a saná-lo.
A formação de um executivo sindical tem sido uma preocupação constante
do IEL-GO. Na busca desse profissional concluiu-se sobre a necessidade da formação
específica de um gestor para a prática sindical. Para tanto o Instituto criou e tornou
disponível uma atividade, eleita pela CNI como uma das melhores práticas a serem
adotadas.
Trata-se do Programa Gestão de Talentos, modelo que proporciona
desenvolvimento, competitividade e resultados.
O objetivo do programa é identificar, selecionar, desenvolver e disponibilizar
executivos com pensamento crítico e capacidade de compreensão e avaliação das
práticas empresariais de referência no País.
Os profissionais preparados pelo Programa Gestão de Talentos estarão
sintonizados com as exigências do mercado e são destinados àquelas entidades que
querem agilizar a implementação de estratégias, associando a melhor qualidade à
realidade de cada entidade.
50 51
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
Perfil de um executivo sindical
Possuir formação em gestão/administração;
Responsabilidade;
Comprometimento com os resultados. Espera-se do executivo ou gestor de
entidades: resultados financeiros, sociais e técnicos;
Visão de mercado. Entender o mercado que a empresa se encontra inserida;
Aglutinador de conhecimentos. O Executivo deve estar preparado para dispor
todo apoio ao líder da entidade, para que este crie novas oportunidades;
Postura ética. Agir com ética em suas relações profissionais. Dar tratamento
uniforme em relação a todos os integrantes do sindicato;
Desenvolvimento do aspecto social da entidade;
Possuir pensamento estratégico. Atitude fundamental para estimular a tomada de
decisão do líder classista e seu conselho fiscal. Deve ter a capacidade de auxiliar a
montagem do planejamento estratégico e de executar as ações contidas nele;
Preocupação com o desenvolvimento corporativo;
Priorizar a qualidade no atendimento ao seu cliente. Saber ouvir, demonstrando
atenção, respeito e solidariedade ao atender a necessidade de um filiado buscando,
dentro de suas limitações, encontrar a melhor solução. Caso não consiga resolver o
problema, procurar encaminhar ou indicar alguém que possa ajudar a saná-lo.
A formação de um executivo sindical tem sido uma preocupação constante
do IEL-GO. Na busca desse profissional concluiu-se sobre a necessidade da formação
específica de um gestor para a prática sindical. Para tanto o Instituto criou e tornou
disponível uma atividade, eleita pela CNI como uma das melhores práticas a serem
adotadas.
Trata-se do Programa Gestão de Talentos, modelo que proporciona
desenvolvimento, competitividade e resultados.
O objetivo do programa é identificar, selecionar, desenvolver e disponibilizar
executivos com pensamento crítico e capacidade de compreensão e avaliação das
práticas empresariais de referência no País.
Os profissionais preparados pelo Programa Gestão de Talentos estarão
sintonizados com as exigências do mercado e são destinados àquelas entidades que
querem agilizar a implementação de estratégias, associando a melhor qualidade à
realidade de cada entidade.
50 51

PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.4. Instalação de Comissão de Conciliação Prévia
De acordo com o MTE a modernização da legislação trabalhista, com o
intuito de privilegiar a negociação entre os trabalhadores e empregadores, fortalece a
atuação dos agentes sociais – tendo os sindicatos, nesse aspecto, papel de extrema
relevância. Com a Lei n.º 9.958, de 12 de janeiro de 2000, passaram a ser criadas as
Comissões de Conciliação Prévia, uma forma extrajudicial de resolver as demandas
trabalhistas.
As Comissões de Conciliação Prévia contribuem para diminuir a enorme
carga sobre a Justiça do Trabalho. Com isso, ganha o trabalhador que busca proteção,
pois teria que esperar, por vezes, vários anos até a solução definitiva da demanda, e
ganha também o empregador, hoje onerado pela necessidade de manter uma
estrutura jurídica complexa e pelos custos de sucumbência. Segundo dados do MTE
até o ano de 2006, foram criadas 1.233 Comissões de Conciliação Prévia em todo o
País, sendo que a grande maioria é de comissões intersindicais (73%).
VANTAGENS DA SOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL
DOS CONFLITOS
•possibilidade de solução mais rápida dos conflitos
trabalhistas;
•ação pedagógica de estímulo à negociação entre
as partes;
•menor despesa para os envolvidos na demanda; e
•desafogamento da Justiça do Trabalho.
A instalação dessas Comissões representa um marco na modernização das
relações de trabalho, possibilitando que empregados e empregadores conciliem suas
divergências de forma não litigiosa, intermediados, em igualdade de condições, por
representantes dos respectivos sindicatos.
A Comissão de Conciliação Prévia Intersindical é instituída entre os sindicatos
representantes dos empregados e dos empregadores de determinada categoria,
buscando agilizar a resolução dos naturais conflitos resultantes da relação de trabalho.
A Comissão não é um “Juízo”. Portanto, ela não julga o mérito do conflito nem
arbitra. Ela simplesmente tenta conduzir as partes para estabelecer o entendimento e
o bom senso na solução da demanda.
Sugere-se que os interessados em instituir as Comissões de Conciliação
Prévia procurem a assessoria jurídica de suas Federações correspondentes.
Para mais informações acesse o site do MTE, http://www.mte.gov.br, no link
Relações de Trabalho.
52 53
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.4. Instalação de Comissão de Conciliação Prévia
De acordo com o MTE a modernização da legislação trabalhista, com o
intuito de privilegiar a negociação entre os trabalhadores e empregadores, fortalece a
atuação dos agentes sociais – tendo os sindicatos, nesse aspecto, papel de extrema
relevância. Com a Lei n.º 9.958, de 12 de janeiro de 2000, passaram a ser criadas as
Comissões de Conciliação Prévia, uma forma extrajudicial de resolver as demandas
trabalhistas.
As Comissões de Conciliação Prévia contribuem para diminuir a enorme
carga sobre a Justiça do Trabalho. Com isso, ganha o trabalhador que busca proteção,
pois teria que esperar, por vezes, vários anos até a solução definitiva da demanda, e
ganha também o empregador, hoje onerado pela necessidade de manter uma
estrutura jurídica complexa e pelos custos de sucumbência. Segundo dados do MTE
até o ano de 2006, foram criadas 1.233 Comissões de Conciliação Prévia em todo o
País, sendo que a grande maioria é de comissões intersindicais (73%).
VANTAGENS DA SOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL
DOS CONFLITOS
•possibilidade de solução mais rápida dos conflitos
trabalhistas;
•ação pedagógica de estímulo à negociação entre
as partes;
•menor despesa para os envolvidos na demanda; e
•desafogamento da Justiça do Trabalho.
A instalação dessas Comissões representa um marco na modernização das
relações de trabalho, possibilitando que empregados e empregadores conciliem suas
divergências de forma não litigiosa, intermediados, em igualdade de condições, por
representantes dos respectivos sindicatos.
A Comissão de Conciliação Prévia Intersindical é instituída entre os sindicatos
representantes dos empregados e dos empregadores de determinada categoria,
buscando agilizar a resolução dos naturais conflitos resultantes da relação de trabalho.
A Comissão não é um “Juízo”. Portanto, ela não julga o mérito do conflito nem
arbitra. Ela simplesmente tenta conduzir as partes para estabelecer o entendimento e
o bom senso na solução da demanda.
Sugere-se que os interessados em instituir as Comissões de Conciliação
Prévia procurem a assessoria jurídica de suas Federações correspondentes.
Para mais informações acesse o site do MTE, http://www.mte.gov.br, no link
Relações de Trabalho.
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PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.5. Instrumentos de apoio utilizados para o bom gerenciamento de um
sindicato
Toda estratégia ou ação corriqueira necessita de instrumentos que auxiliem
sua implantação.
Na busca da simplificação das ações que envolvem a criação, estruturação e
funcionamento de uma entidade sindical foram disponibilizados, em formato digital, no
site do IEL/GO (www.ielgo.com.br), diversos modelos de documentos e formulários.
São eles:
1. Criação
1.1. Convite para reuniões preparatórias
1.2. Check list de reuniões ou assembléias
1.3. Lista de presença em eventos
1.4. Lista de presença em assembléias
1.5. Edital de convocação de assembléias
1.6. Estatuto
1.7. Regulamento eleitoral
1.8. Ata para constituição sindical
1.9. Constituição de chapa eleitoral
1.10. Ata de apuração de resultado eleitoral
1.11. Ofício para registro do estatuto social em cartório
1.12. Manual de Procedimentos para Registro Sindical do MTE
(documento que possibilita ao leitor visualizar todo o processo
de registro sindical)
17
2. Estruturação
2.1. Organograma funcional
2.2. Convite para pré-filiação sindical
2.3. Ata de reunião da diretoria
2.4. Metodologia de planejamento estratégico
3. Funcionamento
3.1. Projeto
3.2. Planilha de custos de eventos
3.3. Cronograma anual de eventos
3.4. Check list de eventos
3.5. Resposta ao cliente
3.6. Relatório de prestação de serviços
3.7. Controle de recebimento de anuidade de filiados e mensalidade
de associados
3.8. Controle de reprodução de documentos
3.9. Controle de compras e tomadas de preços
3.10. Controle de ligações
3.11. Folha de rosto para fax
3.12. Ficha de locação e procedimentos e utilização de vídeos e livros
3.13. Jornal interno
3.14. Jornal mural
3.15. Clipping
54 55
17 – Lista de verificação e/ou confirmação.
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
PARTE IV – GESTÃO SINDICAL: BOAS PRÁTICAS PARA
DESENVOLVER O SEU SINDICATO
4.5. Instrumentos de apoio utilizados para o bom gerenciamento de um
sindicato
Toda estratégia ou ação corriqueira necessita de instrumentos que auxiliem
sua implantação.
Na busca da simplificação das ações que envolvem a criação, estruturação e
funcionamento de uma entidade sindical foram disponibilizados, em formato digital, no
site do IEL/GO (www.ielgo.com.br), diversos modelos de documentos e formulários.
São eles:
1. Criação
1.1. Convite para reuniões preparatórias
1.2. Check list de reuniões ou assembléias
1.3. Lista de presença em eventos
1.4. Lista de presença em assembléias
1.5. Edital de convocação de assembléias
1.6. Estatuto
1.7. Regulamento eleitoral
1.8. Ata para constituição sindical
1.9. Constituição de chapa eleitoral
1.10. Ata de apuração de resultado eleitoral
1.11. Ofício para registro do estatuto social em cartório
1.12. Manual de Procedimentos para Registro Sindical do MTE
(documento que possibilita ao leitor visualizar todo o processo
de registro sindical)
17
2. Estruturação
2.1. Organograma funcional
2.2. Convite para pré-filiação sindical
2.3. Ata de reunião da diretoria
2.4. Metodologia de planejamento estratégico
3. Funcionamento
3.1. Projeto
3.2. Planilha de custos de eventos
3.3. Cronograma anual de eventos
3.4. Check list de eventos
3.5. Resposta ao cliente
3.6. Relatório de prestação de serviços
3.7. Controle de recebimento de anuidade de filiados e mensalidade
de associados
3.8. Controle de reprodução de documentos
3.9. Controle de compras e tomadas de preços
3.10. Controle de ligações
3.11. Folha de rosto para fax
3.12. Ficha de locação e procedimentos e utilização de vídeos e livros
3.13. Jornal interno
3.14. Jornal mural
3.15. Clipping
54 55
17 – Lista de verificação e/ou confirmação.

PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA AS FEDERAÇÕES PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA AS FEDERAÇÕES
PARTE V
SUGESTÕES DE PRÁTICAS
PARA AS FEDERAÇÕES
56
5.1. Fortalecimento da base sindical através do desenvolvimento de
cadeias sindicais
s Federações têm como um de seus objetivos o fortalecimento do

associativismo sindical. Os sindicatos são a base da estrutura sindical patronal Ado País. A Federação como defensora dos interesses políticos da classe tem
total interesse no fortalecimento dos sindicatos. Quanto mais fortes os sindicatos, mais
forte é a Federação.

Nesse sentido, sugere-se para essas federações preocupadas em fortalecer
sua base sindical uma proposta voltada ao estímulo para o desenvolvimento dessas
entidades sindicais. Esse estímulo consiste basicamente em incentivar os sindicatos a se
agruparem em cadeias de interesses. (Veja item 4.1. onde estão detalhados os
principais pontos acerca desta prática)

A Federação pode estimular essa iniciativa através de um suporte financeiro
para aqueles que dessa forma se organizarem. Para tanto, é necessário que se criem
normas e diretrizes a fim de não perder o foco no desenvolvimento mútuo e
fortalecimento do sindicato e, conseqüentemente, da categoria defendida por eles.

Sugere-se que esse incentivo financeiro dure o tempo suficiente para a
iniciativa se consolidar. Esse incentivo promoverá o pagamento da reestruturação do
espaço físico a ser utilizado para a instalação da cadeia sindical, de um executivo
previamente preparado para assumir uma organização de características únicas, e de
um suporte contábil, jurídico, entre outros.

Esse apoio é uma forma de demonstrar aos sindicatos a indiscutível vocação
da Federação em dar seu apoio a quem quer crescer.

57

PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA AS FEDERAÇÕES PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA AS FEDERAÇÕES
5.2. Ações para estimular o associativismo
Ainda de acordo com a premissa do fortalecimento dos sindicatos através de
ações conjuntas com as federações correspondentes, algumas ações podem ser
propostas.
Dentre elas cita-se a divulgação das oportunidades locais do SESI, SENAI e IEL
pelos sindicatos (quadro a seguir). O objetivo dessa iniciativa é demonstrar – ao filiado
ou interessado a se filiar – os benefícios oferecidos pelo Sistema através do sindicato.
Essa divulgação proporciona ao sindicato maior visibilidade das ações conquistadas
referentes ao setor por ele representado.
Estágio Estudos e
Pesquisas
Assessoria
Área de Seg. e
Medicina do Trabalho
Apoio na
Área de
Meio Ambiente
Serviços
técnicos e
tecnológicos
Cursos
direcionados
Consultorias
técnicas
Núcleos
de apoio
Divulgação de
linhas de
financiamento
Educação
Profissional
Acompanhamento
da Saúde do
Trabalhador
Educação Esporte e lazer
Acervo
bibliográfico
especializado
Apoio e
realização de
Eventos
Na figura acima encontram-se exemplos de serviços oferecidos pelo Sistema
Federação da Indústria.
Dessa forma, o empresário ao entrar em contato com a proposta do
sindicato sente que tanto o próprio sindicato como a Federação têm trabalhado com o
intuito de desenvolver seu negócio.
Essa divulgação pode ser realizada por meio de:
folders direcionados aos diversos segmentos existentes como: Têxtil e Confecção,
Ourivesaria, Tinturaria etc;
link em site da Federação à qual o sindicato pertence;
site do próprio sindicato etc.
Identifica-se esta como uma prática interessante e que tem tido grande
aceitação e bons resultados para aqueles que a praticam.
Essa iniciativa visa a proporcionar inúmeras vantagens, dentre elas: qualidade
na informação, ferramentas de gestão, processos produtivos e capacitação
profissional.
Outra característica que pode ser agregada a essa prática é o envio de um
convite de pré-filiação sindical (vide site http://www.ielgo.com.br nas Informações
Complementares) juntamente com os folders com porte de devolução pago, também
disponibilizado digitalmente nos sites do sindicato e da federação correspondente.
5859PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA AS FEDERAÇÕES PARTE V – SUGESTÕES DE PRÁTICAS PARA AS FEDERAÇÕES
5.2. Ações para estimular o associativismo
Ainda de acordo com a premissa do fortalecimento dos sindicatos através de
ações conjuntas com as federações correspondentes, algumas ações podem ser
propostas.
Dentre elas cita-se a divulgação das oportunidades locais do SESI, SENAI e IEL
pelos sindicatos (quadro a seguir). O objetivo dessa iniciativa é demonstrar – ao filiado
ou interessado a se filiar – os benefícios oferecidos pelo Sistema através do sindicato.
Essa divulgação proporciona ao sindicato maior visibilidade das ações conquistadas
referentes ao setor por ele representado.
Estágio Estudos e
Pesquisas
Assessoria
Área de Seg. e
Medicina do Trabalho
Apoio na
Área de
Meio Ambiente
Serviços
técnicos e
tecnológicos
Cursos
direcionados
Consultorias
técnicas
Núcleos
de apoio
Divulgação de
linhas de
financiamento
Educação
Profissional
Acompanhamento
da Saúde do
Trabalhador
Educação Esporte e lazer
Acervo
bibliográfico
especializado
Apoio e
realização de
Eventos
Na figura acima encontram-se exemplos de serviços oferecidos pelo Sistema
Federação da Indústria.
Dessa forma, o empresário ao entrar em contato com a proposta do
sindicato sente que tanto o próprio sindicato como a Federação têm trabalhado com o
intuito de desenvolver seu negócio.
Essa divulgação pode ser realizada por meio de:
folders direcionados aos diversos segmentos existentes como: Têxtil e Confecção,
Ourivesaria, Tinturaria etc;
link em site da Federação à qual o sindicato pertence;
site do próprio sindicato etc.
Identifica-se esta como uma prática interessante e que tem tido grande
aceitação e bons resultados para aqueles que a praticam.
Essa iniciativa visa a proporcionar inúmeras vantagens, dentre elas: qualidade
na informação, ferramentas de gestão, processos produtivos e capacitação
profissional.
Outra característica que pode ser agregada a essa prática é o envio de um
convite de pré-filiação sindical (vide site http://www.ielgo.com.br nas Informações
Complementares) juntamente com os folders com porte de devolução pago, também
disponibilizado digitalmente nos sites do sindicato e da federação correspondente.
5859

cenário mundial com tantas e rápidas mudanças nos apresenta grandes
desafios, a partir da globalização, do desenvolvimento da tecnologia da Oinformação, das questões econômicas, do meio ambiente e tantos
outros.
No Brasil, essa realidade é acrescida dos altos tributos cobrados do segmento
empresarial, da falta de capacitação, da concorrência de mercado, da ausência de
maior credibilidade dos líderes para representação das bases (peso político), do
descompasso quanto à aquisição de tecnologias, além das dificuldades logísticas para
exportação, tudo isso somado à maior necessidade de profissionalização dos líderes
sindicais. Vencer tais desafios é tarefa preponderante dos nossos gestores sindicais.
Portanto, a FIEG (através do IEL Goiás), ao elaborar este documento,
pretende contribuir para as necessárias e urgentes mudanças desse cenário.
A utilização deste Manual possibilita o debate, as reflexões, a realização de
fóruns e outros momentos de análise dessa realidade, pois o Brasil precisa fortalecer
suas lideranças para que atuem com sinergia, competência e visão de futuro.
Espera-se, enfim, que a ferramenta apresentada possa alcançar o objetivo
principal de subsidiar os líderes sindicais do setor da indústria na criação, instalação e
implementação de seus órgãos representativos, auxiliando-os no cumprimento de sua
missão de construir sindicatos fortes, com maior grau de satisfação de seus associados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
6061cenário mundial com tantas e rápidas mudanças nos apresenta grandes
desafios, a partir da globalização, do desenvolvimento da tecnologia da Oinformação, das questões econômicas, do meio ambiente e tantos
outros.
No Brasil, essa realidade é acrescida dos altos tributos cobrados do segmento
empresarial, da falta de capacitação, da concorrência de mercado, da ausência de
maior credibilidade dos líderes para representação das bases (peso político), do
descompasso quanto à aquisição de tecnologias, além das dificuldades logísticas para
exportação, tudo isso somado à maior necessidade de profissionalização dos líderes
sindicais. Vencer tais desafios é tarefa preponderante dos nossos gestores sindicais.
Portanto, a FIEG (através do IEL Goiás), ao elaborar este documento,
pretende contribuir para as necessárias e urgentes mudanças desse cenário.
A utilização deste Manual possibilita o debate, as reflexões, a realização de
fóruns e outros momentos de análise dessa realidade, pois o Brasil precisa fortalecer
suas lideranças para que atuem com sinergia, competência e visão de futuro.
Espera-se, enfim, que a ferramenta apresentada possa alcançar o objetivo
principal de subsidiar os líderes sindicais do setor da indústria na criação, instalação e
implementação de seus órgãos representativos, auxiliando-os no cumprimento de sua
missão de construir sindicatos fortes, com maior grau de satisfação de seus associados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
6061

A sua contribuição é muito importante, pois este texto não é conclusivo e
merecerá futuras atualizações. Por favor registre suas críticas e sugestões e nos envie
para o endereço abaixo.
Participe da Melhoria deste Manual
Retornar para IEL-GO, Av. Araguaia, 1544, 7º andar, Vila Nova-CEP: 74645-070
A/C: Estela Mares R. Pires – Fone: (62) 3219-1413
E-mail: estela.iel@sistemafieg.org.br
Sindicato:
Nome do Presidente:
Nome do Contato:
Endereço:
Cidade/UF:
Fone/Fax:
E-mail:
1. Qual o grau de satisfação com o Manual de Boas Práticas: informações estratégicas?
Totalmente satisfeito
Mais satisfeito que insatisfeito
Indiferente
Mais insatisfeito que satisfeito
Totalmente insatisfeito
2. Qual(s) parte(s) o Sr (a) mais gostou?
3. E a que menos gostou (motivos)?
4. Sugestões e Comentários:
6263Participe da Melhoria deste Manual
Retornar para IEL-GO, Av. Araguaia, 1544, 7º andar, Vila Nova-CEP: 74645-070
A/C: Estela Mares R. Pires – Fone: (62) 3219-1413
E-mail: estela.iel@sistemafieg.org.br
Sindicato:
Nome do Presidente:
Nome do Contato:
Endereço:
Cidade/UF:
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E-mail:
1. Qual o grau de satisfação com o Manual de Boas Práticas: informações estratégicas?
Totalmente satisfeito
Mais satisfeito que insatisfeito
Indiferente
Mais insatisfeito que satisfeito
Totalmente insatisfeito
2. Qual(s) parte(s) o Sr (a) mais gostou?
3. E a que menos gostou (motivos)?
4. Sugestões e Comentários:
6263

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
64
CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO. 54ªed. São Paulo: Editora Saraiva. 2003.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Manual de procedimentos contábeis
e prestação de contas das entidades de interesse social. 2ªed. Brasília: CFC, 2004.
180p.

INSTITUTO EUVALDO LODI IEL/GO. Pesquisa de Identificação dos serviços
prestados por entidades de classe. 2004.

MARTINS, Eduardo. Manual de Redação e estilo de O Estado de São Paulo. 3ª ed.
revista e ampliada. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1997, 400p.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Comissão de Conciliação Prévia.
Disponível em: http://www.mte.gov.br/ParceirosSindicatos/relacoestrabalho/
ComissaoConciliacaoPrevia/default.asp Acesso em 07/06/2006.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Manual do Registro Sindical. Disponível
em: http://www.mte.gov.br/ParceirosSindicatos/RelacoesTrabalho/RegistroSindical/
Publicacoes/Conteudo/6541.pdf. Acesso em 07/06/2006.

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO Registro Sindical. Disponível em:
http://www.mte.gov.br/ParceirosSindicatos/RelacoesTrabalho/RegistroSindical/.
Acesso em 07/06/2006.

MINISTÉRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA FINEP. Capital de risco Brasil,
Glossário. Disponível em http://www.capitalderisco.gov.br/vcn/j_CR.asp. Acesso em
01/06/2006.

65

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NOGUEIRA, Roberto Luis Lopes. A organização sindical e o Novo Código Civil.
Disponível em Internet: http://www.sindiex.org.br. Acesso em:11/04/2006.
SAAD, Eduardo Gabriel. Consolidação das Leis do Trabalho comentada. 35ªed. São
Paulo: LTR, 2002. 760p.
S E BR AE. A rra n j o s p r o dut i vos l o cais . Di sp o n í v el e m I n te r n e t :
http://www.sebrae.com.br/br/cooperecrescer/arranjosprodutivoslocais.asp Acesso
em: 01/06/2006.
TENÓRIO, Fernando G. org. Gestão de Ongs: principais funções gerenciais. 8ªed. Rio
de Janeiro: Editora FGV, 2004. 132p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Plano de Gestão 2005-2008. Disponível na
Internet: http://www.cpd.ufv.br/planogestao/conceitos.htm. Acesso em 02/06/2006.
6667REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
NOGUEIRA, Roberto Luis Lopes. A organização sindical e o Novo Código Civil.
Disponível em Internet: http://www.sindiex.org.br. Acesso em:11/04/2006.
SAAD, Eduardo Gabriel. Consolidação das Leis do Trabalho comentada. 35ªed. São
Paulo: LTR, 2002. 760p.
S E BR AE. A rra n j o s p r o dut i vos l o cais . Di sp o n í v el e m I n te r n e t :
http://www.sebrae.com.br/br/cooperecrescer/arranjosprodutivoslocais.asp Acesso
em: 01/06/2006.
TENÓRIO, Fernando G. org. Gestão de Ongs: principais funções gerenciais. 8ªed. Rio
de Janeiro: Editora FGV, 2004. 132p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Plano de Gestão 2005-2008. Disponível na
Internet: http://www.cpd.ufv.br/planogestao/conceitos.htm. Acesso em 02/06/2006.
6667

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
ANEXO I
OS PASSOS INICIAIS
DE UM SINDICATO
(Fundação)
ntes da Constituição de 1988, as entidades sindicais eram regidas pelo
Decreto-Lei n° 5.452 de 1° de maio de 1.943, ou seja, a nossa atual CLT,
através de seu artigo 511 e seguintes. ACom a promulgação da nova Constituição em 1988, em seu artigo 8°, inciso
I, tornou-se livre a fundação de Associação Profissional ou Sindical, não podendo a lei
exigir autorização do Estado, sendo, assim, vedadas ao Poder Público à interferência e
intervenção nestas Entidades.
Outro fato importante ocorrido com a nova Constituição foi a desobrigação
da medida introdutória anteriormente indispensável à criação do sindicato: a prévia
fundação de associação não sindical para eventual pedido de reconhecimento ao
Ministério do Trabalho (Carta de Reconhecimento). A norma perdeu a validade depois
da promulgação da referida Constituição, passando a investidura sindical a não
depender de prévia formação de associação onde os grupos de empregadores,
intervinculados pelo exercício de atividades econômicas idênticas, similares ou
correlatas, têm o direito de constituir o respectivo sindicato, desde que ele ainda não
exista representando a categoria na mesma base territorial.
Não é mais necessária a fundação
de uma associação para quem queira
fundar um sindicato.
No entanto, diz também o texto constitucional que tais entidades deverão
fazer seus registros em órgão competente, sem indicar qual seria este órgão.
Por decisão da Justiça (Supremo Tribunal Federal), foi reconhecida a
competência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Mandado de Segurança nº
29/DF, para providenciar o registro sindical citado na Carta Magna.
6869ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
ANEXO I
OS PASSOS INICIAIS
DE UM SINDICATO
(Fundação)
ntes da Constituição de 1988, as entidades sindicais eram regidas pelo
Decreto-Lei n° 5.452 de 1° de maio de 1.943, ou seja, a nossa atual CLT,
através de seu artigo 511 e seguintes. ACom a promulgação da nova Constituição em 1988, em seu artigo 8°, inciso
I, tornou-se livre a fundação de Associação Profissional ou Sindical, não podendo a lei
exigir autorização do Estado, sendo, assim, vedadas ao Poder Público à interferência e
intervenção nestas Entidades.
Outro fato importante ocorrido com a nova Constituição foi a desobrigação
da medida introdutória anteriormente indispensável à criação do sindicato: a prévia
fundação de associação não sindical para eventual pedido de reconhecimento ao
Ministério do Trabalho (Carta de Reconhecimento). A norma perdeu a validade depois
da promulgação da referida Constituição, passando a investidura sindical a não
depender de prévia formação de associação onde os grupos de empregadores,
intervinculados pelo exercício de atividades econômicas idênticas, similares ou
correlatas, têm o direito de constituir o respectivo sindicato, desde que ele ainda não
exista representando a categoria na mesma base territorial.
Não é mais necessária a fundação
de uma associação para quem queira
fundar um sindicato.
No entanto, diz também o texto constitucional que tais entidades deverão
fazer seus registros em órgão competente, sem indicar qual seria este órgão.
Por decisão da Justiça (Supremo Tribunal Federal), foi reconhecida a
competência do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Mandado de Segurança nº
29/DF, para providenciar o registro sindical citado na Carta Magna.
6869

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
Entretanto antes de providenciar o referido registro junto ao MTE, alguns
passos são necessários:
1º Passo -Consulta Prévia para fins de Alvará de Funcionamento;
2º Passo -Registro da entidade no cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas;
3º Passo -Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) na Secretaria da Receita
Federal;
4º Passo -Registro no Ministério do Trabalho e Emprego;
5º Passo -Alvará de Licença/Corpo de Bombeiros;
6º Passo -Alvará de Licença e Funcionamento;
7º Passo -Inscrição no cadastro Mobiliário de Contribuintes na Secretaria Municipal
da Fazenda;
8º Passo -Autorização para impressão de Documentos Fiscais na Secretaria
Municipal da Fazenda;
9º Passo -Inspeções, Registros, Licenças junto a outros órgãos públicos.
Para mais informações, acesse o registro de empresas no site do SEBRAE no
link: http://www.sebrae.com.br/
Diante desses esclarecimentos iniciais, conclui-se que para fundar uma
entidade sindical, tanto de primeiro, segundo e terceiro graus (sindicatos, federações e
confederações), é necessário que se cumpram também os preceitos do atual Código
Civil Brasileiro, ou seja, o registro de estatuto e ata de fundação em Cartório das
Pessoas Jurídicas, e posteriormente providenciar o registro junto ao Ministério do
Trabalho, para obter sua personalidade sindical.
I.1. Registro Sindical
O registro sindical é uma formalidade legal que, além de tornar pública a
existência do sindicato, o habilita para a prática de atos sindicais, lhe dando a chamada
personalidade sindical.
Cabe ao MTE, por meio da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), aplicar
as normas e procedimentos relativos ao registro de entidades sindicais, de modo a
facilitar o acesso dos interessados às regras referentes ao processo de constituição e
organização de entidades sindicais e às informações sobre o andamento dos processos
relativos ao registro sindical em trâmite nesse Ministério. As referidas informações se
encontram no site do MTE http://www.mte.gov.br, no link relações do trabalho.
18Salienta-se que é possível realizar o registro sindical via internet.
Acrescentam-se a essas informações as leis que regulam o registro sindical. É
de suma importância para o líder sindical conhecer as leis que o regulamentam. São
elas:
18 – O MTE dispõe de um canal de comunicação direto onde é possível obter informações e esclarecimento de dúvidas a respeito
Art. 8º da Constituição da República.
Consolidação das Leis do Trabalho -CLT.
70 71
do registro sindical: atendimento.srt@mte.gov.br ou pelos telefones (61) 3317-6798 ou 6792.
ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
Entretanto antes de providenciar o referido registro junto ao MTE, alguns
passos são necessários:
1º Passo -Consulta Prévia para fins de Alvará de Funcionamento;
2º Passo -Registro da entidade no cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas;
3º Passo -Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) na Secretaria da Receita
Federal;
4º Passo -Registro no Ministério do Trabalho e Emprego;
5º Passo -Alvará de Licença/Corpo de Bombeiros;
6º Passo -Alvará de Licença e Funcionamento;
7º Passo -Inscrição no cadastro Mobiliário de Contribuintes na Secretaria Municipal
da Fazenda;
8º Passo -Autorização para impressão de Documentos Fiscais na Secretaria
Municipal da Fazenda;
9º Passo -Inspeções, Registros, Licenças junto a outros órgãos públicos.
Para mais informações, acesse o registro de empresas no site do SEBRAE no
link: http://www.sebrae.com.br/
Diante desses esclarecimentos iniciais, conclui-se que para fundar uma
entidade sindical, tanto de primeiro, segundo e terceiro graus (sindicatos, federações e
confederações), é necessário que se cumpram também os preceitos do atual Código
Civil Brasileiro, ou seja, o registro de estatuto e ata de fundação em Cartório das
Pessoas Jurídicas, e posteriormente providenciar o registro junto ao Ministério do
Trabalho, para obter sua personalidade sindical.
I.1. Registro Sindical
O registro sindical é uma formalidade legal que, além de tornar pública a
existência do sindicato, o habilita para a prática de atos sindicais, lhe dando a chamada
personalidade sindical.
Cabe ao MTE, por meio da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), aplicar
as normas e procedimentos relativos ao registro de entidades sindicais, de modo a
facilitar o acesso dos interessados às regras referentes ao processo de constituição e
organização de entidades sindicais e às informações sobre o andamento dos processos
relativos ao registro sindical em trâmite nesse Ministério. As referidas informações se
encontram no site do MTE http://www.mte.gov.br, no link relações do trabalho.
18Salienta-se que é possível realizar o registro sindical via internet.
Acrescentam-se a essas informações as leis que regulam o registro sindical. É
de suma importância para o líder sindical conhecer as leis que o regulamentam. São
elas:
18 – O MTE dispõe de um canal de comunicação direto onde é possível obter informações e esclarecimento de dúvidas a respeito
Art. 8º da Constituição da República.
Consolidação das Leis do Trabalho -CLT.
70 71
do registro sindical: atendimento.srt@mte.gov.br ou pelos telefones (61) 3317-6798 ou 6792.

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000, com redação da Portaria nº 376, de 23 de
maio de 2000.
Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000.
Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001.
Portaria nº 01, de 3 maio de 2001.
Portaria nº 896, de 14 de julho de 1993.
Portaria 471, de 6 de setembro de 2004.
Portaria 1269, de 22 de novembro de 2003.
Portaria 01, de 19 de abril de 2005.
Decreto 4950, de 9 de janeiro de 2004.
No quadro disposto a seguir estão disponíveis os principais procedimentos
para o registro sindical.
PROCEDIMENTOS PARA O PEDIDO
DE REGISTRO SINDICAL
•Requerimento do registro dirigido ao Ministro de Estado do
Trabalho e Emprego ou Secretário de Relações do Trabalho (pode
ser requerido pela internet).
•Ata da assembléia geral de fundação da entidade, em original ou
em cópia autenticada, com as respectivas listas de presença.
•Estatuto social da entidade, com a denominação, a categoria e a
base representada, assinado por, pelo menos, três diretores da
entidade, em original ou em cópia autenticada.
•Edital de convocação dos membros da categoria e de toda a base
territorial para a assembléia geral de fundação da entidade ou de
alteração estatutária, publicado no Diário Oficial e em jornal de
grande circulação, com 10 dias de antecedência, quando se tratar
de entidade municipal, intermunicipal ou estadual; e com 30 dias,
quando se tratar de entidade interestadual ou nacional. O edital
deve ser apresentado em original, sem recortes nem montagens,
ou em cópia autenticada.
•Comprovante original de pagamento da Guia de Recolhimento
da União (GRU). A emissão da GRU será realizada via Internet, no
endereço eletrônico: http://www.stn.fazenda.gov.br. É de suma
importância o preenchimento dos seguintes campos da GRU:
CÓDIGO UG: 380918; GESTÃO: 00001 e CÓDIGO DE
7273continuaANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
Portaria nº 343, de 4 de maio de 2000, com redação da Portaria nº 376, de 23 de
maio de 2000.
Portaria nº 375, de 23 de maio de 2000.
Portaria nº 310, de 5 de abril de 2001.
Portaria nº 01, de 3 maio de 2001.
Portaria nº 896, de 14 de julho de 1993.
Portaria 471, de 6 de setembro de 2004.
Portaria 1269, de 22 de novembro de 2003.
Portaria 01, de 19 de abril de 2005.
Decreto 4950, de 9 de janeiro de 2004.
No quadro disposto a seguir estão disponíveis os principais procedimentos
para o registro sindical.
PROCEDIMENTOS PARA O PEDIDO
DE REGISTRO SINDICAL
•Requerimento do registro dirigido ao Ministro de Estado do
Trabalho e Emprego ou Secretário de Relações do Trabalho (pode
ser requerido pela internet).
•Ata da assembléia geral de fundação da entidade, em original ou
em cópia autenticada, com as respectivas listas de presença.
•Estatuto social da entidade, com a denominação, a categoria e a
base representada, assinado por, pelo menos, três diretores da
entidade, em original ou em cópia autenticada.
•Edital de convocação dos membros da categoria e de toda a base
territorial para a assembléia geral de fundação da entidade ou de
alteração estatutária, publicado no Diário Oficial e em jornal de
grande circulação, com 10 dias de antecedência, quando se tratar
de entidade municipal, intermunicipal ou estadual; e com 30 dias,
quando se tratar de entidade interestadual ou nacional. O edital
deve ser apresentado em original, sem recortes nem montagens,
ou em cópia autenticada.
•Comprovante original de pagamento da Guia de Recolhimento
da União (GRU). A emissão da GRU será realizada via Internet, no
endereço eletrônico: http://www.stn.fazenda.gov.br. É de suma
importância o preenchimento dos seguintes campos da GRU:
CÓDIGO UG: 380918; GESTÃO: 00001 e CÓDIGO DE
7273continua

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
RECOLHIMENTO: 68888-6. Após avançar para a outra etapa é
necessário preencher o campo NÚMERO DE REFERÊNCIA:
3947. Após o pagamento da primeira GRU abrindo o processo de
abertura do sindicato e sua conseqüente publicação no DOU,
outra GRU deverá ser gerada e paga após o tempo necessário para
possíveis impugnações. Esta segunda GRU refere-se à efetivação
do processo e sua publicação no DOU.
•Os documentos devem ser remetidos por VIA POSTAL, com
Aviso de Recebimento, à Esplanada dos Ministérios, bloco F,
Térreo, CEP 70.059-902, Brasília-DF; e/ou entregues no
Protocolo Geral do MTE, no mesmo endereço.
•Todos os documentos exigidos para o registro sindical da entidade
junto ao MTE devem ser autenticados (em todas as suas laudas)
salvo se forem encaminhadas as vias originais, nos termos da
Portaria 343/2000.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (2006)
no pedido de registro encaminhado deverá constar, obrigatoriamente, o endereço do
requerente interessado;
todos os documentos/ formulários devem conter os dados essenciais do sindicato
(endereço, telefone etc) principalmente o estatuto, as atas de assembléia e as listas de
presença;
a Secretaria de Relações do Trabalho – SRT tem o prazo de 60 dias, a contar da data do
protocolo do pedido, para publicá-lo no DOU (Diário Oficial da União) ou notificar o
requerente, por meio de Aviso de recebimento -AR, a cumprir exigências; e
a entidade que tiver sido notificada pela SRT tem o prazo de 30 (trinta) dias para
cumprir as exigências, contados da data de juntada do Aviso de Recebimento – AR ao
processo. O não cumprimento da notificação ensejará o arquivamento do pedido,
conforme determina o § 3º, do art. 4º, da Portaria nº 343, de 2000.
O registro sindical pode sofrer impugnação por entidade sindical de mesmo
grau, cuja representação da categoria profissional ou econômica coincida, no todo ou
em parte, com a do requerente, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contado da data
da publicação do pedido de registro no DOU.
A impugnação deve ser formulada mediante requerimento, acompanhado
20dos documentos pertinentese entregue no Protocolo Geral do Ministério do
Trabalho e Emprego – Esplanada dos Ministérios – Bloco “F” – Térreo – Brasília – DF,
sendo proibida, terminantemente, a sua remessa por via postal.
Depois de concedido o RAE (Registro de Alteração Estatutária)/RES (Registro
Sindical) o representante sindical da entidade deverá solicitar junto ao MTE o
7475Algumas informações complementares a respeito dos procedimentos de
registro sindical:
19 – A categoria base pretendida deve estar bastante clara, mesmo que para isto ela conste em diferentes campos do documento.
(MTE, 2006)
não se pode aprovar um assunto que não tenha sido convocado no edital, exceto se
registrado em ata de reunião representativa das categorias presentes (cuidado com as
divergências);
O MTE adverte que o maior número de erros no processo de registro sindical ocorre
19no edital de convocação.Para que esses erros não ocorram é necessário obedecer às
orientações da Portaria 343 com as modificações da 376 de 23 de maio de 2000;
20- Comprovante de Registro do Sindicato impugnante no Ministério do Trabalho e Emprego (cópia de carta sindical ou certidão de
registro/MTE). e Recibo de depósito, original ou fotocópia autenticada, em favor da Coordenação-Geral de Logística e Administração –
CGLA/MTE, correspondente ao recolhimento do valor relativo ao custo da publicação de cada impugnação no DOU.
ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
RECOLHIMENTO: 68888-6. Após avançar para a outra etapa é
necessário preencher o campo NÚMERO DE REFERÊNCIA:
3947. Após o pagamento da primeira GRU abrindo o processo de
abertura do sindicato e sua conseqüente publicação no DOU,
outra GRU deverá ser gerada e paga após o tempo necessário para
possíveis impugnações. Esta segunda GRU refere-se à efetivação
do processo e sua publicação no DOU.
•Os documentos devem ser remetidos por VIA POSTAL, com
Aviso de Recebimento, à Esplanada dos Ministérios, bloco F,
Térreo, CEP 70.059-902, Brasília-DF; e/ou entregues no
Protocolo Geral do MTE, no mesmo endereço.
•Todos os documentos exigidos para o registro sindical da entidade
junto ao MTE devem ser autenticados (em todas as suas laudas)
salvo se forem encaminhadas as vias originais, nos termos da
Portaria 343/2000.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (2006)
no pedido de registro encaminhado deverá constar, obrigatoriamente, o endereço do
requerente interessado;
todos os documentos/ formulários devem conter os dados essenciais do sindicato
(endereço, telefone etc) principalmente o estatuto, as atas de assembléia e as listas de
presença;
a Secretaria de Relações do Trabalho – SRT tem o prazo de 60 dias, a contar da data do
protocolo do pedido, para publicá-lo no DOU (Diário Oficial da União) ou notificar o
requerente, por meio de Aviso de recebimento -AR, a cumprir exigências; e
a entidade que tiver sido notificada pela SRT tem o prazo de 30 (trinta) dias para
cumprir as exigências, contados da data de juntada do Aviso de Recebimento – AR ao
processo. O não cumprimento da notificação ensejará o arquivamento do pedido,
conforme determina o § 3º, do art. 4º, da Portaria nº 343, de 2000.
O registro sindical pode sofrer impugnação por entidade sindical de mesmo
grau, cuja representação da categoria profissional ou econômica coincida, no todo ou
em parte, com a do requerente, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contado da data
da publicação do pedido de registro no DOU.
A impugnação deve ser formulada mediante requerimento, acompanhado
20dos documentos pertinentese entregue no Protocolo Geral do Ministério do
Trabalho e Emprego – Esplanada dos Ministérios – Bloco “F” – Térreo – Brasília – DF,
sendo proibida, terminantemente, a sua remessa por via postal.
Depois de concedido o RAE (Registro de Alteração Estatutária)/RES (Registro
Sindical) o representante sindical da entidade deverá solicitar junto ao MTE o
7475Algumas informações complementares a respeito dos procedimentos de
registro sindical:
19 – A categoria base pretendida deve estar bastante clara, mesmo que para isto ela conste em diferentes campos do documento.
(MTE, 2006)
não se pode aprovar um assunto que não tenha sido convocado no edital, exceto se
registrado em ata de reunião representativa das categorias presentes (cuidado com as
divergências);
O MTE adverte que o maior número de erros no processo de registro sindical ocorre
19no edital de convocação.Para que esses erros não ocorram é necessário obedecer às
orientações da Portaria 343 com as modificações da 376 de 23 de maio de 2000;
20- Comprovante de Registro do Sindicato impugnante no Ministério do Trabalho e Emprego (cópia de carta sindical ou certidão de
registro/MTE). e Recibo de depósito, original ou fotocópia autenticada, em favor da Coordenação-Geral de Logística e Administração –
CGLA/MTE, correspondente ao recolhimento do valor relativo ao custo da publicação de cada impugnação no DOU.

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
requerimento do código sindical, instruído com cópia de sua carta sindical ou de sua
Certidão de Registro, declarando a sua filiação à entidade de grau imediatamente
superior, ou informar expressamente a sua não-filiação.
Mais informações disponíveis no site http://www.ielgo.com.br no Manual de
Registro Sindical do Ministério do Trabalho e Emprego (Informações
Complementares).
I.2. Ações necessárias no processo de constituição de um sindicato
O sindicato não deixa de ser uma associação, entretanto passa a ter mais
poderes, pois além de ser regulamentado pelo Código Civil, é também normatizado
pela CLT. Portanto, trata-se uma associação atípica.
As associações sindicais patronais ou de empregadores focam os interesses
econômicos do grupo de empresas que elas representam.
Ao grupo que procura este tipo de entidade para se organizar, o espírito
empreendedor -comum àqueles que buscam uma associação -é extremamente
importante para alcançar seus objetivos. Além disso, é essencial o conhecimento
acerca dos detalhes que dizem respeito à formação, implantação e implementação de
atividades sindicais. Os objetivos bem definidos somados ao conhecimento sobre o
assunto e o espírito empreendedor são componentes fundamentais para a
estruturação de um sindicato de sucesso.
IVOBJETOS
CONHECIMENTO
(MANUAL)
OESPÍRITN REMPREE DEDO
FUNDAÇÃO
DE UM
SINDICATO
Ao perceber as inúmeras vantagens de se organizar em um sindicato patronal,
o empreendedor buscará o apoio de outros que possuam os mesmos objetivos e
atividades econômicas em comum. O próximo passo é realizar uma reunião
preliminar com esses interessados para dividir as tarefas pertinentes à sua criação. Para
tanto, um convite deve ser enviado a esses interessados (vide Informações
Complementares no site http://www.ielgo.com.br).
As ações devem ser divididas em grupos de tarefas. Nos itens a seguir estas
ações serão observadas de forma pormenorizada.
I.2.1. Redação de uma proposta de estatuto embasada na legislação
vigente
As discussões para se chegar a um consenso a respeito do teor do estatuto
devem ser realizadas antes da assembléia devido à possível demora que é comum ao
processo de negociação. Na assembléia, portanto, somente acontecerá a
confirmação do conteúdo aprimorado nas discussões.
7677ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
requerimento do código sindical, instruído com cópia de sua carta sindical ou de sua
Certidão de Registro, declarando a sua filiação à entidade de grau imediatamente
superior, ou informar expressamente a sua não-filiação.
Mais informações disponíveis no site http://www.ielgo.com.br no Manual de
Registro Sindical do Ministério do Trabalho e Emprego (Informações
Complementares).
I.2. Ações necessárias no processo de constituição de um sindicato
O sindicato não deixa de ser uma associação, entretanto passa a ter mais
poderes, pois além de ser regulamentado pelo Código Civil, é também normatizado
pela CLT. Portanto, trata-se uma associação atípica.
As associações sindicais patronais ou de empregadores focam os interesses
econômicos do grupo de empresas que elas representam.
Ao grupo que procura este tipo de entidade para se organizar, o espírito
empreendedor -comum àqueles que buscam uma associação -é extremamente
importante para alcançar seus objetivos. Além disso, é essencial o conhecimento
acerca dos detalhes que dizem respeito à formação, implantação e implementação de
atividades sindicais. Os objetivos bem definidos somados ao conhecimento sobre o
assunto e o espírito empreendedor são componentes fundamentais para a
estruturação de um sindicato de sucesso.
IVOBJETOS
CONHECIMENTO
(MANUAL)
OESPÍRITN REMPREE DEDO
FUNDAÇÃO
DE UM
SINDICATO
Ao perceber as inúmeras vantagens de se organizar em um sindicato patronal,
o empreendedor buscará o apoio de outros que possuam os mesmos objetivos e
atividades econômicas em comum. O próximo passo é realizar uma reunião
preliminar com esses interessados para dividir as tarefas pertinentes à sua criação. Para
tanto, um convite deve ser enviado a esses interessados (vide Informações
Complementares no site http://www.ielgo.com.br).
As ações devem ser divididas em grupos de tarefas. Nos itens a seguir estas
ações serão observadas de forma pormenorizada.
I.2.1. Redação de uma proposta de estatuto embasada na legislação
vigente
As discussões para se chegar a um consenso a respeito do teor do estatuto
devem ser realizadas antes da assembléia devido à possível demora que é comum ao
processo de negociação. Na assembléia, portanto, somente acontecerá a
confirmação do conteúdo aprimorado nas discussões.
7677

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
A pessoa escolhida para elaboração e redação da proposta de estatuto deve
ser uma pessoa articulada, ponderada, sensível e possuir redação própria. Além disto,
um parecer e aval de um advogado quanto às normas legais pertinentes é
indispensável.
I.2.2. Angariar recursos financeiros necessários para a criação legal da
entidade
Despesas preliminares com cartório de registro entre outras.
I.2.3. Trabalhar na arregimentação de outros interessados a se
associarem ao sindicato
Esta ação visa proporcionar ao sindicato que está nascendo uma quantidade
expressiva de filiados.
Alguns meios que podem ser utilizados são: mídia impressa (jornais,
panfletos, malas diretas, publicações voltadas à área que se pretende atingir) e
eletrônica (sites específicos, e-mails utilizando lista de empresas), listas telefônicas,
rádio e apoio de lideranças locais.
I.2.4. Definir o endereço do sindicato
É importante ficar atento à numeração. Todo e qualquer documento a ser
registrado com o intuito de criação do sindicato deve conter o endereço oficial. Para se
ter certeza de que o número indicado no endereço é realmente o oficial, basta fazer
uma busca na prefeitura. Este pequeno cuidado poderá evitar futuros transtornos e
cobranças duplicadas do cartório (no caso de número errado é necessário recomeçar
o processo pagando novamente as taxas).
I.2.5. Reuniões, atas e principais deliberações para a constituição de um
sindicato
O registro desta reunião deverá ser realizado por um de seus integrantes.
Esta medida pode evitar futuros desencontros de compromissos entre os integrantes
do movimento, pois possibilita a cobrança das ações necessárias que lhe foram
confiadas e levantadas na reunião.
A discussão a respeito dos objetivos que orientarão a entidade é essencial
para fornecer diretrizes aos responsáveis pela elaboração do estatuto.
Para confeccionar o estatuto, o leitor contará com um modelo embasado na
legislação vigente (Informações Complementares, no site http://www.ielgo.com.br). Nesse
modelo constarão itens básicos que não podem faltar em seu conteúdo devendo,
porém, ser adequados à realidade de cada atividade econômica, levando em
consideração o que for deliberado nas reuniões preliminares.
Antes de submeter o estatuto à Assembléia Geral de Aprovação e Fundação
(primeira assembléia de um sindicato) recomenda-se uma análise criteriosa do
conteúdo, por parte do coordenador da iniciativa, visando minimizar a possível
polêmica em torno de alguns pontos. No caso de assuntos de difícil aprovação deve-se
procurar as principais lideranças em reuniões individuais em busca de maiores
esclarecimentos sobre a sua posição e o seu conseqüente apoio.
O trabalho de base é de grande importância para a fundamentação de uma
associação sindical. Os líderes do movimento devem, antes da reunião, observar o
comportamento e perfil dos que manifestam interesse em integrar o sindicato,
pedindo a colaboração dos mais cooperativos, facilitando assim as negociações. Esta é
uma estratégia de negociação que pode ser muito eficaz. Outra estratégia que pode
ser utilizada diz respeito à aprovação do estatuto. Consiste em estabelecer a divisão de
tópicos de discussão em categorias ou níveis de fácil, médio ou difícil consenso. Os
níveis de mais fácil consenso seriam analisados primeiro deixando os mais polêmicos
para serem discutidos por último.
7879ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
A pessoa escolhida para elaboração e redação da proposta de estatuto deve
ser uma pessoa articulada, ponderada, sensível e possuir redação própria. Além disto,
um parecer e aval de um advogado quanto às normas legais pertinentes é
indispensável.
I.2.2. Angariar recursos financeiros necessários para a criação legal da
entidade
Despesas preliminares com cartório de registro entre outras.
I.2.3. Trabalhar na arregimentação de outros interessados a se
associarem ao sindicato
Esta ação visa proporcionar ao sindicato que está nascendo uma quantidade
expressiva de filiados.
Alguns meios que podem ser utilizados são: mídia impressa (jornais,
panfletos, malas diretas, publicações voltadas à área que se pretende atingir) e
eletrônica (sites específicos, e-mails utilizando lista de empresas), listas telefônicas,
rádio e apoio de lideranças locais.
I.2.4. Definir o endereço do sindicato
É importante ficar atento à numeração. Todo e qualquer documento a ser
registrado com o intuito de criação do sindicato deve conter o endereço oficial. Para se
ter certeza de que o número indicado no endereço é realmente o oficial, basta fazer
uma busca na prefeitura. Este pequeno cuidado poderá evitar futuros transtornos e
cobranças duplicadas do cartório (no caso de número errado é necessário recomeçar
o processo pagando novamente as taxas).
I.2.5. Reuniões, atas e principais deliberações para a constituição de um
sindicato
O registro desta reunião deverá ser realizado por um de seus integrantes.
Esta medida pode evitar futuros desencontros de compromissos entre os integrantes
do movimento, pois possibilita a cobrança das ações necessárias que lhe foram
confiadas e levantadas na reunião.
A discussão a respeito dos objetivos que orientarão a entidade é essencial
para fornecer diretrizes aos responsáveis pela elaboração do estatuto.
Para confeccionar o estatuto, o leitor contará com um modelo embasado na
legislação vigente (Informações Complementares, no site http://www.ielgo.com.br). Nesse
modelo constarão itens básicos que não podem faltar em seu conteúdo devendo,
porém, ser adequados à realidade de cada atividade econômica, levando em
consideração o que for deliberado nas reuniões preliminares.
Antes de submeter o estatuto à Assembléia Geral de Aprovação e Fundação
(primeira assembléia de um sindicato) recomenda-se uma análise criteriosa do
conteúdo, por parte do coordenador da iniciativa, visando minimizar a possível
polêmica em torno de alguns pontos. No caso de assuntos de difícil aprovação deve-se
procurar as principais lideranças em reuniões individuais em busca de maiores
esclarecimentos sobre a sua posição e o seu conseqüente apoio.
O trabalho de base é de grande importância para a fundamentação de uma
associação sindical. Os líderes do movimento devem, antes da reunião, observar o
comportamento e perfil dos que manifestam interesse em integrar o sindicato,
pedindo a colaboração dos mais cooperativos, facilitando assim as negociações. Esta é
uma estratégia de negociação que pode ser muito eficaz. Outra estratégia que pode
ser utilizada diz respeito à aprovação do estatuto. Consiste em estabelecer a divisão de
tópicos de discussão em categorias ou níveis de fácil, médio ou difícil consenso. Os
níveis de mais fácil consenso seriam analisados primeiro deixando os mais polêmicos
para serem discutidos por último.
7879

ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
Esse é o princípio que deve ser seguido para a realização da Assembléia Geral
de Aprovação e Fundação, ou seja: entrar na assembléia após deliberação do
conteúdo do estatuto.
Após as reuniões necessárias para que se chegue a um consenso quanto aos
principais itens exigidos para a fundação de um sindicato, uma assembléia geral é
convocada (ver Informações Complementares no site http://www.ielgo.com.br) e nela
ocorre a homologação (confirmação oficial) do estatuto. Essa assembléia, a Assembléia
Geral de Aprovação e Fundação, é o fechamento do trabalho de base realizado pelo
grupo e o marco inicial das atividades de um sindicato.
Ainda durante essa assembléia será realizada a eleição dos membros que irão
compor o primeiro mandato de diretoria dos seus órgãos internos (diretoria
provisória, conselho fiscal entre outros, conforme o estatuto aprovado dispuser).
A elaboração do estatuto deve ser realizada pelos próprios associados. Para
ajudá-lo nesse sentido, encontra-se um modelo básico nas informações
complementares. Antes do seu efetivo registro, o estatuto deve passar pelo aval de um
advogado que rubricará suas páginas e assinará o seu conteúdo. Legalmente a
assinatura do advogado é imprescindível. É importante que se diga que, como
determina a legislação, não existe interferência estatal neste processo.
A ata referente a essa primeira assembléia deve ser assinada pelos sócios
fundadores do sindicato. Nas Informações Complementares (www.ielgo.com.br),
encontra-se um modelo de Ata de Assembléia Geral de Constituição do Sindicato e
Instalação da Primeira Diretoria e os procedimentos legais para a criação do sindicato
de forma detalhada.
É sempre bom lembrar que deve ser indicada uma pessoa para fazer as
anotações na ata durante a realização de uma reunião ou assembléia. Antigamente, os
relatos de ata eram complexos e dificilmente lidos em sua totalidade. Um modelo
simples é o mais indicado onde devem figurar somente as principais deliberações
ocorridas durante a reunião, suas conclusões e plano de ação.
Outros documentos podem ser usados no momento de fundação do
21sindicato e se encontram disponíveis nas informações complementares.
21 – Alguns necessitam de adaptações de acordo com o objetivo requerido.
8081ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação) ANEXO I – OS PASSOS INICIAIS DE UM SINDICATO (Fundação)
Esse é o princípio que deve ser seguido para a realização da Assembléia Geral
de Aprovação e Fundação, ou seja: entrar na assembléia após deliberação do
conteúdo do estatuto.
Após as reuniões necessárias para que se chegue a um consenso quanto aos
principais itens exigidos para a fundação de um sindicato, uma assembléia geral é
convocada (ver Informações Complementares no site http://www.ielgo.com.br) e nela
ocorre a homologação (confirmação oficial) do estatuto. Essa assembléia, a Assembléia
Geral de Aprovação e Fundação, é o fechamento do trabalho de base realizado pelo
grupo e o marco inicial das atividades de um sindicato.
Ainda durante essa assembléia será realizada a eleição dos membros que irão
compor o primeiro mandato de diretoria dos seus órgãos internos (diretoria
provisória, conselho fiscal entre outros, conforme o estatuto aprovado dispuser).
A elaboração do estatuto deve ser realizada pelos próprios associados. Para
ajudá-lo nesse sentido, encontra-se um modelo básico nas informações
complementares. Antes do seu efetivo registro, o estatuto deve passar pelo aval de um
advogado que rubricará suas páginas e assinará o seu conteúdo. Legalmente a
assinatura do advogado é imprescindível. É importante que se diga que, como
determina a legislação, não existe interferência estatal neste processo.
A ata referente a essa primeira assembléia deve ser assinada pelos sócios
fundadores do sindicato. Nas Informações Complementares (www.ielgo.com.br),
encontra-se um modelo de Ata de Assembléia Geral de Constituição do Sindicato e
Instalação da Primeira Diretoria e os procedimentos legais para a criação do sindicato
de forma detalhada.
É sempre bom lembrar que deve ser indicada uma pessoa para fazer as
anotações na ata durante a realização de uma reunião ou assembléia. Antigamente, os
relatos de ata eram complexos e dificilmente lidos em sua totalidade. Um modelo
simples é o mais indicado onde devem figurar somente as principais deliberações
ocorridas durante a reunião, suas conclusões e plano de ação.
Outros documentos podem ser usados no momento de fundação do
21sindicato e se encontram disponíveis nas informações complementares.
21 – Alguns necessitam de adaptações de acordo com o objetivo requerido.
8081

ANEXO II – DA ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO ANEXO II – DA ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO
82ANEXO II
DA ESTRUTURAÇÃO
DO SINDICATO
pós o registro do sindicato no órgão competente, a diretoria provisória tem Acomo principal missão instalar o sindicato e dar início às suas funções.

II.1. Missões possíveis da diretoria provisória
A diretoria provisória tem como principais incumbências:
Providenciar mobiliário e material de escritório;
solicitar instalação de telefone;
recrutar, selecionar e contratar funcionários;

adquirir livro de registro de funcionários;
providenciar a criação de logomarca, envelopes e papel timbrado com a identidade
visual do sindicato.

 

O diretor tesoureiro deverá angariar fundos para prover estas primeiras
despesas.
Para que o sindicato obtenha um bom funcionamento, deverá conter as
seguintes áreas e funções:
Conselho Fiscal
Presidente (Líder Sindical)
1º e 2º Vice-Presidente

83

Taxa associativa ou contribuição dos associados estabelecida
pelos estatutos ou pelas assembléias gerais. Esta taxa dá direito a votar e
ser votado.
Contribuição sindical ou Imposto sindical patronal Constitui
uma forma peculiar de tributo, em que o beneficiado é o sindicato da
classe patronal e não o Estado. É, uma contribuição especial autorizada
pela Constituição Federal, art. 149.
Segundo o art. 579 da CLT esta contribuição é devida por todos os que
participarem de determinada categoria profissional e econômica, em
favor do sindicato representativo da mesma categoria. Basta a empresa
pertencer a categoria e a contribuição será devida, independentemente
de ser ou não filiada ao sindicato profissional e patronal.
Compulsória (por força da lei)
Taxa ou Contribuição Confederativa prevista na CF, art. 8º, IV,
tem seu valor estabelecido em Assembléia, é utilizada para o custeio do
sistema confederativo e pode ser descontada em folha. Após deliberação
da Assembléia, passa a ter natureza compulsória.
Outras receitas
Venda de inscrições em cursos, seminários, palestras pode envolver
patrocínio de fornecedores do setor.
Venda de serviços
Confraternizações
Optativa
ANEXO II – DA ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO ANEXO II – DA ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO
1º e 2º Diretor Secretário
1º e 2º Diretor Tesoureiro
Diretorias Optativas (Social, Marketing, Cultural, Esporte)
Executivo
Tesoureiro
Gerentes de projetos.
As gerências de projetos devem ser constituídas conforme suas necessidades.
Esses cargos estão distribuídos em um modelo de organograma
(Informações Complementares, http://www.ielgo.com.br) onde são sintetizadas todas as
funções acima.
Após a instalação da diretoria provisória em sua sede, e de acordo com o prazo
determinado no estatuto, deverão: 1) elaborar o regulamento eleitoral (Informações
Complementares, http://www.ielgo.com.br); 2) ser realizadas eleições para o próximo
período de gestão.
II.2. Fontes de recursos para o funcionamento do sindicato
Para fundamentar as ações representativas de um sindicato são necessários
recursos. Estes recursos são utilizados para custear não só energia, telefone,
funcionários, mas também divulgação, eventos e outros serviços visando fortalecer sua
base.
Em um sindicato atuante, estes recursos podem ser captados da seguinte forma:
84 85
Taxa associativa ou contribuição dos associados estabelecida
pelos estatutos ou pelas assembléias gerais. Esta taxa dá direito a votar e
ser votado.
Contribuição sindical ou Imposto sindical patronal Constitui
uma forma peculiar de tributo, em que o beneficiado é o sindicato da
classe patronal e não o Estado. É, uma contribuição especial autorizada
pela Constituição Federal, art. 149.
Segundo o art. 579 da CLT esta contribuição é devida por todos os que
participarem de determinada categoria profissional e econômica, em
favor do sindicato representativo da mesma categoria. Basta a empresa
pertencer a categoria e a contribuição será devida, independentemente
de ser ou não filiada ao sindicato profissional e patronal.
Compulsória (por força da lei)
Taxa ou Contribuição Confederativa prevista na CF, art. 8º, IV,
tem seu valor estabelecido em Assembléia, é utilizada para o custeio do
sistema confederativo e pode ser descontada em folha. Após deliberação
da Assembléia, passa a ter natureza compulsória.
Outras receitas
Venda de inscrições em cursos, seminários, palestras pode envolver
patrocínio de fornecedores do setor.
Venda de serviços
Confraternizações
Optativa
ANEXO II – DA ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO ANEXO II – DA ESTRUTURAÇÃO DO SINDICATO
1º e 2º Diretor Secretário
1º e 2º Diretor Tesoureiro
Diretorias Optativas (Social, Marketing, Cultural, Esporte)
Executivo
Tesoureiro
Gerentes de projetos.
As gerências de projetos devem ser constituídas conforme suas necessidades.
Esses cargos estão distribuídos em um modelo de organograma
(Informações Complementares, http://www.ielgo.com.br) onde são sintetizadas todas as
funções acima.
Após a instalação da diretoria provisória em sua sede, e de acordo com o prazo
determinado no estatuto, deverão: 1) elaborar o regulamento eleitoral (Informações
Complementares, http://www.ielgo.com.br); 2) ser realizadas eleições para o próximo
período de gestão.
II.2. Fontes de recursos para o funcionamento do sindicato
Para fundamentar as ações representativas de um sindicato são necessários
recursos. Estes recursos são utilizados para custear não só energia, telefone,
funcionários, mas também divulgação, eventos e outros serviços visando fortalecer sua
base.
Em um sindicato atuante, estes recursos podem ser captados da seguinte forma:
84 85

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