Dados do Novo Site do Sindipetro-RJ


Um novo tempo para os petroleiros do RJ

http://www.sindipetro.org.br/

A partir de hoje começam as mudanças na direção do sindicato dos petroleiros do Rio de Janeiro. Serão mudanças profundas e necessárias para a volta do sindicato às bases. Para aproximação de muitos que se afastaram da entidade nos últimos anos. Para fortalecer a entidade, com grande histórico de lutas em defesa da categoria petroleira e sociedade brasileira. Neste momento de fortes ataques aos trabalhadores e de desmonte da Petrobrás, precisamos de uma entidade forte, capaz de lutar e resistir aos retrocessos.

Entre as mudanças, o setor de comunicação será totalmente reformulado. Construindo uma sinergia entre as diversas mídias, buscando refletir as expectativas da base. Nos próximos dias as mudanças estarão sendo organizadas para o lançamento de novas mídias, mais plurais e dinâmicas. Aguarde!

OAB-RJ homenageia Modesto da Silveira

Numa justa homenagem ao brasileiro que mais defendeu presos políticos, a OAB-RJ vai inaugurar o Auditório Modesto da Silveira, no próximo 13 de junho, às 17 horas. A cerimônia será no 9º andar, na Avenida Marechal Câmara, 150, no centro do Rio.

 modesto

Modesto da Silveira faleceu em 22 de novembro de 2016, aos 89 anos.  Em 1978, foi o mais votado deputado federal do Rio de Janeiro. Nos últimos anos dedicou grande parte de seu tempo à defesa da Petrobrás 100% estatal e pública, participando da campanha Todo O Petróleo Tem que Ser Nosso, no Sindipetro-RJ.  

 Modesto levantou bem alto a bandeira dos direitos humanos. No parlamento, foi um guerreiro na luta pela anistia ampla, geral e irrestrita aos presos políticos mas que excluía os mandantes dos crimes da ditadura e os torturadores. Sua proposta, mais avançada, que atendia aos anseios das vítimas e de seus familiares, foi derrotada por apertados cinco votos.

 Mesmo doente, com idade avançada, nunca fugiu das batalhas. Quando a polícia do Sérgio Cabral cercou a Aldeia Maracanã, expulsando violentamente os seus moradores, Modesto saiu de casa de madrugada para apoiar os índios, chegando a apanhar da polícia e a ser jogado no chão pelos trogloditas.

 O convite da OAB-RJ para a inauguração do Auditório Modesto da Silveira na próxima terça-feira (13) é se estende à sua vasta legião de amigos.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias (Por Fátima Lacerda)

Tedesco comemora importante vitória dos trabalhadores na Petros

O conselheiro Ronaldo Tedesco é portador de uma boa notícia. Enfim, a Petrobrás terá que pagar a sua parte, nas ações em que foi condenada, solidariamente, junto com a Petros. São cerca de R$ 4 bilhões!

TEDESCO

Essa decisão foi tomada hoje (7) pelo Conselho Deliberativo e encaminhada à diretoria da Petros para que faça imediatamente os cálculos, referentes ao contingente judicial que cabe à Petrobrás pagar:

“Essa é uma vitória extraordinária – diz Tedesco. – Resulta dos diversos pareceres do Conselho Fiscal da Petros, nos últimos 14 anos, que recomendaram a rejeição das contas da Fundação, entre outros motivos, por falta dessa cobrança”.

Tedesco atribui a importante vitória à obstinação de alguns representantes dos trabalhadores na Petros e deixa uma pergunta no ar:

“Os conselheiros eleitos que mantêm sua independência, em relação aos governos e aos partidos políticos, foram obstinados em não aprovar as contas da Petros todos esses anos. O que dirão agora aqueles que aprovaram essas mesmas contas e, além disso, poderiam ter cobrado essa dívida da Petrobrás e nunca o fizeram?”

As eleições para o Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da Petros começam na próxima segunda-feira, 12, e vão até 26 de junho. Vitórias como essa só serão conquistadas se a categoria votar em quem, de fato, representa os seus interesses, com independência, sem submetê-los  a qualquer governo ou partido.

A FNP e o Sindipetro-RJ recomendam o voto em duas chapas para o Conselho Deliberativo: 43 – formada pela dupla Ronaldo Tedesco e Marcos André; e 52 – integrada por Agnelson Camilo e Adaedson Costa.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias (Por Fátima Lacerda)

 

Greve Geral: dia 30 o Brasil vai parar de novo!

Derrubar Temer, derrotar as reformas. As centrais sindicais de trabalhadores marcaram para o próximo dia 30 de junho a nova greve geral. Até lá, cumprem um calendário de lutas para acumular forças, com destaque para o “esquenta”, no dia 20.

grevegeral

Os sindicalistas estão certos de que o Temer vai cair pelas mãos da classe trabalhadora. Dois dias se destacam no calendário das centrais, o “esquenta”, com atos, paralisações e mobilizações, em 20 de junho, culminando com uma  greve que promete ser histórica, em 30 de junho.

A expectativa é que a nova greve seja ainda maior que a do dia 28 de abril, diante da queda vertiginosa de Temer e do avanço das reformas antipopulares. A nota distribuída pelas centrais é curta, mas enfática:

“As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo #ForaTemer” – afirmam os sindicalistas.

Assinam a convocatória, intitulada “Unidade e luta em defesa dos direitos” :  CSP-Conlutas- Central Sindical e Popular, Central da Classe Trabalhadora (Intersindical), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Força Sindical, Central Geral de Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e a Pública-Central do Servidor.

Ficou definida, também, a produção de um jornal unificado para mobilizar a população. Na quarta (7), haverá uma reunião na sede do Dieese, em Brasília, avançando na organização do evento. A prioridade é aprovar nas assembleias das diversas categorias de trabalhadores a data  acordada entre as centrais sindicais para a greve geral. As assembleias deverão acontecer até o dia 23 de junho.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias (Por Fatima Lacerda)

Sindipetro-RJ participa do 33º Congresso Regional dos Petroleiros da Amazônia

No último sábado (3), o Sindipetro-RJ, marcou presença no fórum realizado pelo Sindipetro PA/AM/MA/AP – na sede do sindicato -, em Manaus (AM).

33º Congresso Regional dos Petroleiros da Amazônia-19

O congresso  acontece anualmente e é a instância máxima de deliberação da categoria na região. Neste ano o tema norteador dos debates foi “A Petrobrás, a floresta Amazônica e os nossos Rios: Não deixem que os entreguem”.

Ao longo do dia o clima foi de fraternidade, com falas que debateram o temário da atividade: situação política e econômica nacional e internacional da classe trabalhadora e o movimento sindical no Brasil; desmonte da Petrobrás: luta por uma Petrobrás 100% Estatal e Pública, contra os desinvestimentos e a venda de qualquer Ativo do Sistema; Corrupção; PIDV e reposição do efetivo; defesa da Petros; geopolítica do Petróleo; jurídico; entre outros.

O sindicato dos petroleiros do Rio de Janeiro foi representado pelo petroleiro Ney Robinson, lotado no Centro de Pesquisa da Petrobrás, Ilha do Fundão, Rio de Janeiro.

“Participamos no último final de semana do 33º Congresso Regional dos Petroleiros da Amazônia, e fiquei muito impressionado com a receptividade e organização dos colegas daquela região que conduziram com muita competência o encontro. Foi a primeira vez que entrei em contato com a base local do sindicato. Abordamos a importância da geopolítica e a sua influência no atual contexto da Petrobrás e do Brasil. Acredito que os nossos sindicatos devem sim se preocupar com essa formação geopolítica e cidadã de suas bases. Afinal, a tática hoje de quem manda, e a verdadeira “lavagem cerebral” que as pessoas sofrem hoje dentro da empresa faz com que essa cultura corporativa individualista e de competição enfraqueça as mobilizações de luta em favor da categoria e da própria Petrobrás” – explicou Ney Robinson que é engenheiro em robótica e faz parte da direção do Sindipetro-RJ, integrando o ‘Núcleo 2’ – Campanha contra a privatização,geopolítica,formação,cultura,esporte e memória – .

Participaram do congresso, trabalhadores próprios da Petrobrás, terceirizados e aposentados de diversas unidades da Região Amazônica que deram bastante ênfase à necessidade de construção de uma nova greve geral.

A paralisação nacional geral também é vista como fundamental para revogar a lei da terceirização irrestrita, além de ser o único caminho possível para barrar a aprovação das Reformas Trabalhista e Previdenciária.
Também foi consenso entre os presentes que a categoria precisa se preparar para a Campanha Reivindicatória mais dura dos últimos anos. Haja vista que o empresariado e o sistema financeiro nacional e internacional estão determinados a arrancar o máximo de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, fato que na Petrobrás é bem claro com a atual política de desmonte da empresa.
As resoluções, na íntegra, serão publicadas em breve em nosso site para que toda a categoria possa ter acesso.

Por André Lobão, jornalista Sindipetro-RJ

Fonte: Sindipetro-PA/AM/MA/AP

Sindipetro-RJ realiza atividade no CENPES

Nesta terça-feira (6), integrantes da diretoria do Sindipetro-RJ realizaram uma atividade de panfletagem do novo boletim do sindicato e participaram de uma reunião com a base do CENPES, em que foram debatidas pautas que envolvem Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS),assédio moral, entre outros temas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras da unidade de pesquisa da Petrobrás, sediada na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro.

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“Estamos aqui distribuindo o nosso novo informe após a posse da nova diretoria, debatendo também as pautas específicas do CENPES. Temos várias situações aqui  na unidade como questões que envolvem os terceirizados, trocas de turnos, assédio moral  e o desinvestimento na pesquisa que essa diretoria da Petrobrás vem realizando. Por isso, realizamos esse contato com a comissão local de SMS , levantando esses temas e tentar agilizar essas pautas pendentes” – disse Eduardo Henrique, diretor e integrante do ‘Núcleo 1’ , que engloba  a Secretaria Geral e a Comunicação do Sindipetro-RJ.

Essa nova forma de atuação sindical, de alguma maneira, inaugura uma nova etapa no Sindipetro-RJ que amplia a discussão de temas importantes que envolvem a segurança e saúde do trabalhador de uma unidade tão importante como o Centro de Pesquisas da Petrobrás.

“Foi muito interessante porque podemos contar com a experiência de pessoas que tem um dia-a-dia completamente distinto, que relatam os vários problemas e soluções que conseguem enxergar. Discutimos as adequações do centro de pesquisas ao NR 35 (norma que regula a questão do trabalho em altura que é toda atividade executada acima de dois metros, onde haja risco de queda); a NR 10 (segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem com instalações e serviços em eletricidade); NR 13 (que trata da gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão e suas tubulações de interligação nos aspectos relacionados à instalação, inspeção, operação e manutenção, visando à segurança e à saúde dos trabalhadores e da NR 33 (trabalho em espaços confinados). Assim , discutimos formas de ajudar para que o centro de pesquisa se enquadre plenamente a essas normas” – explica Carla Marinho, também funcionária da unidade e também integrante ‘Núcleo 1’ do Sindipetro-RJ.

A aproximação com as bases foi um dos pilares de campanha da nova diretoria do sindicato. Assim,  diminuem as distâncias que antes havia entre a base e a representação oficial sindical.

“O movimento é justamente esse: é ouvir o que as pessoas têm a dizer, sabemos que nem todo mundo pensa de forma igual. Mas isso é importante que aconteça, pois trabalhamos em um centro de pesquisas, e num espaço como esse as diferenças são sempre levadas em consideração. Então é bem vinda essa renovação que ouve e interage com a base” – explica Cristiano Silveira, funcionário do CENPES.

A valorização da Petrobrás, da sua excelência em pesquisa e tecnologia, e, sobretudo, da importância do seu papel como motor de desenvolvimento do Brasil é destacada por seus funcionários.

“Eu tenho 30 anos de Petrobrás, com muito orgulho trabalho na área de pesquisa em robótica para uso nas explorações em águas profundas. O que vejo hoje é uma tentativa da atual diretoria e desse governo em desestimular a pesquisa e o funcionário da empresa, com o objetivo claro de afetar a nossa autoestima. Temos sim tecnologia de ponta com plena capacidade de desenvolver condições de sustentabilidade para fazer da Petrobrás a referência para o Brasil. Por isso, é importante que o nosso sindicato faça essa interação com as bases e nos estimule nessa luta pela defesa de um projeto tão importante o nosso país como é a Petrobrás” – destaca Ney Robinson,  engenheiro em robótica da Petrobrás, integrante da direção do Sindipetro-RJ na qual integra o ‘Núcleo 2’ – Campanha contra a privatização,geopolítica,formação,cultura,esporte e memória – .

Com ações como essa realizada no CENPES, a  nova direção do Sindipetro-RJ desta forma reforça seu compromisso em torna mais participativa as discussões de interesse da categoria e cria condições de maior interação às necessidades reais da base petroleira. Visitas e debates de pautas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras de unidades administrativas e operacionais serão mais frequentes.

Greve geral em junho

Representantes de nove centrais sindicais, reunidas nesta segunda (29) em São Paulo, decidiram pela organização de nova greve geral em junho, contra Temer e as reformas. A data vai ser definida em nova reunião na próxima segunda (5), em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Ainda não foi decidido se será de 24 ou 48 horas. A data será entre os dias 26 e 30 de junho. A perspectiva é de um movimento ainda maior que o de 28 de abril.

Além da paralisação, a proposta é a realização de atos nos estados, cobrando o voto contrário de deputados e senadores aos projetos. Algumas centrais deverão fazer ato diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima terça (6), data prevista para o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

O relator do projeto da reforma trabalhista (PLC 38), tucano Ricardo Ferraço (ES), rejeitou todas as 193 emendas que foram apresentadas no Senado. Com isso, o projeto não precisará voltar à Câmara, apressando sua votação em plenário. O projeto da reforma trabalhista tem previsão de votação para a próxima terça, dia 7 de junho.

 

CPI – Em evento nesta segunda-feira (29) advogados especializados em Direito Previdenciário em audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, que a reforma proposta pelo governo para o setor parte de diagnósticos equivocados.

Advogados do ramo do Direito Previdenciário foram unânimes em afirmar, em audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, que a reforma proposta pelo governo para o setor parte de diagnósticos equivocados e premissas seletivas. Para eles, a reforma é “aberrativa” e leva o país “para o abismo”. A audiência, realizada nesta segunda-feira (29), foi a sexta promovida pela CPI para tratar do assunto. Entre as críticas, a de que o cálculo que aponta déficit previdenciário mistura os servidores públicos federais e os militares ao Regime Geral da Previdência Social, apesar destes terem regimes próprios, com custeio à parte, e não integram a seguridade social.

A audiência também teve a participação de Maria Lúcia Fatorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, participou da audiência e pediu que a CPI identifique as causas do rombo nas contas públicas do país e sugeriu o estudo das conclusões de outra comissão de inquérito, a da Dívida Pública, realizada pela Câmara dos Deputados entre 2009 e 2010.

 

FNP protocola petição que exige a cassação do presidente da Petrobrás

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Nesta sexta-feira (26), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindicatos protocolaram petição na  Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que exige a cassação da função pública de Pedro Parente, como presidente da Petrobrás, e de Ivan de Souza Monteiro, da função de diretor executivo da área Financeira e de Relacionamento com Investidores da empresa.

No documento protocolado por Luiz Fernando Cordeiro, advogado do Sindipetro-RJ, e elaborado pela Dra. Raquel Sousa, a FNP denuncia as diversas infrações cometidas pela gerência da companhia a fim de desmontar o patrimônio público. Segundo a FNP, Parente e Monteiro teriam cometido omissão de fatos relevantes e comunicação de fato relevante inverídico para o mercado, infringindo a normatização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por meio deste inquérito, a FNP espera que a inabilitação e suspensão de Pedro Parente, de Ivan Monteiro e seus comparsas, seja feita nos moldes das ações que acusam o presidente de vender ativos sem licitação.

A iniciativa faz parte do embate travado pela FNP em defesa da Petrobrás, que tem conduzido o impedimento da venda de ativos da companhia. Desde novembro do ano passado, a Federação interrompeu a venda de diversos ativos.

Caso Karoon – Esquema de fraude na venda de ativos dos campos de águas rasas de Baúna e Tartaruga Verde foi a principal motivação a ação desta sexta. De acordo com denúncia da FNP, Pedro Parente escondeu que Woodside não tinha interesse em comprar os campos e manteve a tentativa de vendê-los para Karoon, uma empresa australiana que possui capital social três vezes menor do que o valor dos campos de Baúna e de Tartaruga Verde juntos. Então, como pode uma petrolífera de U$ 450 milhões comprar ativos no valor de U$ 1,6 bilhões?

No dia 30 de março, a FNP divulgou que havia fraude na venda de Baúna e Tartaruga Verde. Para recordar o fato, vale a pena dizer que durante meses, a direção da Petrobrás afirmou que a Karoon teria vencido o processo competitivo de compra dos ativos com a Woodside (maior empresa petrolífera da Austrália). Mas, a Woodside não fazia parte da proposta e já havia comunicado, por diversas vezes, a direção da Petrobrás que não aprovava a proposta da Karoon.

Então, a proposta da Karoon era uma fraude e Pedro Parente sabia de tudo e mesmo assim, durante meses, tentou vender os dois campos, valiosíssimos, para a Karoon.

Portanto, a atuação de Pedro Parente na presidência da Petrobrás tornou-se insustentável e deve ser interrompida imediatamente, além de suspender também a sua recondução por mais dois anos na frente da empresa. (por Vanessa Ramos, da FNP)

Caravana Petroleira marca presença no ato histórico em Brasília

Grupo que reuniu petroleiros, estivadores e integrantes de movimentos sociais participou da marcha histórica de Brasilia contra o governo de Michel Temer e ainda foi alvo da violência policial.

O Sindipetro-RJ sendo coerente com seu histórico de lutas na defesa da categoria petroleira e dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil participou da Manifestação Nacional organizada por centrais sindicais e movimento social realizada em Brasília na última quarta-feira (24), que reuniu mais de 200 mil pessoas pelo ‘#ForaTemer’.

Formada por 4 ônibus a ‘Caravana Petroleira’ saiu do Centro do Rio de Janeiro, Caxias e Angra dos Reis Janeiro na manhã desta terça-feira (23), após a realização de um ato em frente ao edifício sede da Petrobrás – EDISE.

“A defesa da Petrobrás é um dos pontos fundamentais da nossa participação nessa jornada de luta. Por isso, realizamos este ato aqui antes de irmos para a grande marcha de Brasília com a participação de petroleiros, do ’SOS Emprego’ e demais integrantes dos movimentos sociais. Os trabalhadores efetivos da Petrobrás, assim como os terceirizados sofrem com essa política de desmonte da  empresa  que está sendo feita sob as ordens desse governo corrupto do Temer. Não podemos permitir a entrega das nossas estatais para o capital privado, e vamos de todo jeito resistir a essas reformas , a privatização da Petrobrás e de outras estatais” – disse Eduardo Henrique , diretor do Sindipetro-RJ e futuro integrante da nova diretoria do sindicato dos petroleiros que será empossada no próximo dia 1º de junho.

Com um número aproximado de 250 pessoas a ‘Caravana Petroleira’ pegou a estrada em direção à Brasília para participar de um dia histórico que envolve tantas lutas, como da questão de gênero.

“Além de defender a questão da mulher nós precisamos nos colocar na questão trabalhista e previdenciária já que as mulheres serão as mais prejudicadas com a possível aprovação dessas reformas. Diante desse quadro que vivenciamos hoje é preciso dizer ‘Fora Temer’” – falou Verônica Inácio, petroleira de Angra dos Reis.

Chegada em Brasília

Apesar do cansaço após quase 20 horas de viagem a ‘Caravana Petroleira ‘ chegou à capital federal às 07:30 da manhã de quarta (24) com muita animação e disposição. Além do Estado do Rio de Janeiro, petroleiros de outros estados chegavam à concentração do ato que estava centralizada no Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha).

“Os petroleiros da Região Amazônica que engloba os estados do Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão estão aqui para reafirmar o seu descontentamento com esse governo corrupto e entreguista. Esse é um momento de enfrentamento, esse Congresso corrupto quer colocar outro presidente, provavelmente mais corrupto ainda no lugar do Temer. Então participamos deste ato para mostrar que a categoria petroleira entende que a classe trabalhadora esteja a frente desse processo de mudança política no país” – explicou o petroleiro Bruno Terribas, diretor de Comunicação do Sindipetro- PA/AM/MA/AP.

A saída da marcha em direção à Esplanada dos Ministérios aconteceu por volta das 11:30. Vários carros de som puxavam  os manifestantes que ficaram divididos em grandes  blocos que formavam colunas de diversas categorias com o discurso único.

“Se o povo não se unir a gente dança. A política do patrão que está aí é muito clara: retirar direitos dos trabalhadores. Precisamos nos unir contra isso que está sendo colocado em pratica. A população está vindo para as ruas, o que não pode acontecer é ficarmos parados e passivos esperando o mundo acabar. O momento é de mobilização e vamos sacudir aquela Praça dos Três Poderes!” – conclamava o petroleiro Silvio Sinedino, também  apoiador da chapa que venceu as recentes eleições no sindicato dos petroleiros cariocas a ‘Mudar o Sindipetro-RJ’.

Repressão policial

A polícia cercou o Congresso para impedir o acesso da manifestação e iniciaram a repressão ainda na Esplanada dos Ministérios. As cenas de guerra no Planalto circularam o mundo.

Mais uma vez, a manifestação foi violentamente reprimida, tanto pela PM como pela Força Nacional de Segurança, que não permitiram que os manifestantes chegassem de forma pacífica, na frente do Congresso Nacional.

“Foram umas 4 horas de bomba de gás e spray de pimenta pra tudo que é lado, balas de borracha, até a cavalaria avançou em um momento que achei que a coisa piorasse quando ainda  apareceu o exército. A nossa linha de frente aguentou  heroicamente, os menos preparados se revezando no apoio e dezenas de milhares de pessoas, de diversas organizações, pelo gramado, respirando gás e ares da revolução.  O ritmo era de avançar e recuar, barricadas, incêndios, gente machucada, vomitando, lacrimejando, exausta, mas sem arredar pé.  Fomos lá gritar contra as contrarreformas e a privatização da Petrobrás, em curso desde FHC, Lula, Dilma… e agora Temer e Parente chegam pra tentar jogar a pá de cal” – descreveu  Eduardo Henrique.

PM de Brasília “sequestra” integrante da Caravana Petroleira

Já no aguardo da volta para o Rio de Janeiro, o baleiro Josimar Félix Oliveira, integrante da Caravana Petroleira foi literalmente sequestrado pela Policia Militar do Distrito Federal que em ação conjunta com a Rotam (Rota Ostensiva Tática Metropolitana), apontou pistola para o grupo de aproximadamente 30 pessoas, e decidiu levar Josimar.

Diretores do Sindipetro-RJ e advogados voluntários acabaram localizando o baleiro na sede da Polícia Civil do Distrito Federal detido sob alegação de atentar contra a ordem pública e solto por falta de provas.

Qualquer semelhança com Rafael Braga…

A sina de Josimar, o baleiro detido pela PM do Distrito Federal no #OcupaBrasília

Josimar Félix é um pernambucano que tenta a sorte no Rio de Janeiro vendendo balas no Centro da cidade. É mais uma vítima da crise do modelo econômico e social que vivemos a partir da implantação do neoliberalismo radical bancado pelo governo corrupto de Michel Temer e asseclas.

Josimar resolveu ir à Brasília para protestar também junto com os petroleiros cariocas na #MarchadeBrasilia e gritar #ForaTemer.

Era o seu primeiro protesto: “rapaz, eu nunca tinha visto isso, todo mundo pedindo pra esse homem sair. Ele não ajuda ninguém” – disse o recifense que adora vaquejada e faz repentes.
Josimar gritou, chutou bombas disparadas pela PMDF e até desmaiou. “Acho que apaguei e caí no chão. Perdi meu óculos, e agora?” –contou ao voltar esbaforido do ato realizado na Esplanada dos Ministérios e Praça dos Três Poderes , nesta quarta (24).

Mas Josimar teria ainda fortes emoções no dia do #OcupaBrasilia. Já no aguardo da volta para o Rio de Janeiro, enquanto o grupo ao qual integrava, entre petroleiros e estivadores, esperava o ônibus, no estacionamento do Mané Garrincha ( Estádio Nacional de Brasília), eis que chegam dois carros da ROTAM (Ronda Ostensiva Tática Metropolitana). “ Mão pro alto todo mundo!” , esbraveja um dos oito integrantes da equipe apontando a pistola para um grupo de aproximadamente 30 pessoas. “É você mesmo, nós queremos ele é vamos levá-lo!” – gritou um oficial ao deter Josimar , em uma escolha claramente aleatória, como numa roleta russa.

“Ele tem um chapéu, a câmera pegou, ele tem um chapéu, cadê?” – gritava um dos PMs já colocando um apavorado Josimar em um dos carros da ronda.

Naquele momento de medo e terror alguém encontra o seu chapéu de couro que havia caído durante a abordagem dos policiais. Minutos antes do episódio Josimar tinha comprado o mesmo chapéu em um barraqueiro que vendia lembranças do Nordeste nas imediações do Mané Garrincha. “Agora sim jornalista, sou um verdadeiro vaqueiro de Pernambuco” – contava feliz em um bate-papo acompanhado de um repente sobre aquele dia confuso e cansativo em que este jornalista que vos escreve passou sufoco por causa das bombas de gás lacrimogêneo.

Sob protestos, com registros de imagens e interpelações, os agentes da ROTAM informaram que o nosso vaqueiro repentista seria levado para a 5° DP do Distrito Federal. Para lá os dirigentes do Sindipetro-RJ se dirigiram com o suporte dos advogados voluntários, e nada encontraram. “Olha pra cá não tá vindo ninguém detido nesse ato de hoje. Todas as autuações estão sendo feitas na DPL, sede da Polícia Civil do Distrito Federal – disse um escrivão da delegacia.

A essa altura temia-se pior. Que Josimar teria o mesmo fim de Rafael Braga, o jovem negro favelado acusado de terrorista no Rio de Janeiro por portar uma garrafa de desinfetante em sua mochila nos protestos de 2013. Ou fosse vítima de maus tratos e violência policial tão comum no Brasil de hoje.

No DPL, finalmente, o baleiro foi localizado. A alegação seria que fora detido por atentar contra a ordem pública, e que teria sido identificado visualmente, e, posteiormente, localizado por câmeras e helicóptero da PM.

Mas felizmente, essa estória acabou bem com a liberação do repentista pernambucano que foi solto por falta de provas. Assim, o nosso vaqueiro cantante teve um dia para nunca mais esquecer em meio a bombas de lacrimogêneo, spray de pimenta e bordoadas.

Josimar mostrou que é mais um brasileiro descontente com a perda de seus direitos, e que quis ir na capital do país para dizer ao presidente que está cansado de sofrer, como diz a letra de ‘João de Santo Cristo’, música da banda brasiliense Legião Urbana, que narra a sina de um jovem nordestino como Josimar, em suas agruras em uma Brasília brutal, cantada na voz de Renato Russo.

Por André Lobão, jornalista da Agência Petroleira de Notícias/Sindipetro-RJ

 

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