Causas e sintomas dos ataques de pânico


Infelizmente, os médicos não sabem exatamente o que provoca os ataques de pânico, mas eles têm algumas teorias.

Alguns pesquisadores afirmam que acontecimentos variáveis ou períodos geralmente estressantes causam ataques de pânico. Estudos mostraram que uma quantidade significativa de pessoas com distúrbio do pânico passou por acontecimentos traumáticos na infância, como a morte de um dos pais [fonte: Campbell (em inglês)].

Outra pesquisa sugere uma relação com questões genéticas. Por exemplo, estudos descobriram que gêmeos idênticos têm mais chance de compartilharem a síndrome do pânico do que gêmeos fraternais [fonte: Enciclopédia de Distúrbios Mentais (em inglês)]. Entretanto, outros dados contradizem essa teoria, por isso, a questão ainda está em discussão.

Imagem do cérebro
As mesmas partes do cérebro que estão ativas durante a reação do medo estão ativas durante os ataques de pânico

Pesquisadores também observam as funções neurológicas por trás do medo e do ataque de pânico para encontrarem uma explicação. Alguns acreditam que, quando esse sistema do medo, no cérebro, é usado em excesso (quando é acionado intensamente ou com freqüência) ele fica muito sensível, de modo que até pequenos ativadores o colocam em funcionamento [fonte: Bourne (em inglês)]. Outros notam que, quando se está cansado, o cérebro produz lactato de sódio ou dióxido de carbono. Quando os níveis de lactato de sódio ou dióxido de carbono aumentam, o cérebro acredita, por engano, que se está sufocando e envia sinais para aumentar a freqüência respiratória para obter mais oxigênio [fonte: Enciclopédia de Distúrbios Mentais (em inglês)]. Isso pode desencadear um ataque de pânico.

Outra teoria tem a ver com a serotonina dos neurotransmissores e o ácido gama-aminobutírico (GABA), que têm um papel importante em acalmar o cérebro [fonte: Enciclopédia de Distúrbios Mentais (em inglês)]. As pessoas que sofrem de distúrbio do pânico aparentemente têm menos receptores de serotonina do que as outras [fonte: NIMH (em inglês)]. Os medicamentos que aumentam o fornecimento de serotonina e de GABA são eficazes no combate ao distúrbio do pânico.

 

Idéias erradas sobre os ataques de pânico

O apoio emocional é importante para as pessoas com distúrbio do pânico. Infelizmente, as idéias erradas que as pessoas fazem sobre o problema podem dificultar isso. Em um estudo, os pacientes com transtornos de ansiedade relataram que a falta de entendimento por parte de outras pessoas é um obstáculo.

Amigos e parentes podem pensar que as vítimas não estão se esforçando o suficiente para controlarem o problema e que ele não é tão grave quanto a pessoa acha que é. Outros pensam o contrário – que a condição é mais grave do que realmente é. Eles chegam à conclusão de que os ataques de pânico indicam que a pessoa está ficando louca.

Geralmente, o distúrbio do pânico ataca pessoas por volta dos vinte anos, mas crianças também podem sofrer da doença. As mulheres têm o dobro de chance de desenvolverem a síndrome do pânico em comparação aos homens. O medo de um ataque realmente pode desencadear um e, quando isso acontece com freqüência, pode levar à agorafobia.

Felizmente, os ataques de pânico podem ser tratados e as pessoas que sofrem deles têm algumas opções eficazes. Conheceremos essas opções na próxima página.

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