Quem deve mudar: as empresas ou os ”Y”?


15/12/2011

Nascidos em uma cultura cibernética, de comunicação instantânea, a Geração Y é imediatista e não respeita hierarquia. Empresas debatem como se adaptar aos jovens, e especialistas pedem que estes tenham paciência.   

Por Camila Passetti

Considerados impacientes, superficiais, insubordinados, ansiosos, entre outros atributos não muito lisonjeiros, os jovens nascidos nos anos 1980 são, para alguns especialistas, mal compreendidos no ambiente de trabalho.

”É uma geração que cresceu com o incremento tecnológico, com a internet e essas interconexões. Então, ela é, por essência, muito rápida. Por isso, também exige respostas rápidas”, explica Leonardo Calixto, que desenvolveu um método de coaching teatral para humanizar os relacionamentos dentro das corporações.

Calixto lida em seu trabalho com o confronto hoje existente entre os jovens da chamada geração Y e os pertencentes às demais gerações, formadas profissionalmente dentro de outro código de regras e menos familiarizadas com as novas tecnologias.

Ele é autor do livro ”Eu, o Vento e a Proa”, que, entre outros temas, aborda a necessidade de renovação do modelo organizacional em função da geração Y, nascida em meio a uma cultura imediatista, que não irá mudar.

Segundo o especialista, os jovens demonstram fidelidade, comprometimento e envolvimento com as tarefas quando sentem um objetivo bem definido. ”A geração Y exerce suas funções com muita dedicação desde que ela entenda seu propósito”, defende.

É comum que os profissionais dessa geração se incomodem com o modelo ”de comando e controle” e comecem a não ver sentido em alguns métodos, processos e hierarquias. Nesse momento, a ansiedade e a impaciência, típicas do imediatismo, acabam traindo o iniciante na carreira.

Autocontrole

Se por um lado, cabe ao líder compreender melhor essa nova geração, é também papel do jovem buscar cultivar uma relação positiva com seus superiores e colegas para conseguir ser ouvido.

”É fundamental saber usar argumentos sólidos que mostrem que o que realmente importa são os resultados alcançados e não o caminho traçado para chegar lá. Muitos jovens acabam fazendo esse discurso no berro, até por inexperiência – e aí, eles não são ouvidos. O ideal é entender que é importante lutar por seus objetivos, mas sem nunca fechar o canal de comunicação”, aconselha Calixto.

Segundo o especialista, a geração Y preza um novo modelo de responsabilidade compartilhada e colaborativa, e não são todos os chefes que rezam por essa cartilha. Outra dica importante para o jovem é que, em vez de questionar o chefe e suas decisões, ele passe a questionar os resultados.

”Se o jovem agir dessa maneira, estará colaborando para a hierarquia horizontal que tanto busca. Conseguirá mostrar ao líder que ao seguir um caminho diferente do proposto inicialmente o resultado pode ser ainda melhor, independentemente de quem tenha tomado à frente dessa nova ideia ou estratégia”, conclui.

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