Mercado tem 26,5 milhões de trabalhadores subutilizados, diz IBGE


Taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,1% no primeiro trimestre. No trimestre anterior, ela ficou em 22,2%.


O mercado de trabalho encerrou o primeiro trimestre do ano com 26,5 milhões de trabalhadores desempregados e subocupados – 2,2 milhões a mais que no trimestre anterior. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho agreda os trabalhadores desempregados, aqueles que estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e os que fazem parte da força de trabalho. Ela ficou em 24,1% no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 9,2% em relação ao trimestre anterior e de 28,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Subocupação

No detalhamento da pesquisa, o IBGE também divulgou a “taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação”, ou seja, o índice relativo às pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior somadas às pessoas desocupadas).

Esse indicador ficou em 18,8%, o que representa 5,3 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 14,2 milhões de desocupados. No trimestre anterior, a taxa foi de 17,2% e no primeiro trimestre de 2016, de 15%.

Força de trabalho potencial

Outro detalhamento da pesquisa aponta o contingente de pessoas que gostaria de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial). Esse índice chamado de “taxa combinada da desocupação de da força de trabalho potencial”, ficou em 19,3%, o equivalente a 21,3 milhões de pessoas. No trimestre anterior a taxa foi de 17,4% e no primeiro trimestre do ano passado de 15,4%.

Desempregados

Conforme o IBGE já havia divulgado em abril, o número de desempregados no Brasil no primeiro trimestre deste ano atingiu número recorde da série histórica da PNAD, iniciada em 2012. A taxa ficou em 13,7%, o que equivale a 14,2 milhões de desempregados.

Conforme detalhou o instituto nesta quinta-feira, a taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do país. Na comparação com o 4º trimestre de 2016, ela subiu de 14,4% para 16,3% na Região Nordeste; de 12,7% para 14,2% na Região Norte; de 12,3% para 14,2% no Sudeste, de 7,7% para 9,3% no Sul e de 10,9% para 12,0% no Centro-Oeste.

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