Movimentos democráticos que se unirem aos petistas estarão cometendo um erro fatal


Movimentos democráticos que se unirem aos petistas estarão cometendo um erro fatal

Chegou aos meus ouvidos a notícia de que movimentos como Vem Pra Rua e Nas Ruas estariam pensando em se aliar aos grupos de extrema-esquerda e os movimentos aparelhados por PT, PCdoB e PSOL para entoarem, em conjunto, um “Fora Temer”. Como não obtive confirmação, tratarei tudo isso aqui apenas na esfera das possibilidades. Mas se isso for verdade, será o maior tiro no pé que os movimentos conseguiriam dar. (Ver atualização de 29/11 às 17:46 aqui)

Uma das primeiras regras da guerra política é jamais se aliar à pauta de seu pior inimigo. Qualquer um sabe que nosso pior inimigo está nos partidos e movimentos de extrema-esquerda, como os partidos PT, PCdoB e PSOL e os movimentos UNE, CUT, MST e MTST, dentre outros da mesma extração.

Por que cobrar de Temer o que nunca cobraram do PT?

Para os partidos totalitários, o nível de tolerância com Michel Temer deve ser muito menor. Mas por que? Por que eles assim determinam. O resto deve se limitar a ficar calado e ajoelhar diante deles. Para essa gente, é preciso convencer os outros de que eles possuem direitos especiais. Assim, se os brasileiros esperaram quatro anos para pedir “Fora Dilma” – o que aconteceu somente no início de seu segundo mandato -, o pedido pela saída de Michel Temer deveria ser feito logo após seis meses do início de seu governo. Obviamente, há uma desproporção aí, toda ela motivada pela agenda da extrema-esquerda.

Há outra diferença fundamental: toda e qualquer ação feita por um partido ou militante de extrema-esquerda obedece à uma estratégia focada na obtenção, manutenção ou retomada de poder. Assim, ao pedir “Fora Temer”, as milícias de extrema-esquerda sabem exatamente o que estão requisitando. Mas ao aceitarem “protestar em conjunto” com esses movimentos, ficará claro que os movimentos democráticos nem sequer terão a menor percepção da estratégias do oponente. Ou seja, serão feitos de bobos por grupos que possuem cognição política superior em muitos aspectos. Como diria Alvin Toffler, “se você não possui uma estratégia, se tornará parte da estratégia de alguém”.

Desculpas esfarrapadas

Algumas pessoas andaram comentando que se tornar serviçal da extrema-esquerda na luta contra Michel Temer poderia servir para constituir um governo tucano, mas isso é pouco provável, uma vez que os tucanos estão comprometidos com as principais reformas de Temer. Em síntese, a criação de desgaste artificial para Temer tende a gerar capital político não para os tucanos, mas para pessoas de extrema-esquerda, como Marina Silva e Ciro Gomes.

Outros adeptos dos movimentos pró-impeachment supracitados poderiam dizer que “existe a luta contra a corrupção”, mas os protestos pelo impeachment de Dilma decorreram da prática de crime de responsabilidade, não da luta contra a corrupção, pois essa sempre foi uma tarefa para Sérgio Moro e os procuradores. A luta contra a corrupção mencionava um agravante dos crimes cometidos pelo PT, mas não eram a sua essência. Na verdade, o crime maior do PT foi ter saqueado o estado – é aí que está o crime de responsabilidade – para construir um totalitarismo, o qual seria embasado pela corrupção. Quer dizer: a corrupção foi apenas um meio para o PT conseguir poder.

Ora, se a luta contra o PT teve origem em um crime de responsabilidade, iniciar a mesma luta contra Temer que não praticou o mesmo tipo de crime é no mínimo ausência de senso de proporções. Detalhe: essa ausência de senso de proporções é parte central da agenda de extrema-esquerda, que sempre quer gravar no imaginário comum que eles possuem direitos superiores aos demais.

Não há qualquer motivo para que um movimento democrático se alie aos petistas e seus sicários na luta contra Temer, que no fundo é apenas o uso de esforços para criar desgaste para aqueles que os sucederam, na tentativa de viabilizar a candidatura de Ciro Gomes e Marina Silva para 2018 (a partir do desgaste levado para partidos como PMDB e PSDB).

Comparar o governo Temer com o governo Dilma é um crime moral

O governo Temer já fez coisas positivas como a PEC 241, a reforma do ensino médio e ainda propõe a reforma da previdência. Reagindo à pressão das ruas, agora Temer decidiu barrar a anistia ao caixa dois. Mesmo que possamos criticá-lo em vários aspectos, não há como comparar sua gestão à administração petista, que sempre priorizou o saqueamento estatal, a destruição da previdência, o uso do ensino público para doutrinação violentíssima, o uso da máquina para campanha partidária e ainda complementa tudo isso com medidas para censurar os oponentes. Comparar ambas as gestões chega a ser um crime moral.

Não há nenhuma justificativa moral para um adepto da democracia marchar ao lado de milicianos da extrema-esquerda. Aquilo que a extrema-esquerda pede sempre é focado em construir devastação e horror para os brasileiros, em nome de projetos sádicos de poder. Se hoje eles querem desgastar Temer, só o farão para ajudar Ciro Gomes ou Marina Silva. Caso qualquer um desses ultraesquerdistas for eleito, os movimentos democráticos que os apoiarem serão trucidados sem dó, pois a extrema-esquerda não costuma ter muito respeito por serviçais temporários.

Claro que devemos pressionar o governo Temer, bem como pressionar Rodrigo Maia e Renan Calheiros. Devemos exigir que eles não barrem qualquer medida anticorrupção. Devemos exigir que eles aprovem as medidas para desaparelhar o estado. Mas uma coisa é lançar a pressão por resultados e se colocar em oposição total, lutando na mesma trincheira com petistas, psolistas e pcdobistas. Nada é mais vergonhoso que lutar junto com essa gente em nome de seus projetos totalitários.

É preciso pressionar os movimentos por resultados…

É preciso começar a lançar pressão sobre os movimentos democráticos. Essa pressão pode advir da cobrança por resultados. Por exemplo, se um movimento resolver marchar junto com petistas, dele deve ser exigido o seguinte compromisso: “Você se compromete a conquistar resultados com sua aliança com a extrema-esquerda? Que resposta você dará ao seu público se, com sua aliança, conseguir melhorar a popularidade dos candidatos de extrema-esquerda?”.

Pode ser que fujam de assumir este compromisso público, mas isso não muda o fato de que podemos cobrá-los por qualquer resultado alcançado, mesmo que seja o resultado ambicionado unicamente pelo maior inimigo: a extrema-esquerda. E aí sim, na conquista de um resultado para o inimigo (resultado este antecipado por uma análise crítica dos movimentos políticos), eles perderão toda a moral perante seu público quando alguém lembrá-los: “Eu avisei”.

Claro que alguém poderia dizer: “Ah, mas eu não sabia que podia gerar esse resultado para a extrema-esquerda”. Mas poderão ser rebatidos com: “Não venha com conversa fiada, pois sabia sim! O aviso foi dado antecipadamente”. Aliás, para evitar que aleguem no futuro ignorância quanto às consequências, vale espalhar este texto de aviso, até para quebrar futuras narrativas dizendo “eu não sabia”.

Para evitar que eles cometam tal suicídio político, a regra deve ser simples e clara: nunca adote a pauta do seu maior inimigo.

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