Como o sono deixa a memória mais forte


Redação do Diário da Saúde

Como o sono deixa a memória mais forte

“As memórias não são armazenadas em células únicas, mas sim distribuídas através da rede neural.”
[Imagem: Umich/Divulgação]

Memória e hipocampo

A conexão entre o sono e a memória é bem conhecida, mas parece que dormir bem interfere também com a nossa capacidade de aprender.

Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) demonstraram isto estudando como a privação do sono afeta a memória.

Eles descobriram que a interferência com as ondas cerebrais associadas ao sono – ou seja, o disparo rítmico dos neurônios – em uma subseção do hipocampo é provavelmente a responsável pelo esquecimento.

O hipocampo é uma região pequena do cérebro que faz parte do sistema límbico e tem sido largamente associado com a memória e a navegação espacial.

Memórias em rede

Para testar o papel das ondas cerebrais na formação da memória, Nicolette Ognjanovski e seus colegas registraram a atividade inicial do hipocampo de um grupo de camundongos.

Depois eles submeteram os animais a choques traumáticos em determinados ambientes. Os animais que dormiam bem mantinham a memória do medo do local onde receberam o choque, enquanto aqueles que eram privados do sono logo após a experiência não se lembravam mais do trauma, a ponto de entrar novamente no local e levar outro choque.

Os pesquisadores constataram que as oscilações associadas ao sono em uma subseção do hipocampo, chamada CA1, foram maiores após o aprendizado nos camundongos que dormiram normalmente.

Eles então inibiram quimicamente as oscilações em animais deixados para dormir normalmente, e a memória do trauma também foi perdida.

“A atividade oscilatória dominante, tão crítica para o aprendizado, é controlada por um número muito pequeno da população celular total no hipocampo,” disse Ognjanovski. “Isso muda a descrição do que nós entendemos sobre como as redes [neurais] funcionam. As memórias não são armazenadas em células únicas, mas sim distribuídas através da rede.”

Os pesquisadores agora planejam testar se é suficiente restaurar as oscilações do hipocampo para promover a formação de memória normal quando os camundongos são privados do sono. Isto poderia ter aplicações terapêuticas na forma de tratamentos para problemas de insônia.

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