Celular: Sinais indicam se você está ficando fanático ou viciado


25/04/2017

Redação do Diário da Saúde

Sinais indicam se você está ficando fanático ou viciado em celular

O uso excessivo do celular gera problemas, e as mulheres são mais suscetíveis ao vício.
[Imagem: Creative Commons]

Sensações velozes

O uso excessivo dos celulares está causando problemas para algumas pessoas, e as mulheres parecem ser especialmente suscetíveis ao vício com o aparelho.

“Nossos smartphones se transformaram em uma ferramenta que fornece satisfação curta, rápida e imediata, o que desencadeia muitas outras coisas,” disse Isaac Vaghefi, psicólogo da Universidade do Estado de Nova Iorque (EUA).

“Nossos neurônios são disparados e a dopamina é liberada, e com o tempo isso nos faz adquirir um desejo por feedback rápido e satisfação imediata. Este processo também tem contribuído para o desenvolvimento de períodos de atenção mais curtos e nos tornado cada vez mais propensos ao tédio,” completou.

Fanáticos ou viciados?

Vaghefi e seus colegas classificaram os voluntários de sua pesquisa em cinco tipos básicos de acordo com sua rotina de uso do celular: Pensativo, Regular, Altamente Engajado, Fanático e Viciado.

Doze por cento (12%) foram identificados como “fanáticos” em celular e 7% foram enquadrados na categoria mais grave, como “viciados”.

Ambos os grupos experimentam algum grau de problemas pessoais, sociais e no ambiente de trabalho devido a uma necessidade compulsiva de usar seus celulares. Em geral, esses usuários apresentaram sinais que poderiam indicar depressão, isolamento social, ansiedade social, timidez, impulsividade ou baixa autoestima.

As mulheres apresentaram maior susceptibilidade ao vício do que os homens, o que é condizente com pesquisas anteriores que mostraram que os celulares têm maior valor social para as mulheres.

Vício em tecnologia

A dependência patológica do telefone celular já é uma realidade reconhecida, ainda que o chamado “vício em tecnologia” não seja um transtorno mental “oficial” na nomenclatura médica.

A equipe defende que o vício em tecnologia seja um termo guarda-chuva que cubra uma série de condições, como comportamentos viciantes relacionados à mídia social, envio excessivo de mensagens, sobrecarga de informações, jogos de azar online, videogames, e o uso geral dos celulares.

Vaghefi aconselha que qualquer pessoa que reconheça qualquer um dos sinais abaixo deve buscar ajuda profissional:

  • Usar a tecnologia como uma maneira de escapar de problemas ou aliviar sentimentos de desamparo, culpa, ansiedade ou depressão.
  • Ignorar o que está acontecendo em tempo real em favor do que está acontecendo virtualmente.
  • Sempre verificar seu smartphone, mesmo quando ele não tiver tocado ou emitido qualquer alerta.
  • Ficar paranoico quando não tiver seu celular com você.
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