Moon inicia mandato de 5 anos como novo presidente da Coreia do Sul


Moon Jae-in tomou posse pouco após ser proclamado vencedor nas eleições presidenciais.


Moon Jae-in e sua mulher Kim Jung-suk, durante a cerimônia de posse na Assembleia Nacional, em Seul (Foto: Ahn Young-joon / Pool / AFP Photo)Moon Jae-in e sua mulher Kim Jung-suk, durante a cerimônia de posse na Assembleia Nacional, em Seul (Foto: Ahn Young-joon / Pool / AFP Photo)

Moon Jae-in e sua mulher Kim Jung-suk, durante a cerimônia de posse na Assembleia Nacional, em Seul (Foto: Ahn Young-joon / Pool / AFP Photo)

Moon Jae-in iniciou nesta quarta-feira (10) seu mandato de cinco anos como o 12º presidente da Coreia do Sul, poucos minutos depois de ser proclamado oficialmente vencedor nas eleições presidenciais pelo escritório de gestão eleitoral sul-coreano.

Moon, de 64 anos, começou seu mandato imediatamente depois que a Comissão Eleitoral Nacional (NEC) confirmou sua vitória às 8h (hora local, 20h de terça, 9, em Brasília), e antes inclusive de fazer o juramento em uma cerimônia programada para o meio-dia na Assembleia Nacional (Parlamento).

A comissão emitiu um certificado confirmando a vitória de Moon, que chegou ao presidente através de um representante de sua formação, o Partido Democrático (PD).

“Juro solenemente diante do povo que vou executar fielmente os deveres presidenciais”, declarou Moon aos parlamentares reunidos na Assembleia em Seul.

Moon Jae-In, pouco antes de tomar posse (Foto: Ed Jones / AFP Photo)Moon Jae-In, pouco antes de tomar posse (Foto: Ed Jones / AFP Photo)

Moon Jae-In, pouco antes de tomar posse (Foto: Ed Jones / AFP Photo)

Coreia do Norte

Em seu discurso, Moon Jae-In disse estar disposto a visitar Pyongyang, capital da Coreia do Norte, no momento em que a tensão entre os dois vizinhos está muito elevada. “Se for necessário, vou viajar a Washington imediatamente (…). Vou a Pequim, a Tóquio e a Pyongyang se as circunstâncias permitirem”, afirmou. “Vou fazer tudo o possível para construir a paz na Península coreana”, acrescentou.

O presidente destacou que manterá “negociações sérias” com Estados Unidos e China sobre o polêmico sistema de escudo antimísseis americano THAAD, recentemente instalado no território sul-coreano.

O dispositivo irrita Pequim, que o considera uma ameaça a suas capacidades militares. Após a instalação do THAAD, a China – principal parceiro comercial de Seul – adotou várias medidas contra empresas sul-coreanas, o que foi interpretado como uma forma de retaliação.

Nesta quarta, o presidente chinês, Xi Jinping, felicitou Moon Jae-In por sua vitória e prometeu trabalhar junto ao líder sul-coreano para superar as tensões regionais. “Com base no entendimento e no respeito mútuo, a China vai consolidar uma confiança política mútua, manejará apropriadamente as divergências, fortalecerá a coordenação e a cooperação e vai promover um desenvolvimento saudável e estável nas relações bilaterais”, disse Xi, citado pela agência oficial Nova China.

O novo presidente sul-coreano também defende uma emancipação da tutela dos Estados Unidos.

Antes da prestar o juramento, Moon – chamado por seus adversários de “esquerdista pró-Pyongyang” – se reuniu com os principais parlamentares do partido Liberdade da Coreia, que defendem uma linha dura e em várias ocasiões o acusaram de querer “entregar todo o país ao norte”.

“Gostaria de mostrar às pessoas que todos estão avançando juntos”, declarou Moon, destacando que escutará as opiniões da oposição nas questões de segurança. “Peço que cooperem”, disse o presidente ao parlamentares, antes de tomar posse na Assembleia Nacional em Seul, em uma cerimônia discreta, acompanhado de sua mulher.

Moon recebeu um relatório telefônico do chefe do Estado Maior, o general Lee Sun-jin, assegurando que “não há problema” na postura defensiva do país, segundo declarações recolhidas pela agência de notícias “Yonhap”.

Moon também assumiu o controle das Forças Armadas.

O político liberal obteve 41,1% dos votos nas eleições de terça, contra 24,03% do conservador Hong Yoon-pyo, que ficou em segundo, no que foi a maior distância nas eleições presidenciais desde que a Coreia do Sul iniciou seu período democrático em 1987.

Estas foram as primeiras eleições adiantadas para escolher presidente neste país, tudo por causa da destituição sofrida pela antecessora Park Geun-hye, por seu suposto envolvimento no caso de corrupção da “Rasputina”.

A ex-presidente, cassada em março, cumpre prisão preventiva, acusada de criar uma rede com sua amiga Choi Soon-sil, apelidada “Rasputina” pela influência que exercia sobre Park, onde teria recebido propinas de milhões de dólares de grandes empresas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s