A teoria de Marx refutada


Karl Marx construiu toda a sua teoria em cima de uma ideia equivocada, herdada dos economistas clássicos: A teoria do Valor Trabalho. Segundo a teoria do Valor Trabalho, o valor real de  uma mercadoria era definido pela quantidade de trabalho investido na sua produção.

Com base nisso, Marx arroga ter descoberto o conceito da Mais Valia que dizia o seguinte: Se a mercadoria vale a quantidade de trabalho investida na sua produção, para que o patrão, que não trabalha diretamente na produção, tenha lucro, ele precisa pagar aos funcionários, um valor menor do que o trabalho que eles exerceram na produção da mercadoria. Dessa forma, os patrões exploram o proletariado.

Porém Marx estava errado em vários pontos, desde o diagnóstico do problema, até a sua solução. A Teoria do Valor Trabalho foi refutada pela teoria da Utilidade Marginal, desenvolvida simultaneamente por três economistas: Stanley Jevons na Inglaterra, Leon Walras na França e Carl Menger na Áustria.

Os três, ao mesmo tempo, em países diferentes e praticamente sem entrar em contato um com o outro, perceberam que o que confere valor a uma mercadoria não é o trabalho, mas a sua utilidade. 
Uma mercadoria que exigiu muito trabalho para ser produzida não terá nenhum valor se não for útil. Portanto, é a utilidade que as pessoas conferem às mercadorias que determina seu valor. Os custos de produção, entre eles o do trabalho, é que precisa se ajustar aos preços de mercado.

Especula-se que esta antítese esteja por trás da atitude de Marx de adiar a publicação dos volumes seguintes da sua obra máxima, O Capital, que só foram publicados após sua morte.

Outros economistas posteriores como Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek dariam mais detalhes sobre a inviabilidade do socialismo, explicando que dessa forma, a única maneira de medir a utilidade de um produto é através do mecanismo de oferta e demanda do livre mercado. Mises explicou que sem mercado, não existe preço e que sem preços, não existe cálculo econômico. Isso deu origem ao famoso debate sobre o cálculo econômico no socialismo, que depois foi respondido por outros teóricos marxistas.
Mas o que colocou um ponto final no debate, foi a argumentação de Hayek, prêmio Nobel de Economia de 1974, que no artigo, O Uso do Conhecimento na Sociedade, explicou que o planejamento central da economia exigiria que o estado concentre uma quantidade imensurável de informações, um volume tão grande que estado nenhum no mundo é capaz de reunir.
Mas não só de economia é feita a análise marxista. A pretensão “científica” de Marx foi refutada por Karl Popper, um dos maiores teóricos da ciência de todos os tempos em seu brilhante livro A Sociedade Aberta e Seus Inimigos.

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