Petrobras apresenta proposta rebaixada; preparar greve é a resposta


23/10/2009

Por Sindipetro-RJ e FNP

Petrobras continua apresentando proposta rebaixada de acordo coletivo. Preparar greve nacional dos petroleiros é o caminho. Os petroleiros das bases dos sindicatos ligados à Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) realizaram dois dias de uma greve nacional, demonstrando que a FNP se afirma como uma alternativa de direção para os trabalhadores que tem disposição de realizar lutas e greves. Com esta greve arrancou uma primeira vitória: a Petrobras foi obrigada a chamar, em regime de urgência, uma nova negociação com os sindicatos.
Por isso a greve foi suspensa, mas os trabalhadores continuam em ESTADO DE GREVE.
A Petrobras reapresentou uma proposta absolutamente rebaixada: o aumento real é 0%, apenas 1,5% de Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR), que é uma remuneração variável, e praticamente não avança nas outras reivindicações.
Essas migalhas são apresentadas em um momento em que a empresa diz estar fortalecida e capitalizada pelo Marco Regulatório do governo federal, e que terá que contratar mais trabalhadores. O governo deu bilhões para os investidores, mas não quer dar aumento para os trabalhadores.
Está claro que somente o aumento da unidade de nosso movimento e a realização de uma mobilização nacional pode fazer avançar a proposta com a empresa.
Ocupação – No Rio de Janeiro, após negoaciação com o Recursos Humanos (RH), dirigentes do sindicato e aposentados decidiram ocupar o 15º andar do prédio do Edificio Torre Almirante, Edita, no Centro, por tempo indeterminado, em protesto contra a posição da empresa de dividir a categoria, apresentando uma proposta de reajuste diferenciado para ativa e aposentados.
Os petroleiros que estão ocupando o Edita são Emanuel Cancella, Roberto Ribeiro e Fabíola Mônica (diretores do Sindipetro-RJ), Vladimir Mutt (ex-diretor do Sindipetro-RJ), Luiz Carlos Alexandre (demitido da Bacia de campos) e Flávio da Silva (demitido da Bacia de Campos).
FNP – Os Sindipetros da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) deixaram claro para os representantes da empresa que vão encaminhar para as bases a rejeição da proposta, porque ela não contempla dezenas de reivindicações da categoria, entre as quais melhorias na AMS (inclusive a questão da inclusão de pais), revisão de diversas distorções do PCAC, auxílio nível superior, licença paternidade, pagamento das horas extras para o nível superior, reenquadramento dos marítimos, fim de todas as punições de greves anteriores, fim dos interditos proibitórios contra representações sindicais dos trabalhadores e não desconto dos dias parados na greve da semana passada.
As bases dos seis Sindipetros da FNP continuam em estado de greve e assembléia permanente. O Sindipetro-RJ fará assembléias na base. O quadro de assembléias será divulgado no Boletim Surgente que será distribuído amanhã.
Na reunião, dirigentes dos sindipetros também cobraram da empresa uma posição sobre a presença ostensiva da Polícia Militar em diversas unidades da empresa durante a greve da semana passada. Em alguns locais como o TABG e o Edise, policiais militares portavam armamentos pesados como fuzis e chegaram a ameaçar os grevistas. Em São José dos Campos, na portaria 5 da Revape, um diretor do Sindicato chegou a ser ameaçado de morte e por pouco não ocorreu destruição do equipamentos de som da entidade.
No Rio Grande do Norte as assembléias do sindicato saudaram a greve da FNP e exigiram uma reunião unificada entre a Federação Única dos Petroleiros (FUP) com a FNP para a marcação de uma Greve Geral de todo sistema petroleiro. Um exemplo que deve ser seguido em outras bases da Federação.
Em bases como Campinas, Belo Horizonte e Macaé a indignação com a direção da FUP, que está paralisada e imobilizada, é grande. Seus dirigentes continuam em Brasília quando deveriam estar na base mobilizando o pessoal.
Plenária Nacional – A FNP, ouvindo os pedidos das bases, esta convocando uma PLENARIA NACIONAL DOS PETROLEIROS, para este sábado, dia 24 de outubro, no Sindipetro RJ.
Desta Plenária devem participar trabalhadores de base e diretores sindicais das bases da FUP e da FNP e conjuntamente devem construir um calendário de mobilização e a data para a Greve da categoria.
A direção da FUP está paralisada para defender para defender a proposta de marco regulatório do governo LulaA direção da FUP está se empenhando na aprovação do Projeto de Lei do governo Lula sobre o amrco regulatório, por isso seus dirigentes abandonaram a campanha salarial e foram para Brasília. Com esta política o Conselho Deliberativo da FUP votou a rejeição da proposta, mas não construiu nenhum calendário de mobilização e não aceitou o chamado de unidade petroleira da FNP.
A FNP propõe que os petroleiros das bases da FUP cobrem sua direção para que atenda ao chamado da FNP, por uma mesa única de negociação e que seja aprovando um calendário unificado de mobilização, incorporando-nos à greve da categoria.
É hora de unificar essa luta com greve nacional, caso a Petrobrás se mantenha intransigente!
O QUE QUEREM OS PETROLEIROS:
* Reposição das perdas do período (INPC de 4,44%) + ganho real de 10%; reposição das perdas de 1994 até agora (cerca de 23%).
*AMS – Inclusão dos pais no plano e melhoria de qualidade; Licença maternidade de 180 dias e paternidade de 30 dias
* PLR máxima sem negociação de metas
* Fim da Remuneração Variável
* Pagamento do extra turno/dobradinha nos feriados
* Plano BD para todos
* Cancelamento de todas as punições e dos interditos proibitórios
* Fim das discriminações com os aposentados e demais trabalhadores
E MAIS…* O Petróleo Tem Que Ser Nosso! Por uma Petrobrás 100% estatal
* Pela revogação da Lei 9.478/97 de FHC
* Contra a criação de uma nova empresa estatal
* Pela redução da jornada de trabalho
Com informações de noticias do Sindipetro-RJ (
www.sindipetro.org.br) e do boletim da FNP

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