Proposta da Petrobrás é aprovada, mas insatisfação dos trabalhadores é a principal marca da negociação do ACT


Após o fim de mais uma rodada de assembleias, com placar apertado (138 a favor x 124 contra), analisando a difícil conjuntura, os trabalhadores da REVAP decidiram aprovar a proposta da Petrobrás para o termo aditivo do ACT 2015/2017. A assinatura será na segunda, 13, com tempo hábil para a Petrobrás realizar o pagamento ainda no contracheque de março

Com forte assédio da empresa, as negociações do termo aditivo foram as mais longas dos últimos anos. A empresa iniciou as negociações com uma forte ofensiva de comunicação, colocando o presidente da empresa em linha direta com a força de trabalho por meio de cartas e comunicados, tentando convencer a categoria de que qualquer aumento seria inviável. Ao mesmo tempo em que tocava uma política de perseguição nas bases, descontando com reflexo dias de greve, impedindo trocas de turno entre grevistas, soltava boletins mentirosos para influenciar a força de trabalho durante as votações.

Na base do Sindipetro PA/AM/MA/AP, a proposta fora aprovada por 217 votos a favor, 67 contra e 4 abstenções. No Litoral Paulista, a proposta foi aprovada em assembleia no Sindicato na última segunda-feira, 6, por 139 votos a favor e 135 contra. Houve 12 abstenções. Já a votação nas bases do Sindipetro AL/SE, será hoje, 10, em Aracaju, às 18h30, e em Maceió, às 19h.

Encaminhamento das lutas

A deliberação dos petroleiros pela assinatura do acordo não reflete o descontentamento com a última proposta da Petrobrás. É óbvio que a pressão da companhia pela assinatura do acordo, a orientação de participação nas assembleias da gerência e supervisão influenciou no resultado.

Contudo, a luta não para. A proposta da companhia sobre os dias de greve para se discutir após a assinatura do ACT não fora aprovada. Os petroleiros da REVAP ainda rechaçaram a política de punições do GG da Revap, que chegou há pouco tempo, mas já implementa estragos. Coisas mínimas e descabidas são tratadas como descumprimento de normas, mas assuntos grandes, como: a condição dos turbo-geradores da unidade, o baixo efetivo etc., não são tratados. Só nos últimos meses, houve três quedas de energia na REVAP, pois a refinaria opera pendurada na concessionária de energia elétrica.

A cada queda de energia na REVAP, os trabalhadores correm riscos seríssimos. Em função disso, os trabalhadores aprovaram uma moção de repúdio contra a política de punições do GG da unidade, que esconde os verdadeiros problemas que são uma bomba relógio contra a segurança operacional.

Outra deliberação importante da base fora a participação do Sindicato e da base, conforme a possibilidade, nos atos do próximo dia 15, quarta-feira, contra a reforma da Previdência. Será um grande dia de manifestações, passeatas, panfletagens. Toda a participação dos trabalhadores é importante para a defesa da Previdência pública e o direito à aposentadoria.

Participem das atividades, compartilhem os materiais que iremos divulgar sobre o assunto, ajudem a esclarecer o povo trabalhador da necessidade de combater as reformas do governo Temer contra os nossos direitos! Esta luta é de todos nós!

O Sindipetro/SJC vai disponibilizar um ônibus, em parceria com a CUT regional, para ato em São Paulo, às 16h, no dia 15. Os interessados devem entrar em contato com o diretor Rafael Prado por e-mail (rafaelprado@sindipetrosjc.org.br) telefone ou Whatsapp (12 – 98801-6083).

Fonte: Sindipetro-SJC

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