O Ciclo de Renascimentos


 

Samsara


Um oceano de lágrimas

“O que é maior, as lágrimas que vocês derramaram transmigrando e perambulando por este longo, longo tempo – chorando e derramando lágrimas por estarem unidos ao que é desagradável, separados do que é agradável – ou a água contida nos quatro grandes oceanos?….Isto é maior: as lágrimas que vocês derramaram transmigrando e perambulando por este longo, longo tempo – chorando e derramando lágrimas por estarem unidos ao que é desagradável, separados do que é agradável – não a água contida nos quatro grandes oceanos.

“Há muito tempo ( repetidamente ) vocês experimentaram a morte de uma mãe. As lágrimas que vocês derramaram pela morte de uma mãe enquanto transmigravam e perambulavam por este longo, longo tempo – chorando e derramando lágrimas por estarem unidos ao que é desagradável, separados do que é agradável – não a água contida nos quatro grandes oceanos.

“Há muito tempo ( repetidamente ) vocês experimentaram a morte de um pai…a morte de um irmão…a morte de uma irmã…a morte de um filho…a morte de uma filha…perda de parentes…perda de riquezas…perda relativa a enfermidades. As lágrimas que vocês derramaram relativas a perdas por doenças enquanto transmigravam e perambulavam por este longo, longo tempo – chorando e derramando lágrimas por estarem unidos ao que é desagradável, separados do que é agradável – não a água contida nos quatro grandes oceanos.

“Por que ocorre isso? Esse samsara não possui um início que possa ser descoberto. Um ponto inicial não é discernido para os seres que seguem vagando e perambulando, obstaculizados pela ignorância e agrilhoados pela cobiça. Há muito tempo vocês experimentaram o sofrimento, experimentaram a dor, experimentaram a perda, inchando os cemitérios – o suficiente para desencantar-se com todas as coisas condicionadas, o suficiente para se tornarem desapegados, o suficiente para se libertarem.”

SN XV.3 

O precioso nascimento humano

“Bhikkhus, suponham que este grande planeta terra estivesse completamente coberto com água e um homem lançasse uma bóia com um único furo. Um vento do leste a empurraria para o oeste, um vento do oeste a empurraria para o leste. Um vento do norte a empurraria para o sul, um vento do sul a empurraria para o norte. E suponham que houvesse uma tartaruga cega. Ela viria para a superfície uma vez a cada cem anos. Agora o que vocês pensam, bhikkhus, aquela tartaruga cega, vindo para a superfície uma vez a cada cem anos, colocaria o seu pescoço naquela bóia com um único furo?”

“Seria por mero acaso, venerável senhor, que a tartaruga cega, vindo para a superfície uma vez a cada cem anos, colocasse o seu pescoço naquela bóia com um único furo.”

“Assim também, é um mero acaso que alguém obtenha o estado humano. Assim também, é um mero acaso que um Tathagata, um Arahant, perfeitamente iluminado, surja no mundo. Do mesmo modo, é um mero acaso que o Dhamma e Disciplina expostos por um Tathagata brilhe no mundo.

“Vocês obtiveram esse estado humano, bhikkhus. Um Tathagata, um Arahant, perfeitamente iluminado, surgiu no mundo. O Dhamma e Disciplina expostos pelo Tathagata brilha no mundo.

“Portanto, bhikkhus, um esforço deve ser feito para compreender: ‘ Isto é sofrimentoEsta é a origem do sofrimentoEsta é a cessação do sofrimentoEste é o caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento.’”

SN LVI.48

Por que perambulamos pelo samsara?

“É por não compreender e não penetrar quatro coisas, que perambulamos e transmigramos por um longo, longo tempo, você e eu. Quais quatro?

” É por não compreender e não penetrar a nobre virtude que perambulamos e transmigramos por um longo, longo tempo, você e eu.

” É por não compreender e não penetrar a nobre concentração que perambulamos e transmigramos por um longo, longo tempo, você e eu.

” É por não compreender e não penetrar a nobre sabedoria que perambulamos e transmigramos por um longo, longo tempo, você e eu.

” É por não compreender e não penetrar a nobre libertação que perambulamos e transmigramos por um longo, longo tempo, você e eu.

“Porém quando a nobre virtude é compreendida e penetrada, quando a nobre concentração…nobre sabedoria…nobre libertação é compreendida e penetrada, então o desejo por ser/existir é destruído, o guia (desejo e apego) para ser/existir tem fim, não há mais ser/existir.”

AN IV.1

O passo seguinte no Treinamento Gradual: A Segunda Nobre Verdade

 

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