O caminho do meio


campoPaulo o apóstolo tardio, orientava aos seus dizendo que;
Todas as coisas lhe são lícitas, entretanto advertia que, nem todas as coisas lhe convêm.
Sidarta Gautama tratava o corpo de A Cidade de Nove Portas.
Instruía aos seus discípulos, a tratá-la pelo exercício da compaixão.
Os cristãos ensinam o exercício da

compreensão.
São Tomaz de Aquino, com os exercícios espirituais.
O Carro de Osíris, um veículo conduzido pelo homem que segura às rédeas e usando o seu livre arbítrio, guiam os dois animais tracionados.
Um dócil e o outro feroz, atávico.
Cada um tentando puxar o veículo para um rumo diferente, conforme a tendência de cada ser em si.
No campo da vida o corpo é o carro de combate, conduzido por um iniciado que luta contra os seus inimigos figurativos.
Uma personificação dos seus gostos e aversões e os seus males interiores.
Batalha guiada pela Inteligência Suprema, quem na verdade é o verdadeiro condutor do veículo.
O espírito que o habita é puro, porém a matéria e a alma são opacas.
A opacidade turva os sentidos, daí a nossa confusão ao buscar discernir.
Quem vê, não vê claramente, pois não vê o real.
A nossa sensação é epidérmica.
Os nossos sentidos busca as formas.
Tenta contemplar a esfera, a personificação da perfeição divina.
O corpo que busca penetrar outro corpo é o passivo.
O ativo é o que propicia a condição e os atributos.
É uma armadilha dos pares contrários.
O autor, quase sempre é a vítima.
O corpo é a plataforma de desembarque do espírito.
É a sua morada temporária, o palco Dantesco, platônico, onde a alma, o ator, executa a sua tarefa.
O diretor é o consciente objetivo, e o autor o inconsciente.
É o auto da evolução, onde corpo e alma vivem as tragédias e as comédias.
A alma e o corpo são atributos de Deus.
Embora diferentes em natureza, o corporativo se ajusta às finalidades da alma.
O homem pode ser definido então como pensamento e expansão.
Como função, a alma está sempre formando a personalidade e o caráter, desenvolvendo uma estrutura imaterial e construindo uma filosofia instrumental.
A alma vitaliza o físico, e no seu âmago tudo se procede.
Ela forma o seu peso ou lastro, construído pelas experiências bipolares vivenciadas, assim faz com a força dos seus pensamentos.
As experiências da vida testam a nossa fortaleza moral.
A diferença entre um e outro ser humano é apenas o grau de vontade de cada um, em escutar e reconhecer os ditames da sua alma, objeto da evolução.
Embora imaterial onipresente e eterna, ela se manifesta em milhares de expressões, ora uma ora outra roupagem diferente para vestir a essência do mesmo espírito; provindo de Deus, e do qual elas são veículos.
O palco de manifestações do espírito será sempre o objetivo!
Por tanto um cenário de ilusões, onde atores, com roupagens coloridas, apresentam o auto da evolução.
As tendências da alma, assim como o seu grau de sensibilidade ,são frutos da compreensão adquirida através dose ensaios de vida.
O livre arbítrio é a rédea que nos liga ao veículo (o corpo físico).
A vontade desenvolvida por força dos hábitos construtivos guiará os instintos, a força atávica tracionada ao carro, que é um instrumento para expressar a vontade divina.
Assim Kardec inspirado pelos espíritos superiores define Deus, na celebre pergunta:
Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”
Que é o Espírito?
“O princípio inteligente do Universo.”
Agora podemos intender o texto Bíblico quando afirma que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus.
Logico em espírito e verdade!
Muita Paz!

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