Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos
Gênero Sem fins lucrativos, Jornalismo investigativo
Fundação 1997
Fundador(es) Charles Lewis
Sede Estados Unidos Washington, DC
Proprietário(s) The Center for Public Integrity
Pessoas-chave No mundo: Gerard Ryle, Rosental Calmon Alves, Bill Kovach, Phillip Knightley, Gwen Lister, Goenawan Mohamad, Reginald Chua
No Brasil: Fernando Rodrigues, Angelina Nunes e Claudio Tognolli.
Website oficial www.icij.org

Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) fundado em 1997 pelo Center for Public Integrity, pelo jornalista americano Chuck Lewis, e é um grupo de 190 jornalistas que em mais de 65 países busca desenterrar delitos internacionais, corrupção e abuso de poder.[1]

Em 4 de abril de 2016, o ICIJ compartilhou 11,5 milhões de documentos compilados entre mais de uma centena de jornais que expõem negócios secretos em paraísos fiscais (offshore) realizados por poderosos líderes mundiais e celebridades do esporte e do show business.[1]

Em termos de volume, o Panama Papers são provavelmente a maior filtração de informação confidencial da história”, segundo a ICIJ. Os documentos, que envolvem cerca de 214.000 empresas offshore, proveem da firma jurídica Mossack Fonseca, com sede no Panamá e escritórios em mais de 35 países.[1][2]

Comitê consultivo[editar | editar código-fonte]

Fazem parte do comitê jornalistas investigativos, entre estes: Bill Kovach, Rosental Calmon Alves, Phillip Knightley, Goenawan Mohamad, Reginald Chua e Brant Houston.[3]

ICIJ no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil o ICIJ é representado pelos jornalistas Fernando Rodrigues e Claudio Tognolli.[4] Fazem parte também a jornalista Angelina Nunes, do O Globo, e o jornalista Marcelo Soares, da Folha de S.Paulo.[5]

O ICIJ no Brasil tem exclusividade com o UOL, O Globo e Folha de S.Paulo.[5][6]

Investigações[editar | editar código-fonte]

Panama Papers[editar | editar código-fonte]

O ICIJ é um dos que investigam os dados do Panama Papers. Os dados divulgados consistem em 11,5 milhões de documentos criados entre a década de 1970 e o início de 2016 pela sociedade de advogados panamenha Mossack Fonseca, que o jornal The Guardian descreve como sendo a quarta maior sociedade de advogados offshore do mundo. Os dados, no valor de 2,6 terabytes, contemplam informação sobre 214 488 entidades offshore relacionadas com governantes e funcionários do governo.[7] Os documentos foram revistos por jornalistas de mais de 80 países. Gerard Ryle, diretor do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, anteveu que a fuga será “o maior golpe alguma vez dado ao mundo offshore” devido à amplitude dos documentos envolvidos.

Operações em Luxemburgo[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Luxemburgo Leaks

O escândalo foi revelado por 80 jornalistas de 36 países, que analisaram documentos obtidos pelo ICIJ, mostrando que as empresas economizaram bilhões de dólares que deveriam ser pagos em impostos, através de operações secretas, envolvendo ao menos 343 grandes empresas transnacionais.[8][9]

Contas HSBC[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Swiss Leaks

Segundo o jornalista brasileiro Fernando Rodrigues, que recebeu do ICIJ a lista de clientes brasileiros do HSBC, as informações sobre essas contas foram passadas às autoridades brasileiras para que seja apurado se houve ilegalidade nessas operações bancárias ou se os valores envolvidos foram devidamente declarados à Receita Federal do Brasil. O Brasil é o 4º país em número de clientes envolvidos.[10][11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para:a b c «Por trás do “Panama Papers”, o grupo internacional de jornalistas ICIJ». Zero Hora. 4 de abril de 2016. Consultado em 4 de abril de 2016
  2. Ir para cima «ABOUT THE ICIJ» (em inglês). ICIJ.org. Consultado em 4 de abril de 2016
  3. Ir para cima «About the International Consortium of Investigative Journalists» (em inglês). publicintegrity.org. Consultado em 4 de abril de 2016
  4. Ir para cima «Cláudio Tognolli é o mais novo membro do Icij». Conjur. 24 de maio de 2003. Consultado em 4 de abril de 2016
  5. Ir para:a b «Our Journalists: Brazil» (em inglês). icij.org. Consultado em 4 de abril de 2016
  6. Ir para cima Fernando Rodrigues. «Mais de 500 bancos registraram 15.600 offshores com a Mossack». UOL. Consultado em 4 de abril de 2016
  7. Ir para cima The International Consortium of Investigative Journalists (3 de abril de 2016). «Giant leak of offshore financial records exposes global array of crime and corruption». OCCRP. Cópia arquivada em 3 de abril de 2016
  8. Ir para cima ICIJ. «Explore the Documents: Luxembourg Leaks Database» (em inglês). icij.org International Consortium of Investigative Journalists. Consultado em 4 de abril de 2016
  9. Ir para cima «Luxemburgo Leaks. E ao 5º dia, Juncker tem primeira prova de fogo». Consultado em 4 de abril de 2016
  10. Ir para cima Fernando Rodrigues (8 de fevereiro de 2015). «Clientes do Brasil tinham US$ 7 bilhões em 5.549 contas secretas». UOL. Consultado em 4 de abril de 2016
  11. Ir para cima O Globo (9 de fevereiro de 2015). «SwissLeaks: Brasil é o 4º país em número de clientes envolvidos em operações do HSBC». O Globo. Consultado em 4 de abril de 2016

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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