Em votação apertada, proposta da Petrobrás é aprovada no Litoral Paulista


Em uma votação apertada, a quinta proposta de ACT da companhia foi aprovada pelos petroleiros do Litoral Paulista em assembleia realizada na noite desta segunda-feira (6) na sede (Santos), sub-sede (São Sebastião) e plataformas (Mexilhão, Merluza e P66). No total, foram 139 votos a favor da proposta, 135 votos contra e 12 abstenções

Logo após a apuração, de maneira equivocada foi informado aos petroleiros presentes nas assembleias da sede e sub-sede que a proposta havia sido rejeitada por uma diferença de seis votos. Após recebimento das listagens de presença e votação das plataformas, foi identificado que na P66 a votação correta foi de 6 votos a favor da proposta e 3 contra ao invés de 13 como informado inicialmente. Clique aqui para acessar a listagem de presença da P66.

O Sindipetro-LP pede desculpas pelo erro a todos os trabalhadores e trabalhadoras que participaram da votação. Para seguir transparente com a categoria, a direção da entidade reconhece a responsabilidade pela informação equivocada e usará esta experiência negativa como aprendizado para aperfeiçoar o sistema de contagem e registro de votos nas assembleias das plataformas.

Sobretudo na P66, plataforma que foi lançada ao mar recentemente e teve pela primeira vez os votos dos trabalhadores contabilizados.

O assédio da empresa para aprovar a proposta
No Litoral Paulista, a proposta da empresa foi aprovada mediante forte assédio das gerências regionais. No caso da RPBC, por exemplo, em uma curiosa excepcionalidade dois ônibus foram deslocados para que a sede do Sindicato, em Santos, fosse incluída no itinerário. Gerentes do Edisa Valongo, em Santos, participaram e incentivaram outros trabalhadores para comparecer à assembleia numa clara demonstração de assédio moral.

A direção do Sindicato e da FNP indicaram a rejeição da proposta, mais uma vez, por entender que retirada de direitos não se negocia e que, se não havia condições de avançar nos itens econômicos, era ponto de honra seguir exigindo o abono dos dias parados. Neste sentido, o segundo de item de votação da assembleia foi aprovado por unanimidade: a ratificação da rejeição do desconto dos dias parados proposto pela direção da empresa.

Parabenizamos todos os petroleiros e petroleiras que compareceram a todas assembleias, que se incorporaram aos atrasos e à greve natalina. Se houve uma quinta proposta, mesmo aquém do que merecem os trabalhadores, ela é fruto da mobilização. Como lição, fica a necessidade de maior participação do conjunto da categoria nas lutas e nas assembleias – tarefa que sindicato e trabalhadores devem abraçar conjuntamente. Essa batalha se encerra, mas a guerra não.

A venda de ativos segue em curso. É preciso barrar o projeto de privatização do maior patrimônio do país.

Resumo dos votos

Sede
107 pela rejeição
96 pela aprovação
12 abstenções

Sub-sede
7 pela rejeição
14 pela aprovação
5 abstenções

Merluza
0 pela rejeição
18 pela aprovação
0 abstenções

Mexilhão
18 pela rejeição
5 pela aprovação
1 abstenção

P66
03 pela rejeição
06 pela aprovação
0 abstenções

TOTAL
135 pela rejeição
139 pela aprovação
18 abstenções

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