Kathleen Turner, uma história de vida


Aos 53 anos, a atriz lança nos Estados Unidos o livro Send Yourself Roses, em que fala de sua infância, seus trabalhos, companheiros de cena e de sua luta para superar uma grave artrite reumatóide, que limitou seus movimentos, fez com que inchasse e começasse a beber

MARIANE MORISAWA

ALICE ERARDY/STARLITE PICS

Kathleen Turner

O belo rosto, as longas pernas e a voz quente fizeram de Kathleen Turner uma das musas da década de 80. Sua grande aparição foi em Corpos Ardentes, de 1981, pouco tempo depois de começar a fazer teatro profissionalmente. Na seqüência, ela fez outros sucessos, como Tudo por uma Esmeralda (1984), Peggy Sue – Seu Passado a Espera (1986) e A Guerra dos Roses (1989). Nos anos 90, ela começou a sentir os sintomas de uma grave artrite reumatóide. Inchou em razão dos medicamentos e começou a beber.

A indústria que a tinha transformado em estrela virou as costas para a atriz. E então Kathleen retornou ao teatro, onde fez peças importantes, como A Primeira Noite de um Homem e Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, que a ajudaram a superar a doença. É essa história que a atriz conta, com ironia e bom humor, no livro Send Yourself Roses, escrito em colaboração com Gloria Feldt e editado pela Springboard nos Estados Unidos. Na obra, ela fala de seus altos e baixos, de parceiros de cena, da família, do ex-marido, Jay Weiss, de quem se separou depois de 21 anos, e da filha, Rachel. Confira:

PAIXÃO POR MICHAEL DOUGLAS
‘Por um tempo, tinha certeza de que estava me apaixonando pelo Michael (Douglas). E eu acho que ele estava se apaixonando por mim. (…) Naquele momento, eu não estava num relacionamento, e Michael e Diandra, sua mulher na época, estavam separados. Achei que não tinha problema, que estaria tudo bem. Aí a Diandra apareceu (nas filmagens de Tudo por uma Esmeralda) querendo se reconciliar. Vi que Michael não estava livre para um relacionamento. Não podíamos engatar um romance. Mas mantivemos a amizade.’

DESCULPAS DE NICOLAS CAGE
‘Nicolas Cage, o protagonista masculino, desculpou-se comigo durante anos por seu comportamento durante a filmagem de Peggy Sue. Mas devo dizer que eu nunca mais quis contracenar com ele por causa daquela experiência. Olha, ele é sobrinho do Coppola. E o Coppola verdadeiramente achava que ele poderia fazer o papel. O problema é que, quando conseguiu o papel, Nicolas quis provar que ele não estava lá por nepotismo. Então, ele ia contra tudo o que Francis queria fazer, só para mostrar que ele não estava sob a asa do tio.’

A DOENÇA

‘As juntas das minhas mãos estavam tão inchadas que eu não conseguia segurar uma caneta. Em alguns dias, não podia segurar um copo d’água. Não podia segurar minha filha.’

O ALCOOLISMO
‘Deixei os outros acreditarem no que eles quisessem sobre meu comportamento e mudanças físicas. Muitas pessoas compraram a idéia de que tinha me tornado uma bêbada. Não refutei publicamente porque acreditei que era pior que soubessem que eu tinha essa doença.

(…) Em pouco tempo, provei que eles estavam pelo menos meio certos. Enquanto a dor ficou pior, descobri que a vodca a matava maravilhosamente.’

A VOLTA POR CIMA
‘Eu me sinto diferente, melhor, quanto à minha vida pessoal e profissional. Tanta autoconfiança vem simplesmente porque alcancei essa idade muito boa. As mulheres da minha idade hoje estão estabelecendo novos níveis.’

Divulgação

Corpos Ardentes; Turo Por Uma Esmeralda; Peggy Sue
CORPOS ARDENTES

Depois de atuar no teatro por alguns anos, Kathleen Turner estreou no cinema em 1981, no papel da sexy Matty, ao lado de William Hurt. Virou símbolo sexual.

TUDO POR UMA ESMERALDA

Na produção, dirigida por Robert Zemeckis em 1984, ela fez uma romancista meio sem noção que vai à Colômbia, onde conhece o aventureiro Jack Colton (Michael Douglas). Kathleen quase se apaixonou pelo ator, de quem se tornou amiga e com quem voltou a trabalhar mais tarde.

PEGGY SUE

No filme de Francis Ford Coppola, de 1986, ela interpretou a personagem-título, uma dona de casa transportada à sua adolescência, que tem a chance de refazer sua vida. No livro, ela elogia bastante o cineasta, mas sobram várias críticas para seu colega de cena, Nicolas Cage.

Divulgação

A Guerra dos Roses; Bonita e Perigosa; A Mais Bela
A GUERRA DOS ROSES

O filme, de 1989, foi uma parceria bem-sucedida entre Kathleen Turner, Michael Douglas e o ator e diretor Danny DeVito. A atriz vive uma mulher em pé de guerra com o ex-marido: ambos se recusam a deixar a casa onde moram. A cena em que eles ficavam pendurados no lustre demorou duas semanas para ser feita.

BONITA E PERIGOSA

Kathleen Turner interpretou a detetive particular Victoria Warshawski nesta comédia de 1991, dirigida por Jeff Kanew. Em seu livro, ela conta que não ficou satisfeita com o resultado visto nas telas e que o produtor Jeffrey Katzenberg queria mudar o final para que ficasse parecido com Atração Fatal, grande sucesso da época.

A MAIS BELA

Este longa dirigido pela atriz Sally Field em 2000 é uma das mais recentes aparições de Kathleen Turner no cinema. Nesta década, ela se dedicou mais ao teatro, além de fazer participações em seriados de televisão, como Friends (como o pai travesti de Chandler), Law & Order e Nip/Tuck.

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