As 10 Cobras mais Venenosas do Brasil


 

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As serpentes mais peçonhentas do Brasil estão distribuídas em 63 espécies. Elas se dividem em duas famílias: Elapidae e Viperidae.   Classificá-las em mais ou menos peçonhentas não é uma coisa simples e requer um amplo conhecimento das espécies e suas singularidades, exceto para os especialistas.

Por isto, comumente há diferenças entre as listas que estabelecem as 10 cobras mais venenosas do Brasil.

No entanto as 10 mais popularmente conhecidas como as mais temidas em peçonha são:

Popularmente conhecidas como cobra-coral, coral ou coral verdadeira. Ocorrem no Brasil 32 espécies de Micrurus ssp e Leptomicrurus ssp. E são atribuídos a elas os acidentes Ofídicos denominados elapídicos.

Atualmente são conhecidas apenas 3 espécies de Leptomicrurus, encontradas exclusivamente na Amazônia. As Micrurus são 32 espécies ao todo e ocorrem em todo Brasil.

Apesar de serem as mais temidas e de difícil identificação, a porcentagem de acidentes pelos quais elas são responsáveis é entre 0,5 e 1% dos aci-dentes ofídicos ocorridos no Brasil.

As cobras corais verdadeiras possuem dentição proteróglifa, que consiste em dois dentes inoculadores de veneno, pequenos, não retráteis (fixos), localizados na parte anterior da maxilar superior.

O ângulo de abertura bucal da cobra coral é de aproximadamente 30° e numa cobra coral de 90 cm de comprimento, por exemplo, as presas inoculadoras de veneno alcançam apenas 2,5mm de comprimento.

As cobras corais, são serpentes de tamanho relativamente pequeno, possuem um colorido vivo e brilhante e, guardam dados intrigantes pelo fato de existirem dois tipos delas, com características bem semelhantes.

Elas são muito idênticas inclusive nas cores, o que torna muito mais difícil a sua identificação. Distinguir a cobra coral verdadeira da cobra falsa coral, não é uma tarefa fácil, sendo possível apenas através de observação minuciosa de suas presas.

Essa identificação somente é possível por meio de manuseio do animal. E isso só deve ser feito por pessoas treinadas e com preparo suficiente para executar tal manobra.

Características exclusivas das cobras corais As cobras corais, diferentes de outras cobras peçonhentas não dão botes, e por isso ao invés de picar suas vítimas, elas as mordem e através da mordida injetam o veneno. E são consideradas as mais venenosas entre as serpentes peçonhentas brasileiras.

Características que diferem a cobra coral verdadeira da falsa: A cobra coral verdadeira é peçonhenta. E pode causar a morte de uma pessoa em poucas horas, se não houver atendimento adequado e em tempo hábil.

Seu veneno é poderosíssimo.

Ao sentir-se encurralada a coral verdadeira não foge, ela enrola-se e aguarda o desfecho da briga e o momento exato para injetar sua peçonha através da mordida.

Ao contrário das cobras corais verdadeiras, as falsas corais ao sentirem-se acuadas preferem fugir.

Algumas cobras falsas corais que possuem dentição áglifa não são peçonhentas. Podem morder e causar muita dor, porém não oferecendo risco de envenenamento.

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No entanto, existem as falsas corais que possuem dentição opistóglifa. Ou seja, possuem dente inoculador de veneno, localizado na parte posterior do maxilar superior. Esta localização dificulta o contato dos dentes com a vítima. Porém, caso aconteça pode haver envenenamento.

Existem no Brasil 32 espécies diferentes de (Micrurus) cobras corais verdadeiras e 52 espécies de falsas-corais. Sendo assim, é humanamente impossível reconhecer todas essas espécies sem ter tido preparo anterior.

Sequência de anéis- é verdadeira ou Falsa?

No passado acreditava-se que uma forma rápida e simples de diferenciar a cobra coral verdadeira da falsa, era observando a sequência de anéis que cada uma delas apresentava no corpo.

Em muitos relatos: alguns especialistas, afirmavam que as cores vermelhas nas cobras corais peçonhentas não se juntavam às pretas. Essas duas cores eram separadas por uma terceira, que seria a cor branca ou amarela.

Atualmente com a infinidade de cobras corais, esta versão não é mais confirmada com 100% de certeza. Pois existem as cobras corais que possuem a sequência de anéis vermelhos e pretos ligados, no entanto, são falsas (não peçonhentas).

Porém existem às que possuem a sequência de anéis ligados e, nas mesmas cores e são peçonhentas. Exemplo: estas cobras coral a seguir é peçonhenta, e as cores vermelha e preta se unem. E esse é apenas um exemplo de muitos outros existentes.

Porém se você for mesmo uma pessoa esperta não acredite nesse mito. Vermelho com amarelo perto, fique mais esperto (a). Vermelho com preto ligado, tenha cuidados dobrados.

Coral Verdadeira

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Às leptomicrurus collaris são cobras de tamanho geralmente pequeno. Se caracterizam pelo colorido brilhante e vistoso. Possui costumes fossoriais, isto é vive sob a terra. As corais verdadeiras são cobras ovíparas.

As características que as fazem as mais peçonhentas são: tipo de veneno neurotóxico que atinge o sistema nervoso causando dificuldades respiratórias e prejudicando o funcionamento do diafragma.

A vítima sente dormência no local da picada e pode morrer em poucas horas caso não seja socorrida rapidamente. Para um tratamento eficaz é usado o soro antielapídico intravenoso.

2- Cascavel (Crotalus durissus)

http://cobrasvenenosas.com/crotalus-durissus-cascavel

Às serpentes peçonhentas popularmente conhecidas como cascavel, boicininga e maracambóia estão presentes nos cerrados do Brasil central, nas regiões áridas e semi-áridas do Nordeste, nos campos e áreas abertas do Sul, Sudeste e Norte.

Elas são responsáveis por 7,7% dos acidentes ofídicos no Brasil. Entre os grupos causadores de acidentes, é o gênero que apresenta a maior taxa de letalidade com 1,8%. Na Amazônia, a cascavel está presente nas manchas de campos e cerrados. Atualmente são cinco subespécies registradas no Brasil.

(Crotalus durissus cascavella, Crotallus durissus collilineatus, Crotalus durissus marajoenis, Crotalus durissus ruruima e Crotalus durissus terrificus).

As cascavéis Podem atingir 1,6 m de comprimento. Possuem um chocalho na ponta da cauda, que aciona ao perceber a aproximação de uma pessoa ou animal. Tocando o guizo ou chocalho, ela dá um alerta procurando anunciar sua presença.

principais sintomas nas vítimas de Acidentes Crotálicos!

A ação neurotóxica é produzida pela crotóxina. A crotóxina é uma neurotoxina de ação pre-sináptica, que atua nas terminações nervosas, inibindo a liberação de acetilcolina.

Esta inibição é o principal responsável pelo bloqueio neuromuscular do qual decorrem as paralisias motoras apresentadas pelas vítimas das picadas dessas serpentes.

A ação miotóxica produz lesões de fibras musculares esqueléticas, com liberação de enzimas e mioglobina para o sangue, que são posteriormente excretadas pela urina.

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Em estudos anteriores a mioglobina excretada na urina era apontada como hemoglobina, atribuindo-se ao veneno uma atividade hemolítica. No entanto estudos mais recentes não demonstraram a ocorrência de hemólise nos acidentes ofídicos com humanos.

A ação Coagulante decorre de atividade do tipo trombina que converte o fibrinogênio diretamente em fibrina. O consumo do fibrinogênio pode levar à incoagulabilidade sanguínea. E, geralmente as manifestações hemorrágicas quando presentes são discretas.

Os sintomas apresentados numa vítima de picada de uma cascavel são:

edema discreto ou ausente, dor discreta ou ausente, parestesia, ptose palpebral, diplopia, visão turva, urina avermelhada ou marrom. Insuficiência respiratória aguda em casos graves.

Ocorre o aumento de tempo de coagulação sanguínea, e a vítima pode falecer por insuficiência renal aguda. As infecções secundárias por bactérias são pouco frequentes.

Suspeita-se que, nas famílias das cascavéis (Crotalus durissus ruruima), existam animais com veneno de coloração branca (ação neurotóxica, miotóxica e coagulante). Outro amarelo (ação proteolítica e hemorrágica).

Em seguida vem a Cascavel que é uma serpente cuja característica principal é o chocalho, formado por muitos guizos na ponta da cauda. Essa serpente tem seu habitat em áreas abertas como campos e cerrados.

Considerada como a 2ª serpente mais peçonhenta das Brasileiras, e, é uma das serpente que completa a lista das 10 mais peçonhentas do mundo.

3- Surucucu pico-de-jaca (Lachesis muta)

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Os acidentes laquéticos são causados pela cobra surucucu pico de jaca. Considerada uma das maiores serpentes venenosas do mundo. Pode ultrapassar os 4 metros de comprimento, e suas presas podem chegar a 2,5 cm ou mais.

A surucucu-pico-de-jaca é a maior serpente peçonhenta das Américas. No Brasil, ocorre na Amazônia, na Mata Atlântica e no Rio de Janeiro. Os nomes populares dessa cobra dependem de região. São chamadas: Surucucu-pico-de-jaca. Pico-de-jaca, Bico-de-jaca, Surucucu-cospe-fogo, Surucucu-apaga-fogo, surucutinga, entre outros nomes atribuídos a ela.

Existe estado Brasileiro, em que a surucucu é chamada de cascavel por algumas pessoas. Essa troca de nome da serpente pode causar confusão nas informações do paciente ao profissional da saúde, induzindo-o a errar no seu diagnóstico.

Os sintomas dos acidentes laquéticos são semelhantes aos acidentes causados pelas jararacas (Botrópicos). Com dor, edema e equimose que podem progredir para todo o membro afetado. Também pode ocorrer formação de bolhas, gengivorragia e hematúria.

Os acidentes laquetícos, diferem dos acidentes botrópicos devido ao quadro neurotóxico, que não são apresentados nos acidentes os quais as jararacas se envolvem.

Já os sintomas dos acidentes laquéticos são: bradicardia, hipotensão arterial (Pressão sanguínea baixa), sudorese, vômitos, náuseas, cólicas abdominais e diarréia. A vítima poderá falecer por insuficiência renal aguda.

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É um veneno perigoso e letal. Em casos de picada a vítima deve ser levada para socorro médico imediato. Para o tratamento é usado o soro
antilaquético/antibotrópico laquético.

4-(Bothrops Neuwiedi)

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bothrops-neuwiedi-jararaca-boca-de-sapo

http://cobrasvenenosas.com/Bothrops Neuwiedi, Jararaca pintada. Jararaca verdadeira, Boca de Sapo.

A bothrops Neuwiedi assim como as outras jararacas, são extremamente venenosa. Essa espécie de serpentes fazem parte da família Viperidae. No Brasil pode ser encontrada nos Estados de Rondônia, Pará, Amazonas, Mato Grosso entre outros estados do território nacional.

É uma das serpentes mais perigosa da espécie. Seu veneno atua de forma proteolítica, causando diversos sintomas como exemplo: náusea, vômitos, hematoma local, falência dos rins e hemorragia intracraniana. O soro usado para tratamento é o antibotrópico.

5- Jararacuçu (Bothrops jararacuçu)

A Jararacuçu é uma cobra bastante perigosa. Em uma só picada ela é capaz de injetar grande quantidade de toxina. O veneno inoculado tem o poder de causar grande dano como exemplo: Hemorragia, edema local, além de destruir os tecidos e causar sérias complicações.

Estas cobras são encontradas geralmente em florestas, por isto elas têm menos contato com as pessoas e a ocorrência de acidentes causados por elas é menor. Mas nem por isso, deixa de ser de alta periculosidade. O soro usado para tratamento é o antibotrópico

6-  Caiçaca (Bothrops moojeni)

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Esta cobra apresenta grande semelhança com a jararaca. Vive em regiões de todo o Brasil, com exceção da região Norte.

Vista pelo seu alto grau de periculosidade e toxina, não é atoa que esta serpente ocupa a 6ª posição como uma das mais temida entre as serpente peçonhenta Brasileiras. Seu veneno é muito perigoso e com certeza letal, em caso de demora no atendimento.

A inoculação do veneno da caiçaca, causa necrose nos músculos, dores, inchaço local e hemorragia. Em caso de picada desta cobra é muito importante a aplicação do soro em menos de 4 horas. O soro usado para tratamento é o antibotrópico.

7- Cobra Cotiara – (Bothrops fonsecai)

Esta cobra mede em torno de 90 centímetros. É muito peçonhenta. Ela habita a região Sudeste sendo encontrada no sul do Rio de Janeiro e sul de Minas e nordeste de São Paulo. Em caso de acidente é preciso que a vítima seja medicada com o soro em menos de 4 horas para evitar complicações mais graves.

Esta serpente ocupa a 7ª colocação em peçonha. Tem o tamanho relativamente pequeno considerando com outras cobras da sua família.
A prova da sua periculosidade já é mostrada na posição que ocupa no hanking das peçonhentas Brasileiras.

Seu veneno é necrosante e hemorrágico. Em caso de acidentes com esta cobra, o soro utilizado deve ser o anti-botrópico.

8- Urutu cruzeiro (Bothrops Alternus)

bothrops-alternatus

Vista como a 8ª cobra + temida das peçonhentas Brasileiras. A bothrops alternatus Possui um veneno de alta toxicidade. É uma das cobras mais peçonhenta do Brasil.

Possui presas solenóglifa. Isso já indica que a dentição da urutu é dotada com orifício central como nas agulha de seringa para injetar em suas vítimas o veneno que é produzido pelas glândulas.

A expectativa de vida desta cobra gira em torno de 20 anos. É uma cobra agressiva quando se sente ameaçada. É dotada de grande rapidez no bote. Característica que impede que suas presas escapem. Pode chegar até a um (1,50) metro e meio.

Seu veneno é necrosante, hemorrágico e coagulante. Essa serpente se alimenta principalmente de pequenos roedores. A reprodução da urutu é vivípara – não põe ovos, os filhotes já nascem prontos.

Em suas ninhadas nascem de 10 a 15 filhotes de cada vez. Tem hábito noturno. As urutus vivem nos cerrados e banhados do sul do Brasil, do Paraguai, Uruguai e Argentina. O soro usado para combater o veneno da urutu é o anti-botrópico.

9- A jararaca-verde (Bothrops bilineatus)

bothrops-bilineatus. Jararaca Verde

É uma cobra com alto poder em seu veneno. Sua toxina é semelhante à da jararaca. É uma cobra arborícola, isto é mora nas árvores.

Ela faz excelente camuflagem pois sua pele é completamente verde. Para os seres humanos seu ataque pode ser fatal pois ela ataca sempre a cabeça ou o pescoço.

10- Jararaca-de-alcatrazes (Bothrops alcatraz)

Bothrops-alcatraz-jararaca

Esta cobra foi encontrada pela primeira vez em uma ilha de nome Alcatrazes no litoral de São Paulo ao Norte. Em questão de veneno é semelhante à jararaca. Conforme fontes de pesquisas ela está entre as serpentes mais peçonhentas do Brasil.

As jararacas de alcatrazes são extremamente peçonhentas e perigosas à saúde humana. Em pesquisas feitas recentemente, as mesmas, devido a degradação do seu habitat natural, estão correndo sérios riscos de extinção. A sua coloração e tamanho desta serpente podem se alterar.

Caso você ache estas informações interessante, curta e deixe seu comentário.

Um abraço! Batista


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