XISTO PÕE OS EUA NO TOPO DA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO


2014

Os EUA estão superando a Arábia Saudita como maior produtor mundial de petróleo e subprodutos. A tendência mostra como a alta da produção no país redesenhou o mundo da energia.

A produção dos EUA de petróleo e subprodutos, como etano e propano, foi equivalente à da Arábia Saudita em junho e em agosto, em cerca de 11,5 milhões de barris/dia, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o órgão de vigilância do mercado petrolífero sustentado pelos países ricos.

Se esse boom da produção americana continuar no mesmo ritmo, o país deverá ultrapassar a Arábia Saudita neste mês ou no próximo, pela primeira vez desde 1991.

Riad enfatizou que a crescente participação dos EUA não deverá ofuscar o papel decisivo da Arábia Saudita nos mercados de petróleo. O país diz ter capacidade para aumentar sua produção em 2,5 milhões de barris/dia, se necessário, para equilibrar oferta e demanda.

O príncipe Abdulaziz Bin Salman Bin Abdulaziz, vice-ministro saudita do Petróleo, disse no início do mês que o reino era “o único país com capacidade ociosa utilizável de produção de petróleo”.

Mas mesmo as autoridades sauditas não negam que a ascensão dos EUA a maior produtor mundial de petróleo – com uma dianteira ainda maior se se contar também sua produção de biocombustíveis, de cerca de 1 milhão de b/d – desempenhou um papel decisivo na estabilização dos mercados.

Os preços mundiais do petróleo caíram nos últimos dois anos, apesar dos combates na Síria, no Iraque e na Líbia e do conflito entre Rússia e Ucrânia.

O petróleo tipo Brent atingiu na semana passada a sua menor cotação em dois anos, a US$ 95,60 o barril, abaixo do pico de mais de US$ 125 do início de 2012. Nesse período, a expansão da produção dos EUA, de mais de 3,5 milhões de b/d, quase se equiparou ao aumento da oferta mundial de petróleo como um todo.

O setor petrolífero americano sofreu uma transformação radical com a revolução do xisto. Avanços nas técnicas de fratura hidráulica e de prospecção horizontal permitiram a exploração de campos, especialmente no Texas e na Dakota do Norte, há muito tempo considerados comercialmente inviáveis.
Os preços do petróleo, que estão elevados pelos padrões de uma década ou mais atrás, tornaram lucrativo o emprego dessas técnicas para extrair o óleo.
A produção americana de petróleo alcançou 8,87 milhões de b/d no início deste mês, ante os 5 milhões de b/d de 2008, e deve romper a marca de 9 milhões de b/d até o fim do ano.
A produção americana de agosto ainda era inferior à da Arábia Saudita, de cerca de 9,7 milhões de b/d, e à da Rússia, de 10,1 milhões de b/d. A liderança geral dos EUA se deve à sua maior produção de gases naturais decorrentes da extração de petróleo, como o etano e o propano, que têm um teor energético menor e são frequentemente empregados como matéria-prima para a indústria petroquímica.
Ainda assim, pela tendência atual, os EUA poderão alcançar a Arábia Saudita e a Rússia em produção unicamente de petróleo no fim da década.

Xisto põe os EUA no topo da produção de petróleo – Ed Crooks e Anjli Raval ( Financial times, de Nova York e Londres) – Valor – 30/09/2014

Os EUA estão superando a Arábia Saudita como maior produtor mundial de petróleo e subprodutos. A tendência mostra como a alta da produção no país redesenhou o mundo da energia.A produção dos EUA de petróleo e subprodutos, como etano e propano, foi equivalente à da Arábia Saudita em junho e em agosto, em cerca de 11,5 milhões de barris/dia, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o órgão de vigilância do mercado petrolífero sustentado pelos países ricos.Se esse boom da produção americana continuar no mesmo ritmo, o país deverá ultrapassar a Arábia Saudita neste mês ou no próximo, pela primeira vez desde 1991.Riad enfatizou que a crescente participação dos EUA não deverá ofuscar o papel decisivo da Arábia Saudita nos mercados de petróleo.

O país diz ter capacidade para aumentar sua produção em 2,5 milhões de barris/dia, se necessário, para equilibrar oferta e demanda.O príncipe Abdulaziz Bin Salman Bin Abdulaziz, vice-ministro saudita do Petróleo, disse no início do mês que o reino era “o único país com capacidade ociosa utilizável de produção de petróleo”.Mas mesmo as autoridades sauditas não negam que a ascensão dos EUA a maior produtor mundial de petróleo – com uma dianteira ainda maior se se contar também sua produção de biocombustíveis, de cerca de 1 milhão de b/d – desempenhou um papel decisivo na estabilização dos mercados.Os preços mundiais do petróleo caíram nos últimos dois anos, apesar dos combates na Síria, no Iraque e na Líbia e do conflito entre Rússia e Ucrânia. O petróleo tipo Brent atingiu na semana passada a sua menor cotação em dois anos, a US$ 95,60 o barril, abaixo do pico de mais de US$ 125 do início de 2012. Nesse período, a expansão da produção dos EUA, de mais de 3,5 milhões de b/d, quase se equiparou ao aumento da oferta mundial de petróleo como um todo.O setor petrolífero americano sofreu uma transformação radical com a revolução do xisto. Avanços nas técnicas de fratura hidráulica e de prospecção horizontal permitiram a exploração de campos, especialmente no Texas e na Dakota do Norte, há muito tempo considerados comercialmente inviáveis.Os preços do petróleo, que estão elevados pelos padrões de uma década ou mais atrás, tornaram lucrativo o emprego dessas técnicas para extrair o óleo. A produção americana de petróleo alcançou 8,87 milhões de b/d no início deste mês, ante os 5 milhões de b/d de 2008, e deve romper a marca de 9 milhões de b/d até o fim do ano.A produção americana de agosto ainda era inferior à da Arábia Saudita, de cerca de 9,7 milhões de b/d, e à da Rússia, de 10,1 milhões de b/d.

A liderança geral dos EUA se deve à sua maior produção de gases naturais decorrentes da extração de petróleo, como o etano e o propano, que têm um teor energético menor e são frequentemente empregados como matéria-prima para a indústria petroquímica.

Ainda assim, pela tendência atual, os EUA poderão alcançar a Arábia Saudita e a Rússia em produção unicamente de petróleo no fim da década.

Fonte: Valor Econômico

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