Espiritismo e relações amorosas


31 de outubro de 2012   Comportamento, Família, Sexualidade   144 Comentários

Espiritismo e relações amorosas

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Através do espiritismo sabemos que grande parte das relações amorosas acontece entre espíritos conhecidos de há muito tempo.

Você acredita que nos encaminhamos para um novo tempo, em que as coisas serão melhores? Você é capaz de perceber que as mudanças já começaram? Nós vivemos durante muitos séculos com o mesmo modelo de sociedade, com o mesmo formato de família, em que cada um tinha o seu papel muito bem definido.

Hoje há formatações familiares e amorosas para todos os gostos.

A maior evidência de que estamos atravessando um período de transição é a velocidade com que os costumes e as opiniões estão mudando.

A Terra está deixando de ser um planeta de provas e expiações para se tornar um planeta de regeneração. Para isso você e eu estamos nos regenerando.

Você sabe que é espírito imortal e que já reencarnou muitas e muitas vezes neste nosso planeta Terra.

Pois agora é o momento de abandonarmos nossos velhos preconceitos, nossos padrões culturais ultrapassados.

Não sabemos exatamente como vai ser. Não sabemos qual a estrutura da nova sociedade que vai surgir. Justamente por não sabermos é que a sociedade atual vai testando todos os meios possíveis de se alcançar mais liberdade, mais harmonia, mais amor. Para os mais conservadores os novos modelos familiares parecem o caos. Mas é dessa bagunça que virá a solução.

Todos estão procurando a melhor maneira de viver um relacionamento amoroso e familiar. Há uma tentativa desesperada de vivenciar o amor, e com isso antigos padrões vão sendo derrubados e surgem novas possibilidades. Metade das crianças tem os pais separados. É uma pena, pois você sabe que a criança perde a inocência quando se dá conta de que seus pais se separaram.

O modelo padronizado, que estamos acostumados a seguir há séculos, é pai, mãe e filho. É o modo natural de formar referências.

Mas é claro que isso funciona quando o relacionamento é o ideal, e a maioria não é. Nunca houve tantas tentativas de se formar um lar, e nunca houve tantos lares desfeitos. Todos têm se permitido testar, casando e descasando, assumindo filhos do parceiro ou juntando filhos de suas uniões anteriores.

Sabemos que grande parte dos relacionamentos amorosos acontece entre espíritos conhecidos de há muito tempo, que voltam a se encontrar na tentativa de consertar antigos estragos, com o propósito de harmonização, perdão e aprendizado. Quando um casal se separa está na verdade interrompendo esse processo de reajuste, adiando para outra oportunidade o reajuste necessário. O problema é que da próxima vez pode ser em piores condições…

Por outro lado, sabemos que há uniões em que se torna impossível a convivência harmônica, e que por questões de segurança física, mental ou emocional estão fadadas ao fracasso.

Pela primeira vez em nossa trajetória espiritual neste planeta há uma liberdade tão grande na escolha de parceiros, e isso deixa claro que todos buscam o amor. Mas essa busca ainda é imatura, pois para amar é preciso entrega, e não é isso o que se vê. Ainda se quer mais ser amado do que amar…

Também nunca se viu tanta solidão.

Mesmo em pessoas que se relacionam com outras, se observa a solidão íntima, pois não há entrega de parte a parte, talvez por medo de se tornar dependente emocionalmente de alguém, talvez por esperar que possa aparecer alguém mais interessante, talvez por desacreditar que ainda possa existir amor verdadeiro.

Dessa bagunça de filhos de pais separados, de segundos e terceiros casamentos, de padrastos e madrastas e enteados, de pais e mães solteiros, de casais homossexuais buscando reconhecimento e respeito em suas tentativas de formar núcleos familiares, vai surgir uma nova sociedade. As experiências que se mostrarem erradas não serão repetidas; os modelos familiares que não derem certo serão deixados de lado; a liberalidade vai virar liberdade.

Todo aprendizado se dá pelo amor ou pela dor. Quem conseguir amar e ser amado, quem encontrar harmonia no meio dessa sociedade em ebulição, terá aprendido a lição. Quem não conseguir amar, aprenderá pela dor. E você sabe, eu sei, todo mundo sabe que brincar com sentimentos dói. Quem se perde nessa aventura de sexo livre e procura interminável pelo parceiro ideal, fere muitos sentimentos alheios. E quem fere será ferido…

Estamos construindo o amanhã.

E o amanhã é para nós mesmos.

No nosso próximo passeio pela Terra vamos conferir o resultado de tantas experiências!

Antes de comentar, leia este artigo: Espiritismo e os relacionamentos amorosos

144 comentários para Espiritismo e relações amorosas

  1. NF disse:

    Obrigada pela Orientação

    Acontece que agora não estou vendo mais meu ex Marido, mas sinto falta dele, pelo menos acho que sinto, e às vezes quero terminar com esse rapaz e voltar de vez pro ex.
    Mas estou em dúvida o que fazer não sei qual caminho seguir pois não quero magoar nenhum dos dois e sei que por mais que eu não esteja vendo mais meu ex ele sempre fala com os amigos que voltaria pra mim mas tenho medo dele não mudar e as brigas a ausência dele continuar.

  2. Morel Felipe Wilkon disse:

    Mel, poderíamos atribuir isso a uma ligação anterior entre vocês, isso é muito comum, que espíritos já ligados um ao outro se reencontrem para tentar o reajuste de algo que fizeram de errado em outra existência.
    Mas, independentemente de ligações anteriores, isso é uma característica humana, em todas as relações. Vemos pontos positivos e negativos em quase tudo; somos atraídos por coisas, situações ou pessoas que nos dão algum prazer. Pessoas são atraídas para o álcool, cigarro, drogas, jogo, comida em excesso, sexo pago ou desregrado, para profissões que envolvam risco, para pessoas negativas, mesmo sabendo que podem se arrepender por se deixarem atrair. Quantas pessoas tentam emagrecer, fazem regimes, mas sempre acabam “caindo em tentação”, quebrando o regime, comendo escondidas de si mesmas? São fraquezas humanas, só isso. As decisões racionais nem sempre são acompanhadas da obediência das emoções ou sensações.

  3. Morel Felipe Wilkon disse:

    NF, é você quem deve decidir. Ninguém pode tomar decisões por você. Mas para que você seja capaz de tomar qualquer decisão você deve sair da posição cômoda em que você está, encontrando-se com os dois alternadamente.
    Reflita sobre a sua vida; pense no que será a sua vida daqui a alguns anos. Pense no que você está fazendo dos seus afetos.

  4. Mel disse:

    Morel Boa Noite,
    Há 14 anos atrás conheci meu primeiro namorado. Logo no início do namoro vieram os atritos devido a traição dele. Como era muito nova, inexperiente e apaixonada por ele eu o aceitei de volta. Porém ele sempre foi uma pessoa indecisa, quando eu estava por perto ele não me queria, mas quando ele percebia que eu vinha me afastando ele voltava a me procurar. Com uns 3 anos de namoro, engravidei do nosso primeiro filho, porém tive um aborto espontâneo. Depois de uns 6 anos de namoro, ele terminou comigo e conheceu outra pessoa, mas ainda sim me procurava. Depois de muito tempo ele terminou com ela, mas ela já havia engravidado dele. E eu sem saber voltei para ele e engravidei logo no início da nossa volta. O filho dele com ela sobreviveu e o meu morreu com apenas alguns dias. Isso foi o fim da nossa relação, porém ele novamente voltou a me procurar em um momento de desespero dele. Gostamos muito um do outro, mas infelizmente tudo começa a dar errado quando resolvemos voltar. O que pode ser isso? Um relacionamento fracassado, mas que ambas as partes não conseguem desapegar?

  5. NF disse:

    Boa tarde!

    Gostaria de uma luz de clareza, para que essa dúvida cruel saia do meu peito,

    Bem, minha história é o seguinte: fui casada há 3 anos e 3 anos de namoro, sempre achei meu marido afastado, não gostava de sair comigo, sempre saia sozinha ou com a família e sempre na cobrança de sair comigo, levada uma vida de solteira só que casada mas nunca desrespeitando com traição e tal, mas estava cada vez mais desgastado nosso casamento, as brigas estavam sendo feias com agressão algumas vezes, certo dia encontrou uma ex paixão pelo face, namorinho de infância, e ele estava casado também tem um filho mas tinha mesma queixa com sua esposa e conversando resolvemos nos encontrar, o primeiro encontro foi até normal, conversamos como amigos mas sempre trazendo as problemáticas dos nossos casamentos, começamos a conversar por telefone, por SMS e quando foi no segundo encontro nos beijamos (ta aí a primeira traição) só que meu marido ainda continuava frio e essa pessoa supria minha tristeza nisso.
    Certo dia houve um convite pra irmos para praia, chamei meu EX marido e como sempre ele não quis ir, houve muito trânsito na volta e nos perdemos, cheguei em casa 02:00 da manhã.
    Com ele me expulsando de casa, tentei explicar e de nada adiantou, ele soltou SIC é o favor que você me faz.
    Na segunda peguei minhas coisas e fui pra casa da minha mãe, quando foi na quarta ele me liga chorando pedindo pra voltar mas estava magoada com a expulsão e nisso o rapaz também estava separando da Esposa porque já estavam conversando que não iria dar certo os dois junto e tal
    RESOLVI FICAR COM ESSE RAPAZ só que acabei envolvendo com os dois de semana ficava com o meu ex marido e de final de semana com esse rapaz só que só sinto falta do meu ex quando esse meu novo relacionamento não esta porque só vejo ele de final de semana. Meu Ex falou que iria mudar mas tenho medo e culpa também que por mais que não foi por minha culpa a separação dele pelo motivo de ser a segunda vez que ele se separa sinto essa culpa, e vejo que ele gosta bastante de mim até mais que meu ex. Mas tenho muita dúvida no que fazer pois meu ex está sofrendo, está conhecendo pessoas novas mas é gente que não presta, sendo que ele nem gostava de sair. Agora ele diz que vai seguir a vida dele que é pra ir atrás quando eu quiser voltar pra casa mas como esposa.
    Não sei o que fazer, às vezes sinto que gosto dele mas quando estou com ele já não tenho essa certeza.
    Pior que a gente briga mas sempre a gente da um jeito de se encontrar.
    Aí a gente se envolve e depois ele tenta voltar, eu me esquivo aí a gente briga e fala que nunca mais vai se ver mas acaba dando um jeito.
    Se puder me ajudar de alguma forma eu agradeço.
    Ps: nosso divórcio já saiu e choramos muito nesse dia.

  6. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marcia, as dificuldades de relacionamento que temos hoje não são sinal de que tenhamos sido, necessariamente, pessoas más no passado. Mas é algo que devemos aprender, possivelmente até mesmo para que saibamos que a felicidade não depende de ninguém. Pois, por melhor que seja a companhia de alguém não podemos jamais depender de algo ou alguém para sermos felizes. A felicidade é uma condição interna.

  7. Marcia Emilia disse:

    Gostei muito, Morel, do seu texto… sou espírita, acredito muito no livre arbítrio e em vidas passadas, mas acho que fui uma pessoa má no passado e nesta vida atual não consigo encontrar ninguém. Você acredita que isso pode realmenter acontecer?

  8. Martinelly disse:

    Morel, gostei muito dos seus comentários. Eles me fizeram pensar muito sobre muitas coisas. Obrigada!

  9. Naiara disse:

    Muitíssimo obrigada Morel!
    É uma pena que sejamos tão pequenos ainda, e ainda temos dificuldade em compreender e se libertar da nossa pequenez.
    Deus sabe que nunca desejei mal a nenhum dos dois, o quanto era solidária a dor dela, pois era igual a minha no meio da confusão sentimental em que ele se encontrava. Vou continuar buscando elevar meus sentimentos e me livrar da magoa infundada. E já estou orando por eles, toda vez que um pensamento de ciúme me vem a mente.
    Enfim, nada é por acaso afinal. OBRIGADA por dedicar seu tempo iluminando, esclarecendo com seus conhecimentos da doutrina aqueles que ainda não chegaram ao seu grau de instrução. Parabéns pelo site!

  10. Morel Felipe Wilkon disse:

    Naiara, como estudante da Doutrina Espírita você deve saber que não há segredos para vencermos a nós mesmos, a não ser o nosso próprio esforço. E o início deste esforço é a conscientização, que de sua parte, já existe, o que é um grande passo.
    é importante a compreensão de que não há culpados. Vocês três são ligados, de alguma forma, e nenhum agiu deliberadamente com má intenção. Não adianta, também, lamentar, agora, os possíveis erros que você tenha cometido na sua relação com ele. Apenas aprenda com os erros que você perceber que cometeu. É para isso que servem estas experiências.
    A palavra perdão, quando mencionada por Jesus nos Evangelhos, trazia originalmente um sentido diverso do que costumamos atribuir a esta palavra hoje. A palavra grega que foi traduzida como “perdoar” é “aphiemi”, que significa libertar, soltar, desligar. Quando Jesus nos ensina a perdoar não está se referindo a desculpar, mas a desligarmo-nos dos acontecimentos. Então, no seu caso, não são as pessoas envolvidas que devem ser perdoadas, mas deve haver o desligamento dos fatos ocorridos. Perdoe, ou seja, desligue-se dos fatos. Vocês três são espíritos, filhos de um mesmo Pai. Quando oramos “Pai nosso que estais no céu” estamos dizendo que ele é pai nosso, de nós todos, então temos a mesma origem e o mesmo destino. Não permita que esta situação, que muito provavelmente é um resgate de seus erros passados, permaneça negativa. Ore por eles, por eles dois e pelo espírito que está vindo por intermédio deles. A única maneira de você se livrar de sentimentos baixos e elevando os sentimentos. Ore por eles, deseje o bem deles todos, agradeça a Deus pela oportunidade de aprendizado que você está tendo e não jogue fora a chance de se libertar de um problema cármico que talvez lhe acompanhe há muito tempo.
    Perceba o quanto você já compreende em relação à maioria das pessoas. Poucos tem a conscientização que você tem. Poucos percebem que o sofrimento de hoje corresponde a uma causa provocada por nós mesmos. Se você chegou até aqui, dê mais um passo; desligue-se.
    Ore com sinceridade. Recolha-se intimamente e agradeça a Deus. Abençoe a eles todos e deseje a felicidade para eles. Você pode.

  11. Naiara disse:

    Olá Morel. Vim parar sem querer na sua página, procurando por respostas de um outro assunto e, lendo dos comentários das pessoas, resolvi contar um pouco do meu caso, só pra confirmar minha opinião sobre o assunto, na verdade… Pois também estudo a doutrina espírita e tenho tentado me adequar já há algum tempo.
    Então. Há três anos atrás eu me encantei por uma pessoa que trabalhava comigo, ele estava prestes a se divorciar, e assim que o fez ficamos juntos. Acho até que eu influenciei um pouco a decisão dele pelo divórcio, pois, embora não tivesse acontecido nada enquanto ele estava casado, nossa afinidade fazia com que um ar de paquera ficasse quase explícito.
    Enfim, ele se divorciou e começamos a namorar, namoro esse que ora me fazia a mulher mais feliz do mundo, ora me causava uma tristeza visceral, pois ele sempre oscilava entre mim e a ex-esposa, declarando-se confuso. Entre muitas idas e vindas dele comigo e com a ex-esposa, durante três anos, eu aprendi muita coisa com ele. Ficava perturbada com o sentimento puro que tinha por ele, tentando ajudá-lo a se sentir melhor consigo, por muitas vezes até o aconselhei a retomar o casamento, mas ele dizia que não dava mais, que o amor que ele guardava por ela (que é prima carnal dele) agora era coisa de amigo… E que eu tinha absolutamente tudo que ele queria em uma mulher, em todos os aspectos. Porém sempre brigávamos, por meu ciúme com a relação dele com ela (de proximidade), ou por ele vacilar e por causa da insistência dela acabar ficando com ela, ou porque ele não me apresentava a família dele, porque ela ainda gostava dele e ele não queria machucá-la, enfim… Sempre tinha algum motivo pra terminarmos mas também sempre nos perdoávamos e acabávamos retomando o relacionamento. E quando não estávamos juntos e ele tinha “recaídas” com ela, também nunca a reassumiu como esposa.
    Sofri muito com tudo que me permiti passar com ele, fiquei também muito feliz e plena quando estávamos bem, pois realmente parecia que tínhamos algo de outras vidas. Aliás, acho que eu, ele e a ex tínhamos algo pra reparar através do outro.
    Acontece que no final do ano passado depois de 4 meses separados retomamos o namoro… Passamos três meses juntos e muito bem, até que eu comecei a ter umas sensações ruins em relação a estarmos juntos. Passei as duas semanas anteriores ao natal muito aflita em relação a ele e eu não sabia do que se tratava. Estava com um pressentimento ruim, mas não sabia o que era, era como se eu estivesse ficando louca, porque chorava sozinha, ficava nervosa e não tinha um motivo. Até que, um dia após o natal, ele me ligou pra dizer que no almoço do dia 25 de dezembro, a ex anunciou pra família toda que estava grávida de 3 meses e semanas dele. Ou seja, ela engravidou no período em que eu e ele estávamos separados.
    Minha vida ficou de cabeça pra baixo. Embora não queira alimentar o sentimento, me sinto muito mal, sinto inveja, ciúmes, orgulho ferido. Tenho travado uma luta diária comigo pra me livrar desses sentimentos e esquecê-lo, pois sei que filhos são bênçãos divinas, e que eles realmente devem ficar juntos, embora ele tenha dito que não retomará o casamento com ela.
    Bom, querido colega… O que devo fazer pra me livrar mais rápido desses sentimentos ruins de ciúme, orgulho ferido… Estou me sentindo muito mal por estar tendo esses sentimentos baixos.

  12. Morel Felipe Wilkon disse:

    Talvez seja um espírito familiar lhe avisando sobre uma possível alternativa afetiva.

  13. Maria disse:

    Olá, Morel! Há um mês terminei um relacionamento, e uns dias atrás tive um sonho! Sonhei que estava em minha casa, e vejo um senhor todo vestido de branco, mas não consigo lembrar do rosto dele! Ele me pergunta algo que também não lembro e respondo: Mas, eu ainda não estou preparada para outro relacionamento.”
    Parecia muito real, acordei um pouco assustada. O que você acha?

  14. Morel Felipe Wilkon disse:

    Dayane, você é madura suficiente para considerar a hipótese de que isso seja apenas paixão. Há espíritos que já desenvolveram uma maior capacidade de amar, e este deve ser o seu caso. É possível, sim, que vocês já tenham convivido em outras existências e que você sinta uma necessidade íntima de ajudá-lo, esclarecê-lo, guiá-lo, já que ele parece volúvel e infantil. Às vezes reencarnamos com compromissos assim, são reajustes ou tarefas que nos propusemos.
    Não há como ter certeza disso. Por isso não aposte tudo nele. Pode ser que haja um laço entre vocês mas também pode ser apenas que ele tenha despertado a sua capacidade de amar. Não crie expectativas; temos que ser felizes por nós mesmos, não podemos depender dos outros para a nossa felicidade.

  15. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marcia, Atraímos e somos atraídos irresistivelmente por pessoas com quem tenhamos laços significativos. Amor e ódio ligam os espíritos através dos séculos, às vezes milênios. Essa ligações podem ser interrompidas quando o sentimento de amor é elevado, e cada um pode continuar a sua escalada evolutiva individual, sem se enredar no apego; ou podem ser sanadas ou terminadas quando há o perdão ou o entendimento entre os contendores. A palavra perdoar, no sentido que nos é trazido nos Evangelhos, tem justamente este significado: desligar.
    Então, se é verdade que podemos ser atraídos por pessoas “certas”, como quem nos afinizamos, também é verdade, e muito mais comum em nosso estágio evolutivo, que somos atraídos por espíritos que reencarnam próximos de nós para que nos reajustemos uns com os outros.
    A maior causa das obsessões crônicas são os problemas amorosos:traições, abandono, rejeição, assassinatos passionais.
    Não podemos subir um degrau evolutivo sem superar a prova equivalente ao degrau em que estamos. Se esta prova é um relacionamento difícil, não podemos simplesmente fugir dela. Isto é adiar esta prova para um futuro provavelmente com circunstâncias mais difíceis.
    Somos responsáveis pelos nossos afetos e pelos compromissos que firmamos. O abandono destes compromissos acarreta, inevitavelmente, “carma” entre as pessoas envolvidas. Quando o casamento envolve filhos, são mais espíritos envolvidos, quase sempre obedecendo a um planejamento da espiritualidade maior que cuidou para que tivéssemos oportunidade de nos reunirmos sob o mesmo teto na tentativa de rearmonização. Numa mesma família se reencontram inimigos ferrenho, rivais de muitas existências, cúmplices de crimes praticados contra outros membros da família. A família é o laboratório espiritual na Terra.
    Nosso entendimento ainda é primário, somos crianças espirituais. Se uma criança, no caminho da escola, for convidada a dar um passeio em boa companhia – matar aula – em vez de ir à escola, ela muito provavelmente achará isso bem mais interessante do que ficar sentado aprendendo coisas que não são do seu interesse imediato. Mas a aula que ela está perdendo lhe fará falta; o que ela precisa hoje, na sua idade, é estudar, e isso pressupõe a presença obrigatória em sala de aula.
    Por isso é importante tentar até onde for possível.
    As pessoas que encontramos fora do casamento podem nos parecer muito interessante unicamente pelo fato de estarmos entediados, desgostosos ou decepcionados com o casamento. Quando estamos carentes não precisa muito para despertar uma paixão, que é facilmente confundida com um grande amor.
    Podemos encontrar, realmente, alguém com quem tenhamos laços de amor. Mas isso não nos dá o direito de abandonarmos a pessoa com quem estamos compromissados. Podemos fazer isso, é claro. Mas cientes de que estamos agravando uma situação de conflito com a pessoa que abandonamos, talvez gerando uma inimizade, muitas vezes inviabilizando o convívio harmoniosos entre pais e filhos.
    Cada pessoa sabe de si -ou deveria saber – e cada um deve saber até que ponto é possível manter um relacionamento conjugal. Não se pode estimular a troca de parceiros. Nosso aprendizado requer esforço. E este esforço, em se referindo aos relacionamentos, é um exercício constante de paciência, tolerância, compreensão e aceitação de novos pontos de vista. Achar que temos condições de “seguir o que diz o coração” é superestimar a capacidade humana atual, em que nos deixamos levar por paixões, desejos e atração física.
    Todos têm o direito de novas chances, de tentar de novo, afinal, ninguém nasce pra sofrer. Mas há que se pesar com muito cuidado os prós e contras. E dificilmente alguém que esteja apaixonado consegue ser imparcial. Mente para si mesmo exagerando os defeitos do seu cônjuge atual porque está entusiasmado com as qualidades irreais que a sua paixão atribui à pessoa por quem se apaixonou.

  16. Dayane B. disse:

    Olá Morel, por favor se puder me responda! :( Bom, meu nome é Dayane e tenho 17 anos. Admiro muito o Espiritismo e queria saber a sua opinião sobre a minha situação. Bom, tudo começou na internet, numa rede social. Um rapaz me adicionou no Facebook, esse rapaz então era o irmão de uma colega que estudava comigo. A primeira vez que ele falou comigo, na internet, foi no dia do meu aniversario, depois passados alguns dias ele volta a falar comigo, um “Oi, tudo bem? De onde você é?”, essas coisinhas simples, minha amiga chegou até a falar dele, e algo dentro de mim dizia “ainda vai acontecer algo entre eu e ele”, era muito forte. Passados 4 meses, ele retorna a conversar comigo, nunca tínhamos nos visto na vida ( até onde lembro ) então ele me pergunta se eu estava em um determinado lugar, numa noite de sábado, digo que sim, ele responde que me reconheceu. Desde esse dia não paramos mais de nos falar, ele sempre demonstrando interesse, mas antes da gente se conhecer pessoalmente ele ficou com minha amiga. Depois de quase 1 mês conversando só por internet, sms’s e ligações ( mesmo morando na mesma cidade e nossas casas não muito distantes ). Então no dia 02 de Maio, resolvo ir visitá-lo de última hora… enfim nos conhecemos, ficamos… ao abraçá-lo nunca senti tanta paz num abraço, como no dele. Resolvemos “ficar sério”, passamos um mês nisso. 12 Junho, ele me pede em namoro, como ele disse uma vez: vivíamos num conto de fada.
    Apesar das dificuldades, em 3 meses desde o dia 02 de Maio ao dia 14 de Agosto, vivemos altos e baixos, brigávamos muito, mas no final um sentimento que não sei se era paixão ou amor, sempre prevalecia, sempre falava mais alto. Mas, para mim chegamos a um ponto que não dava mais para continuar… algo me incomodava, algo que até hoje não sei o que era. Não sei o que era o causador do incômodo. Terminei, ele passou dois dias me pedindo para voltar, e no terceiro dia já não queria mais saber. Me arrependi, fui atrás mas ele não quis; fiquei sabendo por outras pessoas que após uma semana ele já estava com outra, sendo que esta outra era comprometida. Ele é evangélico; ficou totalmente cego, jamais imaginei que ele se envolveria com uma mulher comprometida. Tentei abri-lo os olhos, mas não consegui, ele dizia que queria saber como era a vida sem mim, mas que sempre seria louco por mim e se um dia ele sentisse muita falta de mim, só ele e Deus que iriam saber disso. Ele se envolveu com outra garota, passaram 1 semana namorando, ela terminou com ele porque ainda gostava do ex, depois disso voltamos a nos falar no final de Novembro para Dezembro; não desisti, pedi novamente para ele voltar; Ele dava um de difícil, mas disse que se envolveu com outras garotas, mas nenhuma se comparou a mim, que estava cansado de se enganar. Mas ele parecia não saber o que queria da vida, ora ele me tratava bem, ora me tratava com frieza, uma vez me disse que os momentos que ele me tratava com ‘amor’ eram apenas recaídas. Me doeu muito ouvir aquilo, mas não desisti. Algo dentro de mim dizia que eu não desistisse. Depois de muito insistir, e depois dele quebrar a cara, ele me pediu perdão, e disse que queria voltar. Voltamos! Penúltima semana de Dezembro, estava tudo ótimo entre nos dois, até que ele começa a ficar estranho comigo, me tratar com indiferença… Na noite do ano novo pergunto-lhe o motivo de tanta indiferença ele me responde que é por causa de outra garota… Isso, ele estar gostando de outra! Desabo em choros… Tudo o que ele havia me dito antes, para mim, tornaram-se mentira. Em lágrimas falo muitas coisas a ele, penso até em terminar, mas não… primeiro pergunto o que ele quer?! Ele responde que quer começar o ano de 2014 comigo, que queria continuar comigo. Peço que ele mude, que se realmente ele gostava de mim como ele dizia, não tinha porque ele se interessar por outra. Ok! Ele diz que vai mudar, e quer que eu ajude-o. 1ª semana de Janeiro de 2014, nos primeiros 2 dias estava tudo ótimo, mas ele começa de novo a me tratar com indiferença, frieza, desamor. Começa a agir novamente como se estivesse “solteiro”, não tirou aquela garota do pensamento como tinha me prometido esquecê-la na noite do ano novo… :(
    Não aguentei mais, dia 05 de Janeiro, não aguentei mais, disse para ele que se fosse para continuar assim, preferia terminar, e estava terminando, mas disse para ele: Não estou desistindo de você, mas acho que não dá para continuar numa situação assim… você comigo, e gostando de outra. Amadureça! Se você quiser realmente nós dois juntos, pode vir falar comigo, a gente conversa e se ajeita. Eu te amo e sempre vou te amar, não esqueça disso.
    Ele a pensar me responde: Tá certo, desculpa :(
    E sabe aquela garota que ele me disse no ano novo ser o motivo da indiferença dele comigo? Então, uma semana depois que terminamos, ele pediu ela em namoro. Hoje estão há 3 semanas namorando, ele já pensa com ela em morar juntos!
    Não sei, sinto algo muito forte por ele, sinto que tenho algo para ensiná-lo, e sinto que logo, logo… cedo ou mais tarde, ele vai voltar e vamos enfim consertar o erro. É algo muito forte, algo inexplicável, parece que já nos conhecemos há anos.
    Obs: na nossa relação nunca houve relação sexual; tenho 17 anos, e ele 19! Pode ser apenas uma paixonite adolescente. Mas sinto que não é só isso.
    Você teria algo a me dizer sobre isso? :) Obrigada.

  17. Marcia disse:

    Morel,
    gostei muito do texto e gostei ainda mais de suas respostas a todas os comentários.
    No entanto, tenho uma pergunta, uma questão que não consigo entender.
    Em relação a essas pessoas que são casadas e estão ligadas ou apaixonadas por outra pessoa…
    Não é possível estar casado com a pessoa errada e na verdade a outra pessoa, que você sonha, que tanto te faz querer deixar esse casamento, não é de fato a pessoa certa pra você?
    Porque em todas as suas respostas, você diz que o fim do casamento trará dor para todos os envolvidos, e aconselha a pessoa a continuar casada e trazendo a dor para si mesma? ou ainda insinuando que talvez seja por isso mesmo que aquela pessoa esteja passando por isso, porque talvez foram amantes no passado e agora tem que aprender a resistir a essa situação…
    Por que não pode ser ao contrário? porque o marido não é a pessoa errada pra você e você deve seguir os seus instintos?
    Por favor, NÃO estou contrariando NADA do que você explicou…
    Estou querendo apenas entender mais sobre o assunto…
    Sou espírita, quero me aprofundar mais, procuro estar sempre aprendendo algo novo.
    obrigada!

  18. Morel Felipe Wilkon disse:

    Cristina, tudo o que você fala do seu marido não justifica uma traição. Você se queixa do seu marido mas esteve com ele até agora. Diz que ele não gosta de crianças mas tem dois filhos com ele. E se o que havia de melhor no namoro de vocês, conforme você diz, era o sexo, é claro que você não poderia esperar muita coisa dele. Se a melhor coisa que vimos numa pessoa é o sexo, como esperar que seja alguém muito carinhoso, compreensivo, amável, bom marido e bom pai?
    Não confunda os sentimentos. Saiba diferenciar a paixão que está sentindo por este homem, que é casado, da sua relação com o seu marido. Você muito provavelmente está apenas apaixonada, e quando se está apaixonado só se vê os pontos positivos.
    Não estrague a sua vida e a vida de tantas pessoas. Vocês dois são casados, se vocês se envolverem muitas pessoas irão sofrer e vocês serão responsáveis por isso.
    Se acha que o seu casamento não está bom, espere passar a sua paixão e resolva os seus problemas em casa. Mas não estrague a vida de tanta gente.

  19. Cristina Silva disse:

    OLÁ Morel
    Estou passando por um momento muito difícil. Sou casada há 7 anos, meu marido foi meu primeiro namorado, o único que tive relação sexual, namoramos por seis anos e era um namoro perfeito principalmente no sexo. Hoje em dia tenho dois filhos e depois que eles nasceram tudo mudou, meu marido me tratou friamente, me senti sozinha sentindo que ele não me amava, pois nunca gostou de crianças, com isso não dando muita atenção aos seus próprios filhos, na verdade ele sempre foi muito egoísta, me fazendo me sentir sozinha, há um ano conheci um outro homem casado, senti muito atraída por ele e muita afinidade. Como nos víamos todo dia, pois trabalhávamos juntos, isso foi aumentando e hoje acho que estou apaixonada por ele, não sei, é estranho tamanha afinidade que temos um com o outro, parece que já nos conhecíamos há anos, todos percebiam nossa afinidade, não sei o que ele sente por mim ou se é só vontade de sexo que ele tem por mim, mas ele me parece que se preocupa comigo e sinto que ele gosta de mim, gostaria de saber será que já nos conhecíamos de outras vidas será que teremos que passar algo junto nessa vida será por acaso que nos encontramos pois em 12 anos com meu marido eu nunca havia sentido algo assim por alguém, às vezes até me sinto culpada, pois já rolou um beijo com ele e não consigo esquecê-lo, eu sonho com ele quase todos os dias, pareço um menininha tonta, tenho até raiva de mim, por favor gostaria de receber uma orientação, estou desesperada, faço tratamento psicológico pra ansiedade mas nada resolve. Aguardo. Obrigada.

  20. ILZE disse:

    Olá Boa Tarde,
    adorei esse texto,foi muito esclarecedor…
    abraços

  21. Cíntia disse:

    Morel, gostei muito de receber uma orientação espiritual ou mesmo uma luz para entender melhor o que aconteceu comigo. Eu sou casada e tinha um relacionamento bom, porém, com pouca comunicação, meio frio e conheci alguém por quem num primeiro contato senti algo muito forte somente de olhar para a pessoa, algo inexplicável, apesar da distância que existia entre eu e esta pessoa, ele também sentia o mesmo e veio à minha procura, e passamos a nos falar todos os dias, uma cumplicidade, uma intimidade tão grande que queríamos ficar pra sempre juntos um do outro, ele vivia me perguntando se eu não o abandonaria quando ele fosse velho, eu sempre achei estranho essa pergunta. Bem, depois de 2 anos vivendo um amor imenso, senti que havia muita cobrança de ambas as partes, ele desconfiava de tudo que eu dizia e eu passei a fazer o mesmo… brigamos muito, mas dentro de mim não tinha explicação tudo isso, foi algo fora dos padrões, ele disse coisas horríveis pra mim como quem me odiasse muito, no entanto nada aconteceu pra isso… hoje eu estou muito magoada e sinto uma dor dentro de mim, que não sei explicar, parece que sinto como se ele estivesse numa outra sintonia e não falássemos a mesma língua e por isso tudo se perdeu. Estou encontrando dificuldade de desligar meu coração dele, das coisas boas e me questiono o tempo todo e hoje tudo que eu queria era que ele enxergasse o quanto foi injusto comigo. Eu perdi meu emprego, perdi o controle, faço terapia para superar tudo que aconteceu.

  22. Geruza disse:

    Obrigada Morel… suas explicações foram muito úteis para me posicionar quanto a isso.

  23. Morel Felipe Wilkon disse:

    Geruza, parece não haver dúvida de que vocês têm ligações de outras existências. Não podemos culpar o destino pelas coisas que nos acontecem ou deixam de acontecer. Somos nós os responsáveis pelas coisas que nos acontecem. Você mesma reconhece que a sua timidez atrapalhou muito. O destino não é culpado da sua timidez.
    Quando nascemos não temos um roteiro a seguir. Mesmo que tenhamos programado (ou que tenham programado para nós) algum evento ou reencontreo, só sabemos disso por intuição, como uma leve lembrança de algo que conhecemos mas não sabemos de onde. Assim, temos que aprender com o que a vida nos oferece.
    É possível que vocês dois devam aprender, nesta existência, a resistirem à vontade de ficar juntos. É comum reencarnarmos repetindo circunstâncias que já vivemos em outras existências para termos a chance de superarmos as provas em que falhamos antes. Duas pessoas que se tornaram amantes, por exemplo, trazendo desgosto e sofrimento para os seus cônjuges, podem reencarnar próximos um do outro como um exercício de vontade, de superação do desejo, de respeito pelos sentimentos alheios.

  24. Geruza disse:

    Bom Dia, Morel.
    Estou passando por uma situação difícil em minha vida, que acredito ser algo cármico. Há mais de 15 anos, na adolescência, conheci uma pessoa que me apaixonei a primeira vista, vi a pessoa de costas na quadra da escola que estudava e comentei com uma amiga que queria conhecê-lo, quando o vi de frente, pensei intimamente: “Ele não vai me reconhecer?”, sem nunca ter visto ele na minha frente. Depois de alguns meses, nos encontramos numa festa e “ficamos”. Ficamos ainda muitas vezes, porém ele era apaixonado por uma outra menina na época, minha timidez atrapalhou muito e ele começou a namorar outra pessoa e nos afastamos. Foi a constatação de que realmente eu sentia algo extraordinário por ele, era muito forte, ele demonstrava muita preocupação comigo, muito carinho, mas algo nos afastou. Ao longo deste tempo, nunca o esqueci, sempre que me lembrava dele, algo muito intenso acontecia dentro de mim, uma saudade, um medo de reencontrá-lo e reacender essa coisa tão forte. Há quase dois anos nos reencontramos, porém eu me casei há quase três anos, com uma pessoa que me relaciono há mais de 10 anos (um relacionamento muito difícil) e ele também está casado há mais de 5 anos… tudo que eu sentia voltou da mesma forma, tenho a impressão que eu e ele conversamos por telepatia, tão forte é a nossa ligação. Não sei os sentimentos dele por mim, (não ficamos juntos fisicamente) mas quando nos encontramos pessoalmente, nossos olhos não mentem o que está dentro de nós, é como se o tempo parasse ali… eu olho nos olhos dele e vejo sua alma, é algo muito estranho e também triste… por que apesar de sentir tudo isso, estamos impedidos de viver tudo isso por conta da nossa situação. A questão é: em nível espiritual, por que tudo isso aconteceu se não é pra ficarmos juntos, se somos casados com outras pessoas? Por que sinto tudo isso desde que o vi pela primeira vez? Por que o destino parece que sempre nos separa? Me ajude a entender tudo isso, estou sinceramente muito perdida…

  25. Obrigada pelo entendimento !!!

  26. Morel Felipe Wilkon disse:

    Graziela, o lar é o principal laboratório da espiritualidade. Numa mesma casa muitas vezes se reúnem espíritos que já cometeram várioas erros uns em relação aos outros, e os laços familiares são a oportunidade que a Vida nos oferece de nos rearmonizarmos, de nos reajustarmos uns com os outros. O espírito jamais regride, nós sempre melhoramos um pouco ou, no máximo, ficamos estacionados. Então você deve saber que a chance que vocês tiveram de conviver juntos, mesmo que não tenha sido uma convivência muito pacífica, foi um meio de vocês se aproximarem mais e criarem uma outra visão um do outros.
    Sempre voltaremos a nos reunir com aqueles com quem temos ajustes a fazer. Se a relação de vocês dois ainda não é como deveria ser, vocês voltarão a se reunir, mas talvez em outros papéis, em outra oportunidade.
    O que você deve fazer agora é mentalizar positivamente, pedir que os bons espíritos cuidem dele e o encaminhem para um socorro eficiente.
    Fique com Deus.

  27. Boa noite! Meu filho desencarnou aos 19 anos de idade, no dia 10/12/2013. Estou muito triste com a perda, mesmo porque estávamos brigados. Tínhamos um relacionamento muito complicado!! Gostaria de esclarecimentos, pois sempre brigávamos muito, ele tinha uma personalidade difícil! Será que ele irá voltar como meu filho novamente para correção dos erros?? Aguardo respostas!! Ele se chama Guilherme Nunes Pereira!

  28. Morel Felipe Wilkon disse:

    Tamiris, não há almas gêmeas como se costuma imaginar; o que pode haver são fortes laços afetivos entre espíritos, que se mantém através dos séculos. Mas a dificuldade de relacionar-se afetivamente tem suas raízes em outras existências, em que abusamos da afeição que despertamos nos outros e posteriormente nos desiludimos amorosamente. São estágios para o nosso aprendizado espiritual.

  29. Tamiris R disse:

    Olá, adorei o seu texto, ele é muito claro e objetivo, mas tenho uma dúvida: eu não consigo me relacionar com ninguém, é como se existisse um abismo enorme entre mim e o amor, na verdade não consigo de fato amar alguém, será que a minha alma gêmea está no mundo espiritual?

  30. Milla disse:

    Gostei desse texto, é bem interessante :)

  31. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ana Paula, não perdemos ninguém pois ninguém nos pertence. Por maior que seja a saudade, é preciso abrir mão de si mesmo para permitir que quem partiu siga o seu caminho em paz. Assim como um espírito que recém reencarnou precisa de algum tempo de adptação – para isso existe a infância – do mesmo modo um espírito que desencarnou há pouco precisa de um período de readaptação.
    O pensamento insistente pode, sim, ser uma obsessão. O melhor é apenas pedir que os bons espíritos, em nome de Deus, tomem conta dele, mas não ficar lembrando ou conversando mentalmente.
    É um longo aprendizado, pra quem vai e pra quem fica. Seja grata pelo tempo em que puderam conviver juntos e saiba que somos imortais; nós continuaremos sempre.
    Fique com Deus.

  32. Ana Paula Cardoso disse:

    Olá, adorei seu texto.
    Morel, há três meses perdi uma pessoa que eu estava amando muito. Foi uma morte violenta. Ele foi assaltado quando chegava em casa. Tínhamos acabado de nos encontrar, e aquele tinha sido um dos melhores encontros que tivemos nos cinco meses em que nos relacionamos. Ele era um homem muito bom. Um ótimo pai, uma pessoa muito sensível. Eu nunca tinha sido tão feliz. Me sentia uma princesa, porque era assim que ele me tratava. Quando descobri perdi o chão. Por isso comecei a me interessar pela doutrina espírita. Frequento um centro perto da minha casa e me sinto muito bem nas reuniões. Claro que tenho muitas dúvidas, como por exemplo, penso muito nele, olho as fotos sempre, ouço nossas músicas e, às vezes, até converso como se ele estivesse ali, perto de mim. Será que posso estar obsediando? Nas minhas preces sempre peço para que ele fique bem, evolua…
    E uma das coisas que mais me deixa triste é não conseguir sonhar com ele. Já pedi muitas vezes a Deus, mas nas duas vezes em que isso aconteceu, eu não o vi, nos falamos por telefone.
    Um amigo teve um sonho em ele dizia que não podia aparecer por que estava trabalhando muito. No sonho ele já havia desencarnado e eles também se falavam por telefone. Queria que ele soubesse que eu ainda o amo muito e que nunca o esquecerei.
    Um abraço.
    Fique na paz.

  33. Morel Felipe Wilkon disse:

    Mari, acho que não posso lhe ajudar, não. Cada um de nós vive as características de que necessita para o seu desenvolvimento espiritual.
    Qualquer coisa que eu dissesse seria apenas uma opinião, e você não precisa de opiniões, mas de reflexão íntima. Espiritualmente você pode ser bem mais velha e madura e experiente do que ele. Claro que é uma diferença de idade considerável, mas diferenças há entre todas as pessoas, todas têm conhecimentos, experiências e valores diferentes.
    No íntimo somos todos iguais.

  34. Mari disse:

    Boa Tarde. Gostei do seu artigo e comentários.
    Gostaria de uma uma orientação, esclarecimento, algo que me faça aceitar esta situação.
    Tenho um relacionamento com um homem 25 anos mais velho que eu, a minha família e a dele aceitam e convivem com isso numa boa. Mas ele me traiu com uma antiga namorada e foi muito difícil para mim perdoá-lo. Hoje estamos em sintonia e harmonia, mas tenho medo que ele volte a se encontrar com ela, e o mundo desabar mais uma vez sobre minha cabeça.
    Namorar com homem mais velho é muito complicado, pois resumindo ele está indo e eu chegando, casamento e filhos, esta experiência ele já teve e acredito que ele queira curtir agora o que não curtiu quando era mais novo e eu acho que não percebe em mim uma tranquilidade e segurança para sua velhice. Não sei como usar as palavras para por na cabeça dele que eu o amo como ele é, e sei que ele me ama. Pois dei liberdade para ir atrás e viver, ser feliz com quem ele quiser, e ele decidiu voltar para mim.
    Pode me ajudar a entender esse universo?

  35. Morel Felipe Wilkon disse:

    Felipe

    Todo mundo pensa diferente. Só temos a aprender com pessoas que pensam diferente de nós.
    Isso que o seu amigo disse é a opinião dele, a experiência dele. Cada pessoa tem uma experiência e percepção diferentes. Mas, se você tem dúvidas, é porque não é tão positivo o seu relacionamento com ela.
    Não devemos ficar com ninguém pela aparência física. Claro que isso é importante em nosso estágio evolutivo, mas “as vantagens”, ou seja, a atração que se sente por uma pessoa bonita não compensa outras coisas.
    Pessoas com problemas, quase todos nós somos.
    Peça orientação ao seu espírito protetor, todos os dias, antes de dormir. A resposta chegará. Apenas não brinque com os sentimentos dela.

  36. Felipe disse:

    Olá Morel!

    Estou em um grande dilema! Tenho 22 anos e namoro faz 3 meses. Gosto bastante da minha namorada, ela é uma pessoa boa e linda. Porém pensamos um pouco diferente, ela no fundo acho (só acho) que ela não é a pessoa certa. Sinto vontade de ser solteiro às vezes, sinto que não aproveitei minha juventude. Meu amigo me falou que “Quando você conhecer a pessoa certa, vai entender porque todas as outras não deram certo”, e eu não sinto isso. Mas ao mesmo tempo tenho medo de perdê-la. A beleza dela é bem maior que a das outras mulheres. Seria por isso? Ela é uma pessoa que tem problemas em casa, com o pai e aqui na minha casa ela se sente mais à vontade, porém não agimos como casal de 22 anos… Parecemos um casal de 60 kkkk… O que eu faço?? kkkk

  37. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jefferson, não sou conselheiro sentimental, não posso dizer o que você deve fazer ou deixar de fazer, essas decisões competem exclusivamente a você.
    Reconheça que ela pode não gostar de você como homem, como companheiro ou marido. Isso certamente não surgiu na cabeça dela de um momento pro outro, é algo que deve estar maduro, pensado, ou ela não lhe teria falado.
    Não esqueça que você não deixa de ser pai. A sua responsabilidade como pai permanecerá durante toda a sua existência, e você responderá por ela.

  38. Olá Morel, através de dois sonhos envolvendo morte pude prever o que iria acontecer no novo ano em relação à minha vida amorosa. O primeiro sonhei com um conhecido sendo morto e no segundo um parente já morto falando comigo, ambos revelam fim de relacionamento e novidades. Por acreditar na fé, nas minhas visões fiquei apreensivo, mas tentei contornar a situação, porém não obtive êxito, minha companheira a qual há 10 anos está junto a mim explicou-me que ama um outro alguém e que ainda gosta de mim, porém quer tentar uma nova vida. Mesmo eu percebendo que em seus olhos ainda existe um amor. E o que mais me deixa impaciente é que entre nós existe um filho de 5 anos, o qual é muito apegado a mim e tínhamos planos de morar juntos. De uma hora para outra ela me barrou com esta afirmativa que não me queria mais. Sou daqueles que mesmo sabendo da dificuldade não desisto. Seria a hora de um tempo para ela e deixar que ela própria veja sua atitude?

  39. Morel Felipe Wilkon disse:

    Rezinha, os costumes dos tempos bíblicos não podem ser comparados aos de hoje. A mulher era propriedade do homem. O adultério era uma espécie de roubo, pois a mulher era apenas mais um bem do homem. Jesus cita a máxima: “Não separeis o que Deus juntou”. Deus junta duas pessoas pelo amor. A única ligação entre pessoas que provém de Deus é pelo amor. Se não há mais amor, o casal não está ligado por Deus.
    Pese os prós e contras. Devemos considerar se há outras pessoas envolvidas (filhos). Mas ninguém é obrigado a permanecer ao lado de quem não lhe oferece condições de evolução. Estamos aqui para evoluir. Se um dos cônjuges, mesmo que muito descontente, permanece ao lado do outro por amor e espírito de sacrifício, aprendendo com isso, crescendo moralmente, ótimo. Mas ficar juntos apenas por comodismo, acomodação ou pena não é bom para ninguém.
    Ore, muito, peça orientação ao espírito protetor.
    Força e paz.

  40. Rezinha disse:

    Tenho uma dúvida, se puder me responder eu ficarei muito grata!
    Quando o amor acaba devido a coisas desagradáveis que o parceiro fez ao longo do casamento… o melhor a fazer é continuar vivendo juntos mesmo sem amar e fingindo ser feliz, ou cada um seguir o seu caminho? O que fazer nesse caso? Não consigo mais amá-lo e fazê-lo feliz, fico triste em ver a tristeza dele… mas me prendo ao casamento devido aos princípios religiosos. Hoje ele reconhece que errou, e mudou, eu reconheço isso… mas de tanto que sofri, deixei de amá-lo, e hoje convivo com ele devido ao costume, fingindo ser feliz perante a sociedade. Não sei o que faço, sinceramente… eu queria muito fazê-lo feliz, mas eu não consigo mais, por mais que eu tente. Segundo o espiritismo, o que seria correto fazer? Continuar juntos de qualquer maneira? Não quero viver em pecado, pois sei que a bíblia diz que não pudemos nos separar se não for por adultério ou morte do cônjuge, mas não consigo fazê-lo feliz como antes… não sei o que faço, sinceramente!

    Obrigada se puder me dizer alguma palavra sobre isso, preciso muito de orientação, e não tenho a quem recorrer.

    Um grande abraço.

  41. Ana Paula V. disse:

    Ah, mais uma coisa… tenho 31 anos, poucos relacionamentos, mas que não foram de sucesso, me machuquei sempre, mas me permitiram conhecer um pouco de mim mesma… “a Vida nos trata da forma como nos tratamos”… tudo foi fundamental pra minha evolução… sou um pouco melhor comigo hoje… agradeço a Deus por tudo… e mais uma vez peço que Ele me oriente na evolução do meu espírito…

  42. Ana Paula V. disse:

    Lindo texto… vários depoimentos convergem para o mesmo ponto … “não consigo um amor que me realize”… mais ou menos isso… pensei assim muitos anos, talvez ainda pense… mas tenho realizado a reforma íntima: “sou responsável pelo meu agir e caminhar”…. hoje penso que o “amor” que não encontro talvez ainda não existe em mim… tudo é questão de sintonia e afinidade”… ação e reação … também estou solteira, não tive nesta reencarnação “sorte/merecimento” para viver um amor edificante… mas, deixei de perguntar porque e de questionar… agora a pergunta que faço é a seguinte: “o que Deus ou a Espiritualidade Maior querem burilar e lapidar no meu espírito”… abraço… site lindo…

  43. Patrícia santos muniz disse:

    Estou me relacionando com uma pessoa, que diz que me ama muito e até me pediu em casamento. já fiz varias tentativas de terminar com ele, mas ele parece implorar e sempre reafirmando que me ama. tenho carinho, amizade, não quero magoá-lo, mas ele não quer entender.
    Me sinto culpada porque ele era casado quando nos conhecemos e o casamento dele estava em crise, ele sempre me protege dizendo que teria acabado de qualquer jeito, mas a verdade é que estou fugindo dele e estou muito arrependida, principalmente por ser simpatizante da doutrina espírita ( porque não estou ativa em nenhuma casa), leio muitos artigos e tenho noção do peso da minha responsabilidade. Estou desorientada.

  44. Morel Felipe Wilkon disse:

    Vania, você não me fez nenhuma pergunta. E, mesmo que fizesse, dificilmente eu teria uma resposta. Não sou conselheiro. As respostas que dou aos leitores são no sentido de que cada um deve procurar se esclarecer, se melhorar, analisar a si mesmo, estudar, orar, se instruir nas coisas do espírito.

  45. vania disse:

    Oi, Morel. Estava lendo seus conselhos e resolvi perguntar sobre alguns pontos da minha vida.
    Tenho 43 anos e nunca me senti uma criança, adolescente, jovem e mulher feliz. Por algumas decisões e também não sei o porquê eu não consigo me encontrar em nenhum sentido da minha vida. Sempre são tumultuados os meus relacionamentos. Fui casada e tenho dois filhos e agora vivo um relacionamento muito conturbado, cheio de angústia, tristezas realmente sem solução.
    Ele bebe muito, é muito agressivo, me despreza, me deixa realmente pra baixo. Estou levando a banho-maria já faz mais de dez anos. Muitas vezes eu acredito que nós dois temos que aprender a nos entender aqui, pois fomos pessoas ligadas na espiritualidade. Talvez tudo acabou, mas o comodismo nos fazem recuar.

  46. Da disse:

    Olá Felipe! Descobri esta página por acaso e gostria de um esclarecimento. Há algum tempo passei a me interessar pela doutrina espírita, leio bastante, mas ainda me sinto ignorante pra maioria das coisas que acontecem comigo. Vou relatar uma delas: Há cerca de 15 anos conheci um rapaz na escola. Ele a princípio demostrou algum interesse por mim, mas como era muito tímida, fingi não estar inteessada. Na verdade já gostava bastante dele. Um dia, chegando em sala de aula, o surpreendi falando com os colegas de uma suposta noiva. Acontecia que ele tinha uma namorada que tinha engravidado e ele julgou conveniente assumi-la como esposa. Fiquei arrasada, porém entreguei na mão de Deus e, algumas vezes, cheguei a pedi-Lo que me fizesse esquecê-lo. Isso nunca aconteceu. Seguimos sendo amigos e apesar do casamento continuou demostrando grande afeto por mim. Ficamos na amizade por cinco anos até que um dia, de tanto ele insistir, ficamos juntos. Pouco tempo depois o casamento dele acabou (não foi por minha culpa porque há tempo o relacionamento não ia bem e eu nunca pedi que ele a deixasse, apesar de desejar muito que isso acontecesse). Quando isso aconteceu, achei que finalmente íamos ficar juntos, mas ele nunca assumiu um relacinamento sério comigo. Eu sempre achei que fosse devido ao fato de eu ter uma deficiência física (me considero uma mulher bonita, mas achei que essa “diferença” o incomodava, apesar dele nunca ter demostrado nada).Como gostava muito dele fingia que não percebia e me mostrava bem resolvida. Ficamos assim durante anos. Nos desentedíamos, nos afastávamos por longos períodos, mas sempre voltamos a nos procurar. Quando o relacionamento tinha uns treze anos, ele conheceu uma moça e assumiu relacionamento sério com ela sem que eu soubesse. Fiquei mais uma vez muito magoada e me afastei. Ele sentiu muito esse afastamento e ficou durante muito tempo tentando se aproximar e pedindo muitas desculpas. Não aceitei porque em momento algum ele pareceu querer deixar a mulher e eu não queria ser a outra. Depois de dois anos sentindo muito sua falta e recusando sua ligações por vê-lo nas redes sociais na compahia da mulher, resolvi dar-lhe uma chance. Deixei que fosse a minha casa e ouvi o que tinha a dizer. Ele pediu desculpas pelo que fez e disse ainda gostar de mim. Confessou ainda, meio sem querer, que estava brigado com a moça, que ela tinha ido embora da casa dele, mas que estava grávida. Aceitei as desculpas sem pensar e acabei engravidando também. Uma semana depois ele me disse que a moça tinha voltado e que “não era moleque para abandoná-la com um filho na barriga” e sugeriu que não precisávamos nos afastar. Eu, sem saber que estava grávida, mandei-o embora. Quando soube da gravidez, pensei em não dizer nada, mas minha família disse que não era correto e no fundo, tinha esperança que isso nos aproximaria. Pensei ser de Deus porque estava com muita raiva dele e decidida a esquecê-lo. Além disso ouvi desde criança que não poderia engravidar. Contei a ele e ele pareceu feliz, disse que a criança serviria pra nos unir e que tínhamos que tentar nos entender, mas pediu que tivesse paciência com a situação porque não queria contar da minha gravidez para a outra moça com medo de causar danos à sua gestação que estava mais adiantada que a minha. Aceitei essa vida dupla até meu sexto mês e, apesar da situação, fui feliz. Ele ficou mais próximo e mais carinhoso que nunca. Quando a outra criança nasceu ele deu uma sumida e eu fiquei muito deprimida. Minha prima, com a melhor das intenções, chamou a atenção dele pela internet, mas de forma privada. A mulher, que devia ter o hábito de invadir sua conta descobriu e o colocou contra a parede. Ele então se transformou numa pessoa irreconhecível. Vinha a minha casa quase escondido. Numa conversa em particular com a minha prima ele confessou a ela que nunca ia contar do meu bebê e que eu ia ter que entender que ele era casado. Eu disse a ele que sabia dos detalhes dessa conversa e ele se voltou contra minha prima, dizendo que ela estava me fazendo sofrer sem necessidade. A mulher me disse coisas ofensivas pela internet e ele não fazia nada, só bebia muito, às vezes chorava e pedia pra eu não ligar pras coisas que ela escrevia. Ele sempre dizia que me amava durante o tempo que ficamos juntos e chegou a conversar sobre nós dois com uma colega de trabalho que era espírita e disse que nós nos conhecíamos de outras vidas. Coisas foram acontecendo, eu pedia o apoio dele pra ter nosso filho.

  47. Morel Felipe Wilkon disse:

    Conceição, eu poderia elaborar alguma tentativa de explicação, mas seria leviano de minha parte. Não posso analisar algo tão complexo sobre alguém que não conheço. Essa resposta está em você, e se você não sabe é porque lhe falta autoconhecimento. Acredito que psicoterapia seria útil pra você.

  48. conceição disse:

    Tenho 50 anos e até hoje não namorei ninguém. Tenho uma vontade enorme de casar mas não consigo encontrar ninguém, não sou feia e toda vez que aparece algum pretendente, algo acontece com ele, ou engravida alguém, ou aparece outra mulher. O que será que acontece comigo? Por favor, me mande uma palavra.

  49. Morel Felipe Wilkon disse:

    Patricia, a sua busca por respostas vai continuar. Eu não tenho as respostas que você procura, ninguém tem. Só quem pode chegar a uma conclusão sobre a situação de vocês dois são vocês dois. Não nos é revelado se as situações que enfrentamos se devem a causas de outras existências ou não. Essas deduções, conclusões e consequentes decisões competem a nós mesmos. É pra isso que reencarnamos, e é por isso que não nos lembramos das reencarnações passadas. Para aprendermos a analisar, julgar, decidir e realizar.
    Busquem mais o aspecto espiritual, frequentem um centro espírita ou igreja. Quando cuidamos das coisas do espírito, geralmente as coisas materiais se definem melhor.

  50. Patricia disse:

    Adorei o texto e cheguei aqui porque busco respostas.
    Sou casada há 12 anos, amo meu marido, mas ando bem insatisfeita.
    Nada dá certo na nossa vida. Já vivemos muitas crises financeiras, mudamos de estados 3 vezes e mobiliamos várias vezes a casa (porque tivemos que vender tudo).
    Passamos um período bom, mas do nada tudo começa a dar errado.
    A impressão que dá é que ao lado dele e ele ao meu lado, sempre vamos viver na miséria.
    Isso tem a ver com carma? Se nos separarmos, seremos felizes?

  51. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ana Lucia, não sei se resgate seria o termo correto. O que ocorre é que sempre acabamos nos reunindo com os espíritos com quem temos diferenças relevantes. São modos que a Vida acha para que nos reajustemos, para que nos rearmonizemos. Infelizmente, quase sempre acabamos repetindo os mesmos erros.
    O livro Entre a terra e o céu, de André Luiz, retrata bem o que ocorre nessas situações.
    http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/entre-a-terra-e-o-ceu.pdf

  52. Ana Lucia disse:

    Olá Morel, queria contar minha história!!!
    Fiquei casada por quase três anos. Tenho um filho dessa união, o qual foi programado, com muita responsabilidade. Nasceu prematuro (tive complicações na gravidez), mas graças a Deus hoje ele está bem!!
    O pai do meu filho, porém, me traiu com a ex-esposa dele. Quando descobri, saí de casa e ficamos separados por oito meses, mas sempre tentando reatar, mas nesse tempo ela engravidou dele. Mesmo assim ele me pediu para voltarmos, aceitei, e foi bem difícil, te juro, não conseguia esquecer aquilo tudo, mas segui em frente. Dias depois de um pequeno desentendimento, ele ficou sem conversar comigo por quase um mês. Sofri muito com a sua indiferença e frieza, afinal não tinha feito nada de mal a ela, mas aguentei firme achando que logo ia passar… mas tive a intuição de que estava me traindo novamente e a minha intuição estava certa, segui ele e peguei os dois juntos. Saí de casa mais uma vez, só que dessa vez levei tudo o que era meu. Ele ficou desesperado, tentou reatar de todas as maneiras. Passados dois meses eu dei mais uma chance a ele (a última), mas sinto a presença da outra pessoa na vida dele.
    Pode ser um resgate espiritual de nós três nessa vida? Queria saber qual o meu papel nisso tudo. Estamos separados no momento, mas confesso que não consigo desvincular dele definitivamente… pareçe que tenho a missão de ajudá-lo nessa vida…
    Obs.: Ele fez acompanhamento num centro espírita, pois tinha muitos obsessores com ele.

  53. tati disse:

    Verdade Felipe, todos estamos aqui para evoluir em algum aspecto e a convivência com as pessoas ao redor está aí para isso. Mas confesso que foi muito difícil após dois anos fora, volta ao país, nesta situação, e ser recebida com tamanho pouco caso e amor por ele, pois ele quase morreu meses antes dela, devido a tomar de forma errada um medicamento pro coração, ela que me contou inclusive. Mesmo longe, sempre estive presente como pude e estes anos fora foram bons também, pois eu precisava resgatar a minha vida após a separação dos dois. Eu fiquei no meio da confusão, meus irmãos fizeram vista grossa, pois ambos estavam casados etc e eu solteira. Foram quase cinco anos sendo “sugada”.

    Mudar pra bem longe foi a solução que encontrei para tomar um novo fôlego e também deixar que meus irmãos participassem da situação, afinal todos somos filhos. Minha mãe apoiou muito minha decisão e meu pai não.
    Eu sentia que fazia o papel de segunda esposa dele, sabe? Inclusive esta briga que lhe contei ocorreram muitas vezes antes… Eu acho mesmo que o problema de relacionamento dele é com mulher especificamente e que tem problema de autoestima. Precisa ser perfeito aos olhos dos outros e precisa constantemente colocar as pessoas para baixo para sentir-se bem, pois não tem brilho próprio. E ele não é má pessoa, mas ultimamente está afastando as pessoas e ao mesmo tempo dizendo que está “pedindo socorro”… Acredito que sim, mas não posso estar no mesmo lugar onde uma pessoa ameaça minha integridade física e psicológica também.

    Tentei de um tudo enquanto estive no Brasil, estava tão triste quando cheguei,”vesti” o melhor sorriso que pude, abracei ele, trouxe presentes que ele recebeu e nem abriu e desde o início me tratou com indiferença, como se quisesse me culpar por ele estar na condição que estava. Ele inclusive sabia do meu relacionamento, que somente faltava oficializar e disse que era bobagem, que eu era ingrata por estar renegando meu país… Só falou bobagem…
    Acho que nada mais é que medo de ficar sozinho, como está, mas ele buscou isto desde quando eles separaram.

    Meus irmãos jamais excluíram ele das comemorações em família – mesmo claro que minha mãe estivesse lá – mas ele nunca aparecia, acredito por orgulho e também vergonha, pois todos sabem o que acontecia, mas no fundo, engoliam, pois minha mãe tinha medo e estava casada.

    Talvez eu volte ao Brasil ano que vem, estou para ser mamãe no final do ano e quero que meu filho conheça minha família e minha avó mãe da minha mãe, que já está velhinha mas bem, mas não sei até quando e quero que ela tenha oportunidade de conhecê-lo.
    Quanto ao meu pai, juro, não sei o que fazer. Não “fechei as portas” mas não sinto vontade de vê-lo. Sinto mesmo até um pouco de medo, não sei por que.
    Gostaria mesmo que ele me procurasse, você pode até achar que é coisa de “ego” da minha parte, mas eu gostaria que ele “aprendesse” que enquanto viver no orgulho ele vai perder tudo e todos. O orgulho é o oposto do amor. Ele perdeu a chance de entender-se, desculpar-se enfim com minha mãe e algo me diz que vai perder comigo se eu não for atrás dele, como fiz inúmeras vezes. Este não é o problema realmente pra mim mas confesso que me deixa triste saber que se eu não der o primeiro passo ele não dará.

  54. Morel Felipe Wilkon disse:

    Tati, obrigado pelo depoimento. Na metade do seu texto, pensei em lhe chamar a atenção para a precariedade espiritual do seu pai, mas no final percebi que você está ciente disso…
    Claro que não é fácil lidar com essas pessoas e situações. Mas também é claro que o mais necessitado de compaixão e compreensão é ele. Todos estamos espiritualmente doentes, uns mais, outros menos. Em casos como o dele essa doença é mais notória, mais aguda. Faça o que se propôs; ore por ele, e compreenda que ele é apenas um espírito infeliz por ignorante que ainda é.
    Que Deus nos ilumine sempre.

  55. tati disse:

    Oi Felipe,

    Não conhecia seu site e através de uma busca para entender melhor o relacionamento que meus pais tiveram encontrei este texto.

    Meus pais estiveram casados por 40 anos e mesmo nos tempos de namoro o relacionamento foi tumultuado, mesmo assim minha mãe casou-se com o meu pai.

    Foram anos de tortura psicológica, física que minha mãe sofreu e que somente tomou coragem de dar um basta quando meu segundo irmão mais velho casou. Após mais uma briga ela finalmente deu um basta – coisa que nunca teve coragem, pois ele sempre a ameaçava, inclusive com arma, de ir atrás etc. Eu estava na época com 29 anos.

    Na frente dos filhos o relacionamento não era o mais amoroso, era morno, quase frio, mas algo que “normalmente” você até entende que seja assim após anos a fio de relacionamento (não que eu concorde que seja morno, frio, mas enfim). Nunca vi uma briga séria, somente alguns desentendimentos “normais” de casal.

    Após 3 dias do casamento do meu irmão, liguei um dia do trabalho pra minha mãe como fazia diariamente, pra saber como estava etc (mesmo que morássemos juntas) e ela estava séria no telefone. Senti que estava estranha e assim que cheguei em casa perguntei o que era, ela disse:” vou me separar, eu não aguento mais!” Eu somente respondi se era o que ela queria, e ela disse sim e eu completei que ela não precisaria me dizer o porquê, pois eu apoiaria ela se era isso que ela queria. Depois nos abracamos e eu disse também que agora entendia o porquê dela ser tão fria e rude comigo, pois ela não era feliz e meu pai sempre posava de bonzinho e eu era muito apegada a ele, defendia etc e ela devia ficar muito chateada pois sabia que era fingimento dele o tempo todo.

    Alguns dias passaram e em um dia destes em que liguei ela estava chorando – pois ainda estávamos os três na mesma casa e então eu resolvi tirá-la de casa. Tinha muito medo que ele a torturasse mais ou mesmo de chegar em casa e ver uma cena destas de filme! Tirei de casa depois ele me ameaçou dizendo que iria dar parte por abandono de lar na polícia e eu somente respondi que se ele o fizesse eu diria que ela saiu em viagem e se ele insistisse eu contaria a verdadeira razão. Pra ele, isso era (é) a morte pois ele é muito orgulhoso e vive de aparências.

    Minha mãe voltou a morar no interior de SP com a mãe dela e agora depois de 7 anos maravilhosos, onde refez amizades, viveu livre e em paz ela descobriu no final do ano passado um câncer terminal de pulmão. Eu que estava (e continuo) morando fora do Brasil corri às pressas para passar os últimos dias com ela. Conseguimos passar o Natal e ano novo com ela já ficando bem debilitadinha, mas foram 21 dias em que eu me tornei mãe da minha mãe e ela minha filha.

    Cuidei dela, conversamos muito, coisas que ela guardou e achou que eu teria ficado magoada, foi um momento bem mãe e filha. Mesmo sabendo que não termina aqui, que ela agora está livre e que Deus teve muita misericórdia dela por ter levado ela rápido sem que sofresse todas as fases da doença, a despedida dói…
    A última noite dela no hospital, segurei sua mão e mentalmente pedi que se soltasse, que os anjos e Nossa Senhora estavam lá, que ela fosse tranquila em paz e que o corpo dela estava cheio de luz, se limpando para a próxima etapa da vida dela.

    Meu pai tentou vê-la nos últimos dias dela, mas nestes anos separado nunca foi atrás para ter uma conversa, desculpar-se, enfim… Ela não quis vê-lo, disse que havia perdoado mas que ainda era muito traumatizada, tinha medo. E assim foi.

    Menos de um mês depois fui ao apto de meu pai em SP para buscar algumas coisas que havia deixado no Brasil e para ajudá-lo com sua mudança pro interior de SP pois financeiramente estava inviável sua vida em SP. Assim como fez quando eu estive morando no Brasil com ele – já separado da minha mãe – me maltratou, xingou de muitas coisas e tentou me bater, e ainda “amaldiçoou” meu relacionamento dizendo que estava torcendo pro meu noivo não vir me buscar, que eu era arrogante, estúpida, burra e mil coisas mais que não valem a pena ser escritas aqui. Disse a ele então que se não estava feliz, que então não viesse mais ao meu casamento. Tinha muito medo que ele destratasse meu noivo, a família da minha mãe – que foi a família que chamei pro casamento, já que não tenho quase nenhum contato com a dele desde pequena e queria algo bem íntimo mesmo.

    Nos planos originais eu chegaria no Brasil em Marco de 2013 e meu noivo viria no início de Abril para passarmos o aniversário da minha mãe dia 09/04 e da mãe dela 24/04 e voltaríamos dia 26 de abril.

    Sempre digo que não tive tempo de chorar a minha mãe e vira e mexe choro, tenho muita saudade e muitas vezes me sinto muito culpada por não ter enxergado a verdade antes, por ter apoiado o lado “errado” muitas vezes, pois eu não entendia o porquê dela ser tão rude e aquilo me doía muito. Como mulher jamais deixaria que ela sofresse o que sofreu nas mãos dele!

    Hoje mesmo acordei chorando, pedindo que ela que me perdoasse porque não vi antes, porque queria que ela tivesse vivido mais anos felizes e porque, depois de 36 anos de vida, conheci minha verdadeira mãe há 7 anos atrás e para minha decepção meu verdadeiro pai, que nem após a morte da minha mãe mostrou qualquer respeito comigo e com os meus irmãos.

    Em abril casei com meu marido, no dia 6 e casei no civil no dia do aniversário dela, como ela tanto planejou que faria.

    Acho que o relacionamento deles tinha mesmo que ser, tinham que resgatar algo juntos, mas “terrenamente” é difícil entender e aceitar. Mas eu tento…
    Meu pai nunca mais falou comigo, contou para algumas pessoas que eu tentei bater nele (veja só!) e continua na postura de vítima de sempre, se achando o coitado, o lixo, mesmo todos ajudando, fazendo o possível. Ele continua falando mal das pessoas, continua muito negativo… Só rezo a Deus que ilumine os 15 anos ou mais que ele possa ter de vida para que aprenda alguma coisa, pois acredito que se a pessoa quer mudar, mesmo que seja um pouco, ela pode. Não desejo que ele termine a vida sozinho e rancoroso, mas aí compete a ele também não querer.

    Como você disse, colhemos o que plantamos.

    Adorei o site, volto em breve!

    Tati

  56. Morel Felipe Wilkon disse:

    Nataly, só você mesma pode se libertar disso. Isso é uma espécie de fascinação, uma obsessão sua sobre ele. Não faz bem a você, que sofre com isso, nem a ele, que, mesmo que inconscientemente, pode sentir-se atingido e perturbado. Se você se sente presa, desprenda-se. Faça a sua parte. Ajude-se. Procure atendimento no centro espírita, leia bons livros (Sexo e destino, da André Luiz, é uma boa pedida. Tem em PDF na internet), busque novos interesses e novas ocupações. É provável que você não perceba isso, mas nós “nos comprazemos” nesses estados de desequilíbrio. Inconscientemente, gostamos do que sentimos. Se a sua vontade é se libertar disso, é preciso ação.

  57. Nataly disse:

    Olá Morel,
    Quando começamos a nos conhecer melhor, ele afirmou que era solteiro, para mim, diante de outras pessoas, e na própria rede social dele.
    Ele mentiu para mim, e omitiu a verdade (que tinha uma namorada “escondida”, porque nem para ela ele se assume) Percebe?
    Quando descobri a verdade, foi um ponto final definitivo. Tanto que nunca mais nos falamos, somente profissionalmente e quando necessário.
    A questão é… no início ele demonstrava sentimentos por mim e apesar de tanto tempo (Já faz 1 ano). Eu mudei de trabalho, ele também. Enfim, eu ainda o tenho dentro de mim. É apenas um sentimento que eu não consigo me libertar, uma ilusão, enfim, me sinto presa emocionalmente a ele.

  58. Morel Felipe Wilkon disse:

    Nataly, se você tem consciência de que o envolvimento com alguém comprometido só poderia causar dor a todos os envolvidos, resta a você procurar esquecê-lo. Busque novos interesses, novas ocupações. Se não for suficiente, estude a possibilidade de mudar de trabalho. Não há “truques” para esquecer alguém. E não podemos afirmar, de modo algum, que haja alguma “relação espiritual” entre vocês.
    Fique com Deus.

  59. Nataly disse:

    Prezado Morel Felipe,

    Tive essa oportunidade “casual” de encontrar sua página na internet e ler seu artigo.

    Preciso de uma iluminação. Existe um rapaz que conheci no ambiente de trabalho, preste atenção existe (dentro de mim), que nos envolvemos amorosamente. Enfim, estávamos nos conhecendo, início de relacionamento. Engraçado, quando o vi pela primeira vez, meu sentimento foi de empatia. Foi uma situação de trabalho em que ele foi “julgado”, “acusado” de ter feito algo errado, e eu achei isso injusto, me coloquei no lugar dele. Outros sentimentos surgiram, de achá-lo um pouco atrapalhado, legal, diferente dos outros, até vir a paixão. Finalizando, descobri que ele já tinha um relacionamento com outra pessoa e sério. Sabe, me magoou tanto. Não sinto raiva, ódio, rancor, nada disso. Apenas o tenho ainda dentro de mim. Ele existe dentro do meu ser. Eu não sei explicar mas eu queria que tudo tivesse sido diferente, no meu jeito.

    Por favor, me dê uma orientação. Eu me sinto presa a ele espiritualmente e emocionalmente. O que fazer?

    Grata,

    Nataly

  60. Morel Felipe Wilkon disse:

    Tayane, você diz que queria “virar a página”. Então vire; não se deixe levar pelo excesso de amor-próprio.

  61. tayane disse:

    Me relaciono com um rapaz há quase dois anos, eu tinha certeza que o amava até reencontrar o meu ex namorado que foi o meu primeiro amor.
    Voltamos a nos falar e percebo que ele ainda sente algo, mas queria virar essa página na minha vida… Só que por algum motivo dói e não sei por quê. Queria muito uma orientação. Não quero fazer ninguém sofrer.

  62. Marlene disse:

    Morel, obrigada. Você tem razão. Eu não sinto, ainda, amor por ele. Mas me sinto confortável com o amor que ele demonstra.
    Preciso urgentemente aprender a amar, quero viver de verdade, preciso disso em minha vida. Acho estranho o fato de não conseguir me apegar a ninguém. Se tenho um relacionamento, e acaba, eu fico triste. Eu chego até a chorar por isso. Mas por poucos dias. E a dor maior não chega a ser pela pessoa em si, mas pela perda da situação. Por estar sozinha. É como se eu fosse incapaz de gerar em mim sentimento de amor verdadeiro. E isso já faz muito tempo. Sabe, mesmo que fosse para sentir saudade, para sofrer quando perdesse. Para eu me sentir viva!

    Obrigada mais uma vez…

  63. Morel Felipe Wilkon disse:

    Que Deus nos ilumine a todos, Gleiciane.

  64. gleiciane disse:

    Muito obrigada Morel, suas palavras foram de grande auxílio e me fizeram repensar sobre o assunto sobre outro ângulo e com mais clareza. Que o bom Deus lhe abençoe.

  65. Morel Felipe Wilkon disse:

    Gleiciane, tudo no universo tem razão de ser. Nada é por acaso. Se há o esquecimento do passado com a reencarnação, é porque isso representa uma vantagem. Não suportaríamos a carga de nossos erros passados se os lembrássemos todos. Não devemos tentar fazer essa distinção entre relacionamentos preexistentes ou não. A maior parte de nós não tem condições de planejar a reencarnação. Não temos méritos para tanto. Somos atraídos irremediavelmente para aqueles com quem temos ligações mais fortes, pedindo reparação urgente.
    O sentimento de culpa é inútil. Ele só serve se for para despertar o arrependimento. Mas a culpa, quase sempre, é destrutiva. Não se culpe. Ninguém é obrigado a permanecer ao lado de ninguém. Apenas devemos considerar que se estamos ao lado de alguém, num relacionamento complexo, que nos sacode e faz tomar novas atitudes, é essa a nossa melhor oportunidade presente para crescermos espiritualmente. Ninguém é obrigado a sofrer ou a sacrificar a sua vida, mas é inegável que são essas pessoas mais “difíceis”, ligadas a nós, que nos fazem estudar, nos esclarecermos, tentarmos a reforma íntima, a mudança interna, um maior entendimento da Vida.
    O casamento deve ser por amor, não há dúvida. Mas poucos de nós estão prontos pra isso. Nossas ligações afetivas ainda se dão através da atração física ou do reencontro com velhos conhecidos do passado. Não temos conhecimento suficiente a respeito do amor. Quase tudo o que pensamos sobre o amor conjugal é fantasia. O amor se constrói na superação de si mesmo.

  66. gleiciane disse:

    Boa noite, Morel.
    Iniciei meus estudos sobre a doutrina espírita há alguns meses e já consigo notar grandes mudanças em mim, principalmente no aspecto moral. Infelizmente ainda não consegui encontrar uma casa espírita onde possa me aconselhar e tirar as dúvidas conforme elas surgem, então gostaria de sua ajuda. Já fiz algumas pesquisas sobre o assunto e compreendi que muitas vezes nos relacionamos com almas ligadas a nós desde outras existências e na maioria das vezes para consertar um mal causado, ou seja, para evolução de ambas as partes, e então surge minha dúvida: como identificar se a pessoa com quem estamos é a que estava nos nossos “planos” para esta encarnação e até que ponto este relacionamento deve ser levado, pois me “juntei” ao meu companheiro quando ainda contava 15 anos e tive vários problemas, principalmente com a falta de entrega de sua parte, mas sempre, mesmo contrariada, levei o relacionamento adiante, pois acredito no casamento para a vida toda, mas com o tempo mesmo não sentindo mágoa pelas ofensas e dores causadas não me sinto mais ligada a ele por amor, amo-o, mas não o amor que une um casal, amo-o como a um irmão e sinto-me extremamente culpada por isso, diante de suas faltas tenho ímpeto de romper a relação e manter apenas a amizade, e então a dúvida me aflige. Serão estas faltas exatamente o meio para nossa evolução e o rompimento acabaria tornando-se um adiamento da questão ou poderia ser apenas uma escolha errada feita sem base no amor como deve ser um casamento?
    Caso possa, peço sua ajuda e já o agradeço.

  67. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marlene, é claro que a diferença de idade traz alguns inconvenientes, mas nada que não seja facilmente superado se houver amor. Não percebo isso de sua parte. Parece que você se questiona se deve retribuir o carinho e a atenção dele. A mim parece muito simples: Se ama, supere o possível preconceito; se não ama, não alimente ilusões…

  68. Marlene disse:

    Boa tarde.
    Estou vivendo um grande dilema… entendo a necessidade de progresso de nosso planeta, de nós mesmos, como seres imortais que somos. Mas o entendimento dessas mudanças é mais facilitado, confortável, quando se olha pela janela, sem precisarmos abrir mão de nossas convenções… Tenho 40 anos, e estou me encantando por um “menino”, como eu o chamo, de apenas 18 anos de idade. A maneira como ele me trata, o carinho e o respeito que me devota, a sua certeza sobre seus sentimentos em relação a mim… tudo isso me encanta! Mas, ao mesmo tempo, a certeza da passagem do tempo… a certeza de que, enquanto ele está em ascensão, em sua idade, eu estou em declínio, já. Ele fala para vivermos o aqui, o agora, pedindo a Deus e ao Universo todo dia que nos faça cada vez mais felizes… Ele demonstra uma maturidade elogiável nesse assunto. Fala que acha que somente nascemos em épocas diferentes, e diz que sabe que eu sou a pessoa que ele pediu a Deus em oração. Chega a ser comovente!
    Mas me pego a pensar: como vou reagir quando me perguntarem se é meu filho? Ou o compararem às minhas filhas, sendo que uma é mais velha do que ele? Onde encontrar serenidade para viver este amor de maneira plena, sem pensar que em pouco tempo tudo será diferente? Não me acho no direito de “me aproveitar” de sua juventude, deixando-o participar de minha vida de mulher adulta, madura, com problemas de gente grande…
    Sei que a maneira que falo é um tanto quanto preconceituosa. Mas também sei que a grande maioria de nós age com preconceito nessas condições… Estou tão confusa! Ao mesmo em que acho que não devo estar com ele, penso em como dispensar tanto carinho, tanta demonstração de bem querer… Ele demonstra muita pureza em sua manifestação de afeto, convence-me de sua certeza em relação ao que diz sentir por mim.
    Não sei, realmente, o que fazer. Já tive vários relacionamentos, um que durou 13 anos, entre namoro e casamento, outros de curta duração. Parece que nunca encontro alguém com quem tenha afinidade de verdade. Tanto que, agora, eu só estava querendo que alguém gostasse de mim, que me cuidasse um pouco… E surge meu menino, assim tão inocente, tão disposto a me agradar, a cuidar de meu pequeno, a me fazer feliz… sinto vontade de retribuir isso tudo, mas ao mesmo tempo muito medo.

  69. Regina disse:

    Obrigado !!!!

  70. Morel Felipe Wilkon disse:

    Regina, seja grata pelas coisas boas que viveram juntos, compreenda e perdoe. Não dê importância exagerada a possíveis interferências espirituais. De qualquer maneira, nenhum espírito interfere em nossa vida se não dermos abertura a ele pelos nossos pensamentos e sentimentos. Ou seja, “ninguém é inocente”. Se você acha que há chance de retorno, dê um tempo a ele, ele pode estar passando por um período difícil e não saber como lidar com isso. Mas há pessoas que pensam, por muito tempo, em terminar com uma situação e não têm coragem; quando se animam, despejam inúmeras desculpas…
    Independentemente do que ocorrer, ore por ele, queira bem a ele e o perdoe.

  71. Regina disse:

    Morel, boa tarde!!
    Preciso de uma orientação.
    Devido a todas lutas eu tinha convencido meu coração de acreditar em um relacionamento feliz, mas no começo do ano conheci uma pessoa que do dia pra noite quebrou meu orgulho e me fez acreditar na vida, fez planos (e grandes), me apresentou toda a família, dividia seus problemas comigo, me apoiava… enfim parecia perfeito, apesar de termos opinião diferente e às vezes pra não brigar ficávamos de cara feia um para o outro, mas logo passava. A mãe a exemplo do resto da família sempre me trataram muito bem e expressam sem cessar a alegria em Deus ter me colocado no caminho dele, pois antes de mim ele namorou uma moça 15 anos, pelo que ele e a família sempre contaram foram 15 anos de sofrimento e incertezas, terminavam e voltavam e ele sempre repetia que não queria que os mesmos erros ocorressem conosco.E u fiz o que pude pelo menos o que ele deixou, era claro que apesar de fazer planos de casar, ter uma família, ele baseava no relacionamento com o passado e não importava o que eu fizesse sempre era questionada por coisas que talves fossem acontecer.
    Bem, ontem terminamos contra a minha vontade, é claro, eu levava as coisas no banho-maria, evitava e fechava os olhos pra muitas coisas (palavras, opiniões) pra tentar viver em paz, mas não foi suficiente para ele.
    Em 2 semanas ele se transformou em alguém que eu não conheço, outro homem, outro filho, uma pessoa muito diferente capaz de ofender a própria mãe como fez.
    Usou argumentos como eu tenho vergonha da minha familía, não tenho tempo pra gente, queria poder ser mais pra você mas não consigo, me bloqueei por tudo que sofri e não consigo ser mais uma pessoa tão boa, você merece um homem melhor que eu pois eu não tenho mas objetivo ou percepctiva da vida, se eu morrer hoje seria um alívio, uma pessoa totalmente negativa que só traz pra si pensamentos ruins não tem força pra lutar e desiste sem tentar.
    Eu tentei ajudá-lo mas ele me bloqueou, preferiu se afastar. O que devo pensar?? Estou começando minha fé, tentando me encontrar, a mãe dele põe culpa na ex, ela mexe com isso e com aquilo que trabalha com o mal pra ele não ser feliz, pede pra eu não desistir dele, pra lutar, mas sinto que se eu lutar por ele sem ele querer vou acabar me perdendo. Estou muito triste mas confiante em Deus, não sei como posso ajudá-lo ou nos ajudar. A presença de espíritos do mal é clara, se a ex fez ou não alguma coisa contra a vida dele não sei, mas acho que se ele acreditasse em alguma coisa, seja o que for, ele teria forças pra lutar. O que devo fazer? Seguir minha vida, orar a Deus por ele e por nós ou esquecer?

  72. Morel Felipe Wilkon disse:

    Luciana, você parece carente. Seria bom conhecer melhor a si mesma, e isso você só conseguirá através de muito estudo ou de ajuda psicológica.

  73. Luciana Xavier disse:

    Boa noite, tudo bem?
    Minha pergunta como a maioria das pessoas é em questão ao relacionamento, o porquê de sofrer por alguém que aparentemente não quer, e ainda achar que deixei de fazer alguma coisa. Namorei um ano e meio e terminei (não é a primeira vez). Tivemos muitas brigas onde coisas foram ditas, eu sempre busquei o melhor, lutei, passei por cima de meu orgulho, já perdoei, voltei atrás, mas a sensação que tenho é que só eu lutei. Hoje estamos separados e ainda sinto que ficou faltando algo que eu poderia ter feito, mesmo que ele demonstre não se importar com o que aconteceu. O por quê me sinto presa a uma pessoa é que não sei, se para se esconder ou porque realmente não se importa, nunca fez nada para evitar o fim.

  74. Morel Felipe Wilkon disse:

    É o que normalmente acontece, Regina. Formamos grandes grupos de espíritos ligados uns aos outros, e reencarnamos muitas vezes próximos como um modo de nos harmonizarmos, aprendermos em conjunto, evoluirmos a partir da superação das diferenças, do amor e do perdão.
    Para tornar possível o entendimento do Espiritismo é imprescindível ler O Livro dos Espíritos. Você pode lê-lo aqui: http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/o-livro-dos-espiritos.pdf

  75. Regina disse:

    Olá!!!
    Estou iniciando na vida espiritual e tenho muitas dúvidas, tinha outra religião e acreditava em coisas completamente diferentes. Por viver sempre cheia de dúvidas e não entender o que acontece comigo eu resolvi aceitar um novo caminho que me leve a Deus.
    A exemplo dos demais minha vida sentimental sempre foi a minha grande batalha. É possível que dois espíritos que ficaram juntos em outra vida se reencontrem nesta vida?

  76. Morel Felipe Wilkon disse:

    Claudia, ninguém reencarna pra “pagar” nada. Apenas colhemos o que plantamos. Os relacionamentos amorosos são apenas uma parte das nossas experiências terrenas. Transferir a isso a razão da nossa vida é assinar um atestado de infelicidade. Não podemos depender de ninguém pra sermos felizes. Quem depende de alguém pra ser feliz não é feliz. Quem é feliz contagia com a sua felicidade a todos que convivem consigo, e fazem com que seus relacionamentos sejam construtivos.

  77. claudia disse:

    BOA TARDE, TENHO 36 ANOS E NUNCA FUI FELIZ NO AMOR, AMEI UM HOMEM QUE FALECEU, DEPOIS DELE ME APAIXONEI POR VÁRIOS, NÃO SOU FEIA, NEM BURRA… POR ÚLTIMO ME APAIXONEI POR UM HOMEM, PEDI A DEUS QUE ME MOSTRASSE SE ESTAVA NO MEU CAMINHO, SE PASSARAM 2 DIAS E ELE REATOU O NAMORO COM A EX… ESTÁVAMOS FELIZES… ALGUÉM PODE ME AJUDAR, SERÁ QUE TENHO QUE PAGAR TUDO DA MINHA VIDA PASSADA… NÃO QUERO NUNCA MAIS, NUNCA MAIS ME APAIXONAR.

  78. Morel Felipe Wilkon disse:

    Luna, você questina e responde à suas próprias dúvidas. Se você quiser conhecer melhor a si mesma talvez seja melhor fazer psicoterapia. Não será meia dúzia de palavras que irá ajudá-la nisso. Qualquer coisa que eu dissesse seria apenas especulação.

  79. Luna disse:

    Gostaria de saber qual poderia ser o motivo dos meus relacionamentos amorosos não durarem e o que posso fazer pra mudar essa situação, pois não aguento mais. Tenho 30 anos, e até hoje os namoros sérios que tive não passaram de 5 meses. Na maioria das vezes não consigo me envolver totalmente ou não sinto confiança na pessoa. Sinto que não gosto o bastante mas quando o relacionamento termina sofro muito. Algumas vezes, já percebi que depois que alguns homens têm algum relacionamento comigo conhecem outra mulher e se apaixonam assumindo compromissos que até então não conseguiam. Acho que o problema está comigo.

  80. Morel Felipe Wilkon disse:

    Kauan, espíritas são pessoas como você. Essa experiência é sua, é você quem tem que fazê-la. Boa sorte.

  81. Kauan disse:

    Bom dia, Morel! Venho por meio deste expor minha situação. Já tem alguns dias que conheci uma pessoa, e passei a sentir certas vibrações quando fico perto dessa, vibrações fortes que me fazem querer ficar perto mais e mais, passo a olhá-la com outros olhos, tenho 20 e ela 30, em alguns momentos percebo que ela sente o que se passa comigo, e de forma abstrata corresponde, sendo ela espírita, tenho dúvida se o seu relacionamento comigo está indo até o ponto de amizade ao mais adiante, pois seu carisma, conduta, interesse, sua forma de ser é diferente de todas que já conheci, o que me deixa confuso. Ela me permite certas liberdades mas não sei até onde é valido. Se poder me ajudar agradeço e muito. Preciso saber se há possibilidades que eu vá adiante, pois me sinto bem ao seu lado. E por ela ser espírita pouco tenho entendimento.

  82. Morel Felipe Wilkon disse:

    Priscicla, essa questão diz respeito ao íntimo de cada um, o Espiritismo não impõe regras, não oferece códigos de conduta.

  83. Priscicla disse:

    Gostaria de saber o que o espiritismo acha da diferença de idade nas relações afetivas.
    Tenho 30 anos e me relaciono com um homem de 59 anos. No início, confesso que não estava envolvida, porém com o amadurecimento da relação, tenho percebido que de fato gosto dele. Porém, não assumimos nada ainda para nossas famílias e para sociedade.

  84. Morel Felipe Wilkon disse:

    Lara, ninguém nasce pra sofrer. Você tem 14 anos mas já percebe com clareza os inúmeros erros que as pessoas cometem. Você citou, por exemplo, que a sua mãe proibia você de ver o seu pai e que o marido dela a agride. Duas atitudes lamentáveis. Acontece que todos nós praticamos, em algum momento, atitudes muito piores que essas. Somos espíritos imortais, passamos por múltiplas existências. Se você observar a História, verá que os erros que as pessoas cometiam antes eram ainda mais graves que os de hoje. No universo tudo é harmonia. Nós fazemos parte do universo. Quando cometemos erros, estamos desarmonizando o universo. Por isso reencarnamos em determinadas situações que nos permitam rearmonizar o que desarmonizamos ou pelo menos aprender, sentir na pele coisas que fizemos outros sentir. Isso não pode ser confundido com castigo. Não existe castigo divino. É a nossa própria consciência que percebe os erros que cometemos e faz com que sejamos automaticamente atraídos para situações semelhantes.
    Procure compreender os erros dos outros. Da sua mãe e do marido dela. Ninguém erra de propósito. Na cabeça das pessoas, o que elas fazem, por mais absurdo que seja, é o melhor que elas podem fazer no momento. Somos todos ainda muito atrasados moralmente. Perdoe, valorize as coisas positivas da vida, seja grata por estar com o seu pai, trate bem a sua mãe e o marido dela, ame o seu irmão que virá. Só somos felizes quando amamos. Fomos feitos para amar.
    Fique com Deus.

  85. Lara disse:

    Olá. Tenho uma simples pergunta. Eu tenho apenas 14 anos. Morava com minha mãe. Sempre amei muito ela e sempre a ajudei. Ela e meu pai são separados há 10 anos. Depois que minha mãe se separou, ela casou novamente. Sempre morria de saudades do meu pai e toda a minha família. Minha mãe proibia meu pai de me ver. Nós nos mudamos para outra cidade e a dor da saudade só aumentava. Seu marido no início ela legal. Mas depois ele começou a agredi-la. Desde sempre minha mãe evitava que eu tivesse contato com meu pai. E meu pai sempre estava presente em meu coração e nos meus pensamentos. Meu padrasto começou a bater demais nela. E eu resolvi morar com meu pai. Agora minha mãe está grávida do marido dela e eu estou perto da minha família, como eu sempre desejei! Agora vem a pergunta: Por que eu tive e ainda tenho que sofrer pela dor da distância?

  86. Morel Felipe Wilkon disse:

    Fatima, fica claro que você quer tentar novamente. As opiniões que você ouviu foram contrárias ao que você quer, por isso você busca outras opiniões…
    Não acho que devamos ser tão rígidos em nossos julgamentos. Todos são capazes de mudar. As pessoas superiores mudaram um dia, não mudaram? É claro que pra isso foram necessários séculos de provas e experiências, mas houve um determinado momento em que romperam com atitudes e comportamentos que consideraram inaceitáveis.
    No entanto, é de se prever, pelo fator idade, que ele permaneça ciumento e inseguro. Tenta compensar sua inexperiência com tentativas de domínio e autoridade. Isso é inevitável. A decisão de tentar novamente ou não é sua. Mas você precisa saber que, se tentar, deverá compreender a desvantagem dele em relação a você, no que se refere a experiência, e ceder a ele em alguns pontos. Há diferença entre não se deixar controlar e contemporizar com a necessidade (ridícula, mas…) masculina de “autoridade”. Se você acha que não deve ceder em nada, não está preparada para manter uma relação desigual (etariamente) como essa.
    Ore muito; fique com Deus.

  87. Fatima disse:

    Oi Morel, bom dia!
    Estou passando por um momento delicado com meu ex-namorado e gostaria de desabafar, pois acho que tem a ver com o assunto. Estava namorando há uns cinco meses, ele tem 17 anos e eu 35, eu fui a sua primeira namorada, ele se mostrava bastante ciumento e inseguro e brigávamos bastante, pois ele queria me controlar e eu nunca cedia. Ele já havia melhorado bastante o comportamento, mas ainda me incomodava o seu ciúme. Um dia nós brigamos por ciúmes dele por eu já ter tido outros namorados antes dele, uma coisa bem absurda, e como não aguentei essa cobrança tentei terminar e ele me agrediu fisicamente. Eu sou espírita e sei que ele passou por uma obsessão, mas sei também que não justifica tal atitude, pois se não damos margens o mal não se aproxima. Ele é católico, mas frenquentou algumas vezes o centro espírita comigo. Depois de um mês do que aconteceu ele está tentando se reaproximar. Fala muito em Deus e na fé que tem Nele da gente reatar e ele poder me mostrar o quanto pode mudar e o quanto me ama. Apesar da pouca idade, ele é muito sério e sempre falou em casamento e filhos comigo. Está frequentando muito a igreja depois do que aconteceu e pede muito que a gente volte. Eu queria tentar novamente, queria acreditar que alguém possa realmente mudar se tiver força de vontade e Deus no coração. Tenho medo de passar pelas mesmas coisas e depois de um tempo de melhora ele voltar a ser agressivo. As opniões que escuto das pessoas, que são espíritas, são na maioria de não acreditar numa mudança pra essa vida, nem a longo prazo. Me sinto muito mal só de pensar que não vai mais dar certo, gosto muito dele, desde o início foi muito forte o que aconteceu entre nós, acho que talvez seja mesmo um resgate de outras vidas. Será que é como a maioria pensa? Acho que dizem isso pela experiência que já tiveram e não deu certo. Não há esperanças para dar certo um relacionamento assim? Penso que posso tentar novamente, mas tendo cautela em não me anular nem me deixar maltratar por esse amor. Será que só vou aumentar nosso sofrimento se continuar tentando, será que tudo isso foi um aviso que não podemos dar certo juntos, não agora nesse momento? Sei que seria preciso muita paciência dos dois lados. Será que ele não merece uma chance pra tentar de novo? Quem sabe, se tentarmos e não der mesmo certo, será pra nós dois vermos que nessa vida não podemos ainda nos entender? Estou com muitas dúvidas na minha cabeça!! Estou me sustentando nas orações para que eu enxergue o melhor caminho a trilhar, a melhor decisão a tomar. Se tiver algo a dizer que possa me ajudar, desde já agradeço!

  88. Paula disse:

    Passo por situação semelhante à sua, Marin, é complicado.

  89. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marin, qualquer coisa que eu diga é apenas opinião. Em relacionamentos humanos também não há verdades absolutas.
    É verdade que a maioria das relações passa por um período mais ou menos longo de turbulência, em que as individualidades dever ser restabelecidas. Porque geralmente, quando um relacionamento começa, há uma troca intensa de energias que envolvem hábitos, crenças e opiniões. Mas chega a hora em que lembramos que somos indivíduos, e que isso não deve ser mudado…
    Mas não acredito que uma união sem bases sólidas de confiança mútua possa evoluir harmoniosamente. Qualquer qualidade pode faltar num parceiro, mas sem confiança, apoio, segurança, não há como construir nada mais elevado. Como crescer sem bases sólidas?
    Essa preocupação de “é pra ser” ou “não é pra ser” é inútil. Se a sua decisão foi ponderada, não há por que se cobrar. É verdade que há um planejamento antes de reencarnarmos, mas o planejamento é passível de alterações, afinal somos seres dinâmicos.
    Fique bem.

  90. Marin disse:

    Boa noite, pessoal. Como vão?

    Estou passando por um momento muito confuso e seria muito bom ter uma palavra sincera.
    Sou homossexual e há quase três anos estive com uma pessoa. Apesar de nos darmos muito bem, sempre fiquei meio contrariada com algumas opiniões. Mesmo com certas diferenças em alguns pontos chave, fui relevando e acredito que a pessoa também relevou alguns defeitos em mim.
    Enfim. Várias coisas foram acumulando e fazendo com que a minha afeição fosse diminuindo. Eu me mantive firme e não procurei outras pessoas. Tentei me empenhar cada vez mais, mas pareceu que quanto mais eu tentava, mais distante eu ficava e mais esnobe ela parecia. Busquei apoio na minha família e minha querida mãe, uma pessoa muito iluminada, de conselhos acolhedores.
    Busquei apoio na oração e não pedi pra Deus me separar ou me manter com ela… apenas agradeci e pedi para que acontecesse o que tivesse que acontecer, o melhor pra nós e que se possível, que eu saísse ferida, mas que preservasse o máximo possível dela. Fui rezando, dia após dia, pra ter força e sabedoria.

    Acontece que eu comecei a raciocinar por muitos meses porque é que eu sentia que alguma coisa estava errada, mas não sabia o que era. Ela sempre me cobrou mais independência da minha família, e encontrei finalmente a resposta para isso. Sempre acabo ficando próxima à minha família porque sempre que tenho uma semana não muito boa ou coisa assim, acabo conversando mais com eles, porque nesses três anos toda vez que fui contar pra ela, só tirava sarro e fazia piada… enfim, não sentia apoio. Como começar uma família se não sinto apoio na outra pessoa?

    Quando me deparei com essa resposta, soube que aquilo levaria à ruína o relacionamento com o tempo, apesar de adorar demais essa pessoa. E então, eu me senti extremamente injusta e irresponsável com o sentimento dela, porque não conseguiria, diante de tudo, me manter inteira no relacionamento.

    Conversamos pelo telefone e eu chorei muito, porque o sentimento da injustiça/irresponsabilidade com o sentimento dela e com o meu, estava me matando e só agora eu dei conta desse fato.

    Estou profundamente triste, mas com a consciência tranquila. Porém me mata a dúvida: será que eu deveria ter tentado mais? Será que era pra ser, que era pra gente passar por uma longa-fase-difícil pra depois melhorar? São assim os longos relacionamentos. Mas minha mãe disse que não é assim que começa um relacionamento longo, de acordo com o histórico.

    Estou confusa…

  91. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marinho, o artigo não afirma que “um divórcio inevitavelmente nos provocará um retorno específico por expiação.” Aliás, “expiação” é uma palavra que eu não uso. Releia o parágrafo em questão:
    Sabemos que grande parte dos relacionamentos amorosos acontece entre espíritos conhecidos de há muito tempo, que voltam a se encontrar na tentativa de consertar antigos estragos, com o propósito de harmonização, perdão e aprendizado. Quando um casal se separa está na verdade interrompendo esse processo de reajuste, adiando para outra oportunidade o reajuste necessário. O problema é que da próxima vez pode ser em piores condições…
    GRANDE PARTE dos relacionamentos são reencontros, não todos. Quando um casal desses se separa, está adiando o processo de reajuste que os reuniu novamente.
    Formamos grandes grupos de espíritos que estão intimamente ligados há muito tempo. Reencarnamos juntos, trocando papéis, como um modo de evoluir conjuntamente. É o que o Waldo Vieira chama de “grupocarma”. Enquanto não houver harmonia entre todos os integrantes do grupo, os reencontros acontecem. Isso não é castigo ou expiação. É necessidade evolutiva. Como evoluir deixando para trás pendengas sentimentais?
    O fato de casais que só se conhecem ou só ficam juntos depois de outras experiências faz parte desse processo de aprendizado. Todas as nossas ligações relevantes tiveram seu início antes da atual reencarnação. Quanto a “ambas as partes viverem melhor” depois do divórcio, embora eu concorde que em muitos casos esta seja a melhor solução, o fato de “viverem melhor” não quer dizer nada. O “viver melhor” hoje não quer dizer, necessariamente, que estejamos agindo corretamente. Num primeiro momento, pode-se “viver melhor” abandonando filhos, pais, empregados, credores, esposas…
    Sei que pelas facilidades de se relacionar com alguém, hoje, ocorrem frequentemente uniões fortuitas que não envolvem sentimentos profundos. Deve ser a estes casos que você se refere. Mas estas relações são tão superficiais que não dão ensejo a este monte de dúvidas. Apenas passam.
    Fique com Deus.

  92. Marinho – NICK disse:

    Olá Morel.
    Se for assim, a existência de simultaneidade nas convivências (o que me parece bem lógico); ficam mais complicadas ainda as colocações iniciais desta discussão. Como afirmar, categoricamente, que um divórcio inevitavelmente nos provocará um retorno específico por expiação? Eu mantenho a minha colocação (e opinião): a separação pelo divórcio “pode” ser exatamente uma reparação, ainda na Terra, de um compromisso anteriormente firmado com um outro Espírito; que não o que formamos o par pelas leis dos homens. Vou procurar estudar mais sobre a questão e retorno. Saliento de que este meu interesse é por ver e sentir que, a cada dia, mais pessoas se separam e, invarivelmente após os transtornos iniciais, ambas as partes conseguem viver melhor. Grato e abraços.

  93. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marinho, vivemos, hoje, de maneira muito mais intensa do que em nossas reencarnações anteriores. O que levávamos uma vida inteira para aprender, aprendemos em dois ou três anos. Nos relacionamos com mais pessoas, nos rearmonizamos com mais pessoas. É possível – e muito provável – que a maior parte de nós reencontre mais de uma “ligação amorosa” do passado.

  94. Marinho – NICK disse:

    Olá Morel. Sempre procuro me instruir com seus textos. Que continues a ajudar seus visitantes.
    Minha situação e colocações não são muito diferentes dos demais, salvo certas particularidades.
    Vou tentar resumir… contando com a sua tolerância…rsrs.
    Acompanho a Doutrina, estudando, frequentando palestras e procurando trocar conhecimentos.
    Tenho me focado na questão do par união/desunião (casamento/divórcio), onde apesar da quase unanimidade das fontes (na web), me inclino a não concordar de que as uniões terrenas na sua maioria, são visando o resgate – por escolha dos desencarnados. Na minha humilde opinião, a maioria acontece pelo Livre Arbítrio (equivocado ou não) e em situações que não controlamos (no acaso ???); o que provoca as incontáveis situações de encontros e desencontros que vimos serem contadas pelas pessoas. Penso que podemos “trombar” com o nosso par (quando desencarnado), sentirmos a sintonia e apesar de TUDO estar a favor da união “programada”, a união de fato não ocorre (naquele momento) – pelo Livre Arbítrio. Cada um segue sua vida, em busca de seu par… acaba se envolvendo com outro Espírito… se casa e, apesar de tentar DE TUDO para dar certo… isto não acontece. O “outro par” também segue seu caminho no mesmo sentido e também não dá certo. Pode acontecer de NUNCA mais se encontrarem nesta vida e seguirem destinos distintos até desencarnarem novamente – normalmente em tempo diferentes. Mas o que cada vez mais temos visto, são relatos de que de uma maneira ou outra, acabam se reencontrando mais tarde… às vezes décadas mais tarde. É muito comum, neste reencontro, que ambos estejam infelizes em seus casamentos… TANTO… que decidem se reaproximar, até o ponto de sentirem que cometeram um ERRO no relacionamento atual e, às vezes traem o parceiro, desfazem as famílias, se separam dos atuais e se UNEM; sentindo na alma, que AGORA estão finalmente em PAZ. É mais comum ainda, de que a separação atual ocorra sem mágoas e/ou ressentimentos por parte dos “abandonados”, que invariavelmente conseguem entender “que foi melhor” assim. Com estas colocações, pretendo enfatizar de que fica difícil, considerar que um DIVÓRCIO, consensual ou unilateral; SEMPRE provocará uma adiamento de uma “obrigação” pré assumida… definitiva e invariavelmente. Também podem ocorrer outras variações “do final”… como no meu caso (posso contar depois). Penso que nunca saberemos se estamos nos unindo com quem “combinamos” quando desencarnados. Abraços.

  95. Morel Felipe Wilkon disse:

    Aline, o Espiritismo não condena nada. Cada um de nós tem livre-arbítrio e responde pelos seus atos. Você deve consultar sempre a sua consciência. A consciência é o nosso melhor guia. Não se fala em “pecado” no Espiritismo. Todos os nossos atos geram consequências e nós somos responsáveis pelas consequências. Nada obriga uma pessoa a permanecer com a outra. Apenas devemos analisar os prós e contras, principalmente no que se relaciona a outras pessoas envolvidas, como os filhos.

  96. Aline disse:

    Boa noite… Gostaria de saber se o espiritismo condena a separação quando houver traição e o cônjuge não estiver mais lhe dando carinho, atenção, companheirismo.
    Então mesmo assim ainda é pecado a separação? Ou eu tenho o direito de procurar a minha felicidade?
    Obrigada (desculpe a ignorância, não conheço a doutrina) rsrsrs…
    Um abraço!

  97. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado por contribuir com a sua experiência, Janaina. Eu, no seu lugar, procuraria saber de quem e do quê se trata.

  98. Janaina disse:

    Oi! Sou espírita, frequento uma casa. Sei que todos procuram evoluir e não sinto que deva comentar com meus colegas onde frequento. Como muitos estão contando suas experiências, gostaria de contar a minha. Desde pequena sentia falta de algo, chorava muito, não entendia o porquê de me sentir só e sofria. Quando tinha 14 anos passei a ter desmaios, uma ou duas vezes por mês eu desmaiava cerca de 30 a 40 min. Com quinze anos tive meu primeiro namorado, que eu gostava desde pequena, namoramos dois anos e quando completei 17 anos terminei o namoro. Tempos depois encontrei outro, fui morar com ele, ainda sentia que faltava algo. Neste tempo, em um dos desmaios que tive, um rapaz apareceu, ele pediu que eu fosse com ele, queria me mostrar algo, fiquei com medo e não aceitei, ele pegou meu braço para me levantar pois estava caída no chão. Ele continuou pedindo “VEM, VEM COMIGO, QUERO TE MOSTRAR ALGO”, ele não me puxava, só estava com a mão no meu braço, só que doía tanto que comecei a chorar e gritar dizendo que não. Quando acordei estava no chão e sem forças, ainda doía meu corpo com o toque dele. Parei de desmaiar e depois de muitos anos, quando estava com 24 anos, comecei a sonhar com lugares diferentes, pessoas diferentes, até que o encontrei. Sonho com ele constantemente e acordo feliz nestes dias. Sei o nome dele, pois já o chamei nos meus sonhos. O que fico pensando é que em certos sonhos reconheço que estou em um umbral, ouço lamentações, choros, tudo é escuro, cinza e lamacento. Certas vezes eu encontro ele lá, numa destas vezes uma figura horrível corria atrás de mim com uma forma de cobra humana, esta coisa se enrolou em mim, e quando pude ver sua face perguntei num tom despreocupado “O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?” neste momento esta cobra humana se transformou nele e ele me respondeu “QUERO QUE VOCÊ SE ACOSTUME E NÃO TENHA MEDO”. Gosto dele, fico feliz com ele, em outros sonhos estamos em lugares bonitos, sempre corro para abraçá-lo. Temos um lugar especial que nos encontramos, um campo bonito com uma frondosa árvore, muitas flores, borboletas e ele está lá me esperando. Não lembro do que conversamos, só vejo quando nos encontramos e noto que estou feliz. Quando não sonho com ele, minha saudade volta, quando sonho fico bem. Fico triste pois queria estar com ele, tenho tanto tempo aqui ainda, mas então lembro que de certa forma sinto que ele me espera e me incentiva. Obrigada, agora alguém sabe.

  99. Morel Felipe Wilkon disse:

    Marina, temos livre-arbítrio; ninguém está fadado a nada. Somos o que acreditamos ser. Enquanto você vincular sua vida afetiva a essa relação que você relatou não estará livre para recomeçar. O passado passou. Comece novamente. Os dias e as noites existem para nos proporcionar recomeços. Cada dia que começa é uma nova oportunidade em nossas vidas.

  100. Marina disse:

    Morel,
    Tenho 37 anos e nunca tive uma relacao duradora. Me apaixonei por um homem que a princípio me amava, mas com o passar do tempo eu fui apenas a amiga que ajudava a superar as suas crises. Esperei por este amor por 2 anos e achei que fosse fazê-lo ficar comigo quando resolvesse seus problemas de afeição e rejeição.
    Agora ele está namorando outra, mas ainda me procura. Estou longe há 4 meses mas é quase impossível não pensar nele. Por que esse amor é tão forte e me deixou tão suscetível às suas carências, não consigo dizer não para ele. Mas desta vez acho que ele vai seguir a vida e não me procurar mais.
    O que eu não entendo é o porquê eu não consigo me envolver novamente com um outro homem. Estou tentando conhecer novas pessoas, mas a vibração não é a mesma, não tenho afinidades e atração.
    Será que estou fadada ao amor não correspondido?
    Muito obrigada.

  101. Morel Felipe Wilkon disse:

    Elisangela, não temos condições de escolher tudo ao reencarnarmos. Na verdade a nossa escolha pode ser bastante limitada, restrita a determinadas condições que devem ser cumpridas. Cada um de nós tem envolvimentos com inúmeros espíritos, formando uma grande teia de influências boas e não boas. Temos que nos rearmonizarmos com pessoas com quem nos desarmonizamos em outras vidas, temos que cumprir etapas de aprendizado com outras. Tudo na vida é aprendizado, é para isso que estamos aqui. Ninguém é obrigado a sofrer. Mas temos que colher o que plantamos. Se a sua experiência com o seu ex não foi boa, algo de bom você deve tirar disso, nem que seja a capacidade de valorizar mais outras pessoas e situações. Escolha ser feliz. Sempre. Fique com Deus.

  102. Elisangela disse:

    Adorei o texto e concordo plenamente, só queria tirar uma dúvida. Estou com 25 anos, estava morando com meu namorado. Eu sentia que não amava ele, mas achava que deveria ficar pois ele me amava muito, depois disso de três anos casados, ele me traiu, mantendo outra relação com outra pessoa, e pediu pra separar. Logo após conheci o meu atual, nos vimos, apaixonamos, e agora moramos juntos e eu acredito muito em vidas passadas, minha dúvida é: ele tem 41 anos, eu 25, ele foi casado e descobriu que sua mulher era homossexual, por que nos conhecemos só agora, porque eu reencarnei tão depois dele? Eu escolhi sofrer depois encontrar ele??? Estou vivendo muito feliz agora, queremos ter a bênção de um filho. Obrigada.

  103. Morel Felipe Wilkon disse:

    Só você pode ajudar a si mesma, Di. Estude, esclareça-se, dê o melhor de si. Você obedece aos seus princípios, isso já é uma grande coisa. Sugiro que leia “Entre a terra e o céu”, de André Luiz. Mas para um melhor entendimento do Espiritismo a leitura do Livro dos Espíritos é fundamental. Você encontra esses livros na internet.
    Fique com Deus.

  104. di disse:

    Olá!
    Gostaria realmente de entender essa coisa toda de alma…
    Em 2002 conheci o homem da minha vida, eu tinha apenas 16 anos – talvez você ache que estou exagerando pela idade, mas eu não estou – e foi amor à primeira vista! Logo no primeiro beijo, eu senti que ele era o homem que eu amava, mas a vida nos leva por caminhos diferentes do que planejamos. em 2003 fui embora do interior e ele ficou, passamos mais dois anos noivos, na faculdade conheci um rapaz e na carência e a distância, acabei me envolvendo com ele, terminei com meu noivo e logo após dois anos de namoro com o atual, eu engravidei! Me desesperei de uma forma que cheguei a pensar no aborto, afinal seria uma solução para um relacionamento do qual eu não amava, mas meus princípios não me permitiam tamanha crueldade com um ser que não tem culpa dos meus devaneios. Ao engravidar, fui obrigada a casar, mesmo não amando meu marido, mesmo pensando no outro, pensei que com o tempo eu iria esquecer, mas não foi o que aconteceu, mesmo casada continuei a pensar, a chorar. Cheguei a pensar que se meu marido morresse eu estaria livre pra viver esse amor, mas iria novamente contra meus princípios, eu não consigo fazer mal a uma mosca que dirá um ser humano (desculpe o desabafo). resumindo, nunca consegui me entregar completamente a esse relacionamento, nunca consegui amar meu esposo o tanto que amei o outro e o pior de tudo é que eu sei que meu antigo amor ainda me ama, mas se mantém afastado, acredito que pra não prejudicar meu relacionamento e, eu mesmo amando-o muito, quero que ele encontre alguém que o faça feliz, que possa lhe dar um filho, mesmo que eu sofra muito com isso, ele tem todo direito assim como eu tive. O pior de tudo é saber que meu esposo sente que eu não o amo, mas eu vejo que ele me ama muito e eu me desespero por não poder dar o mesmo! Enfim, somos três pessoas, ou melhor quatro, incluindo minha filha que precisa resgatar algo que foi perdido, porém não é fácil, dói muito, mesmo tendo consciência de que é preciso!
    Obrigada pela oportunidade. Me ajude.

  105. Morel Felipe Wilkon disse:

    Gisele, quase todos os relacionamentos que envolvem ex-parceiros e seus filhos são conturbados. Temos que levar em conta que hoje vivemos muitas vidas em uma vida http://www.espiritoimortal.com.br/muitas-vidas-em-uma-vida/
    Nos reencontramos com espíritos com quem já convivemos em outras reencarnações, e muitas vibrações negativas são emitidas e muitas ressonâncias com o passado vêm à tona. Somos os responsáveis por nossas escolhas, e não podemos nos prender a determinadas escolhas imaginando que “está escrito”. Mesmo o que faz parte do nosso planejamento reencarnatório pode ser modificado se tivermos convicção de que é o melhor caminho.
    Não pense que esse relacionamento vai ser fácil um dia. Já começou errado; fazer coisas escondido causa um mal terrível para a consciência. Com o tempo se perde a confiança em si mesmo e nos outros…
    Você pode ter carinho por ele e procurar vê-lo feliz mesmo sem estar com ele. Meça bem as consequências. Você está em um caminho muito difícil que pode não ser benéfico para ninguém. É bom que você procure um tratamento no centro espírita, mas o principal é orar muito e pedir orientação. Se eu fosse seu amigo, diria para desviar desse caminho…
    Se você insistir em ficar com ele, assuma imediatamente a relação e suas consequências.
    Deus te ilumine!

  106. Gisele disse:

    Boa noite Morel, gostei muito da matéria. Gostaria que me ajudasse com sua sabedoria espírita. Me envolvi com um homem que trabalha comigo, ele se separou recentemente e tem 2 filhos. A vida dele é muito complicada, sempre fomos amigos no trabalho, mas depois que ele se separou tudo mudou. Começamos um relacionamento muito conturbado. Não podemos assumir nada por causa da ex que não aceita e por causa dos filhos. Eu gosto muito dele, mas sinto uma certa insegurança, sinto que nunca gostei de alguém assim, como gosto dele. Sinto um carinho enorme e o quero ver muito feliz. Mas depois que tudo começou não me sinto bem. Choro quase todos os dias, pensamentos negativos, me sinto fraca, desanimada. Frequento o Centro Espírita, e quando estou lá me sinto bem, mas depois fico mal. Não sei o que fazer, me sinto perdida. Me ajude com suas palavras.

  107. Morel Felipe Wilkon disse:

    Carlos, a sua compreensão da vida e seus aspectos mais elevados é louvável. Quando alguém se eleva acima da massa, é natural que colha os benefícios dessa maior compreensão e que sofra o seu revés, que é a distância dos que nos cercam. A isso podemos chamar solidão. Se você não se contenta mais com uniões fortuitas, é possível que fique sozinho por bastante tempo. Mas sabemos que cada um de nós tem lições que deve aprender como um modo de ascender um grau na evolução. Provavelmente a sua nova visão acerca das relações humanas seja uma dessas lições. O aprendizado nem sempre é fácil, pois exige a prática… que é o momento que você vive hoje.
    Muitas pessoas têm essa saudade de algo que não viveram. Isso pode ser a falta de alguém que existe mas está temporariamente inacessível, talvez num outro plano, ou pode ser apenas um ideal não concretizado.
    Força e paz pra você!

  108. Morel Felipe Wilkon disse:

    Ana, você mesma respondeu ao seu questionamento. Não há como sabermos todos esses detalhes… Essas questões são tratadas no Livro dos Espíritos, leitura sempre recomendada. http://www.espiritoimortal.com.br/espirito_imortal/o-que-e-o-espiritismo.pdf
    Fique com Deus.

  109. Carlos disse:

    Bom dia, Morel. Gostei muito do seu texto. Identifico-me totalmente com sua opinião. Meu nome não é Carlos, mas não importa, gostaria de receber sua opinião sobre o que sinto atualmente. Sou homossexual e passei por diversas fases em minha vida: hetero na juventude, bissexual numa fase intermediária e homossexual agora. Creio ser uma tendência natural. Durante a descoberta, tive muitas aventuras sexuais mas minha vida se resume a um ou dois amores verdadeiros. Em suma, há uns 4 ou 5 anos, perdeu a graça para mim o sexo casual. Há 2 anos, não o pratico e não sinto falta. Sinto falta do amor. Vendo inúmeras relações hetero ou homossexuais baseadas na mentira, traição, instabilidade etc., meu coração foi se fechando e não consegui mais encontrar ninguém, a ponto de crer piamente que ficarei mesmo sozinho. E tenho aceitado bem essa ideia. Em contrapartida, Deus alcançou uma dimensão maior em minha vida: Deus está em tudo, é a natureza, é a verdade, é nossa ação. Penso que quando rezamos, reconectamo-nos com a Terra, a natureza e Deus. Isso me faz bem. As coisas dão certo. Minha humilde mãe (ela tem dois anos de estudo e eu, pós-doutorado) sabe de minha orientação e isso nunca foi um problema, creio que seja porque ela confia em mim, em minhas atitudes. Há harmonia em meu lar, com minha mãe. O problema é que sinto saudades de algo que não vivi, um amor adulto. Sinto solidão, também. E não conseguiria me relacionar com pessoas que não fossem honestas e simples, também. Um grande abraço, Carlos.

  110. Ana disse:

    Morel
    Esquecer das lembranças, principalmente das que foram boas, não é tarefa fácil. Por favor, ser puder, me responda; eu sempre tive uma sensibilidade muito aguçada, lembro de quando criança falar para meu pai assim: “Pai, quero que o senhor sempre seja meu pai!”, e olha que nunca tive contato com o espiritismo antes, e não falei por falar, também sempre fui encantada pela cultura oriental, e dizia também que iria me casar com um oriental (chinês, coreano, japonês)… assim sendo, por acaso (ou providência) a vida me trouxe um homem oriental (brasileiro), tínhamos uma relação muito amorosa, mas nossa relação terminou com pouco mais de um ano, por motivos tão banais… Embora eu esteja convicta de que a vida segue, que tenho que gostar mais de mim, e todas essas coisas, eu fico refletindo se realmente poderemos nos encontrar mais adiante, se o que eu dizia quando criança fazia sentido, já que depois de grande eu nem pensava mais, e por ocasião do destino algo do tipo veio se realizar… Não tem como sabermos disso, não é?
    Me desculpe, é por que às vezes essa minha sensibilidade me assusta e me deixa muito pensativa. Eu agradeço! E adorei todos os artigos!
    Fique com Deus!

  111. Morel Felipe Wilkon disse:

    Maria Beatriz, você é casada e ele também é casado. Você tem consciência da infelicidade que um relacionamento hoje, entre vocês, atingiria tantas pessoas. Vocês dois ficariam infelizes pelo remorso, seu marido, a esposa dele, os filhos e outras pessoas próximas sofreriam. Não vale a pena. O prazer que vocês sentiriam não compensa o terrível estrago que isso causaria.
    É provável que vocês tenham ligações de outras vidas, e se houve esses desencontros na reencarnação atual, é justamente uma prova que vocês devem superar. Possivelmente vocês já infringiram as regras no passado, agora têm a chance de se redimirem.
    Se você acha que o risco de envolvimento é grande, elimine ele dos seus contatos sociais. Não corra o risco de se deixar levar por um momento de fraqueza e depois se arrepender.
    Isso pode parecer moralista, mas não é o caso. Temos que aprender a vencer nossas fraquezas. É para isso que reencarnamos. Nossos sofrimentos atuais – inclusive esse desencontro de vocês – se deve justamente à nossa desobediências às regras no passado. Quanto antes nos readequarmos, melhor.
    Ore muito; fique com Deus.

  112. Maria Beatriz Farias disse:

    Aos 18 anos tive a certeza de ter encontrado o meu grande amor, mas nós não morávamos na mesma cidade e depois de alguns meses veio a separação. Nos falávamos por telefonemas, cartas, mas com o tempo esse contato foi diminuindo. Namorei outros rapazes, ele também outras garotas, mas toda vez que eu voltava à cidade que ele morava o sentimento voltava com toda força de ambas as partes. Parece coisa de novela. Já se passaram 27 anos, me casei, tive um filho, me separei, casei novamente. Ele também se casou, tem duas filhas, mas recentemente nos encontramos nas redes sociais e toda aquela paixão vem nos consumir. Não quero me separar e nem que ele se separe, pois não conseguiria viver bem com a infelicidade de outras pessoas. Evito falar com ele se ele estiver on-line, mas mesmo antes de reencontrá-lo vivia (e ainda vivo) sonhando com ele, e como ele disse, o mesmo acontece com ele. Me dê uma luz…
    Obrigada.

  113. Morel Felipe Wilkon disse:

    Lara, não sabemos o que “é pra acontecer” e o que “não é pra acontecer”. Essa parte decisória e executória compete ao nosso livre-arbítrio…
    Mas se ele está bem, é sinal de que sim, era pra ser, já que o sentimento dele em relação a você não é suficiente para mantê-los juntos.
    Você está decepcionada porque criou expectativas: http://www.espiritoimortal.com.br/voce-costuma-criar-expectativas-acerca-das-pessoas/
    É normal que você sinta-se magoada. É o fim de um relacionamento e é o ego ferido. Mas acredite, é melhor assim do que a incerteza que reinaria na sua vida se ele ainda estivesse disponível. Assim acabou; cure as feridas e seja feliz.
    Amor não é bem isso que sentimos e dizemos tantas vezes sentir pelas pessoas com quem nos relacionamos. Amor é algo muito mais profundo, que ainda não conhecemos direito. Gostamos das pessoas, nos sentimos bem com elas, as desejamos, as admiramos, mas amor…
    Melhore. Ame a si mesma. Fique com Deus.

  114. Lara disse:

    Olá Morel,
    Gostei muito do artigo, eu sou uma admiradora do Espiritismo, e você fala com muita sabedoria. Morel, gostaria muito que você pudesse me ajudar… é verdade que quando acontecem coisas para que um casal se separe, é por que deveria ser assim? Estou passando por uma situação que está me causando muita dor, há alguns dias terminei um relacionamento e o outro já está com outra pessoa, e me parecem tão felizes. Estou decepcionada pelo fato de que ele dizia amar tanto, mostrava também, e parece que pra ele foi tão fácil passar por isso. Neste término me pareceu que ele estava bem magoado, mas não aconteceu nada de grave… somente brigas, desacordos… o que mais me magoou foi o fato de ele não se importar com o que eu iria achar, ou se eu iria sofrer, porque tudo o que acontece com ele chega até mim… e esse amor, que ele dizia tanto ter por mim? Eu acreditei, embora eu sempre fosse resistente, meio durona, sabe… rsrs
    Eu sei que sou nova, que muitas coisas irão acontecer, e que eu posso até estar exagerando, sabe… mas eu gostaria muito de entender tudo que houve, me sinto trocada, descartada… mas eu não quero guardar rancor de nada, quero poder seguir minha vida em frente. Não queria deixar nada mal resolvido, para mim ficou, pra ele não… vai entender… Desculpe se estou sendo inconveniente, só gostaria que esclarecesse as coisas. Obrigada.

  115. Mayara disse:

    Olá Morel. Este é o primeiro artigo que leio e mais que o próprio conteúdo, suas respostas nos comentários foram quase suficientes pra esclarecer minhas dúvidas. Parabéns por compartilhar um conhecimento tão bacana que descomplica aquilo que atribuímos como verdade absoluta desde pequenos. Você tem muita luz, parabéns!

  116. Morel Felipe Wilkon disse:

    Patricia, há espíritos que por sua característica reencarnam sem perspectiva de um relacionamento sólido. Seja por ter abusado de seus cônjuges no passado, seja para aprender a agir com mais independência, seja para experimentar uma vida sem laços familiares. Os motivos podem ser vários. Isso é mais comum do que se pensa na sua geração e será cada vez mais frequente. Nos encaminhamos para um mundo que foge totalmente aos padrões tradicionais.
    Seria muita pretensão de minha parte aconselhar alguém sobre como lidar com uma situação assim. Todos os dias me deparo com pequenas ou grandes dificuldades no âmbito de minha própria vida e nem sempre tenho respostas. A única coisa certa, e o que é realmente importante, é que devemos tirar lições de tudo o que a Vida nos oferece. Temos o que merecemos. Muito do que experimentamos foi escolha nossa. Que saibamos aprender com o quadro que se oferece à nossa frente, que nos desenvolvamos e sejamos gratos ao que temos.

  117. Patricia disse:

    Olá Morel

    Você acredita que é possível reencarnar sem ter programado relacionamento amoroso? Aos trinta anos, nunca tive um relacionamento sério/duradouro, sou super comunicativa, me considero bonita, estou concluindo minha segunda graduação, tenho um bom emprego, e com o passar dos anos a vontade de me relacionar e constituir família me consome. Como lidar com essa situação?

  118. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jorge, ao não nos focarmos nos pensamentos que escolhemos, estamos nos autossabotando. É preciso praticar mesmo que no começo pareça não dar resultados. É com persistência que vencemos a nós mesmos. Pode levar um bom tempo até que consigamos implantar novos pensamentos no subconsciente. A maior parte das pessoas que conheço que praticaram os ensinamentos do livro obtiveram resultados em alguns meses. Mas se demorar dez anos já é um ótimo negócio. Sem mudança de atitudes, daqui a dez anos estaremos no mesmo ponto de hoje.

  119. Jorge Luís Rodrigues disse:

    Eu já li o livro do Dr. Murphy e confesso que não consegui colocar em prática, eu tento me focar no pensamento mas as preocupações ao longo do dia sufocam o desejo da realização de modo que não consigo uma concentração efetiva. Quando ao livro do Dr Trevisan não conheço, vou ler com carinho. Obrigado.

  120. Jorge Luís Rodrigues disse:

    Suas respostas são sempre muito atenciosas.
    Obrigado.

  121. Morel Felipe Wilkon disse:

    Jorge, é bastante comum que isso aconteça. Nos privamos de algumas coisas com o duplo propósito de aprendermos a viver sem elas e de desenvolver outras áreas importantes na vida. Enquanto encarnados, só temos conhecimento disso por intuição. Não há como termos certeza do que foi planejado para a nossa reencarnação e o que é consequência de comportamentos e atitudes atuais. Por isso, em qualquer circunstância, devemos buscar o equilíbrio. Nem nos obcecarmos por algo de que sentimos falta, nem abrir mão de determinados aspectos da vida que não foram preenchidos. Uma autoanálise constante, permanente, metódica, permite que percebamos com clareza o que convém ser deixado de lado e o que requer mais esforço e determinação de nossa parte para ser conquistado.
    Uma coisa é certa: Se já tentamos as mesmas coisas várias vezes com os mesmos métodos e não as alcançamos, é lógico que o método está errado. Então o problema não está nas coisas objetivadas, mas nos métodos usados.
    Sugiro que você leia dois livros que qualquer pessoa deveria ler. Não são livros espíritas, e se você já os leu, talvez seja o caso de tentar novamente; acredito que lhe vá ser muito útil. Deixo os links pra você. Se achar melhor, compre-os.
    http://api.ning.com/files/sXNg16ibghaBM4CeJvv0jFtHFmEcUfG2YoyyP*olB10jYYzZAfqvAiPFkHIOx*bm9xGvKQdYrN*kV1CVBRnJpObbZgiyWhIZ/OPoderdoSubconsciente.pdf
    http://api.ning.com/files/IXIdIEylLabqooZ9pqkYT6xBaquJec*aqYUOGtz3jh2XSwFR3RfE4GYQfDEdk0H7pRi0SLfvIixMSITW4CuysjZKJhtEP-74/LauroTrevisamOPoderInfinitoDaSuaMente.pdf
    Não são livros para ler; são livros para serem praticados todos os dias das nossas vidas.

  122. Jorge Luís Rodrigues disse:

    Olá Morel, paz de jesus no seu coração.
    Você acredita que algumas pessoas reencarnam sem ter na sua programação relacionamentos amorosos, amizades ou sexo? Se isso acontecer como viver sem essas coisas?

  123. kaka disse:

    Não tenho palavras pra agradecer… Vou orar, obrigada!

  124. Morel Felipe Wilkon disse:

    Kaka, todos nós já passamos por momentos em que nosso próprio raciocínio parece não ser suficiente para tomar decisões. Mas não devemos esquecer que o uso do livre-arbítrio é o que nos torna responsáveis pela nossa existência. Você deve pesar os prós e os contras. Quantas pessoas seriam atinjidas se vocês se separassem? Há filhos? Como eles reagiriam, o que mudaria na vida deles? Essa falta de coragem não é influenciada pelo comodismo, pela permanência de uma zona de conforto, de uma situação estável? Existe amor na relação de vocês ou é apenas conveniência?
    Temos propósitos em nossa reencarnação, como você lembrou. Algumas coisas são previamente planejadas; o casamento costuma ser uma delas. Mas o planejamento pode e deve ser alterado sempre que essa alteração parecer mais benéfica para o maior número de envolvidos.
    Ore muito, peça orientação de Deus e de seu espírito protetor. Acima de tudo, perdoe. Perdoar não quer dizer ser conivente. Perdoe, não guarde mágoa ou rancor.

  125. kaka disse:

    Olá!
    Parabéns pelas publicações, são esclarecedoras!
    Se puder me ajudar com alguma palavra, você me fará um bem imenso. Vou ser bem objetiva: Sou casada há 10 anos e cansei de ser traída, mas não tenho coragem de me separar, além do medo que tenho de estar infringindo os propósitos da minha reencarnação. Estou me sentindo perdida.

  126. Andre Carlos disse:

    Muito obrigado pela reposta amigo, não tem ideia do quanto me ajudou, oque disse já vem martelando a minha mente a muito tempo ” a necessidade de me conhecer melhor” vou tentar exercitar mais este lado, no meu caso uma boa leitura sempre me ajuda a refletir melhor. por isso obrigado mais uma vez, um abraço fraterno.

  127. Morel Felipe Wilkon disse:

    Andre, não podemos definir o amor que sentimos em nosso relacionamentos, não há um parâmetro para medi-los, compará-los, dizer se é muito ou pouco, se é suficiente ou não. Acredito que o seu caso seja apenas carência afetiva. A paixão é irracional, não é algo desencadeado por sentimentos deliberados. É uma necessidade de identificação com alguém, vontade (mesmo que inconscientemente) de ser amado. Para descobrir o que gera isso, só conhecendo muito bem a si mesmo. Um mergulho profundo na reforma íntima ou psicoterapia.
    De qualquer forma, isso é sentimento, é sensibilidade. Cuide melhor de si mesmo.
    Fique com Deus!

  128. Andre Carlos disse:

    Olá amigo, tudo bem? Estava pesquisando sobre relacionamentos na internet (sou espírita também), caí aqui no seu blog e gostei do que li e por isso gostaria de compartilhar uma certa fraqueza com a qual convivo há muito tempo e da qual eu realmente gostaria de me livrar. É o seguinte, há cerca de 6 anos tenho um relacionamento muito bom com uma pessoa que amo muito, que além de namorada é verdadeiramente uma companheira, o que acontece comigo é que eu sinto que sou meio fraco para mulheres, quero dizer que às vezes acabo me apaixonando por outras mulheres (já aconteceu 3x) e isso me deixa profundamente frustrado e triste comigo (e não, eu nunca traí minha namorada com nenhuma destas outras mulheres ) porque eu não gostaria que isso acontecesse, não desejo terminar com minha namorada por nada disso, só não gostaria de ser tão fraco assim, o que poderia ser isso? Fraqueza minha mesmo? Ou sera que não a amo tanto assim? Eu só sei que ela é muito importante na minha vida… obrigado e um abraço.

  129. Morel Felipe Wilkon disse:

    Eliana, quando li o seu relato achei seu pedido de opinião tão absurdo que não quis responder. Peço desculpas.
    Sua médica diz que o importante são os sentimentos. Muito sábia a sua médica! O importante são os sentimentos, sim. Os sentimentos de todos os envolvidos. Os seus, o do homem, o do seu marido, o da esposa do homem, dos filhos dele, dos filhos do seu marido, dos seus filhos, de um monte de pessoas que seriam atingidas direta ou indiretamente por uma relação extraconjugal. Pergunte à sua médica se ela nunca ouviu falar que não devemos fazer ao próximo aquilo que não gostaríamos que nos fizessem. Você, Eliana, gostaria de ser traída? Você fala em bons propósitos. Existe bons propósitos numa traição? NUNCA devemos fazer aos outros aquilo que não queremos que nos façam. No dia-a-dia deixamos escapar alguns erros, fazemos coisas erradas. Não somos perfeitos. Mas traição não é um errinho qualquer. Traição planejada, então, é um erro grave. É sofrimento que você estará plantando para muitas pessoas, a começar por você mesma. Sugiro que leia o artigo http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-e-adulterio/
    O adultério causa graves comprometimentos espirituais. Nada do que fazemos é segredo. Pode ser segredo entre os encarnados, mas os desencarnados estão vendo tudo. Mais importante que isso, nossa CONSCIÊNCIA está vendo tudo. Se você tem dúvida é porque sabe que alguma coisa está errada. Sua consciência lhe faria sofrer muito, depois. Você fala no amor que sentem um pelo outro. Eliana, não entendo mais de amor do que ninguém. E não conheço vocês pra saber se é amor ou não. Mas é muito fácil pensar que se ama alguém com quem passamos momentos de sexo e carinho, com quem conversamos de sonhos e desejos. Amor se desenvolve é no dia-a-dia, trabalhando, aprendendo, criando filhos. Amor de quarto de motel não é amor. Pode ser uma coisa muito boa e prazerosa, mas não é amor.
    Não se iluda. Não estrague a vida de um monte de pessoas em nome de um desejo, uma carência, um sonho impossível. Pode ser que vocês se amem de verdade. Pode ser que vocês já se conheçam há muitos séculos, de outras vidas. Se for assim, e se vocês não conseguiram construir a vida juntos, É PORQUE TEM QUE SER ASSIM. É ISSO O QUE VOCÊS TÊM QUE APRENDER NESTA VIDA. Se teimarem em ficar juntos, cada um sendo casado com outra pessoa, é evidente que muito sofrimento será gerado. Muito mais sofrimento do que você diz que sente hoje com a sua depressão.
    Respeite o seu marido, por quem você diz que sente grande afeição. Respeite os filhos de todos, que não têm nada a ver com isso e não gostariam de um escândalo familiar. Respeite a mulher dele. Respeite, acima de tudo, a si mesma. Não se rebaixe.
    Se isso for amor de verdade, vai sobreviver além desta reencarnação, e vocês poderão se reencontrar depois de desencarnados, numa situação digna.
    Fique com Deus, Eliana.

  130. Morel Felipe Wilkon disse:

    Eliana, desculpe desapontá-la, mas não sou consultor sentimental. E a resposta é tão óbvia que me recuso a responder.

  131. Eliana disse:

    Estou vivendo um dilema e talvez você possa me ajudar!
    Há 15 anos atrás conheci um homem, em uma ocasião fora do normal pra mim, em um ambiente que sequer eu e ele frequentávamos, de forma inesperada nos conhecemos intimamente naquela mesma noite e não conseguíamos nos separar, durou um ano e pouco esta situação. Ele era casado e tinha filhos, uma esposa ciumenta etc. Eu separada com filhas e lutando pela sobrevivência (meu ex-mardio pouco contribuía). Nos afeiçoamos demais um ao outro desde o começo, mas a situação não se sustentou e separamo-nos de forma dolorosa. Eu pus um fim ao relacionamento pensando ser o mais acertado já que ele nutria um profundo amor pelos filhos e não conseguiria separar-se da esposa sem trauma aos filhos. Passaram-se todos estes anos, casei-me novamente há quase 10 anos, tenho um bom relacionamento com meu atual marido, ao qual tenho muita afeição, mas não consigo livrar-me da depressão que sempre me atormentou, tomo remédios, faço terapia etc e minha terapeuta disse-me para procurar no fundo da minha alma quais as situações na vida em que me senti realmente feliz, e concluímos que foram durante a gravidez das minhas filhas (tenho gêmeas também) e quando convivi com este homem, contei que nos deixamos por ele ser incapaz de terminar o relacionamento com a esposa (ela fazia muita pressão, a fim de desestabilizá-lo com os filhos, o que ele não queria) mas que eu nunca consegui ter algum rancor dele, entendia-o. Que nosso amor para mim era especial e que eu nunca tive outro relacionamento sequer parecido com aquele. Me fez pensar na possibilidade de nos reencontrarmos, analisei a questão muito tempo e procurei-o novamente. Conversamos muito e descobrimos juntos que o amor que sentíamos um pelo outro continua lá, tão igual quanto antes. Enfim, me sinto muito em dúvida do que fazer. Este reencontro me trouxe novamente a alegria de viver mas grandes dúvidas quanto ao que é certo e o que é errado. Sei que hoje tenho maturidade e condições de viver um relacionamento secreto (que continua sendo o possível – já que os dois estamos casados – ele continua com o mesmo problema de os filhos não aceitarem uma separação por influência da esposa e eu casada com uma pessoa que merece todo o meu afeto e amizade (meu marido é 16 anos mais velho que eu, sofreu um câncer de próstata e um infarto quase fulminante – temos uma relação familiar muito boa – desde os filhos dele com os meus – e até eu com a ex-esposa dele). Meu desejo e o dele é continuarmos a nos ver sem alterar nossas vidas. Pelo que conversamos acredito ser possível este entendimento, mas a minha dúvida é: ISSO REALMENTE É CERTO, será que não estarei criando um problema para uma outra reencarnação, mesmo com os nossos bons propósitos? Minha médica diz que o importante são os sentimentos, será? Se possível me dê sua opinião! Me ajude!

  132. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Luzia. A reflexão diária é tão indispensável quanto as refeições que fazemos… Espero contar com você aqui por muito tempo, Luzia!

  133. Luzia da Silva Oliveira disse:

    Morel, adorei conhecer o seu site, os artigos são excelentes, nos levam à reflexão pessoal, assim como nos faz sermos críticos com as nossas atitudes diante do mundo e dos acontecimentos. Deus te ilumine sempre e que os bons Espíritos te deem sempre boas inspirações… Abraços fraternos!

  134. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Eliz!

  135. eliz disse:

    Obrigada por me responder. vou tentar esquecê-lo. Abraços. Adorei seu site.

  136. Morel Felipe Wilkon disse:

    Eliz, eu agradeço por você dar esse depoimento da sua vida, mas não sei o que lhe dizer acerca disso. Apenas me pareceu que você tem que gostar mais de si mesma. Mas isso é só a minha opinião. Obrigado, Eliz.

  137. eliz disse:

    Tenho 34 anos, amo o mesmo homem há 19 anos, no começo ele era jovem tinha uns 21 anos e eu uns 15. Tive um filho com ele e ele nunca assumiu, casei com outro e tive meu segundo filho. Mas nunca deixei de amá-lo. Me separei porque meu ex-marido era usuário de drogas e não podia continuar criando meus filhos assim. ele também casou e hoje está separado. Fui embora da cidade e há alguns meses tive que voltar porque minha mãe ficou doente, nos reencontramos, me disse que precisava do meu perdão e precisava se redimir de tudo o que tinha me feito, ter me deixado grávida etc. Eu por ainda amá-lo dei essa chance, mas não há meio de nossa relação dar certo. faço de tudo mas parece que ele não consegue ficar muito tempo com uma mesma mulher. eu não sei o que pensar, não sei se é carma, se temos algo pendente de outras vidas. O que sei é que mesmo sabendo de todos seus defeitos e ter me feito sofrer muito eu o amo e vou amá-lo pro resto da vida, afinal 19 anos se passaram e eu não fiquei um dia sem pensar nele. Nem deixei de amá-lo. Ainda o amo com a mesma intensidade ou até mais do que quando tinha 15 anos. Adorei o site, as matérias são muito esclarecedoras. vou continuar visitando sempre que puder.

  138. Morel Felipe Wilkon disse:

    Obrigado, Raquel.

  139. Raquel disse:

    “Por outro lado, sabemos que há uniões em que se torna impossível a convivência harmônica, e que por questões de segurança física, mental ou emocional estão fadadas ao fracasso”. Muito triste quando isso acontece… Ótimo texto, como sempre, caindo como luvas!

  140. silvana disse:

    concordo com voce morel otima postagem

  141. Morel Felipe Wilkon disse:

    Estamos nos encaminhando pra isso, Ana. Obrigado pelo comentário!

  142. Ana Paula disse:

    Boa tarde, Morel.
    Só o amor será capaz de unir e reunir no mesmo espaço, todos os anseios e esperanças. Rumo a um planeta habitávelmente respeitado por seus moradores. Toda injustiça, intolerância, pervesidade e males em geral, que nos engessam não terão espaço neste formato. “Transição Planetária”.
    Adorei o artigo.
    Beijos,
    Ana

  143. Morel Felipe Wilkon disse:

    Aprendemos juntos, Regina. Um abraço em você também.

  144. Regina disse:

    Adorei o texto e considero mais uma lição…
    Abraços da amiga

– See more at: http://www.espiritoimortal.com.br/espiritismo-e-relacoes-amorosas/#sthash.yMIi4JH7.dpuf

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3 comentários sobre “Espiritismo e relações amorosas

  1. Meu marido teve um relacionamento fora do casamento e dessa traição nasceu um filho! Impus que para continuar com ele somente se assumisse essa criança financeiramente mas não afetivamente! Reconheço minha fraqueza mas pelo menos por enquanto essa criança e a mãe são a mesma pessoa… Ele topou e estamos assim… O que a espiritualidade pode me aconselhar sobre isso?

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  2. Há alguns meses eu frequentava um site de relacionamentos. Na ocasião buscava encontrar um amor e passei a conversar com um homem casado que desde o início foi honesto comigo, conversa interessante, franca e divertida, ele insistia que nos encontrássemos, mas eu dizia que não tinha interesse, pois buscava alguém solteiro com quem pudesse me relacionar. Nesse período eu havia me disposto a conhecer a Deus e fazia parte de um estudo bíblico, buscava me tornar uma pessoa melhor a partir dos ensinamentos de Cristo. No entanto, fui leviana e, ferindo vários mandamentos, acabei cedendo e nos encontramos para uma aventura, sexo casual, acabamos repetindo os encontros semanalmente, sempre na promessa de ser a ultima vez.
    Assim nos envolvemos, conversávamos sempre, preenchíamos os dias um do outro e fomos nos afeiçoando. Eu tentava me afastar, mas não conseguia resistir e sempre cedia, até que resolvi dar um basta e consegui deixar de falar e vê-lo por duas semanas, depois desse período ele pediu para conversarmos pelo whatsapp o q nunca fazíamos e eu concordei, ele insistiu para que nos encontrássemos novamente, que me amava, mas eu disse que não poderia mais continuar. Sempre odiei traição e acabei me pondo no meio de um casamento de 12 anos e justamente em um período em que buscava ser melhor. A esposa dele acabou vendo essa conversa, tentei dissimular dizendo que nunca houve nada entre nós, na tentativa de reparar o mal q eu havia feito e encerramos o caso. Depois de uma semana sem falar com ele, ele me procurou e eu consciente do erro que estava cometendo com a esposa dele acabei concordando em encontrá-lo, ele insistiu que me amava, eu disse que não poderia continuar, pois tudo o que fizemos foi errado. Dois dias se passaram e comecei a receber mensagens da esposa dele. Ele havia falado para ela sobre o nosso relacionamento, que me amava e que queria ficar comigo. Tentei ainda me manter afastada dele, mas acabei cedendo. Ele se separou da esposa e saiu de casa, e passamos a ficar juntos e assumimos q nos amamos, quando estamos próximos tudo fica tranquilo e calmo, é como se houvesse ordem em tudo e sinto-me serena e feliz.
    Minha família não sabe como nos conhecemos e a dele não aceita a separação e exigem que ele retorne para a esposa. Eu vivo atormentada sem saber o que fazer. Sei que fiz muito mal a esposa dele e quando não estou com ele sinto que faço muito mal a ele também, pois a família dele o pressiona muito para que ele retorne para casa e para esposa, e ameaçam de privá-lo do convívio familiar. Ele tem uma filha com a esposa, que mora com a avó materna e um filho de outro relacionamento. Sempre recebo mensagens da esposa e de familiares dele me acusando por ter destruído a família. Apesar disso, ele tem convivido mais com a filha depois que se separou da esposa, pois tem ido visitá-la muito mais na casa dos pais dele desde que saiu de casa e até a esposa dele tem ido visitar a filha com mais frequência. Sei que isso não atenua e talvez seja apenas uma maneira de suavizar minha culpa, pensar que a relação com os filhos não foi prejudicada, apesar da esposa usar a filha para me fazer sentir mais culpada.
    Inúmeras vezes pensei e decidi por um fim nesse relacionamento e ao encontrá-lo ou depois de iniciada a conversa me calar e não conseguir levar adiante e não me manter firme como deveria ter feito desde o início.

    Sei q há muito o que aprender com tudo que tenho vivido e que pagarei por tudo isso, sei de todo o mal que tenho causado a tantas pessoas, mas não entendo por que não consigo ser firme, pois sei que se eu conseguisse ele retornaria para a esposa e ele não teria tantos problemas, mas quando ele me procura não consigo deixar de lado o sentimento que tenho por ele e fazer a coisa certa.

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  3. Boa tarde, Morel.
    Li e gostei muito do texto.
    Tenho um relacionamento complicado, até para acabar.
    Eu e minha ex esposa nos conhecemos muito jovens, eu com 16, ela com 14. Namoramos por quatro anos e meio e, por intriga de familiares, acabei terminando com ela, de um mode covarde, onde não dei a ela oportunidade de se defender das calúnias que levantaram sobre ela, e que só descobrir se tratar de calúnias mais tarde, quando já estava casado com outra, casamento esse que vim a saber, a magoou profundamente.
    Depois de alguns anos, me separei de minha então esposa, e, por acaso do destino, voltei para a primeira. Permanecemos juntos por mais 13 anos, e, há um ano e oito meses, nos separamos novamente.
    Nosso relacionamento sempre foi cheio de extremos, a um tempo, muito carinho, amor e companheirismo, a outro tempo, brigas, ciúmes e desentendimentos.
    Depois do divórcio, voltamos a nos entender e chegamos a voltar, mas isso se deu de uma forma mais difícil, pois agora vivemos em cidades diferentes.
    Agora, ela decidiu que não quer mais tentar, pois acha que não temos chance, apesar de ambos sabermos do amor que ainda existe.
    Sei que podemos ser felizes, embora as dificuldades sempre vão existir, pois esse é o real motivo das uniões, sanar e reparar defeitos e erros do passado.
    Ela quer, mas tem medo de dar um passo maior, se mudando para a cidade em que moro e se arrepender caso não dê certo.
    O pior é que, consigo me afastar, as vezes, não ligar, me isolar dela, mas, sempre volto a sonhar muito com ela. Sonhos que parecem muito reais.
    Não sei o que fazer, pois não sei se estou fadado a viver assim. Tenho medo de tentar arrumar uma nova companheira e magoa-la também.
    Ao mesmo passo, tenho medo de não tentar algo novo e o tempo passar muito, me condenando a solidão definitiva (nesta vida).
    Adoraria que alguém pudesse me dar uma luz, me explicar melhor o pq dessa situação, é agoniante ver tudo que acontece e não poder fazer nada.
    Meu coração não aguenta mais isso, e eu também sinto que vou acabar explodindo em meio a toda essa dor.
    Desde já, agradeço. Com Jesus.
    Jefferson.

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