O Papel do RH na Empresa Moderna


A natureza da minha atividade me leva a manter contato constante com profissionais de RH de empresas de diversos portes e setores. Este relacionamento me proporcionou uma visão bastante privilegiada sobre o papel que os profissionais desta área estão desempenhando em suas empresas. Normalmente, em empresas de pequeno e médio portes, o dito RH – quando existe – se limita a atividades burocráticas e legais, como administração de pessoal e folha de pagamento; o que se conhece normalmente como atividades de DP (Departamento Pessoal).

Mas se a empresa está inserida em setores da economia ligados a serviços ou produção intelectual, como bancos, consultorias ou empresas de software, independente do seu porte, o RH costuma ganhar uma relevância um pouco maior, cuidando também de benefícios, gestão de carreira e salários e modelos de avaliação de desempenho e competências.

Na medida em que a empresa cresce, se desenvolve, sofistica seu modelo de gestão e se insere em ambientes mais competitivos, é natural que o RH evolua junto e desenvolva outras características. A preocupação com o clima organizacional, a oferta de benefícios cada vez mais atrativos, salários tentadores e perspectivas de crescimento e desenvolvimento se juntam a outros artifícios para aumentar sua capacidade de atrair talentos.

Especialização ou generalização?

O RH deve se especializar cada vez mais em gestão de pessoas, se aprofundando mais nos seus fundamentos de aquisição, aplicação, desenvolvimento e manutenção do seu capital humano ou deve ampliar seu escopo de atuação se preocupando em conhecer mais o negócio da empresa para adequar as competências humanas à estratégia organizacional.

Em seu novo papel, o RH deve delegar o papel de cuidar das pessoas para os gestores de equipes. São eles que precisam aprender a cuidar do seu pessoal dentro de políticas institucionalmente definidas, mas com a sensibilidade e flexibilidade que só o líder pode aplicar. O RH então, neste contexto, deve desempenhar o papel de consultor interno destes líderes, assessorando-os e desenvolvendo suas habilidades de comunicação, liderança e negociação.

Com isso, é esperado que o RH se libere mais para aprender sobre o negócio, contribuir com a construção e implementação das estratégias corporativas de longo prazo e aumentar a aderência entre competências organizacionais e pessoais.

Vivemos numa era em que o capital é abundante no mundo – embora os investimentos sejam mais criteriosos. Uma era em que a tecnologia está se tornando cada vez mais comoditizada e acessível apesar de ainda representar condição mínima para atuar no mercado. Uma era em que o mercado cresce numa velocidade espantosa ainda que os competidores também crescem na forma de novos entrantes constantemente. O principal fator de competitividade é a capacidade de inovar, de pensar diferente, de agregar valor. E não é capital, tecnologia nem mercado que vão gerar isso, mas as pessoas. Assim, o RH deve se preparar para ocupar uma posição estratégica ao lado da alta administração que já foi ocupada por Finanças, Tecnologia e Marketing.

Não dá mais para tapar o sol com a peneira, a organização é feita de pessoas. São elas que promovem as mudanças necessárias. São elas que estabelecem os limites e potencialidades das empresas. são elas que tomam as decisões que conduzem a organização para o futuro. Por outro lado, lidar com pessoas representa um dos maiores desafios dos gestores. Conduzi-las nesta direção é um trabalho complexo e incerto, que envolve mudanças profundas em toda a organização que só se efetivam no longo prazo. Neste sentido, preparar a organização para este futuro implica em iniciar processos de mudanças já. Se o RH não se livrar dos paradigmas que lhe foram impostos e na qual ela se acomodou ao longo dos anos e não assumir de vez a importância e responsabilidade que lhe é devida, ela poderá no máximo continuar cuidando do desenvolvimento de seus colaboradores, mas acabará abandonando o seu principal papel: Cuidar do desenvolvimento da organização.

http://www.silvestreconsultoria.com.br

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O Papel Do Rh Na Empresa Moderna publicado 2/04/2007 por Tânia Regina Silvestre em http://www.webartigos.com

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Tânia Regina Silvestre

Especializada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas FGV, graduada em Administração de Empresas pela Universidade Metodista de Piracicaba UNIMEP, com vasta vivência em administração, planejamento, recursos humanos, finanças, gestão de processos e mudanças, atuou em empresas e associações de médio e grande porte, como Cooperativa Agropecuária Holambra e Caterpillar. Site: http://www.silvestreconsultoria.com.br
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Fonte: http://www.webartigos.com/articles/1399/1/O-Papel-Do-Rh-Na-Empresa-Moderna/pagina1.html#ixzz14R4x74Te

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