INDIGNAÇÃO


INDIGNAÇÃO
Evangelho segundo o Espiritismo
Cap. IX – Item 9
 
            Quem se encontra encolerizado é o primeiro a ser atingido pela cólera, na sua manifestação de desequilíbrio. Se a razão nos diz que sofremos esse assanho, por que vamos entrar nesse estado de sofrimento? O homem deve procurar o Cristo com urgência, para se educar, senão disciplinar seus impulsos inferiores, saindo das trevas da ignorância, buscando a luz que tranquiliza a consciência, motivando o coração para o amor.
            A primeira coisa que o Espírita deve fazer ao abraçar o Espiritismo é se educar e, na mesma sequência, instruir-se, de modo que a sabedoria espiritual domine seu íntimo, acendendo luzes em todos os sentimentos.
            Mesmo que você viva em um ambiente inferior, esforce-se para elevar-se, procurando o domínio de si mesmo, para que a caridade cresça no seu coração, motivada pelo exemplo de Jesus. Quem procura o Cristo com fé e honestidade sempre encontra o Mestre, e ainda escuta a Sua voz, dizendo:
            “Vinde a mim todos vós que sofreis”.
            O maior sofrimento é a ignorância das leis espirituais que, bem entendidas, informam a direção certa dos caminhos a serem percorridos.
            Fuja da ira, usando o perdão, porque, além de livrar-se de um ambiente negativo, ainda granjeará amigos, porque o perdão é caridade; e se é caridade, é amor que começa a nascer. Tenha cuidado quando o orgulho aparecer nos seus sentimentos, pois no ambiente dele podem surgir muitas inferioridades, que põem a alma no desequilíbrio, comungando com as trevas, para esquecer a luz. Assim é o egoísmo, que petrifica os valores que por vezes se encontram acordando.
            A alma que começa no aprimoramento das qualidades espirituais é sempre atacada pelos invasores, para esmorecer no serviço do bem. A Terra é um estágio de educação, e como ninguém se educa sem sofrimento, preciso se faz que se tenha coragem, enfrentando todos os obstáculos, vencendo-os e indo de encontro de outros, até conhecer a verdade, libertando-se de todos os inimigos íntimos, que são os mais difíceis de serem vencidos, mas isso é trabalho nosso, que outro não pode fazer.
            Fuja da impetuosidade; ela é campo propício, que faz esquecer a caridade. Pense na humanidade, procurando senti-la; pense no amor, procurando senti-lo, que a sua vida irá mudando para a vida de Jesus, e esses valores lhe darão meios de sentir a alegria cristã que atinge todo o seu ser, ainda mais, beneficiando os que convivem com eles.
            Procure coligir suas ideias com as dos cristãos verdadeiros; desta forma, o Mestre passará a nascer na sua intimidade, com aquele carinho que se transforma em amor, aquele amor que facilita o nascimento de todas as outras virtudes de que o Evangelho nos dá notícia.
            Deve você colocar dignidade em todos os trabalhos a que for chamado a fazer, para que a luz não falte em seus avanços e nem o Cristo em suas cogitações. Quem se esforça para melhorar já começa a sentir o perfume da felicidade, que não falta com a sua presença, para quem persevera no bem até o fim.
            Devemos pensar que somos filhos de Deus, alunos de Jesus, e irmãos de toda a humanidade, onde quer que estejamos. E, para tanto, é preciso que cresçamos em amor, que só ele nos liga com todos e com tudo, porque Deus é o Amor.
(De “Máximas de Luz”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

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