Impermanência


O termo tibetano para designar corpo é , que significa “algo que você deixa para trás”, como bagagem. Cada vez que dizemos “lü”, isto nos lembra que somos apenas viajantes, temporariamente abrigados nesta vida e neste corpo. Assim, no Tibet as pessoas não se distraíam muito gastando o tempo que tinham em tentar tornar mais confortáveis suas circunstâncias externas. Elas estavam satisfeitas se tivessem o bastante para comer, roupas sobre o corpo e um teto sobre suas cabeças. Continuar pensando obsessivamente em melhorar as próprias condições, como fazemos no ocidente, pode tornar-se um fim em si mesmo e uma distração sem sentido. Pode alguém no seu juízo perfeito pensar em redecorar seu quarto de hotel a cada vez que faz uma reserva? Adoro esse trecho em que Patrul Rinpoche aconselha:

Lembre-se do exemplo de uma velha vaca
Feliz da vida por dormir em um celeiro.
Você precisa comer, dormir e defecar —
Isso é inevitável —
E tudo mais já não lhe diz respeito.

http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/sogyal2.htm

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s