Blog Acordo Coletivo atinge 3.400.000 leituras e 25.000 artigos selecionados


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Criação do Blog: 23/11/2011 – 1 2 3 4 5 – 5 anos em 23/11/2016

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criado em 23 de novembro de 2011

Blog Acordo Coletivo atinge 1.000.000 de leituras e 10.000 artigos

Em fevereiro de 2013
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Opinião do Leitor sobre o blog Acordo Coletivo


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PARCEIROS da ABRAJI – Jornalistas Investigativos


 

Jornalismo para o Desenvolvimento Humano
http://desenvolvimentohumano.org.br/?id=1

McCornick Tribune Foundation
http://rrmtf.org/

Article 19
http://www.article19.org/work/regions/latin-america/portuguese.html

Knight Center
http://knightcenter.utexas.edu/

Instituto Prensa y Sociedad – IPYS
http://www.ipys.org/

Instituto Ayrton Senna
http://senna.globo.com/institutoayrtonsenna/

Investigative Reporters and Editors – IRE
http://www.ire.org/

Transparência Brasil
http://www.transparencia.org.br/index.html

Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
http://www.sjsp.org.br/

Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro
http://www.jornalistas.org.br/

Associação Nacional dos Jornais – ANJ
http://www.anj.org.br/

Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj
http://www.fenaj.org.br/

Comitê Internacional da Cruz Vermalho
http://www.icrc.org.br/

Oboré Projetos Especiais
http://www.obore.com/

PUC-Rio
http://www.puc-rio.br/

ECA-USP
http://www.eca.usp.br/

MPD – Ministério Público Democrático
http://www.mpd.org.br/

 

J&F oferece R$ 8 bilhões ao Ministério Público Federal para fechar acordo de leniência


Executivos do grupo garantem que é o valor máximo a que podem chegar. Ainda não receberam resposta dos procuradores

DIEGO ESCOSTEGUY
25/05/2017 – 16h30 – Atualizado 25/05/2017 16h51
Joesley Batista empresário (Foto:  Danilo Verpa/Folhapress)Joesley Batista, empresário (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

O grupo J&F, do empresário Joesley Batista, ofereceu R$ 8 bilhões ao Ministério Público Federal para fechar um acordo de leniência. Os procuradores ainda não responderam se aceitarão a proposta. Os valores pretendidos pela J&F e pelos procuradores divergiam bastante. Inicialmente, o MP queria R$ 11 bilhões. O grupo, na ocasião, ofereceu R$ 1 bilhão. Com o avanço das negociações, a J&F subiu a proposta para R$ 1,4 bilhão e, depois, para R$ 4 bilhões. O MP também recusou. Na empresa, o valor mais recente oferecido ao Ministério Público Federal foi tachado de oferta final. “Mais que isso não dá para pagar. Inviabiliza o negócio”, afirma um dos executivos da empresa. Os procuradores que estão no caso analisam a proposta detidamente. Temem deixar a impressão de estarem sendo generosos com a empresa e seus donos.

>> Mesmo afastado, Rocha Loures terá direito a salário e plano de saúde

Stedile: “Precisamos de diretas já e de um plano popular de emergência”


João Pedro Stedile convoca o povo para não sair das ruas

João Pedro Stedile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Frente Brasil Popular, analisa em entrevista o cenário político brasileiro, o papel da Globo, as divisões no campo golpista e fala sobre a necessidade de construção de um governo de transição e da construção de um projeto popular para o Brasil.

Brasil de Fato – Qual o interesse da Globo em divulgar esses áudios e por que eles insistem em eleições indiretas?

João Pedro Stedile – A Rede Globo se transformou no principal partido da burguesia brasileira. Ela cuida dos interesses do capital, utilizando sua força de manipulação da opinião pública e articulando os setores ideológicos da burguesia, que inclui o poder judiciário, alguns procuradores, a imprensa em geral, etc. Eles sabem que o Brasil (e o mundo) vive uma grave crise econômica, social e ambiental, causada pelo modus operandi do capitalismo. E isso aqui no Brasil se transformou numa crise política, porque a burguesia precisava ter hegemonia no Congresso e no governo federal para poder aplicar um plano de jogar todo peso da saída da crise sobre a classe trabalhadora. Portanto, a Globo é a mentora e gestora do golpe.

Porém, a saída Temer, depois do impeachment da Dilma, foi um tiro no pé, já que a sua turma – como revelou o próprio Eduardo Cunha – era um bando de lúmpens, oportunistas e corruptos, que não estavam preocupados com um projeto burguês de país, mas apenas com seus bolsos.

A Operação Carne Fraca foi um tiro no pé, que ajudou a desacreditar essa turma do PMDB, pois vários deles estavam envolvidos e provocaram um setor da burguesia agroexportadora. Agora, eles precisam construir uma alternativa ao Temer. A forma como ele vai sair se decidirá nas próximas horas e dias, se por renúncia, se cassam no TSE ou mesmo aceleram o pedido de impeachment no Congresso. E nas próximas semanas se decidirá quem colocar no lugar.

Muitos fatores incidirão e o resultado não será algum plano maquiavélico de algum setor, mesmo da Globo, mas será resultado da luta de classes real, de como as classes se comportarão nas próximas horas, dias e semanas.

Como se organiza o campo golpista?

campo golpista está dividido desde 2014. E isso nos ajuda. Porque nos golpes anteriores, de 1964, e depois no período do governo FHC de 1994, a burguesia estava unida, tinha um comando único, tinha um projeto de país e tinha uma retaguarda importante no capital estadunidense. Agora, eles não têm projeto para o país. Perderam a retaguarda gringa pois se alinhavam com a Hilary Clinton. Querem salvar apenas seus interesses econômicos particulares. Como disse o sociólogo tucano José de Souza Martins, “as reformas da previdência e trabalhistas são medidas capitalistas, que aumentam a exploração dos trabalhadores, mas são contraditórias com um projeto capitalista de país”.

Eles não têm comando único. Estão divididos entre o poder econômico ([Henrique] Meireles, JBS, etc); o grupo dos lúmpens do PMDB ([Romero] Jucá, [Eliseu] Padilha, [Michel] Temer, Moreira Franco…), que tem o poder das leis, e começam a ter fissuras, como o caso do Renan Calheiros. E há também o grupo ideológico, composto pela Globo e pelo Poder Judiciário. Há muitas contradições internas entre eles.

E por isso também eles não têm claro, agora, quem colocar no lugar do Temer. O ideal para eles seria inviabilizar o Lula, ter um governo de transição, que fosse aceito pela maioria da população, que poderia até ser a ministra Cármen Lúcia, até outubro de 2018, e aí tentar ganhar as eleições.

Porém, essa divisão aparece também nas candidaturas deles, pois ainda não conseguiram construir um FHC, um Collor. Estão tateando para opinião pública, apresentando o [João] Doria, o [Luciano] Hulk, etc. Mas eles sabem, pelas pesquisas de opinião pública, que são inviáveis e só adiariam ainda mais a crise política.

O que os trabalhadores e organizações populares podem fazer neste momento?

estamos debatendo, desde o ano passado, no âmbito dos mais de 80 movimentos populares e organizações políticas que fazem parte da Frente Brasil Popular, de que as saídas que interessam para classe trabalhadora são um conjunto de medidas complementares. Primeiro afastar os golpistas, e suspender todas as medidas legislativas que eles vêm tomando contra o povo. Depois ter um governo de transição, que convoque as eleições presidenciais para outubro de 2017. E que se discuta uma forma de termos uma reforma política imediata, que garanta a vontade do povo, e se eleja um novo Congresso. E que o novo governo assuma o compromisso, já em campanha, de convocar para 2018 uma Assembleia Constituinte Exclusiva, à parte do Congresso, para construir um novo modelo democrático de regime político-eleitoral no país.

Paralelamente a isso, construímos um “Plano Popular de Emergência”, que elencou mais de 70 medidas de emergência que o governo de transição e o novo governo deveriam implementar, que na nossa opinião, tirariam o país da crise econômica, social e política.

E depois, durante a campanha eleitoral, é preciso discutir um novo projeto de país, que tome em conta a necessidade de reformas estruturais de médio e longo prazo, como a reforma tributária, a reforma dos meios de comunicação, a reforma agrária, as mudanças no pagamento dos juros e do superávit primário e a própria reforma do poder judiciário.

Mas para que tudo isso aconteça, os trabalhadores, as massas, precisam urgentemente ganhar as ruas. A força do povo só se exerce nas ruas, nas mobilizações, ocupações e pressão de massa. Acredito que nas próximas horas e dias, haverá várias plenárias para debater calendários concretos de mobilização. De nossa parte, achamos que a semana que vem é decisiva. Precisamos acampar no STF, para garantir a renúncia dos golpistas e prisões dos corruptos denunciados pelo Joesley Batista. Precisamos realizar amplas mobilizações em todas as capitais e grandes cidades, dia 21 próximo, domingo. Precisamos transformar o dia 24 de maio não só em mobilização em Brasília, mas em todo país, ocupando as assembleias legislativas, as estradas… enfim, o povo precisa entrar em campo, e pressionar para acelerar as mudanças necessárias.

Na sua avaliação, eleições diretas podem trazer avanços para o país? Como? Quem seriam os candidatos?

Claro, as eleições diretas para presidente e para um novo Congresso são uma necessidade democrática, para tirarmos o país da crise política. Ou seja, só as urnas podem repactuar um governo que represente os interesses da maioria e para ter legitimidade de realizar mudanças a favor do povo, para sairmos da crise econômica. Porque a crise econômica é a base de toda crise social e política.

Da classe trabalhadora, o Lula é ainda o que representa as amplas maiorias do povo brasileiro e que pode se comprometer com um projeto de mudanças e com nosso plano de emergência.

Provavelmente, teremos muitos outros candidatos, como Bolsonaro, na extrema direita, Marina Silva, tentando ocupar um eleitorado de centro, mas sua base real é apenas a Igreja Assembleia de Deus. E entre o tucanato, eles estão em crise, porque Alkmin esta arrolado em várias denúncias. Doria é um playboy de quinta-categoria. E a Globo não teve tempo ainda de construir uma alternativa, como foi o Collor em 1989.

Qual a saída para impedir os retrocessos da agenda golpista?

Mobilizar, lutar, não sair das ruas. E trabalhar nos próximos dias na perspectiva de uma greve geral por tempo indeterminado. Toda nossa militância social e os leitores de nosso Brasil de Fato devem ficar alertas, que os próximos dias serão de batalhas decisivas para definir os rumos dos próximos anos. E a força da classe trabalhadora só se expressa nas mobilizações.

Por Joana Tavares
Edição: Frederico Santana
Fonte: Brasil de Fato

Direção da FNP


DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL
Secretaria Geral Adaedson Costa
(Sindipetro-LP)
Emanuel Cancella
(Sindipetro-RJ)
Secretaria de Administração e Finanças Agnelson Camilo
(Sindipetro-PA/AM/MA/AP)
Edison Munhoz
(Sindipetro-RJ)
Secretaria de Comunicação João Gilberto
(Sindipetro-RJ)
Rafael Prado
(Sindipetro-SJC)
Secretaria de Seguridade, Aposentados e Políticas Sociais Alealdo Hilário
(Sindipetro-AL/SE)
Armando Munford
(Sindipetro-LP)
Secretaria de Política Sindical e Formação Celso Alves – Kafú
(Sindipetro-RJ)
José Roberto Azevedo
(Sindipetro-SJC)
Secretaria de Saúde, Segurança, Tecnologia e Meio Ambiente Marcelo Juvenal
(Sindipetro-LP)
Roberto Ribeiro
(Sindipetro-RJ)
Secretaria de Assuntos Jurídicos, Institucionais e Terceirizados Clarckson Messias
(Sindipetro-AL/SE)
Eduardo Amaro
(Sindipetro-AL/SE)
Secretaria de Relações Internacionais e do Setor Privado Eduardo Henrique
(Sindipetro-RJ)
Lourival Júnior
(Sindipetro-PA/AM/MA/AP)
SUPLENTES DA DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL
Alessandro Alonso (Sindipetro-PA/AM/MA/AP) Bruno Dantas (Sindipetro-AL/SE)
Claiton Coffy (Sindipetro-RJ)                        Edmilson Carmelito (Sindipetro-LP)
Edson Carvalho (Sindipetro-PA/AM/MA/AP) Fábio Loureiro (Sindipetro-LP)
                    Fábio Mello (Sindipetro-LP) Fabiola Mônica (Sindipetro-RJ)
                        Ivan Luiz (Sindipetro-RJ) José Ademir da Silva (Sindipetro-SJC)
José Maria Nascimento (Sindipetro-RJ)                         Júlio César Araújo (Sindipetro-SJC)
Marcos Antônio – Marquinhos (Sindipetro-RJ)                            Mario Cezar (Sindipetro-AL/SE)
Stoessel Chagas – Toeta (Sindipetro-AL/SE) Tânia Lisbôa (Sindipetro-RJ)
CONSELHO FISCAL COMISSÃO DE ÉTICA
Eduardo Brito (Sindipetro-SJC) Arthur Ferrari (Sindipetro-RJ)
Fernando Leal (Sindipetro-RJ) Elias dos Santos (Sindipetro-SJC)
Gildo Francisco (Sindipetro-AL/SE) Justiniano Prado (Sindipetro-PA/AM/MA/AP)
Márcio André (Sindipetro-LP) Péricles Andrade (Sindipetro-LP)
Raimundo da Silva (Sindipetro-PA/AM/MA/AP) Vando Gomes (Sindipetro-AL/SE)

Deputado usa cota parlamentar para pagar picanha e chope na madrugada


Gasto de Edinho Bez (PMDB-SC) foi feito em restaurante de Brasília no mês de fevereiro

GUILHERME CAETANO, COM EDIÇÃO DE MURILO RAMOS
03/05/2017 – 16h00 – Atualizado 03/05/2017 16h30
O deputado Edinho Bez (PMDB-SC) (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)O deputado Edinho Bez (PMDB-SC) (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

O deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC) – suplente, mas que estava no exercício do cargo até o dia 15 de março – usou parte da cota parlamentar, destinada ao exercício da atividade do congressista, com “picanha carioca” e cinco chopes em um restaurante de Brasília. A despesa foi feita na madrugada do dia 22 de fevereiro, conforme a nota fiscal no estabelecimento (leia abaixo). Não foi a única vez que o parlamentar consumiu bebidas alcoólicas usando dinheiro da cota. Em 20 de novembro do ano passado, comprou uma garrafa de vinho Cabernet Sauvignon por R$ 57. No dia 31 de janeiro, Bez também adquiriu uma garrafa da cerveja Skol por R$ 6. Mas a Câmara resolveu não ressarcir essa despesa.

Deputado Edinho Bez (PMDB-SC) é reembolsado após usar cota parlamentar com cerveja (Foto: Reprodução)Deputado Edinho Bez (PMDB-SC) é reembolsado após usar cota parlamentar com picanha e chope (Foto: Reprodução)

>> MP investiga suspeita de uso da cota parlamentar por deputado em eleição municipal

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Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) protocolou nesta sexta-feira denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)


 

RIO  –  A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) informou que protocolou nesta sexta-feira uma denúncia na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o diretor financeiro e de relações com investidores da estatal, Ivan Monteiro.

A entidade pede a inabilitação e suspensão dos dois executivos e a cassação da função pública de Parente. Na denúncia, a FNP acusa os executivos de omitirem fatos relativos à venda dos campos de Tartaruga Verde e Baúna, para a australiana Karoon. A negociação foi cancelada neste ano, para se ajustar às exigências do Tribunal de Contas da União (TCU).

A FNP alega que a Petrobras fechou um acordo para venda dos ativos para uma empresa que não tinha capital social suficiente para garantir a aquisição. A entidade sindical acusa a estatal de omitir a informação de que a Woodside, apresentada pela Karoon como sua sócia na negociação, nunca entrou no negócio.

Segundo documentos apresentados pela Petrobras em março ao Supremo Tribunal Federal (STF), a petroleira alegava que a australiana Woodside desistiu do negócio. Os documentos do processo revelam, no entanto, que a Woodside já havia negado oficialmente, em outubro do ano passado, ter feito qualquer proposta pelos ativos, em conjunto com a Karoon.

FNP protocola petição que exige a cassação do presidente da Petrobrás


Como já denunciado pela a FNP, a ausência de licitação tem sido a principal prática na venda de ativos, durante gestão de Pedro Parente, indicado por Michel Temer para presidência da Petrobrás

Por Vanessa Ramos, jornalista da FNP

Nesta sexta-feira (26), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindicatos protocolaram petição na  Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que exige a cassação da função pública de Pedro Parente, como presidente da Petrobrás, e de Ivan de Souza Monteiro, da função de diretor executivo da área Financeira e de Relacionamento com Investidores da empresa.

No documento protocolado por Luiz Fernando Cordeiro, advogado do Sindipetro-RJ, e elaborado pela Dra. Raquel Sousa, a FNP denuncia as diversas infrações cometidas pela gerência da companhia a fim de desmontar o patrimônio público. Segundo a FNP, Parente e Monteiro teriam cometido omissão de fatos relevantes e comunicação de fato relevante inverídico para o mercado, infringindo a normatização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por meio deste inquérito, a FNP espera que a inabilitação e suspensão de Pedro Parente, de Ivan Monteiro e seus comparsas, seja feita nos moldes das ações que acusam o presidente de vender ativos SEM LICITAÇÃO.

A iniciativa faz parte do embate travado pela FNP em defesa da Petrobrás, que tem conduzido o impedimento da venda de ativos da companhia. Desde novembro do ano passado, a Federação interrompeu a venda de diversos ativos.

Caso Karoon

Esquema de fraude na venda de ativos dos campos de águas rasas de Baúna e Tartaruga Verde foi a principal motivação a ação desta sexta. De acordo com denúncia da FNP, Pedro Parente escondeu que Woodside não tinha interesse em comprar os campos e manteve a tentativa de vendê-los para Karoon, uma empresa australiana que possui capital social três vezes menor do que o valor dos campos de Baúna e de Tartaruga Verde juntos. Então, como pode uma petrolífera de U$ 450 milhões comprar ativos no valor de U$ 1,6 bilhões?

No dia 30 de março, a FNP divulgou que havia fraude na venda de Baúna e Tartaruga Verde. Para recordar o fato, vale a pena dizer que durante meses, a direção da Petrobrás afirmou que a Karoon teria vencido o processo competitivo de compra dos ativos com a Woodside (maior empresa petrolífera da Austrália). Mas, a Woodside não fazia parte da proposta e já havia comunicado, por diversas vezes, a direção da Petrobrás que não aprovava a proposta da Karoon.

Então, a proposta da Karoon era uma fraude e Pedro Parente sabia de tudo e mesmo assim, durante meses, tentou vender os dois campos, valiosíssimos, para a Karoon.

Portanto, a atuação de Pedro Parente na gerência da Petrobrás tornou-se INSUSTENTÁVEL e deve ser interrompida imediatamente, além de suspender também a sua recondução por mais dois anos na frente da empresa.

Fotos e link de vídeos ao vivo da ação desta tarde podem ser vistos no Facebook da FNP. Não deixe de acessar!

 Fotos: Samuel Tosta