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A teoria humanista da personalidade de Abraham Maslow e Carl Rogers


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Ao longo da história da psicologia, muitos psicólogos têm formulado várias teorias da personalidade. Uma das mais conhecidas são as de Abraham Maslow e de Carl Rogers, que juntos formaram o maior expoente daquilo que é conhecido como a terceira força da psicologia: o humanismo. Esta tendência surgiu em contraposição com a psicanálise e o behaviorismo.

A diferença entre essas duas teorias e o humanismo é que este tem uma visão holística e positiva da pessoa, com foco na sua experiência subjetiva. As pessoas são seres ativos com capacidade de se desenvolverem, e seu instinto básico e sua dignidade estão na confiança que têm em si mesmos.

Quem foi Abraham Maslow

Abraham Maslow era um psicólogo americano que nasceu em Brooklyn, Nova York, no dia 1 de abril de 1908. Seus pais eram judeus ortodoxos da Rússia que vieram para a terra das oportunidades com a esperança de dar um futuro melhor para seus filhos. Abraham Maslow nunca foi muito sociável, e desde criança refugiava-se nos livros.


Antes de se interessar pela psicologia, estudou direito na City College de New York (CCNY). Depois de se casar com Berta Goodman, sua prima de primeiro grau, se mudou para Wisconsin para estudar. Foi ali que começou a estudar psicologia. Aí ele trabalhou com Harry Harlow, famoso por seus experimentos com filhotes de macacos e comportamento do apego.Após a graduação e doutorado nesta disciplina, ele voltou para Nova York para trabalhar com EL Thorndike, na Universidade de Columbia, onde se interessou pela pesquisa sobre a sexualidade humana. Neste período de sua vida, ele começou a dar aulas no Brooklyn College e entrou em contato com muitos psicólogos europeus que vieram para o Estados Unidos, como Adler e Fromm, por exemplo.

A teoria humanista de Rogers

A psicologia humanista é, sem dúvida, uma das mais importantes correntes de pensamento na psicologia. Mas, para saber do que se trata, é necessário conhecer o trabalho de outra grande figura. É difícil entender o humanismo sem Rogers e Maslow. Por isso, antes de aprofundar as propostas teóricas de Maslow, vamos entrar na teoria de Rogers.


A psicanálise freudiana observava a pessoa a partir de seus comportamentos problemáticos, já o behaviorismo visualizava as pessoas como seres passivos, ou seja, que não tinham muitas opções para influenciar o ambiente. A visão de Carl Rogers e o humanismo, no entanto, era completamente diferente, porque o ser humano era visto como um indivíduo ativo e dono de sua própria realização. Para Rogers, uma pessoa que presta atenção ao processo de valorização orgânica é uma pessoa plenamente funcional ou auto-realizada.Rogers enfatiza a liberdade dos indivíduos na hora de decidir o rumo de suas vidas. Segundo ele, a personalidade das pessoas pode ser analisada de acordo com uma escala que se aproxima ou se distancia do comportamento de um  indivíduo altamente funcional.

A pessoa é totalmente funcional, ou seja, mais saudável, quando tem uma série de características. São elas:

  • Experiência Existencial: Pessoas abertas à novas experiências têm mais possibilidades de viver plenamente.
  • Confiança Orgânica: Essas pessoas confiam em sua experiência interna para orientar o seu comportamento.
  • Experiência de Liberdade: A pessoa tem liberdade para escolher.
  • Criatividade: A pessoa se mostra criativa e sempre encontra novas maneiras de viver. São mentalmente inflexíveis.

A teoria da personalidade de Maslow

A teoria de Maslow acrescenta à teoria de Rogers o seu conceito de necessidades. A teoria deste psicólogo gira em torno de dois aspectos fundamentais: as nossas necessidades e as nossas experiências. Em outras palavras, o que nos motiva é o que vamos buscando ao longo da vida e o que vai acontecendo nesse caminho, o que  vamos vivendo. É aqui onde se forma a nossa personalidade. Na verdade, Maslow é considerado um dos grandes teóricos da motivação.

A teoria da personalidade de Maslow tem dois níveis: O biológico, que são as necessidades que todos temos e o outro mais pessoal, as necessidades que são o resultado dos nossos desejos e das experiências que vamos vivendo.

Sem dúvida, Maslow se associa ao conceito de auto-realização, porque sua teoria fala sobre as necessidades que nós precisamos desenvolver em nós mesmos para alcançar o nosso potencial máximo. E, de acordo com ele, as pessoas têm um desejo inato de auto-realização, para serem o que querem ser e terem a capacidade de perseguir seus objetivos de forma autônoma e livre.

De certa forma, uma abordagem individual de auto-realização corresponderá ao tipo de personalidade que se manifesta na vida diária das pessoas. Isso significa que, para Maslow, a personalidade está relacionada aos aspectos motivacionais, têm a ver com os objetivos e as situações que cada ser humano vive; não é algo estático, que permanece dentro da cabeça das pessoas e  se manifesta unidirecionalmente, de dentro para fora, como criticam algumas concepções reducionistas e determinísticas deste fenômeno psicológico.

As implicações disto são claras: para estudar a personalidade é preciso conhecer também o contexto em que as pessoas vivem e a maneira que respondem às suas necessidades motivacionais. Se concentrar simplesmente em administrar vários testes para obter uma pontuação não nos dá uma visão precisa, visto que já há uma tendência ao considerar que a personalidade será o que for captado pelos testes. Trata-se de um ponto de vista semelhante ao aplicado no campo das habilidades mentais; em que os psicólogos Howard Gardner e  Robert J. Sternberg são críticos ferrenhos do conceito psicométrico de inteligência.

A personalidade auto-realizada

Maslow acredita que satisfazer as necessidades de auto-realização está ao alcance de todos, no entanto, são poucos os que conseguem. As pessoas que buscam atender suas necessidades de auto-realização são pessoas plenamente realizadas. Contudo, Maslow afirma que menos de 1% da população pertence a esta classe de indivíduos.

As pessoas auto-realizadas se destacam porque:

  • Mostram um alto nível de aceitação de si mesmos.
  • Percebem a realidade de forma mais clara e objetiva.
  • São mais espontâneas.
  • Pensam que as causas dos problemas são externos.
  • Desfrutam da solidão.
  • Têm uma mente curiosa e criativa.
  • Desfrutam de experiências inesperadas.
  • Geram ideias originais.
  • Têm um grande senso de humor.
  • Possuem um grande espírito crítico e são regidos por valores éticos.
  • São respeitosas e humildes.
  • São tolerantes, não têm preconceitos e desfrutam da presença de outros.

A teoria da pirâmide das necessidades humanas

Maslow é famoso pela sua teoria da pirâmide das necessidades humanas porque, segundo ele, as necessidades seguem uma hierarquia, que vai das mais básicas às mais complexas. Essa pirâmide é composta por cinco níveis.

Na base desta pirâmide se encontram as primeiras, e as segundas na parte superior. De baixo para cima, estes são os diferentes níveis de necessidades:

  • Necessidades fisiológicas: comer, respirar, beber…
  • Necessidades de segurança: segurança física, emprego, renda…
  • Necessidade de filiação: casar, ser membro de uma comunidade…
  • Necessidade de reconhecimento: o respeito pelos outros, status, reputação…
  • Necessidade de auto-realização: desenvolvimento moral, espiritual, busca de um objetivo na vida…

As necessidades precisam ir sendo satisfeitas até chegarem ao nível superior. Por exemplo, se não tivermos as necessidades fisiológicas supridas, não poderemos aspirar às necessidades de afiliação. No nível superior estão as necessidades de auto-realização. É com esta hierarquia que Maslow explicou a maneira como a personalidade se adapta às circunstâncias, dependendo de cada situação vivida. Afinal, é uma concepção de personalidade que engloba aspectos psicológicos muito amplos e que vai muito além da abordagem psicométrica que dominou sua época.

About the Author Taiz de Souza

Apaixonada por psicologia, se dedica a pesquisar continuamente os assuntos mais atuais e variados relacionados a psicologia a fim partilhar artigos interessantes e confiáveis a todos que apreciam.

METODOLOGIA DA PESQUISA


 

Na classificação das fontes para uma pesquisa acadêmica, estudamos que existem fontes primárias e fontes secundárias. Nesse sentido, explique o conceito de cada tipo e forneça, pelo menos, um exemplo para cada.

 

Fonte: informação essencial para construção do conhecimento. Fonte primária: contem trabalhos originais, com conhecimento original. Exemplo: livros, artigos científicos, Anais de Congresso, etc. Fonte secundária: trabalhos não originais que citam, revisam, interpretam. Exemplo: revisão de literatura, enciclopédia, dicionários, etc.

As variáveis podem ser classificadas em independentes, dependentes ou intervenientes, Defina cada um destes tipos ilustrando sua análise com exemplos.

Variáveis independentes são aquelas que influenciam , determinam ou afetam outra variável, variáveis dependentes consistem nos valores a serem explicados ou descobertos e variáveis intervenientes são aquelas que em uma sequência casual, se colocam entre a variável independente e a dependente.

Uma empresa de pesquisa e consultoria  pretende estudar as prioridades  de consumo entre  jovens da classe média  que residem nas cidades do Fortaleza  e de Belo Horizonte. A coleta de dados será feita com amostragem elevada de sujeitos residentes nas duas cidades. Neste caso,  o tipo de pesquisa  mais adequado para verificar as semelhanças e diferenças entre os grupos  é: Comparativo

 

 

A metodologia de um trabalho de pesquisa deve ser prevista e analisada no projeto. Ao escolher como metodologia conhecer e analisar o comportamento de compra de consumidores, estarei fazendo uma pesquisa: exploratória

 

A parte do projeto onde é apresentado o problema a ser estudado na pesquisa é: introdução

Diante do seguinte gráfico, pode-se concluir que o pesquisador demonstrou o resultado de uma pesquisa:

 

 

pesquisa de campo

Uma atividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade sendo uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente.” (MINAYO, 1999).

A definição acima refere-se ao conceito de: pesquisa

 

Em relação à abordagem, uma pesquisa pode ser qualitativa ou quantitativa. A pesquisa quantitativa:

Utiliza métodos estatísticos

Ao estudamos a classificação da pesquisa, observamos que há um procedimento em que os participantes assumem o lugar do tomador de decisão, para gerar e avaliar alternativas para o problema, e propor um curso de ação. Este procedimento de pesquisa é denominado de: estudo de caso

Sabemos que a pesquisa bibliográfica é essencial para a elaboração de um projeto de pesquisa de qualquer tipo. Essa pesquisa é responsável, principalmente, para guiar o pesquisador na direção do conhecimento inicial sobre:

O tema e o problema da pesquisa

Qual a etapa da produção científica que em essência corresponde a uma possível explicação para o problema de pesquisa , equivalendo a uma suposição que há de decidir sobre a verdade ou falsidade dos fatos que se pretende explicar? Formulação de hipóteses

O olhar do cientista acha-se impregnado por pressupostos que lhe permitem ver o que o leigo não percebe. Assim, precisamos estar de posse de uma teoria para aprender a ver. (ARANHA; MARTINS, 2003, p. 186)

Este texto demonstra como o pesquisador orientado pelo saber científico desenvolve uma nova percepção da realidade e é capaz de formular questões e respostas originais. Estes dois itens em negrito são respectivamente:

O problema científico e a hipótese.

Um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis, que podem ser observadas e manipuladas, enfim, verificadas na realidade ou em seu meio. Quanto ao conceito de variável, marque a opção correta. É uma propriedade que pode variar e, por conseguinte é suscetível de medição e observação.

“Uma hipótese é a resposta prévia da questão formulada. Uma pesquisa pode ter várias hipóteses. Ela ou elas devem ser elaboradas a partir da experiência do pesquisador e de observações. ” Marque o ÚNICO critério que NÃO faz parte da formulação de hipóteses: A relação entre as variáveis não precisa ser mensurável ou observável.

A etapa do projeto onde é apresentado o tema e o problema da pesquisa, denomina-se: Introdução.

Quando realizamos uma pesquisa, não basta delimitar o tema a um objeto de pesquisa específico, mas deve-se identificar um problema científico que será analisado ao longo de toda a tarefa. Não há pesquisa sem a formulação de um bom problema científico. Entende-se por problema científico: A questão de partida para pesquisa.

Estudamos que não existe trabalho acadêmico ou científico sem uma pesquisa bibliográfica. Neste tipo de pesquisa encontramos fontes primárias e secundárias. Entende-se por fontes numa pesquisa: as informações essenciais para investigar o objeto de pesquisa

Fontes primárias e fontes secundárias possuem diferentes significações em termos conceituais e diferentes papéis numa pesquisa acadêmica. Dentre as opções abaixo, marque a que melhor condiz com essa perspectiva: Fontes primárias são fontes prioritárias e fontes secundárias são elaboradas como textos que debatem e ou comentam essas fontes primárias.

Por que deve-se esgotar a fonte primária, lendo todo o conteúdo com cuidado para embasar as ideias, diferentemente das ideias secundárias? Porque são trabalhos originais com conhecimento original e publicado pela primeira vez por uma autor específico

As __________________, na investigação e na pesquisa, seriam consideradas matrizes explicativas do objeto em estudo, em sua maioria são produzidas por consulta direta ao autor original e estão no início do processo de produção de pesquisas científicas. Complete esta afirmativa com a opção correta: Fontes primárias

 

A _______________ implica em um conjunto ordenado de procedimentos de busca por soluções, atento ao objeto de estudo, que recupera o conhecimento científico acumulado sobre um problema e por tais motivos, não pode ser aleatória. Complete esta afirmativa com a opção correta: pesquisa bibliográfica

 

As ______________________, apresentam a informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de sua finalidade e não podem ser utilizadas para confirmar um dado primário. Complete esta afirmativa com a opção correta: fonte secundária
 

 

AO PREPARAR UM TRABALHO DE PESQUISA, O PESQUISADOR DEVE;

ESCOLHER BEM O TEMA E PROBLEMATIZAR A FIM DE OBTER SOLUÇÕES.

Segundo orientação de Umberto Eco, presente na Webaula 2, um tema mal delimitado pode:

eliminar qualquer possibilidade de uma contribuição inovadora

Sobre a delimitação de um tema para uma pesquisa, existem alguns critérios. Verifique a citação abaixo e aponte qual critério foi esquecido pelo suposto pesquisador em ambos os casos narrados. CASO 1: Imagine que um estudioso resolveu fazer uma pesquisa sobre as relações sociais entre os índios ianomâmis sem, todavia conhecer as particularidades da pesquisa antropológica, não dominar a língua ianomâmi, não poder se deslocar para a reserva indígena. CASO 2: Um pesquisador ficou muito entusiasmado quando ouviu dizer das novidades no Direito Civil Húngaro. Assim, elaborou um projeto de pesquisa e escolheu para assunto o princípio da informação, a partir da comparação entre o Direito do Consumidor húngaro e o brasileiro. O fato é que não fala húngaro, nunca viajou à Hungria. O caso 1 mostra que o tema deve ser acessível às suas condições, o tema é obviamente inacessível; no caso 2, temos uma pesquisa igualmente inacessível pelo desconhecimento do idioma estrangeiro.

Escolha do tema e delimitação deste são os dois primeiros passos de uma pesquisa acadêmica pois: definem o encaminhamento geral (o foco da pesquisa) e qualitativo do TCC

 

Do tema ao objeto de pesquisa, estabelecemos um recorte específico que orienta nossos passos na realização da pesquisa. Nesse sentido, transformamos: assunto em tema

Ao escolher um determinado tema, deve-se levar em consideração alguns aspectos relevantes a realização da pesquisa científica, quais?

O interesse pessoal do pesquisador pelo assunto; O domínio que o pesquisador tem ou pode vir a adquirir sobre aquele assunto; Evitar assuntos muito vastos ou muito restritos.

 

 

Recentemente, mais de um milhão e meio de pessoas foram às ruas em Paris em homenagem às vítimas do atentado à revista Charlie Hedbo e dos acontecimentos que o sucederam, quando outras pessoas foram assassinadas dentro de um supermercado de produtos judaicos na cidade. Foi a maior manifestação da história da França. Acredita-se que a liberdade estaria em perigo e muito se falou sobre fundamentalismo como fenômeno contemporâneo em diversos países da Europa. Jornalistas, analistas políticos, apresentaram programas abordando o tema em diversos momentos e em diferentes países. Dentre os tipos de pesquisa abaixo, assinale a opção em que aparecem tipos fundamentais para a análise do fenômeno. Pesquisa comparada, histórica, quantitativa.

Ao concluir seu curso de Fisioterapia, Mariza fez um estudo nos arquivos da clínica em que estagiou. Interessaram a ela registros de quebraduras em pacientes com mais de 60 anos nos dois últimos anos. Podemos concluir que Mariza se utilizou de uma pesquisa;

Documental

Existem diversos tipos de pesquisa. Dentre as características apresentadas nas opções, àquela que NÃO se relaciona especificamente com pesquisa qualitativa é que… valoriza critérios estatísticos.

Do ponto de vista da forma de abordagem do problema as pesquisas podem ser classificadas como:

Quantitativa e qualitativa

 

O tipo de pesquisa que envolve verdades e interesses universais, motivada basicamente pelo interesse e curiosidade intelectual do pesquisador, denomina-se: Pesquisa pura

Marque a opção cuja característica NÃO esteja nos objetivos da pesquisa descritiva;

As pesquisas descritivas normalmente não se preocupam em assumir a forma de levantamento.

CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS

  1. Do ponto de vista da sua natureza, ou seja, aquilo que compõe a substância do ser

ou essência da pesquisa;

Pesquisa pura

Objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais. Motivada basicamente pela curiosidade intelectual do pesquisador;

Pesquisa aplicada

Objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.

  1. Do ponto de vista de sua abordagem, o que significa dizer modo de tratar ou ponto de vista de uma questão.

Pesquisa quantitativa

Traduz em números opiniões e informações para classificá-los e organizá-los. Utiliza métodos estatísticos.

Pesquisa qualitativa

Neste enfoque não há medição numérica, como as descrições, mas o seu propósito está em reconsiderar ou reconstruir a realidade observada. Assim, considera a existência de uma relação dinâmica entre mundo real e o sujeito. Busca dar significado às relações entre os fenômenos*.

Importante esclarecer que o termo fenômeno pode designar um fato percebido por alguém. Neste caso, a percepção que determinado observador tem de um fato é o que o caracteriza como fenômeno.

  1. Do ponto de vista dos objetivos, ou seja, quanto ao seu fim, propósito:

Pesquisa exploratória

É considerado o passo inicial de qualquer pesquisa. Trata-se de uma observação, ou seja, consiste em recolher e registrar os fatos da realidade. Neste modelo temos a possibilidade de aprimoramento de ideias. Geralmente, neste tipo de pesquisa há o levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que experimentaram situações que estejam sendo pesquisadas e análise de exemplos.

Pesquisa descritiva

O objetivo principal é descrever as características de algum fenômeno observado, descobrir a frequência com que ocorre, sua relação e sua conexão com outros fenômenos. Esta modalidade é típica das ciências humanas e sociais. Neste tipo de pesquisa, o estudante deve observar, registrar, analisar e correlacionar fatos ou fenômenos (variáveis), sem manipulá-los.

Pesquisa explicativa

O objeto está em identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Neste modelo, temos um efetivo aprofundamento de conhecimentos, porque busca entender ou explicar as razões das coisas, o que amplia o entendimento. Nada impede que uma pesquisa explicativa seja a continuação de uma descritiva ou exploratória.

  1. Quanto aos procedimentos, significa maneira de agir, modo de proceder, modo de fazer (algo), técnica, processo ou método. Assim, vejamos:

Pesquisa bibliográfica:

Trata-se de uma etapa fundamental em todo trabalho científico que influenciará todas as etapas de uma pesquisa, na medida em que der o embasamento teórico em que se baseará o trabalho. Consistem no levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa. Bibliografia é o conjunto dos livros escritos sobre determinado assunto, por autores conhecidos e identificados ou anônimos.

Segundo Carlos Antônio Gil (1991, p.48): A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.

Pesquisa documental:

Trata-se de uma pesquisa realizada através de documentos que podem ser:

documentos pessoais, cartas, diários, jornais, balancetes, microfilmes, fotografias, memorandos, ofícios, vídeos, documentos estatísticos e outros. Há uma análise da descrição do conteúdo manifesto para se alcançar uma rede de significados. Em ciência, documento é toda forma de registro e sistematização de dados, informações, colocando-os em condição de análise por parte do pesquisador.

Pesquisa de campo:

É a investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno. Pode incluir entrevistas, aplicação de questionamentos, testes e observações. Segundo Antônio Joaquim Severino (2007, p. 123), na pesquisa de campo “o objeto é abordado em seu próprio meio. A coleta de dados é feita nas condições naturais em que os fenômenos ocorrem, sendo assim diretamente observados”.

Histórica:

Descreve o que já aconteceu, sob a forma de investigação, registro, análise e interpretação de fatos ocorridos no passado, para poder compreender o presente. Os dados podem ser coletados em: fontes primárias – quando o investigador foi o observador direto dos eventos ou utiliza materiais de primeira mão; fontes secundárias – quando os eventos foram observados e reportados por outras pessoas e não diretamente pelo investigador. Neste caso, os dados exigem cuidadosa e objetiva análise a fim de avaliar sua autenticidade e relevância. Você já reparou que os filmes de época exigem um estudo histórico prévio? Vamos verificar

Comparada:

Procura estabelecer semelhanças e diferenças entre situações, fenômenos e coisas, por meio de relações entre os elementos que são comparados.

Estudo de caso:

É o estudo circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas essas como uma pessoa, uma família, um produto, uma empresa, um órgão, uma comunidade ou um país. O estudo de casos constitui-se numa metodologia de ensino participativa, voltada para o envolvimento do aluno. Os casos apresentam situações em que empresas e pessoas reais precisam tomar decisões sobre um determinado dilema. A condução do método envolve um processo de discussão, em que alunos devem se colocar no lugar do tomador de decisão, gerar e avaliar alternativas para o

problema, e propor um curso de ação.

Quatro Pilares da Educação


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Os quatro pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação baseados no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors.

No relatório editado sob a forma do livro: “Educação: Um Tesouro a Descobrir[1] de 1999[2] e reeditado pela Editora Cortez (tendo parte da 7ª edição, de 2012, servindo como base para uma das modificações deste tema[3][4]), a discussão dos “quatro pilares” ocupa todo o quarto capítulo, onde se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de educação: aprender a conhecer (adquirir instrumentos de da compreensão), aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente), aprender a viver juntos (cooperação com os outros em todas as atividades humana), e finalmente aprender a ser (conceito principal que integra todos os anteriores).  Estas quatro vias do saber, na verdade, constituem apenas uma, dado que existem pontos de interligação entre elas., eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação.

ensino, tal como o conhecemos, debruça-se essencialmente sobre o domínio do aprender a conhecer e, em menor escala, do aprender a fazer. Estas aprendizagens, direcionadas para a aquisição de instrumentos de compreensão, raciocínio e execução, não podem ser consideradas completas sem os outros dois domínios da aprendizagem, muito mais complicados de explorar, devido ao seu caráter subjetivo e dependente da própria entidade educadora.

Um dos maiores desafios para a educação será a transmissão, de forma maciça e eficaz, da informação e da comunicação adaptadas à civilização cognitiva (pois estas são as bases das competências do futuro). Simultaneamente, compete ao ensino encontrar e ressaltar as referências que impeçam as pessoas de ficarem ilhadas pelo número de informações, mais ou menos efêmeras, que invadem os espaços públicos e privados. Assim como, orientar os educandos para projetos de desenvolvimento individuais e coletivos.

Proceder-se-á de seguida a uma breve dissertação sobre cada tipo de aprendizagem “deloriana”.

Aprender a Conhecer[editar | editar código-fonte]

Este pilar se refere à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”.

Esta aprendizagem deve ser encarada como um meio e uma finalidade da vida humana (já que a educação deve ser pensada e planejada para ocorrer em todas as fases da vida). Simultaneamente ela visa não tanto à aquisição de um repertório de saberes codificados, mas antes, o domínios dos próprios instrumentos do conhecimento. É um meio, porque pretende que cada um aprenda a compreender o mundo que o cerca, pelo menos na medida em que isso lhe é necessário para viver dignamente. Finalidade, porque seu fundamento é o prazer de compreender, de conhecer, de descobrir.

Debruça-se sobre o raciocínio lógico, compreensão, deduçãomemória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de desenvolvê-los, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor.

Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasiasdos estudantes, capazes de lhes apresentarem metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.

Como o conhecimento humano é múltiplo evolui infinitamente,torna-se cada vez mais inútil tentar conhecer tudo. No entanto, a especialização (até para os futuros pesquisadores) não deve excluir a cultura geral. Esta cultural geral é entendida como uma abertura para outras linguagens e a outros conhecimentos. Fechado em sua própria ciência, o especialista corre o risco de se desinteressar pelo que fazem os outros. A formação cultural implica na abertura a outros campos de conhecimento e, assim, pode operar fecundas sinergias entre as disciplinas.

Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico.

Em vista a este objetivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.

Aprender a Fazer[editar | editar código-fonte]

Nas sociedades assalariadas que se desenvolvem a partir do modelo industrial ao longo do século XX, a substituição do trabalho humano pelas máquinas tornou cada vez mais imaterial e acentuou o caráter cognitivo das tarefas. Aprender a fazer não deve limitar o ensino apenas a uma tarefa material bem definida.

Da noção de qualificação à noção de competência[editar | editar código-fonte]

O progresso técnico modifica, inevitavelmente, as qualificações exigidas pelos novos processos de produção. As tarefas puramente físicas são substituídas por tarefas de produção mais intelectuais ou mentais, como o comando de máquinas, a sua manutenção e sua vigilância, ou por tarefas de concepção, de estudo e de organização, à medida que as máquinas também se tornam mais “inteligentes”, e que o trabalho se “desmaterializa” (pg 76). Qualidades como a capacidade de comunicar, de trabalhar com os outros, de gerenciar e de resolver conflitos, tornam-se cada vez mais importantes. E essa tendência torna-se mais forte devido ao desenvolvimento do setor de serviços.

A “desmaterialização” do trabalho e a importância dos serviços entre as atividades assalariadas[editar | editar código-fonte]

A “desmaterialização” da aprendizagem aumenta economia voltada para o setor de serviços. Esse setor altamente diversificado define-se, sobretudo, pela negativa: seus membros não são nem industriais nem produtores agrícolas e, apesar da sua diversidade, têm em comum o fato de não produzirem bens materiais. Muitos serviços definem-se principalmente em função das relações interpessoais a que dão origem. O desenvolvimento do setor terciário exige, pois, cultivar qualidades humanas que as informações tradicionais não transmitem, necessariamente, e que correspondem à capacidade de estabelecer relações estáveis e eficazes entre as pessoas (pg 77). Agora, as relações interpessoais mostram-se cada vez mais importantes para a solidificação de uma educação que traga a criticidade ao educando.

O aprender a fazer refere-se essencialmente à formação do educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.

Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.

Aprender a viver com os outros[editar | editar código-fonte]

Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Se aposta na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?

O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta baseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo preferencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante.

Hoje em dia os alunos têm que respeitar os professores como eles são respeitados em casa, assim deve ser a manifestação do aluno.

A descoberta do outro[editar | editar código-fonte]

A educação tem como missão transmitir conhecimentos sobre a diversidade da espécie humana, assim como, conscientizar as pessoas sobre as semelhanças e interdependências que existem entre todos os cidadãos do planeta.

A tática de ensinar aos jovens a adotar a perspectiva de outros grupos étnicos ou religiosos, pode evitar atritos que produzem o ódio entre adultos. Assim como, o ensino da historia das religiões ou dos costumes pode servir de referencia vantajosa para futuros comportamentos.

Tender para objetivos comuns[editar | editar código-fonte]

As diferenças e até mesmo os conflitos interindividuais tendem a reduzir-se quando os jovens trabalham conjuntamente em projetos motivadores (o desporto é um ótimo exemplo disso). Neste caso, estamos valorizando a coletividade em detrimento à individualidade. Outra alternativa bastante viável é a inserção de jovens em projetos de ajuda social.

Aprender a ser[editar | editar código-fonte]

Este tipo de aprendizagem depende diretamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.

À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direcionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.

Pretende-se formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proativa na sociedade.

Mais do que nunca a educação parece ter como papel essencial, conferir a todos os seres humanos a liberdade de pensamento, o discernimento, os sentimentos e a imaginação de que necessitam para desenvolver os seus talentos e permanecerem, tanto quanto possível, donos de seus próprios destinos (pg 81).

A diversidade de personalidades, a autonomia e o espírito de iniciativa, até mesmo o gozo pela provocação, são suportes da criatividade e da inovação.  O que poderia parecer apenas como uma forma de defesa do indivíduo perante a um sistema alienante ou considerado como hostil, é também por vezes a melhor oportunidade de progresso para as sociedades (pg 81).

Referências

  1. Ir para cima http://www.pucsp.br/ecopolitica/documentos/cultura_da_paz/docs/Dellors_alli_Relatorio_Unesco_Educacao_tesouro_descobrir_2008.pdf
  2. Ir para cima (PDF) http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001298/129801por.pdf Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. Ir para cima DELORS,Jacques (org.). Educação um tesouro a descobrir – Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. Editora Cortez, 7ª edição, 2012.
  4. Ir para cima NIKEL, Mateus. OS QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO – Jaques Delors (FICHAMENTO) in: http://blogdonikel.wordpress.com/2014/05/06/os-quatro-pilares-da-educacao-jaques-delors-fichamento/

Cuidar do nervo vago para reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida


18, setembro 2017 em Psicologia755 Compartilhados
Cuidar do nervo vago para reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida

O nervo vago inerva grande parte do nosso organismo. De tal forma que muitos o definem como uma força motriz, um canal interno que regula o descanso e que, além disso, desativa as respostas ansiosas do nosso corpo. Saber estimulá-lo através de exercícios como a respiração diafragmática nos ajudaria sem dúvidas a reduzir muitas dessas emoções negativas que nos atormentam todos os dias.

Vamos pensar por um momento em todas essas situações que geram ansiedade, em tudo aquilo que produz medo, incômodo, repulsa… Vamos visualizar esses momentos vitais e perceber como em um dado momento nosso estômago ou nosso intestino começa a ter espasmos, cólicas, a se agitar com muitas borboletas bravas no seu interior. Essa sensação ativa imediatamente o nervo vago e envia ao cérebro uma mensagem categórica: “temos uma ameaça”.

“Onde a água atinge a maior profundidade é onde se mantém mais tranquila.”
-William Shakespeare-

O professor Wolfgang Langhans do ETH Zurich e sua equipe descobriram há alguns anos que essa estrutura fascinante do nosso corpo está intimamente relacionada com as nossas emoções, mais especificamente com a sensação de medo ou a necessidade de fuga. Eles demonstraram, por exemplo, que as pessoas que sofrem de ansiedade crônica apresentam uma hipersensibilidade nesse nervo. Além disso, e é importante relembrar, o nervo vago se inicia no cerebelo e inerva o aparelho digestivo e intestinal, o aparelho respiratório, o coração e o fígado.

Assim, grande parte do nosso organismo se desequilibra quando somos vítimas da ansiedade: o coração acelera, a digestão se torna mais difícil, temos diarreia… No entanto, uma maneira de controlar o impacto de grande parte das nossas emoções é “ativando” de forma adequada o nervo vago. Apesar dessa estrutura responder a diferentes parâmetros pré-configurados pelo próprio organismo, há a possibilidade de estimular e melhorar seu funcionamento para favorecer exatamente o efeito contrário: o relaxamento.

O papel do nervo vago em nosso organismo

O nervo vago: uma parte do nosso corpo que devemos conhecer

Em 1921, um filósofo alemão ganhador do Prêmio Nobel, Otto Loewi, descobriu que ao estimular o nervo vago, algo muito interessante acontecia: a frequência cardíaca se reduzia e se ativava, por sua vez, a liberação de uma substância muito especial a qual ele chamou de “Vagusstoff” (em alemão, “substância vaga”). Essa “substância vaga” era, na realidade um neurotransmissor muito específico: falamos da acetilcolina, o primeiro neurotransmissor identificado pelos pesquisadores.

A acetilcolina é uma das substância químicas mais importantes do nosso organismo porque graças a ela é possível transmitir o impulso nervoso. O nervo vago, por sua vez, cumpre um papel tão essencial e tão relevante quanto: atua como uma força motriz do sistema nervoso parassimpático, encarregando-se de regular nossas respostas de descanso, digestão, necessidade de fuga ou de relaxamento.

É, por assim dizer, como se fosse um jogo de forças, no qual o bem-estar está em equilíbrio homeostático.

É como o “yin-yang” do nosso organismo, onde o ponto ideal reside no fato de poder desfrutar de um nível de ativação justo e adequado, no qual não se sente nenhuma sensação de alerta, nem um estado de relaxamento próximo da fraqueza, da apatia ou da imobilidade.
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Psicólogos clínicos como Kyle Bourassa da Universidade do Arizona nos explicam que algo tão básico quanto favorecer uma conexão saudável do nervo vago entre o intestino e o cérebro nos ajudaria, por exemplo, a regular muito melhor a produção de neurotransmissores como a acetilcolina e o GABA (ácido gama-aminobutírico). Desse modo, e graças a esses neurotransmissores, poderíamos desacelerar o ritmo cardíaco, diminuir a pressão arterial e a atividade de órgãos estimulados em excesso pelo efeito da ansiedade (poderíamos dormir melhor, fazer as digestões de uma maneira melhor…).

A seguir, nos aprofundamos nessas estratégias com as quais atingir esse objetivo.

Como estimular o nervo vago?

Vale ressaltar que algumas pessoas conseguem estimular o nervo vago graças a um bom fisioterapeuta especializado no tema. Mediante uma série de determinadas mensagens na região da boca do estômago, é possível ativar a ação do nervo vago pra experimentar uma agradável sensação de tranquilidade e aliviar, assim, os espasmos intestinais associados aos estados de ansiedade.

“Uma mente tranquila traz força interior e confiança para si mesmo, por isso é muito importante uma boa saúde.”
-Dalai Lama-

Por outro lado, uma boa maneira de conseguir isso é por meio da respiração diafragmática. Essa respiração atua como uma boa ferramenta de relaxamento cotidiano, e caso realmente seja praticada todos os dias, percebemos também menos sensações de ameaça, melhores processos de digestão, um melhor equilíbrio interno e um descanso mais restaurador. Paralelamente, também existem muitas outras estratégias que, combinadas com a respiração profunda ou diafragmática, podem nos servir de ajuda.

  • Exercício aeróbico moderado e praticado diariamente.
  • Conexões sociais positivas e enriquecedoras.
  • Praticar a meditação.
  • Manter um diário para incentivar a comunicação consigo mesmo.
  • Consumo de probióticos, pois foi descoberto que possuir uma flora intestinal saudável e forte também se reflete na saúde cerebral.
  • Banhos frios de poucos minutos.
  • Praticar yoga.
  • Dormir do lado esquerdo.
  • Rir com frequência.
  • Aumentar os níveis de serotonina e ocitocina…

Cuidar do nervo vago para combater a ansiedade

Para concluir, assim como pudemos observar nessa lista, há um aspecto que sem dúvidas chama nossa atenção: o simples fato de cultivar emoções positivas, como desfrutar de boas relações sociais, ter momentos de ócio, gargalhadas e relaxamentos também proporciona estímulos benéficos ao nosso nervo vago.

Não podemos nos esquecer de que é no próprio intestino que é fabricada de 80 a 90% da serotonina, o hormônio do bem-estar. Também não podemos ignorar o simples fato de que colocar um sorriso no rosto, dançar, caminhar, nadar, etc. produz mudanças metabólicas positivas. Mudanças que esse imenso nervo, que “vaga” erraticamente pelo nosso corpo, capta imediatamente para enviar uma mensagem muito específica ao nosso cérebro: “tudo está tranquilo, estamos bem”.

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