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Pureza Moral e Pensamento Forte

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

Como tornar forte o pensamento?
Através da atenção e concentração. Treine a atenção diariamente, inicialemnte em objetos externos, depois em imagens internas, depois em palavras ou mantras, depois nos objetos de cada sentido (aromas, tato, sabor, som, alguma visão),depois no vazio e no silêncio. Finalmente foque a atenção em condições ruins como barulho, posiçoes desconfortáveis, na multidão. Treine meia hora por dia ao menos. Vc não precisa parar par isto, Pode estar fazendo ginástica, comendo, andando, …

Fontes de Poder Mental

Virtudes como:

  • sinceridade
  • seriedade
  • serenidade
  • boa aplicação
  • calma
  • paciência
  • mente serena – seja sempre alegre

Ha 3 purezas: a física , a mental e a espiritual

Lembre-se que a pureza física, mesmo sendo a menos importante, é também necessária.

Desenvolvendo imagens mentais claras, fortes e intensas

Treine obtendo imagens em video, no computador ou papel, entre na imagem, capture-a, feche e abra os olhos até a imagem ficar inteira na mente. Pegue os detalhes, depois pegue o todo

 

Lara Fabian-Love by grace

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

Lara Fabian-Love by grace

 

Lara Fabian

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Lara Fabian
Lara Fabian.jpg
Informação geral
Nome completo Lara Sophie Katy Crokaert
Também conhecido(a) como Laroutcha
Nascimento 9 de Janeiro de 1970 (44 anos)
Origem Etterbeek
País Bélgica Bélgica
Gênero(s) pop
Instrumento(s) vocal, piano
Período em atividade 1986 – atualmente.
Gravadora(s) 9 Productions / Warner Music
Página oficial www.LaraFabian.com

Lara Fabian, nome artístico de Lara Sophie Katy Crokaert (Etterbeek, 9 de janeiro de 1970), é uma cantora, compositora e letrista ítalo-belga-canadense de língua francesa. Apesar de ter o francês como língua da maioria de suas canções, já gravou em inglês, italiano, espanhol, grego, alemão, português, russo e hebraico

Biografia

Lara Crokaert, seu verdadeiro nome, nasceu no dia 9 de Janeiro de 1970 em Etterbeek (Bruxelas). Seu pai é da Bélgica e sua mãe da Sicília (Itália). Lara passou os cinco primeiros anos de sua vida na Sicília, próximo ao grande vulcão Etna, um local cheio de história. Em 1975, de volta à Bélgica, ela prosseguiu com seus estudos muito sériamente. No dia 6 de Dezembro de 1978, no dia de St-Nicolas, ela recebeu seu primeiro incentivo musical, quando seus pais lhe deram de presente um piano. Para esta jovem artista, um sonho se torna realidade. Um piano…

A partir deste momento, ela começou a compor suas primeiras melodias e, com sua voz mágica, ela já conseguia cantar as músicas que ouvia no rádio.

Nesta mesma época ela começou a ter aulas de canto. Seu pai a ajudava a se apresentar em pequenas salas em Bruxelas e nas redondezas. Ele também a incentivou a participar em concursos de amadores. Em 1986, após ganhar o concurso Le Tremplin de Bruxelles, ela teve a oportunidade de gravar seu primeiro single. A música, chamada L’Aziza est en pleurs (Aziza está em prantos) (com Il y avait no lado B), era dedicada a Daniel Balavoine. 500 cópias do disco foram feitas. O produtor Hubert Terheggen ouviu as duas canções e correu para ver quem era a jovem artista que, na ocasião, estava cantando no piano-bar The Black Bottom, com Marc Lerchs (o compositor das duas faixas).

Em 1988, Lara representou Luxemburgo no Festival Eurovisão da Canção 1988, em Dublin, com o tema Croire (que em português significa Acreditar) acabando em um respeitável quarto lugar,no mesmo ano que Céline Dion, ganharia e também teria um impulso em sua carreira. Este resultado impressivo,deu um impulso definitivo em sua carreira, fazendo-a abandonar definitivamente seus estudos de direito para dedicar-se a tempo integral à música. Após o Eurovision, Lara gravou seu segundo single, ‘Je Sais’ (em dueto com Franck Olivier), e pela primeira vez foi ao Québec (Canada) para promover a canção. Foi amor à primeira vista com o país. De volta à Bruxelas, ela só tinha uma coisa em mente: voar de volta, do outro lado do Atlântico, o mais rápido possível e seduzir o Québec assim como ela havia sido seduzida por ele. Conhecer Rick Allison foi muito importante para o desenrolar de sua carreira. Uma noite, com um amigo, Lara foi ao Crescendo, um piano-bar em Bruxelas. Rick tocava muito bem o piano. Lara se aproximou dele e começou a cantar quando ele tocava a canção ‘Summertime’. A harmonia dos dois foi tanta que ambos decidiram abandonar tudo e suas vidas na Bélgica para tentar a sorte no Québec. Seu primeiro álbum foi lançado em 1991 (produzido por seu pai) e muito aclamado por todos ‘Le Jour Où Tu Partiras’ e ‘Qui Pense à L’amour’ foram duas canções importantes. A partir daí as coisas aconteceram muito rápido: ela foi nominada ao Felix (uma espécie de Victoires de la Musique ou Grammy, em Québec), gravou a canção ‘Laisse-moi Rêver’( deixe-me sonhar) para a trilha do filme La Neige et Le Feu ( A Neve e o Fogo), de Claude Pinoteau, em 1991, e fez uma turnê por todo o Canada durante dois anos.

Já em 1994, é lançado seu segundo álbum, Carpe Diem, que é certificado três vezes como disco de platina. O disco trouxe sucessos como Tu t’en vas e Je suis malade, ganhando prêmios Félix e Junos no Canadá. Em 1° de julho de 1995 Lara Fabian adquire a nacionalidade canadense. Em 1996, alguns meses após se tornar cidadã canadense e um estrondoso sucesso de sua turnê Sentiments Acoustiques, ela foi escolhida pelos estúdios Walt Disney para emprestar sua voz à personagem Esmeralda na dublagem canadense do filme O Corcunda de Notre Dame, assim como gravação da trilha, com a canção ‘Dieu Aide Les Exclus’( Deus ajuda os excluidos).

Depois de ter assinado contrato com a Polydor, é lançado em setembro de 1996 seu terceiro álbum intitulado Pure. Este foi certificado como disco de platina apenas duas semanas após seu lançamento e também trouxe recompensas nas premiações Félix (melhor álbum popular) e Junos (melhor álbum francófono). Na Europa, Pure foi lançado apenas em junho de 1997, mas não deixou de ser um fenômeno vendendo mais de dois milhões de cópias depois do sucesso de Tout, Je t’aime, Humana e La différence.Tout’, ‘Je T’aime’, ‘Humana’ e ‘La Différence’ permitem que o disco alcance um grande fenômeno,o que lhe rende um World Music Awards.A jovem cantora apareceu em todo lugar nesse meio tempo: programas de TV, rádio, jornais, revistas e no palco do Le Stade de France com o cantor Johnny Hallyday, com a canção ‘Requiem pour un fou’. Então ela partiu para uma turnê pelos países europeus francófonos.No dia 20 de Fevereiro, no palco do Olympia, ela recebe o Victoire de La Musique como Revelação do Ano de 1998. Lara definitivamente prova sua popularidade ao receber como homenagem uma réplica em cera no Museu de Cera Grévin. No início de 1999 um disco ao vivo, um testemunho em áudio dos concertos, alcança o primeiro lugar em vendas no dia do lançamento.

Intitulado simplesmente Lara Fabian, o seu primeiro álbum em inglês é lançado em 1999. A cantora, influenciada por Barbra Streisand, confirma seus dotes vocais excepcionais, mais particularmente com ‘Adagio’(versão do famoso Adagio de Albinoni. Lara gravou um belíssimo especial de tv, o nunca oficialmente lançado From Lara With Love, onde apresentou canções do disco atual em inglês além de inesquecíveis interpretações para canções como Perdere l’amore, Caruso (Considerada por muitos a melhor versão feminina da canção) e a clássica Je suis malade, que é um dos vídeos mais acessados da Lara até os dias atuais. Com isso Lara Fabian conquista o mercado estadunidense, tendo a canção I will love again alcançado o número um nos charts da Billboard. Os outros singles: I am who I am, Love by grace e Quédate foram os responsáveis por confirmar sua popularidade em países como Brasil, Portugal e Espanha. A música Love by grace fez enorme sucesso no Brasil por ter sido tema da personagem Camila (Carolina Dieckmann) enquanto ela lutava contra a leucemia, na novela Laços de Família, exibida pela Rede Globo de 2000 a 2001.No fim de Março de 2001 Lara voa até o Brasil para conhecer o sucesso que a canção ‘Love By Grace’ alcança, e doa todos os direitos e arrecadações da canção para o Instituto Nacional do Câncer. Outra música que foi tema de novela O Clone foi Meu grande amor, versão que Lara gravou em português da música Si tu m’aimes que já tinha sua versão em inglês, To love again.

No ano seguinte ela gravou duas canções para filmes. A canção For always, dueto com Josh Groban, foi tema do filme AI – Inteligência Artificial, do renomado diretor Steven Spielberg. E para o filme Final Fantasy, Lara gravou The dream within.

No segundo semestre de 2001 é lançado o single ‘J’y Crois Encore’, do álbum Nue, e após os sucessos de ‘Immortelle’ e ‘Aimer Déjà’, é a vez de divulgar o dueto com Maurane ‘Tu Es Mon Autre’. Graças à incrível reação positiva das pessoas com o disco Nue, Lara volta aos palcos (após massivas críticas da imprensa sobre sua voz e suas intenções como artista, ao lançar seu disco em inglês e tentar ‘o sonho americano’).

Mas Lara também aprecia atmosferas mais íntimas. Em 2003 o CD e DVD ao vivo En Toute Intimité confirma este sentimento. Numa atmosfera aconchegante Lara apresenta seus maiores sucessos, assim com sucessos de outros. Originalidade em dobro: arranjos acústicos incríveis, que podemos chamar de neo-romanticos (píano e cordas), uma brilhante versão de ‘Comme Ils Disent’ (de Charles Aznavour), uma performance estremecedora de ‘Addio del Passato’ (La Traviata) e uma homenagem à Michel Berger e ao time de Luc Plamondon, com um medley do musical ‘Starmania’.

Após algum tempo sem lançar discos gravados em estúdio, no ano de 2004, depois de dois discos ao vivo, Lara Fabian volta a lançar um álbum em inglês. A wonderful life traz algumas versões em inglês de canções lançadas em 2001 no disco Nue, como Silence (inglês) versão da música de mesmo nome Silence (francês) e I’ve cried enough versão de J’y crois encore. Mais uma vez Lara tem suas músicas em novelas brasileiras. The Last Goodbye, que era o tema da personagem Moa (Alinne Moraes) na novela Da Cor do Pecado e I Guess I Loved You, que era o tema do romance de Viriato (Marcello Antony) e Maria Eduarda (Débora Falabella) na novela Senhora do Destino, ambas da Rede Globo.Neste mesmo ano ela grava outro dueto: The Alchemist, com o tenor inglês Russel Watson. Ainda em 2004 Lara participa, ao lado outros renomados cantores (Kevin Kline, Ashley Judd, Jonathan Pryce, Alanis Morissette, Natalie Cole, Sheryl Crow, Robbie Williams e Mario Frangoulis), de um filme, Delovely, de Irwin Winkler, uma comédia musical que retrata a vida do compositor Cole Porter. Para o filme Lara gravou a música So in love.

Em Março de 2005, lança o álbum ’9′ (inteiramente co-escrito por Lara). Adorado por uns e odiado por outros, o álbum mostrou uma evolução efetiva na música que ela costuma oferecer. De Setembro de 2005 à Junho de 2006 Lara esteve em turnê por toda a França e países ao redor. Seu show Un Regard 9, posteriormente lançado em CD e DVD foi um grande sucesso, como de costume com belíssimas interpretações, destacando-se o registro de um medley em homenagem à Barbra Streisand (Papa, can you hear me e A piece of a sky) e o registro ao vivo de I guess I loved you, do álbum A wonderful Life, onde Lara canta sentada no piano. E após a turnê Lara partiu em divulgação em novos países, como Rússia e outros no Leste Europeu.
Após uma pequena pausa em sua carreira, com o nascimento de sua primeira filha com seu ex-companheiro Gérard Pullicino, Lou, nascida em novembro de 2007, e no primeiro semestre de 2008 faz uma pequena turnê de poucos dias no leste europeu, na Rússia, Grécia e Ucrânia. Neste ano, também participou, em Paris, do 60º aniversário da independência de Israel, cantando a tradicional canção hebraica Hurshat ha Eucalyptus (חורשת האקליפטוס), um clássico do repertório israelense, que desde então passou a interpretar em inúmeros de seus espetáculos, inclusive em shows seus em Tel Aviv e Jerusalem, nos quais foi muito bem recebida pelo público. (Fonte: http://www.lastfm.com.br/event/1386603+Lara+Fabian+en+Israel)

Nesse ano de 2009 Lara lançou seu novo cd Toutes Les Femmes en Moi, um cd de regravações de canções de todas as cantoras que influenciaram sua vida. O cd inclui músicas de Edith Piaf e Celine Dion. Todas em Francês.

Em setembro de 2009 inicia a turnê Toutes Les Femmes en Moi Font Leur Show. Um show inovador na carreira da Lara, com efeitos em hologramas e 21 canções, dentre elas um medley de desenhos animados, Alléluia, a maior parte das canções do TLFM, uma versão acústica de La Difference, um cover de Ginette Reno da canção J’ai Besoin de Parler, Adagio e algumas canções de seu disco seguinte, Every Woman in Me. Juntamente com a turnê “Toutes Les Femmes en Moi Font Leur Show”, ela lança seu disco seguinte, chamado EWIM – Every Woman in Me, a “versão” em inglês do TLFM, desta vez com as cantoras que a influenciaram no idioma Inglês, como Diana Ross, Joni Mitchell, Annie Lennox, Bette Midler, Sarah McLachlan, entre outras. O disco, um “presente para os fãs”, de acordo com ela, foi vendido entre os itens de merchandising dos shows e, mais tarde, em algumas lojas devido ao enorme sucesso de críticas que o disco recebeu. Hoje em dia o mesmo só se encontra disponível à venda apenas no site da cantora.

Lara em 2010 lançou mais um álbum, o Mademoiselle Zhivago , uma mega-produção em parceria com Igor Krutoi (Um produtor russo bem-sucedido e famoso no país). O álbum tem canções em Francês, italiano , inglês, espanhol e russo. Foi lançado em 25 de Outubro de 2010, na Ucrânia e em seguida na Rússia ainda em 2010, e na Europa em 2012. A versão Europeia do Mademoiselle Zhivago trouxe um box exclusivo com a maioria das músicas do disco já lançadas na Rússia e Ucrânia, incluindo duas faixas bonus: Always e Je T’aime Encore, além do DVD com o Show que Lara deu no Kremlin de Moscou em Novembro de 2010. Lara apresentou algumas canções do álbum no Festival New Wave, na Letônia, e em programas de tv na Rússia. Demain N’existe pas (Francês) , Toccami (Italiano), Madeimoselle Hyde (Inglês), Mr. President (Inglês), Vocalize (instrumental), Llora (Espanhol) e Russian Fairy tale (Francês)são algumas músicas do cd. Ainda em 2010 Lara iniciou a sua turnê do álbum apenas na Ucrânia e Russia, os shows foram acompanhados por uma orquestra e foi é sucesso de crítica no leste europeu.

Ainda em 2010, Lara iniciou as gravações do Filme Musical Mademoiselle Zhivago, um projeto de Igor Krutoy que trazia as canções do álbum Mademoiselle Zhivago representadas em histórias interligadas entre si protagonizadas por Lara Fabian. Igor escolheu o diretor ucraniano Alan Badoev para dirigir o projeto. O projeto custou o equivalente a 2 milhões de dólares.

Ainda em novembro de 2010 foi lançada a primeira coletânea oficial de Lara Fabian, o Best of, inicialmente uma edição limitada saiu em versão tripla (2 cds e um dvd, além e um belíssimo livreto de fotos), trazendo os sucessos da carreira como Je t’aime, Si tu m’aimes, Tout, Je suis malade, La différence, Immortelle, I will love again, Adagio, I guess i loved you, e duas canções inéditas (On s’aimerait tout bas e Ensamble- esta última em dueto póstumo com Ray Charles). Logo em seguida o cd versão dupla também foi colocado à venda.

Em janeiro de 2011 foi lançado separadamente o show originado do cd TLFM, gravado na Bélgica. O show traz canções do cd TLFM e também do EWIM. Além de um medley dos maiores sucessos da carreira da Lara e fechando com Adagio. O show recebeu o nome de Toutes Les Femmes En Moi Font Leur Show. É o mesmo show lançado juntamente com o Best Of, de 2010.

Ainda em 2011, Alan Badoev o diretor do Musical Mademoiselle Zhivago que havia sido gravado em 2010 divulgou o primeiro trailer do projeto em que Lara acabou rejeitando o projeto final, afirmando que o filme concluído não correspondia a sua visão do projeto.

Também em 2011, porém apenas para a Rússia e Ucrânia foi lançado o show Lara Fabian Ao Vivo Em Kremilin, gravado em 2010, trazendo todas as canções do álbum Mademoiselle Zhivago, além de emocionadas interpretações para Adagio, Broken Vow e Je Suis Malade, aplaudida de pé pelo público presente.

Ainda em 2012, Lara iniciou a turnê Best Of no Leste Europeu passando por vários países e com datas de shows em várias cidades da Ucrânia e Rússia. Com o sucesso da turnê Best Of, a turnê foi estendida até março de 2013 que teve seu encerramento em um show na cidade de Saratov na Rússia.

No final de março de 2013, o diretor ucraniano Alan Badoev finalmente anuncia o lançamento do Musical Mademoiselle Zhivago que havia sido gravado em 2010 para o mês de abril de 2013. Lara Fabian e Alan Badoev finalmente chegaram a um acordo e resolveram lançar o filme em uma premiere em salas de cinema em Kiev na Ucrânia e Moscou na Rússia e no mesmo mês o Filme foi lançado na Internet através do canal ELLO no YouTube para o mundo inteiro. O filme foi dividido em 8 histórias diferentes protagonizadas por Lara com músicas do seu álbum Mademoiselle Zhivago.

No dia 15 de abril de 2013, Lara lança seu mais recente disco em francês intitulado Le Secret. O cd duplo traz 17 canções que se ligam entre elas com interludes musicais. São 16 canções em francês e 1 canção em inglês. O álbum é um sucesso de crítica na França, e conseguiu atingir a posição 1 entre os álbuns mais vendidos em sua primeira semana de lançamento. O álbum também conseguiu ótimas posições nos charts da Bélgica. Lara ainda recebeu alguns discos de ouro pelo sucesso de vendas do álbum na França e na Bélgica.

No final de junho de 2013, Lara Fabian anuncia em sua página oficial do Facebook que se casou com o mágico italiano Gabriel di Giorgio, postando uma foto em uma cerimônia discreta realizada na Sicília, uma grande surpresa para a mídia e seus fãs.

Lara deu início a sua nova turnê mundial “Le Secret” em setembro de 2013. Em outubro de 2013, o álbum “Le Secret” também é lançado no Canadá, trazendo no disco 2 uma faixa bônus da música “Deux ils, deux elles” remixada pela canadense Mistress Barbara. Devido o grande sucesso do álbum, o “Le Secret” ainda será lançado no dia 11 de novembro de 2013 em uma nova edição “Colecionador” onde traz além de uma nova capa e o cd duplo, um DVD inédito com vários bônus em áudio e vídeo, incluindo o áudio do dueto inédito feito com a cantora italiana Laura Pausini na música “Io Canto / Je Chante“, com partes em italiano e francês. A música também entrou para o novo CD de Laura Pausini o famoso “20 – The Greatest Hits” lançado na mesma época do “Le Secret” edição Collector.

Em 2013 a turnê “Le Secret” passou por cidades da França, Bélgica, Rússia, fechando com o último show do ano em 27 de dezembro, com ingressos esgotados meses antes do dia do show no Carnegie Hall, uma das mais famosas casas de espetáculos de Nova York nos Estados Unidos, onde Lara foi muito bem recebida e aplaudida pelo público americano e fãs que vieram de outros países para prestigiá-la. Ainda em 2013 Lara foi forçada a cancelar e adiar algumas datas da turnê devido um problema que adquiriu no ouvido interno, um acidente havia ocorrido por volta de abril de 2013 durante uma gravação em um estúdio de TV em que um técnico de som, por acidente, enviou uma frequencia de som muito forte que fez com que Lara caísse no chão, o choque de som causou problemas no ouvido que foram agravados com o tempo. Daí surgiu a reformulação de datas da turnê que deu resultado a adiamentos e cancelamentos, pois a recuperação exigia repouso e evitar a exposição de sons altos por muito tempo.

Em janeiro de 2014, Lara recomeça a turnê e passa por algumas cidades do Canadá. Ainda é divulgado na mídia que Lara não estaria no júri da segunda temporada do reality show “The Best, le meilleur artiste” e que o convite teria sido recusado por ela mesma para poder se dedicar mais aos seus projetos musicais. O último show da turnê “Le Secret” foi realizado por Lara foi na cidade de Toronto no dia 13 de janeiro de 2014. No dia 17 de janeiro de 2014, Lara Fabian anuncia oficialmente em um vídeo gravado e postado em sua página oficial do Facebook o cancelamento definitivo da turnê, que deveria passa ainda por várias cidades e países até outubro de 2014 devido o agravamento do seu problema no ouvido interno que poderia se tornar irreverssível caso ela não viesse a se tratar rapidamente. Poucos dias depois é lançado mais um single, uma nova versão da música “La Vie Est Là” remixada com arranjos diferentes da versão original do CD e é colocada à venda digitalmente no iTunes em vários países, atualmente esse é o trabalho mais recente de divulgação da Lara.

Voz

Lara possui um registro vocal de 4,2 oitavas sendo considerada um Soprano Lírico. Nas suas performances, Lara consegue emitir notas agudas e graves desde um D3 até um G#6, tendo então notas no Whistle register. E considerada por muitos artistas, como sendo uma das maiores cantoras do mundo.

Discografia

Álbuns de estúdio
Ao vivo
Coletâneas

Singles (Oficiais)

1986 :

  • L’Aziza est en Pleurs
  • Il y avait”

1988 :

  • Croire

1989 :

  • Je sais

1990 :

1991-1993 :

  • Qui pense à l’Amour
  • Je m’arrêterai pas de t’aimer
  • Réveille-toi brother

1994-1995 :

  • Je suis malade
  • Tu t’en vas
  • Si tu m’aimes
  • Leïla

1997-1998 :

  • Tout
  • Je t’aime
  • Si tu m’aimes
  • Humana
  • La Différence

1998 :

1999 :

1999-2001 :

  • Adagio
  • I Will Love Again
  • Otro amor vendrá (versão em espanhol de I Will Love Again)
  • I am who I am
  • Love by Grace
  • Meu Grande Amor (versão em português de Si tu m’aimes)
  • For Always (duo com Josh Groban)
  • The Dream Within
  • Quédate (single para o mercado sul-americano)

2001-2002 :

  • J’y crois encore
  • Immortelle
  • Aimer déjà
  • Tu es mon autre

2003 :

  • Bambina (versão violão/voz com Jean-Félix Lalanne)

2004 :

  • The Last Goodbye(unicamente às radios, não comercializado)
  • No Big Deal (unicamente às radios, não comercializado)

2005 :

  • La Lettre
  • Ne lui Parlez plus d’elle (unicamente às radios)
  • Un Ave Maria (unicamente às radios)
  • Il ne Manquait que Toi (unicamente às radios)
  • L’homme qui n’avait pas de maison

2006 :

  • Aime

2007 :

  • Un Cuore Malato (dueto com Gigi d’Alessio) (Itália)
  • Un Cuore Malato (Un Coeur Blessé) (França)

2009 :

2010 :

  • Toutes les femmes en moi (Remix by Dave Audé, Versão em francês)
  • Toutes les femmes en moi (Remix by Dave Audé, Versão em inglês)
  • On S’Aimerait Tout Bas
  • Ensemble (em dueto virtual com Ray Charles)

2012 :

  • Je T’aime Encore

2013 :

  • Deux Ils, Deux Elles
  • Danse

2014 :

  • La Vie Est Là (Nouveau Remix)

Videografia

Prêmios

  • 1995 : Félix de Melhor Intérprete do Ano
  • 1995 : Félix de Melhor Espetáculo
  • 1997 : Félix de Álbum Popular do Ano
  • 1998 : Victoire de la Musique de Revelação do Ano
  • 1999 : Artista com maior número de vendas no Benelux no World Music Awards
  • 2000 : Félix de Artista com maior sucesso em outro idioma que o francês
  • 2000 : Mulher sem Fronteiras no Femmes en Or
  • 2001 : Artista com maior número de vendas no Benelux no World Music Awards
  • 2005 : Étoile Chérie FM Melhor cantora do Ano

Autor-compositor

Lara Fabian escreveu e/ou compôs mais de 50 canções para seus próprios álbuns. Ela também escreveu para outros artistas, como por exemplo:

Ela também escreveu e compôs para Roland Karl, Mario Pelchat e alguns mais.

Diversos

Lara teve seu sonho de ser mãe realizado em 20 de Novembro de 2007, quando deu à luz sua filhinha Lou. O papai que hoje é ex-marido da Lara é o produtor Gérard Pullicino.

Lara fala fluentemente o francês, o inglês, o italiano e o espanhol, além de arriscar um pouco de flamenco.

Ela já gravou várias canções em espanhol e italiano e já cantou em alemão (Glaub – cujo título em francês é Croire), em português (Meu grande amor),latim (Ave maria de schubert) e Hurshat ha Eucalyptus em Hebraico.

Ligações externas

Em 18 anos, Disque-Denúncia do RJ paga R$ 500 mil em recompensas

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

Segundo coordenador, programa ajudou a resolver mais de 100 mil casos.
Pessoas denunciam mais por indignação do que por dinheiro, diz órgão.

Alba Valéria Mendonça Do G1 Rio

6 comentários

Em 18 anos de funcionamento, o Disque-Denúncia do Rio de Janeiro pagou mais de R$ 500 mil em recompensas por resultados positivos. Ou seja, denúncias que levaram a prisões de criminosos, apreensão de armas ou balões e soluções de crimes de repercussão e comoção geral. Pode parecer pouco para os mais de 100 mil casos solucionados. O coordenador do programa, Zeca Borges, explica: o que move o denunciante não é a recompensa, é a indignação — muitos têm medo de buscar o prêmio.

Cartaz do Disque Denúncia mostra recompensa de R$ 5 mil por Piná (Foto: Reprodução)Policiais que prenderam Piná após denúncias
podem ser premiados (Foto: Reprodução)

“A maioria das pessoas denuncia por indignação, chocados com a desenvoltura dos criminosos, que agem com a certeza de que jamais serão alcançados pela lei. É por isso que os cidadãos se utilizam do Disque-Denúncia, para canalizar essa indignação”, disse Borges.

O coordenador também faz de frisar que só paga recompensas e prêmios para ações de investigação e inteligência. Quer dizer, não há compensações para operações policiais e de captura que tenham violência com feridos ou mortos. Nem recompensa para denunciantes e muito menos para policiais. Os policiais, frisa Borges, recebem R$ 500 de prêmio por ações bem sucedidas, que tenham como base as informações passadas pelo Disque-Denúncia e repercussão na mídia.

Segundo Borges, nesses anos todos do programa ficou provado que a recompensa não traz denúncias. O que incentiva a participação da população são as campanhas de divulgação das recompensas, que levantam polêmicas e viram notícias.  Ele lembra que tem pessoas também que têm medo de denunciar porque estão próximas dos criminosos. E quando os casos são resolvidos, elas não aparecem para cobrar a recompensa.

A primeira recompensa paga pelo Disque-Denúncia foi pela prisão do traficante Marcinho VP, do Morro Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul da cidade. Ocorreu em 1996, logo depois de o traficante dar entrevistas e “autorizar” a equipe do cantor americano Michael Jackson a filmar um videoclipe na comunidade.

Beira-Mar ‘valia’ R$ 100 mil
A maior recompensa já oferecida pelo Disque-Denúncia foi de R$ 100 mil pela prisão do traficante Fernandinho Beira-Mar. Mas o criminoso foi preso na Colômbia, e ninguém recebeu o prêmio. O maior valor já pago, segundo Borges, foi para a prisão do criminoso conhecido como Neguinho Dan. O denunciante recebeu R$ 30 mil por revelar detalhes que levaram à prisão do criminoso acusado do assassinato da estudante Ana Carolina, num assalto nas proximidades do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul.

O coordenador destaca que existem dois tipos de pagamento de recompensa: uma para um alvo ou objetivo definido, como os criminosos procurados pela polícia, e outra para ações que resultam em prisões de criminosos, como é o caso de denúncias sobre baloeiros.

“Denúncias sobre grupos que soltam balões ou de apreensão de armas são as que mais rendem recompensas. Elas não têm um alvo definido e as pessoas são sentem medo”, explicou Borges.

No mês passado, o Disque-Denúncia pagou a primeira recompensa por informações que chegaram pelo WhatsApp. Foram R$ 2 mil reais, que levaram à prisão de um criminoso.

Send In The Clowns

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

Play

Isn’t it rich, are we a pair?
Me here at last on the ground,
You in mid-air.
Send in the clowns.

Isn’t it bliss, don’t you approve?
One who keeps tearing around
One who can’t move
Where are the clowns?
Send in the clowns.

Just when I’d stopped opening doors,
Finally knowing the one that I wanted was yours.
Making my entrance again with my usual flair,
Sure of my lines;
No one is there.

Don’t you love farce?
My fault I fear,
I thought that you’d want what I want,
Sorry my dear
But where are the clowns
There ought to be clowns
Quick send in the clowns

What a surprise!
Who could foresee
I’d come to feel about you
What you felt about me?
Why only now when I see
That you’ve drifted away?
What a surprise…
What a cliche’…

Isn’t it rich, isn’t it queer
Losing my timing this late in my career
And where are the clowns
Quick send in the clowns
Don’t bother, they’re here.

Link: http://www.vagalume.com.br/renato-russo/send-in-the-clowns.html#ixzz318ADNSIV

Judy Collins-Send in the clowns

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

Judy Collins

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Judy Collins
Judycollins 20090205.jpg
Judy Collins se apresentando no The Bromeley Family Theater em Bradford, PA em 5 de Fevereiro de 2009
Informação geral
Nome completo Judith Marjorie Collins
Nascimento 1 de Maio de 1939 (75 anos)
Origem Seattle, Washington
País  Estados Unidos
Instrumento(s) Vocal, Piano, Guitarra, Harmonica
Período em atividade 1959 – presente
Gravadora(s) Elektra Records
Geffen/MCA Records
Mesa Bluemoon/Rhino/Atlantic Records
Wildflower Records
Afiliação(ões) Leonard Cohen
Bob Dylan
Joni Mitchell
Página oficial judycollins.com

Brook Benton

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

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Brook Brenton

Benton em 1970

Informação geral
Nascimento 19 de Setembro de 1931
Local de nascimento Camden, Carolina do Sul
País Estados Unidos
Data de morte 9 de abril de 1988 (56 anos)
Local de morte Nova Iorque
Ocupação(ões) Cantor, compositor

Benjamin Franklin Peay (Camden, Carolina do Sul, 19 de setembro de 1931Nova Iorque, 9 de abril de 1988) foi um cantor e compositor norte-americano de rock and roll e música pop, conhecido pelo nome artístico Brook Benton1 .

Aos 17 anos, Benjamin foi para Nova Iorque, onde integrou vários grupos de gospel, chegando a lead dos The Sandmen2 . Ele ganhava bem, escrevendo canções para artistas como Nat King Cole, Clyde McPhatter e Roy Hamilton, mas foi apenas em 1959 que ele começou a ser famoso: a sua canção It’s Just a Matter of Time chegou ao terceiro lugar no Billboard Hot 100. Mas o seu maior “hit”, recriado por muitos cantores, foi a balada Rainy Night in Georgia, lançada em 1970.

Referências

  1. “Brook Benton Biography” no site ShewIns.com (em inglês) acessado a 19 de agosto de 2009
  2. Goldberg, Marv (2001) “The Sandmen” no site do autor (em inglês) acessado a 20 de agosto de 2009

Ligações externas

 

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Hinduísmo

Posted in Sem categoria on 8 de maio de 2014 by jpffilho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Brama, uma das principais divindades do hinduísmo.

Hinduísmo é uma tradição religiosa1 que se originou no subcontinente indiano. Frequentemente é chamado de Sanātana Dharma (सनातन धर्म) por seus praticantes, frase em sânscrito que significa “a eterna (perpétua) dharma (lei)”2

Num sentido mais abrangente, o hinduísmo engloba o bramanismo, a crença na “Alma Universal”, Brâman; num sentido mais específico, o termo se refere ao mundo cultural e religioso, ordenado por castas, da Índia pós-budista.De acordo com o livro História das Grandes religiões “o hinduísmo é um estado de espírito, uma atitude mental dentro de seu quadro peculiar, socialmente dividido, teologicamente sem crença, desprovido de veneração em conjunto e de formalidades eclesiásticas ou de congregação: e ainda substitui o nacionalismo”3 Entre as suas raízes está a religião védica da Idade do Ferro na Índia e, como tal, o hinduísmo é citado frequentemente como a “religião mais antiga”,4 a “mais antiga tradição viva”5 ou a “mais antiga das principais tradições existentes”.6 7 8 É formado por diferentes tradições e composto por diversos tipos, e não possui um fundador.9 Estes tipos, sub-tradições e denominações, quando somadas, fazem do hinduísmo a terceira maior religião, depois do cristianismo e do islamismo, com aproximadamente um bilhão de fiéis, dos quais cerca de 905 milhões vivem na Índia e no Nepal.10 Outros países com populações significativas de hinduístas são Bangladesh, Sri Lanka, Paquistão, Malásia, Singapura, ilhas Maurício, Fiji, Suriname, Guiana, Trinidad e Tobago, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

O vasto corpo de escrituras do hinduísmo se divide em shruti (“revelado”) e smriti (“lembrado”). Estas escrituras discutem a teologia, filosofia e a mitologia hinduísta, e fornecem informações sobre a prática do dharma (vida religiosa). Entre estes textos os Vedas e os Upanixades possuem a primazia na autoridade, importância e antiguidade. Outras escrituras importantes são os Tantras, os Ágamas, sectários, e os Puranas (AFI[Purāṇas]), além dos épicos Maabárata (AFI[Mahābhārata]) e Ramáiana (AFI[Rāmāyaṇa]). O Bagavadguitá (AFI[Bhagavad Gītā]), um tratado do Maabárata, narrado pelo deus Críxena (Krishna), costuma ser definido como um sumário dos ensinamentos espirituais dos Vedas.11

Os hindus acreditam num espírito supremo cósmico, que é adorado de muitas formas, representado por divindades individuais. O hinduísmo é centrado sobre uma variedade de práticas que são vistos como meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes, e realizar a verdadeira natureza de seu Ser.

A teologia hinduísta se fundamenta no culto aos avatares (manifestações corporais) da divindade suprema, Brâman. Particular destaque é dado à Trimurti – uma trindade constituída por Brama (Brahma), Xiva (Shiva) e Vixnu (Vishnu). Tradicionalmente o culto direto aos membros da Trimurti é relativamente raro – em vez disso, costumam-se cultuar avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes, como por exemplo Críxena (Krishna), avatar de Vixnu e personagem central do Bagavadguitá.

Os hindus cultuam cerca de 330 mil divindades diferentes.12

Templo hinduísta em Mysore, Índia.

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Etimologia

Hindū é o nome em persa do rio Indo, encontrado pela primeira vez na palavra Hindu (həndu) do persa antigo, correspondente ao sânscrito védico Sindhu.13 O Rigveda chama a terra dos indo-arianos como Sapta Sindhu (a terra dos sete rios no noroeste da Ásia Meridional, um deles o Indo), que corresponde ao Hapta Həndu no Avesta (Vendidad or Videvdad, 1.18), escritura sagrada do zoroastrianismo. O termo foi utilizado para designar aqueles que viviam no subcontinente indiano, ou para além do “Sindhu”.14

O termo persa (persa médio Hindūk, persa moderno Hindū) entrou na Índia pelo Sultanato de Délhi e aparece nos textos do sul da Índia, bem como da Caxemira, a partir de 1323 d.C,15 e a partir daí é cada vez mais utilizado, especialmente durante o Raj britânico. Desde o fim do século XVIII a palavra passou a ser usada no Ocidente como um termo que abrange a maioria das tradições religiosas, espirituais e culturais do subcontinente, com a exceção do sikhismo, budismo e jainismo, religiões distintas.16

Divisões

O hinduísmo pode ser subdividido em diversas correntes principais. Dos seis darshanas ou divisões históricas originais, apenas duas escolas, a vedanta e a ioga, sobrevivem. As principais divisões do hinduísmo hoje em dia são o vixnuísmo, o xivaísmo, o smartismo e shaktismo. A imensa maioria dos hindus atuais podem ser categorizados sob um destes quatro grupos, embora ainda existam outros, cujas denominações e filiações variam imensamente.

Alguns estudiosos dividem as correntes do hinduísmo moderno em seus “tipos”:17

Definições

O hinduísmo não tem um “sistema unificado de crenças, codificado numa declaração de fé ou um credo“,18 mas sim é um termo abrangente, que engloba a pluralidade de fenômenos religiosos que se originaram e são baseados nas tradições vêdicas.19 20 21 22

Hindu é originalmente um termo persa, em uso desde os tempos do Sultanato Délhi, e que se referia a qualquer tradição nativa da Índia, em contraste com o islã. Hindu é usado no inglês no sentido de “pagão indiano” desde o século XVII,23 porém a noção do hinduísmo como uma tradição religiosa identificável, qualificando uma das religiões do mundo, surgiu apenas durante o século XIX.

A característica da tolerância compreensiva às diferenças de credo e a abertura dogmática do hinduísmo o torna difícil de ser definido como uma religião de acordo com o conceito ocidental tradicional.24 Embora o hinduísmo seja um conceito prático claro para a maior parte de seus seguidores,[carece de fontes] muitos manifestam algum tipo de problema ao tentar chegar a uma definição do termo, principalmente devido à ampla gama de tradições e ideias incorporadas ou cobertas por ele.18 Embora seja descrito como uma religião, o hinduísmo costuma ser definido com mais frequência como uma ‘tradição religiosa’.1 É descrito como a mais antiga das religiões mundiais, e mais diversa em tradições religiosas.5 25 26 27

A maior parte das tradições hindus reverenciam um corpo de literatura sagrada ou religiosa, os Vedas, embora existem exceções; algumas tradições religiosas acreditam que certos rituais específicos sejam essenciais para a salvação, mas diversos pontos de vista sobre o assunto podem coexistir. Algumas filosofias hindus postulam uma ontologia teística da criação, sustento e destruição do universo, enquanto outros hindus são ateus. O hinduísmo por vezes é caracterizado pela crença na reencarnação (samsara), determinada pela lei do karma (karma), e que a salvação é a liberdade deste ciclo de sucessivos nascimentos e mortes; outras religiões da região, no entanto, como o budismo e o jainismo, também acreditam nisto, mesmo estando fora do escopo do hinduísmo.18 O hinduísmo é visto como a mais complexa de todas as religiões históricas vivas do mundo,28 porém a despeito desta complexidade é não apenas numericamente a maior delas, como também a mais antiga tradição em existência na Terra, com raízes que se estendem até a pré-história.29

Uma definição do hinduísmo dada pelo primeiro vice-presidente da Índia, o reputado teólogo Sarvepalli Radhakrishnan, diz que ele não é “apenas uma fé”, mas que, por estar ele próprio relacionado à união da razão e intuição, não pode ser definido, apenas experimentado.30 De maneira similar, alguns acadêmicos sugerem que o hinduísmo pode ser visto como uma categoria com seus limites pouco definidos, e não uma entidade rígida e bem-definida. Algumas formas de expressão religiosa são centrais ao hinduísmo, enquanto outras não são tão centrais, porém ainda enquadram-se dentro da categoria; com base nisto desenvolveram-se algumas teorias acerca da definição do hinduísmo, como a ‘teoria dos protótipos’.31

Os problemas com uma única definição do que realmente se quer dizer pelo termo ‘hinduísmo’ frequentemente são atribuídas ao fato de que o hinduísmo não tem um fundador histórico único ou comum. O hinduísmo ou, como alguns dizem, ‘hinduísmos’, não tem um sistema único de salvação, e apresenta diferentes metas de acordo com a seita ou denominação. As formas da religião vêdica são vistos não como uma alternativa ao hinduísmo, mas como a sua forma mais antiga, e praticamente não há justificativa para as divisões estabelecidas pela maior parte dos acadêmicos ocidentais entre o vedismo, o bramanismo e o próprio hinduísmo.32

Uma possível definição de hinduísmo é ainda mais complicada pelo uso frequente do termo “” como sinônimo para “religião“.18 Alguns acadêmicos33 e diversos praticantes se referem ao hinduísmo com uma definição nativa, como ‘Sanātana Dharma‘, uma frase em sânscrito que significa “a eterna lei” ou “eterno caminho”.2 34

Crenças

Escultura no templo de Hoysaleswara representando a Trimurti: Brahma, Shiva e Vishnu.

O hinduísmo é uma corrente religiosa que evoluiu organicamente através dum grande território marcado por uma diversidade étnica e cultural significativa. Esta corrente evoluiu tanto através da inovação interior quanto pela assimilação de tradições ou cultos externos ao próprio hinduísmo. O resultado foi uma variedade enorme de tradições religiosas, que vai de cultos pequenos e pouco sofisticados aos principais movimentos da religião, que contam com milhões de aderentes espalhados por todo o subcontinente indiano e outras regiões do mundo. A identificação do hinduísmo como uma religião independente, separada do budismo e do jainismo, depende muitas vezes da afirmação dos próprios fiéis de que ela o é.35

Temas proeminentes nas (porém não restritos às) crenças hinduístas incluem o darma (dharma, ética hindu), samsara (samsāra, o contínuo ciclo do nascimento, morte e renascimento), carma (karma, ação e consequente reação), mocsa (moksha, libertação do samsara), e as diversas iogas (caminhos ou práticas).

Conceito de Deus

O hinduísmo é um sistema diversificado de pensamento, com crenças que abrangem o monoteísmo, politeísmo,36 panenteísmo, panteísmo, monismo e ateísmo, e o seu conceito de Deus é complexo, e está vinculado a cada uma das suas tradições e filosofias. Por vezes é tido como uma religião henoteísta (isto é, que envolve a devoção a um único deus, embora aceite a existência de outros), porém o termo é visto, da mesma maneira que os outros, como uma generalização excessiva.37

A maior parte dos hindus acredita que o espírito ou a alma – o “eu” verdadeiro de cada pessoa, chamado de ātman — é eterno.38 De acordo com as teologias monistas/panteístas do hinduísmo (tais como a escola Advaita Vedanta), este Atman não pode ser distinguido, em última instância, do Brâman, o espírito supremo; estas escolas são, portanto, chamadas de não-dualistas.39 A meta da vida, de acordo com a escola Advaita, é chegar à conclusão que o seu ātman é idêntico ao Brâman, a alma suprema.40 Os Upanixades afirmam que quem que tome consciência do ātman como o âmago de si próprio estabelece uma identidade com Brâman, atingindo assim o moksha (“liberação” ou “liberdade”).38 41

Escolas dualísticas (Ver Dvaita e Bhakti) compreendem Brâman como um Ser Supremo que possui personalidade, e o/a veneram como Vishnu, Brahma, shiva ou Shakti, dependendo da seita. O ātman é dependente de Deus, enquanto o moksha depende do amor a Deus e da graça de Deus.42 Quando Deus é visto como um ser supremo pessoal (em lugar do princípio infinito), Deus é chamado de Ishvara (“O Senhor”43 ), Bhagavan (“O Auspicioso”43 ) ou Parameshwara (“O Senhor Supremo”43 ).39 As interpretações de Ishvara variam, no entanto, da não-crença no Ishvara dos seguidores do Mimamsakas, até a sua identificação com Brâman, pelo Advaita.39 Na maior parte das tradições do vishnuísmo Deus é Vishnu, e o texto das escrituras desta denominação identifica este Ser como Krishna, por vezes chamado de svayam bhagavan. Também existem escolas, como o Samkhya, que têm tendências ateias.44

Devas e avatares

Críxena (à esquerda), a oitava encarnação (avatar) de Vishnu, ou svaym bhagavan, com sua consorte, Rada – venerada como Radha Krishna em diversas tradições. Pintura tradicional do século XVII.

As escrituras hindus se referem a entidades celestiais chamadas devas (ou devī, na sua forma feminina; devatā é usado como sinônimo de Deva em hindi), “os brilhantes”, que pode ser traduzido como “deuses” ou “seres celestiais”.45 Os devas são uma parte integrante da cultura hindu, e foram retratados na sua arte, arquitetura, e através de ícones, e histórias mitológicas sobre eles foram relatadas nas escrituras da religião, particularmente na poesia épica indiana e nos Puranas. Frequentemente são, no entanto, dissociados de Ishvara, um deus pessoal supremo que muitos hindus veneram de uma forma particular, como seu iṣṭa devatā, ou “ideal escolhido”.46 47 A escolha é uma questão de preferência individual48 e tradições regionais e familiares.48

Os épicos hindus e os Puranas relatam diversos episódios da descida de Deus à Terra em sua forma corpórea para restaurar o dharma da sociedade e guiar os humanos ao moksha. Tal encarnação é chamada de avatar. Os avatares mais são os de Vishnu, e incluem Rama (protagonista do Ramáyana) e Krishna (figura central do épico Mahabárata).

Karma e samsara

Karma pode ser traduzido literalmente como “ação”, “obra” ou “feito”49 e pode ser descrito como a “lei moral de causa e efeito”.50 De acordo com os Upanixades um indivíduo, conhecido como o jiva-atma, desenvolve samskaras (impressões) a partir das ações, sejam elas físicas ou mentais. O linga sharira, um corpo mais sutil que o físico, porém menos sutil que a alma, armazena as impressões, e lhes carrega à vida seguinte, estabelecendo uma trajetória única para o indivíduo.51 Assim, o conceito de um carma infalível, neutro e universal, relaciona-se intrinsecamente à reencarnação, assim como à personalidade, característica e família de cada um. O carma une os conceitos de livre-arbítrio e destino.

O ciclo de ação, reação, nascimento, morte e renascimento é um contínuo, chamado de samsara. A noção de reencarnação e carma é uma premissa forte do pensamento hindu. O Bagavadguitá afirma que:

Assim como uma pessoa veste roupas novas e joga fora as roupas antigas e rasgadas, uma alma encarnada entra em novos corpos materiais, abandonando os antigos. (B.G. 2:22)52

A samsara dá prazeres efêmeros, que levam as pessoas a desejarem o renascimento para gozar dos prazeres de um corpo perecível. No entanto, acredita-se que escapar do mundo da samsara através do moksha assegura felicidade e paz duradouras.53 54 Acredita-se que depois de diversas reencarnações um atman eventualmente procura a união com o espírito cósmico (Brâman/Paramatman).

A meta final da vida, referida como moksha, nirvana ou samādhi, é compreendida de diversas maneiras diferentes: como uma realização da união de alguém com Deus; como a realização da relação eterna de alguém com Deus; realização da unidade de toda a existência; abnegação total e conhecimento perfeito do próprio Eu; como o alcance de uma paz mental perfeita; e como o desprendimento dos desejos mundanos. Tal realização libera o indivíduo da samsara e termina com o ciclo de renascimentos.55 56

A conceitualização do moksha difere entre as várias escolas de pensamento hindu. O Advaita Vedanta, por exemplo, sustenta que após alcançar o moksha um atman não mais identifica a si próprio como um indivíduo, mas sim como sendo idêntico a Brâman em todos os aspectos. Os seguidores das escolas Dvaita (dualísticas) se identificam como parte de Brâman, e, após atingir o moksha, esperam passar a eternidade num loka (céu),57 na companhia de sua forma escolhida de Ishvara. Assim, diz-se os seguidores do Dvaita desejam “provar o açúcar”, enquanto os seguidores do Advaita querem “se tornar açúcar”.58

Objetivos da vida humana

O pensamento hindu clássico aceita os seguintes objetivos da vida humana, conhecidos como os puruṣārthas ou “quatro objetivos da vida”: dharma “retidão”, “ethikos“, artha “sustento”, “riqueza”, kāma “prazer sensual”, mokṣa “liberação”, “liberdade” [do samsara]”.59 60

No Hinduísmo, acredita-se que todos os homens seguem o kama e o artha, mas brevemente, com maturidade, eles aprendem a controlar estes desejos com o dharma, ou a harmonia moral presente em toda a natureza. O objetivo maior seria o infinito, cujo resultado é a absoluta felicidade, moksha, ou liberação (também conhecida como mukti, samadhi, nirvana, etc.) do samsara, o ciclo da vida, morte, e da existência dual.

Ioga

Estátua de Xiva em meditação yogue.

Qualquer que seja a maneira na qual o hindu defina a meta de sua vida, existem diversos métodos (yôgas) que os sábios ensinaram para se atingir aquela meta. Textos dedicados ao ioga incluem o Bagavadgitá (Bhagavad Gita), os Yôga Sutras, o Hatha Yôga Pradipika, a Gheranda Samhita, entre outros, e, como sua base filosófico-histórica, os Upanixades. Os caminhos que um indivíduo pode seguir para atingir a meta espiritual da vida (moksha ou samadhi) incluem, entre outros:

Um indivíduo pode preferir um ou alguns iogas sobre os outros, de acordo com a sua inclinação e entendimento. Algumas escolas devocionais ensinam que o bhakti é, para a maior parte das pessoas, a único caminho prático para se alcançar a perfeição espiritual, com base em sua crença de que o mundo atualmente estaria no Kali Yuga (uma das quatro épocas que formam o ciclo Yuga).62 A prática de um yoga não exclui as outras, e muitos estudiosos acreditam que os diferentes yogas se misturam naturalmente e auxiliam na prática das outros yogas. Por exemplo, acredita-se que a prática da Jñana Yoga inevitavelmente leve ao amor puro (a meta do bacti-ioga), e vice-versa.63 Alguém que pratica a meditação profunda (como no raja-ioga) deve incorporar os princípios centrais do karma-ioga, do jnana-ioga e do bacti-ioga, seja direta ou indiretamente.61 64

Práticas

A cerimônia visarjan do Senhor Ganexa, durante o festival Chaturthi.

As práticas hinduístas geralmente envolvem a procura da consciência de Deus, e por vezes também a procura de bençãos dos devas. Assim, o hinduísmo desenvolveu muitas destas práticas como forma de ajudar o indivíduo a pensar na divindade em meio à vida cotidiana. Os hindus podem praticar a pūjā (culto ou veneração)43 tanto em casa como num templo. Em seus próprios lares os hindus frequentemente costumam criar um altar, com ícones dedicados às suas formas escolhidas de Deus. Os templos costumam ser dedicados a uma divindade primária e às divindades subordinadas que lhe são associadas, embora alguns templos sejam dedicados a mais de uma divindade. A visita a templos não é obrigatória,65 e muitos os visitam apenas durante os festivais religiosos. Os hindus realizam seu culto através dos murtis, ícones; o ícone serve como uma ligação tangível entre o fiel e Deus.66 A imagem costuma ser considerada uma manifestação de Deus, já que Ele é imanente. O Padma Purana afirma que o mūrti não deve ser visto como apenas pedra ou madeira, mas sim como uma forma manifesta da Divindade.67 Algumas seitas hindus, como o Ārya Samāj, não acreditam em venerar Deus através de ícones.

O hinduísmo possui um sistema desenvolvido de simbolismo e iconografia para representar o sagrado na arte, arquitetura, literatura e em seu culto. Estes símbolos ganham seu significado das escrituras, mitologia ou tradições culturais. A sílaba Om (que representa o Parabrahman) e o sinal da suástica (que simboliza auspiciosidade) acabaram passando a representar o próprio hinduísmo, enquanto outros símbolos, como a tilaka, identificam um seguidor da fé. O hinduísmo ainda apresenta diversos símbolos que são costumeiramente associados a divindades específicas, como o lótus, chakra e veena.

Os mantras são invocações, louvores e orações que, através de seu significado, som e estilo de canto, ajudam um devoto a focar a sua mente nos pensamentos sagrados ou exprimir devoção a Deus ou às divindades. Muitos devotos realizam abluções matinais às margens de um rio sagrado, enquanto cantam o Gayatri Mantra ou os mantras Mahamrityunjaya. O poema épico Maabárata exalta o japa (canto ritualístico) como o maior dever durante o Kali Yuga (que os hindus acreditam ser a era presente), e muitos adotam o japa como sua prática espiritual primordial.[carece de fontes]

Rituais

Tradicionais diyas e outros itens usados em orações durante uma cerimônia de casamento hindu.

A imensa maioria dos hindus praticam rituais religiosos diariamente,68 porém a observância destes rituais varia enormemente de acordo com as regiões, cidades ou aldeias e indivíduos. A maior parte dos hindus segue estes rituais religiosos em seus lares.69 Os hindus mais devotos também executam tarefas diárias, como venerar durante a alvorada, depois de se banhar (normalmente num santuário familiar, num ritual que também envolve o acendimento de uma lâmpada e a colocação de oferendas de alimentos diante de imagens das divindades), recitar os escritos religiosos, cantar hinos devocionais, meditar, cantar mantras, entre outros.69 Um fator de destaque nos rituais religiosos é a divisão entre o puro e o impuro (ou poluído). Atos religiosos pressupõem algum grau de impureza ou poluição para o seu praticamente, que devem ser anulados ou neutralizados antes ou durante o decorrer do ritual. A purificação, feita geralmente com água, é portanto um aspecto típico da maior parte dos atos religiosos do hinduísmo.69 Outras características incluem a crença na eficácia do sacrifício e do conceito de mérito, ganho através da realização da caridade ou de bons atos, que acumulam com o tempo e reduzem o sofrimento no próximo mundo.69 Os ritos védicos da oblação pelo fogo (yajna) são atualmente apenas práticas ocasionais, embora sejam altamente reverenciadas na teoria. Nas cerimônias de casamentos e funerais hindus, no entanto, o yajña e o entoamento de mantras védicos ainda são a norma.70 Os rituais, upacharas, mudam com o tempo; por exemplo, nas últimas centenas de anos alguns rituais, como as danças sagradas e as oferendas musicais nos tradicionais conjuntos de Upacharas Sodasa, recomendados pelo Agama Shastra, foram substituídos por oferendas de arroz e doces.

Ocasiões como nascimentos, casamentos e mortes envolvem o que são frequentemente conjuntos elaborados de costumes religiosos. No hinduísmo, os rituais que tratam do ciclo da vida incluem o Annaprashan (a primeira ingestão de comida sólida por um bebê), Upanayanam (“cerimônia do fio sagrado” pela qual passam as crianças de castas elevadas em sua iniciação na educação formal) e Shraadh (ritual de conceder banquetes em nome dos falecidos).71 72 Para a maior parte das pessoas na Índia, o noivado de um jovem casal e a data e hora exatas do casamento são questões decididas pelos pais, em consultas com astrólogos.71 Na morte, a cremação, que é considerada obrigatória para todos, com a exceção de sanyasis, hijra e crianças abaixo de cinco anos,[carece de fontes] costuma ser executada envolvendo-se o corpo em algum tecido e queimando-o sobre uma pira.

Peregrinação e festivais

Diwali, o festival das luzes, é o festival principal do hinduísmo. Aqui são mostradas as tradicionais Diyas, que frequentemente são acesas durante o Diwali.

A peregrinação não é obrigatória no hinduísmo, embora muitos de seus seguidores as realizem. Os hindus reconhecem diversas cidades sagradas na Índia, incluindo Allahabad, Haridwar, Varanasi e Vrindavan. Entre as cidades que possuem templos famosos está Puri, que abriga um dos principais templos vixnuísta de Jagannath e a comemoração de Rath Yatra; Tirumala – Tirupati, lar do Templo Tirumala Venkateswara; e Katra, onde se localiza o templo de Vaishno Devi. Os quatro locais sagrados de Puri, Rameswaram, Dwarka e Badrinath (ou, alternativamente, as cidades de Badrinath, Kedarnath, Gangotri e Yamunotri, no Himalaia) compõem o circuito de peregrinação de Char Dham (quatro moradas). O Kumbh Mela (o “festival das jarras”) é uma das peregrinações hindus mais sagradas, realizada a cada quatro anos; a localização é alternada entre Allahabad, Haridwar, Nashik e Ujjain. Outro importante grupo de peregrinações são os Shakti Peethas, onde a Deusa Mãe é cultuada, da qual as duas principais são Kalighat e Kamakhya.

O hinduísmo apresenta diversos festivais ao longo do ano. O calendário hindu costuma prescrever estas datas. Estes festivais tipicamente celebram eventos da mitologia hindu, e coincidem muitas vezes com as mudanças de estação. Existem festivais que são celebrados principalmente por seitas específicas ou em certas regiões do Subcontinente Indiano. Alguns dos festivais mais importantes são o Maha Shivaratri, Holi, Ram Navami, Krishna Janmastami, Ganesh Chaturthi, Dussera e Durga Puja, além do Diwali.

Escrituras

O Rig Veda é um dos mais antigos textos religiosos. Este manuscrito do Rig Veda em particular esta no alfabeto devanágari.

O hinduísmo baseia-se no “tesouro acumulado de leis espirituais descobertas por diferentes pessoas em diferentes tempos.”73 74 As escrituras foram transmitidas oralmente, na forma de versos – para auxiliar na sua memorização, muitos séculos antes de serem escritos.75 Ao longo dos séculos diversos sábios refinaram estes ensinamentos e expandiram o cânone. Na crença hindu pós-védica e moderna a maior parte das escrituras não costuma ser interpretadas literalmente; dá-se mais importância aos significados éticos e metafóricos derivados deles.76 A maior parte dos textos sagrados está em sânscrito, e os textos se dividem em duas classes: Shruti e Smriti.

Shruti

Shruti (lit: “aquilo que é ouvido”)77 refere-se primordialmente aos Vedas, que compõem o mais antigo registro das escrituras hindus. Enquanto muitos hindus veneram os Vedas como verdades eternas reveladas aos antigos sábios (Ṛṣis),74 alguns devotos não associam a criação deles com qualquer divindade ou pessoa, acreditando serem leis do mundo espiritual, que existiriam mesmo se não tivessem sido reveladas aos sábios.73 78 79 Os hindus acreditam que, como as verdades espirituais dos Vedas são eternas, eles estão sendo expressos continuamente, de diferentes maneiras.80

Vedas

Os Vedas são os textos mais antigos do hinduísmo, e também influenciaram o budismo, o jainismo e o sikhismo. Os Vedas contêm hinos, encantamentos e rituais da Índia antiga. Juntamente com o Livro dos Mortos, com o Enuma Elish, I Ching e o Avesta, eles estão entre os mais antigos textos religiosos existentes. Além de seu valor espiritual, eles também oferecem uma visão única da vida cotidiana na Índia antiga. Enquanto a maioria dos hindus provavelmente nunca leram os Vedas, a reverência por mais uma noção abstrata de conhecimento (Veda significa “conhecimento” em sânscrito) está profundamente impregnada no coração daqueles que seguem o Veda Dharma.

Existem quatro Vedas: Rig Veda, Sama Veda, Yajur Veda, Atharva Veda. O Rig Veda é o primeiro e mais importante deles.81 Cada Veda se divide em quatro partes: a primeira, o Veda propriamente dito, é o Saṃhitā, que contém mantras sagrados. As outras três partes formam um conjunto em três camadas de comentários, costumeiramente em prosa, tidos como feitos numa data um pouco posterior ao Saṃhitā. São os Brâmanas (Brāhmaṇas), Āraṇyakas e os Upanixades. As primeiras duas partes foram chamadas posteriormente de Karmakāṇḍa (parte ritualística), enquanto as últimas duas formam a Jñānakāṇḍa (parte do conhecimento).82 Embora os Vedas tenham como foco os rituais, os Upanixades se concentram numa abordagem espiritual e em ensinamentos filosóficos, discutindo Brâman e a reencarnação.76 83 84

Upanixades

Os Upanixades são denominados Vedanta, porque eles contêm uma exposição da essência espiritual dos Vedas. Entretanto é importante observar que os Upanixades são textos e Vedanta é uma filosofia. A palavra Upanishad significa “sentar-se próximo ou perto”, pois os estudantes costumavam sentar-se no solo, próximos a seus mestres.

Os Upanixades organizaram mais precisamente a doutrina védica de auto-realização, yoga, e meditação, karma e reencarnação, que eram veladas no simbolismo da antiga religião de mistérios. Os mais antigos Upanixades são geralmente associados a um Veda em particular, através da exposição de uma brâmana ou Aranyaka, enquanto os mais recentes não.

Formando o coração da Vedanta (Final dos Vedas), eles contêm a técnica de adoração aos deuses védicos e capturam a essência do dito do Rig Veda “A Verdade é Uma”. Eles colocam a filosofia hindu separada e acolhendo uma única e transcendente força imanente e inata na alma de cada ser humano, identificando o microcosmo e o macrocosmo como Um. Podemos dizer que enquanto o hinduísmo primitivo é fundamentado nos quatro Vedas, o Hinduísmo Clássico, a Ioga e Vedanta, e correntes tântricas do Bhakti foram modelados com base nos Upanixades.

Smritis

O Naradeya Purana descreve a mecânica do universo; neste retrato vê-se Vishnu, com sua consorte, Lakshmi, descansando em Shesha Nag. Narada e Brama também aparecem.

Textos hindus além dos shrutis são chamados coletivamente de smritis (“memória”). Os mais célebres dentre os smritis são os poemas épicos, que consistem do Maabárata (Mahābhārata) e do Ramáiana (Rāmāyaṇa). O Bagavadguitá (Bhagavad Gītā), parte integral do Maabárata, e um dos mais populares textos sacros do hinduísmo, contém ensinamentos filosóficos de Krishna, uma encarnação de Vishnu, narradas ao príncipe Arjuna às vésperas de uma grande guerra. O Bhagavad Gītā, narrado por Krishna, é descrito como a essência dos Vedas.85 O Gītā, no entanto, por vezes também chamado de Gitopanishad (“Guitopanixade”), costuma ser categorizado com maior frequência entre os shrutis, por ter um conteúdo de natureza upanixádica.86 Os smritis também incluem os Puranas (Purāṇas), que ilustram ideias hindus através de narrativas vívidas. Também existem textos de natureza sectária, como o Devi Mahatmya (Devī Mahātmya), os Tantras, os Yoga Sutras, Tirumantiram, Shiva Sutras e Agamas (Āgamas). Um texto mais controverso, o Manusmriti, é o livro de leis que epitomiza os códigos sociais do sistema de castas.[carece de fontes]

Puranas

Os Puranas são considerados smriti; ensinamentos não escritos passados oralmente de uma geração a outra. Eles são distintos dos shrutis ou ensinamentos em escritos tradicionais. Existem um total de 18 Puranas maiores, todos escritos em forma de versos. Acredita-se que estes textos foram escritos muito anteriormente ao Ramayana e ao Mahabarata. Acredita-se que o mais antigo Purana provém de cerca de 300 a.C., e os mais recentes de 1300-1400 d.C. Apesar de terem sido compostos em diferentes períodos, todos os Puranas parecem ter sido revisados. Tal pode ser notado quando se observa que todos eles comentam que o número de Puranas é 18. Os Puranas variam muito: o Skanda Purana é o mais longo com 81 000versos, enquanto o Brahma Purana e o Vamana Purana são os mais curtos com 10 000 versos cada. O número total de versos em todos os 18 Puranas é 400 000.

Ramayana e Mahabarata

O Ramayana e o Mahabarata são os livros épicos nacionais da Índia. São provavelmente os poemas mais longos escritos em todo o mundo. A obra conta a história de um príncipe, Rama de Ayodhya, cuja esposa Sita é abduzida pelo demônio Rāvana, rei de Lanka.

O Mahabarata é atribuído ao sábio Vyasa, e foi escrito no período entre 540 e 300 a.C.. A obra, que conta a lenda dos báratas, uma das tribos arianas, discute o tri-varga ou as três metas da vida humana: kama ou desfrute sensorial, artha ou desenvolvimento econômico e dharma a religiosidade mundana que se resume em códigos de conduta moral e ritual.

O Ramayana é atribuído ao poeta Valmiki, e foi escrito no primeiro século d.C., apesar de ser baseado em tradições orais que datam de seis ou sete séculos a.C.

Bhagavad Gita

A Bhagavad Gita (Bagavadguitá em português) é considerado parte do Maabárata (escrito em 400 ou 300 a.C.), é um texto central do hinduísmo, um diálogo filosófico entre o deus Krishna e o guerreiro Arjuna. Este é um dos mais populares e acessíveis textos do hinduísmo, e é de essencial importância para a religião. O Gita discute altruísmo, dever, devoção, meditação, integrando diferentes partes da filosofia hindu.

As Leis de Manu

Manu é o homem lendário, o “Adão” dos hindus. As leis de Manu, ou Manusmriti, são uma coleção de textos atribuídos a ele.

História

O monte Kailash, no Tibete, é tido como a morada espiritual de Shiva.

A mais antiga evidência de uma religião pré-histórica na Índia data do fim do Neolítico, no período harapano inicial (5500-2600 a.C.).76 87 As crenças e práticas do período pré-clássico (1500-500 a.C.) são chamadas coletivamente de “religião histórica védica“. O hinduísmo moderno cresceu a partir dos Vedas, dos quais o mais antigo é o Rig Veda, que data de 1700-1100 a.C..88 Os Vedas centralizam o culto em divindades como Indra, Varuna e Agni, e no ritual do soma. Sacrifícios de fogo eram realizados, chamados de yagna (yajña), e entoavam mantras védicos, porém não construíam templos nem ícones.[carece de fontes] As tradições védicas mais antigas mostram fortes semelhanças com o zoroastrianismo e outras religiões indo-europeias.89

Os principais épicos em sânscrito, o Ramáiana e o Maabárata, foram compilados durante um período extenso que abrangeu os últimos séculos antes de Cristo, e os primeiros da Era Comum, e contêm histórias mitológicas sobre os governantes e as guerras da antiga Índia, intercaladas com tratados religiosos e filosóficos. Os Puranas posteriores recontam histórias sobre os devas e devis, suas interações com os humanos e suas batalhas contra demônios (rakshasas).

Origens históricas e aspectos sociais

Pouco é conhecido sobre a origem do hinduísmo, já que a sua existência antecede os registros históricos. É dito que o Hinduísmo deriva das crenças dos arianos, que residiam nos continentes sub-indianos, (‘nobres’ seguidores dos Vedas), dravidianos, e harapanos. Alguns dizem que o hinduísmo nasceu com o budismo e o jainismo, mas Heinrich Zimmer e outros indólogos afirmam que o jainismo é muito anterior ao hinduísmo, e que o budismo deriva deste e do Sankhya que em consequência afetaram o desenvolvimento de sua religião mãe. Diversas são as ideias sobre as origens dos Vedas e a compreensão se os arianos eram ou não nativos ou estrangeiros na Índia. A existência do Hinduísmo data de 4000 a 6000 mil anos a.C..

Historicamente, a palavra hindu antecede o hinduísmo como religião; o termo é de origem persa e primeiramente referia-se ao povo que residia no outro lado (do ponto de vista persa) do Sindhu ou rio Indo. Foi utilizado para expressar não somente a etnicidade mas a religião védica desde o século XV e XVI, por personalidades como Guru Nanak (fundador do sikhismo). Durante o Império Britânico, a utilização do termo tornou-se comum, e eventualmente, a religião dos hindus védicos foi denominada “hinduísmo”. Na verdade, foi meramente uma nova vestimenta para uma cultura que vinha prosperando desde a mais remota Antiguidade.

Distribuição geográfica atual

A Índia, a Maurícia, e o Nepal, assim como a ilha indonésia de Bali têm como religião predominante o hinduísmo; importantes minorias hindus existem em Bangladesh (11 milhões), Myanmar (7,1 milhões), Sri Lanka (2.5 milhões), Estados Unidos (2,5 milhões), Paquistão (4,3 milhões), África do Sul (1,2 milhões), Reino Unido (1,5 milhões), Malásia (1,1 milhões), Canadá (1 milhão), Ilhas Fiji (500 mil), Trinidad e Tobago (500 mil), Guiana (400 mil), Países Baixos (400 mil), Singapura (300 mil) e Suriname (200 mil).

Filosofia hindu: as seis escolas védicas

As seis escolas filosóficas ortodoxas hindus (Astika, que aceitam a autoridade dos Vedas) são Nyaya, Vaisheshika, Sankhya, Yoga, Purva Mimamsa (também denominada Mimamsa) e Uttara Mimamsa (também denominada Vedanta). As escolas não-védicas são denominadas Nastika, ou heterodoxas, e referem-se ao budismo, jainismo e Lokayata. As escolas que continuam a influenciar o hinduísmo hoje são Purva Mimamsa, Yoga, e Vedanta.

Nyaya

A escola Nyaya é de importância ímpar no desenvolvimento da filosofia indiana devido ao seu papel na construção de um sistema lógico e analítico, do qual nasceu todo o resto da filosofia lógica indiana, além de influenciar o desenvolvimento paralelo em diversas outras áreas do pensamento.

O Nyaya foi fundado por Aksapada Gautama, conhecido como Aksapada (“o de olhos fixos nos pés”), que escreveu o texto de maior importância dessa escola, o Nyaya Sutra, por volta do século II a.C.

Inicialmente vista com suspeita pelo clero hindu, passou logo depois a ser promovido por este como ferramenta de debate contra os heterodoxos (materialistas, budistas e jainistas). A escola teve seu prestígio incrementado, e o seu sistema passou a ser visto como um dos meios para se levar à salvação.

Vaisheshika

A escola Vaisheshika representa uma linha de pensamento intimamente associada com a da Nyaya, e originalmente proposta pelo sábio Kanada (ou Kana-bhuk’”, literalmente, comedor de átomos), em torno do século II aC.

Basicamente, a Vaisheshika expressa uma forma de atomismo e postula que todos os objetos do universo físico são redutíveis a um número finito de átomos.

Samkhya

A filosofia Sámkhya é anterior ao bramanismo, filosofia que deu origem ao hinduísmo, como coloca o indólogo Heinrich Zimmer em seu clássico Filosofias da Índia. Patandjali, monge do sul da Índia, onde até hoje a tradição tamil preserva elementos das filosofias pré-védicas, tinha formação no sistema Saámkhya-yoga, indissociável. O Sámkhya foi compilado bem antes de Patandjali (que viveu no século II a.C., por Kapila, que viveu pouco tempo antes de Buda. Uma diferença importante entre o Sámkhya e o bramanismo é que o primeiro é dualista, e o segundo monista, mas ambos vêem o espírito, ou Deus, como imanente e transcendente ao mesmo tempo.

Inicialmente vista com suspeita pelo clero hindu, passou logo depois a ser promovido por este como ferramenta de debate contra os heterodoxos (materialistas, budistas e jainistas). A escola teve seu prestígio incrementado, e o seu sistema passou a ser visto como um dos meios para se levar à salvação.

A diferença mais significante do Sámkhya é que a escola de yoga não somente incorpora o conceito do Ishvara (ou “Deus pessoal”) numa visão do mundo metafísica mas também sustenta Ishvara como um ideal sobre o qual meditar. A razão é que Ishvara é o único aspecto de purusha (do infinito Terreno Divino) que não foi mesclado com prakrti (forças criativas temporárias). Também utiliza as terminologias Brahman/Atman e conceitos profundos dos Upanixades, adotando uma visão vedântica monista. A realização do objetivo do ioga é conhecido como moksha ou samadhi. E como nos Upanixades, busca o despertar ou a compreensão de Atman como sendo nada mais que o infinito brâmane, através da (mente) ética, (corpo) físico e meditação (alma), o único alvo de suas práticas é a “verdade suprema”.

Purva Mimamsa

A escola Purva Mimamsa (ou “investigação anterior”) estabeleceu as bases para a formulação de regras de interpretação dos Vedas. O principal questionamento da Purva Mimamsa se refere à natureza das lei naturais (ou dharma). Segundo esta linha de pensamento, a natureza do dharma não é acessível à razão ou observação, e deve ser inferida a partir da autoridade da revelação contida nos Vedas. Este método empírico e eminentemente sensível de aplicação religiosa é a chave para Sanatana Dharma e foi especialmente desenvolvido por racionalistas como Sankaracharya e Swami Vivekananda.

A Purva Mimamsa, sendo fortemente ligada à exegese textual dos Vedas, deu origem ao estudo da filologia, ou da filosofia linguagem na Índia. A introdução da noção de shabda (“discurso”) como unidade indivisível de som e significado é devido ao sábio Bhartrhari (século VII).

Ioga

O sistema do ioga é geralmente considerado como tendo surgido a partir da filosofia Sankhya. Entretanto o ioga referido aqui, é especialmente o raja-ioga (Raja Yoga, ou união através da meditação). E é baseada em um texto (que exerceu grande influência) de Patandjali intitulado Yoga Sutras, e é essencialmente uma compilação e sistematização da filosofia do Ioga meditacional. Os Upanixades e o Bhagavad Gita também são textos indispensáveis ao estudo da ioga.

Uttara Mimamsa ou Vedanta

A escola Uttara Mimamsa (ou “investigação posterior”), também conhecida como Vedanta, é talvez a pedra angular dos movimentos do hinduísmo, e certamente foi responsável por uma nova onda de investigação filosófica e meditativa, renovação da fé, e reformas culturais. A maior parte da atual filosofia hindu está relacionada a mudanças que foram influenciadas pelo pensamento vedanta, o qual é focalizado na meditação, moralidade e centralização no Eu uno, ao invés de rituais ou distinções sociais como as castas. Primeiramente associada com os Upanixades e seus comentários por Badarayana, e Vedanta Sutra, o pensamento vedanta dividiu-se em três grupos, descritos a seguir.

Puro monismo: Advaita Vedanta

Advaita literalmente significa “não dois”; isto é o que referimos como monoteístico, ou sistema não-dualístico, que enfatiza a unidade. Seu consolidador foi Shankaracharya (788-820). Shankara expôs suas teorias baseadas amplamente nos ensinamentos dos Upanixades e de seu guru Gaudapada. Através da análise da consciência experimental, ele expôs a natureza relativa do mundo e estabeleceu a realidade não dual ou Brahman no qual Atman (a alma individual) ou Brahman (a realidade última) são absolutamente identificadas. Não é meramente uma filosofia, mas um sistema consciente de éticas aplicadas e meditação, direcionadas a obténção da paz e compreensão da verdade. Sankaracharya acusou as castas e rituais como tolos, e em sua própria maneira carismática, suplicou aos verdadeiros devotos a meditarem no amor de Deus e alcançarem a verdade.

Monismo qualificado: Vishistadvaita Vedanta

Ramanuja (10401137) foi o principal proponente do conceito de Sriman Narayana como Brahman o supremo. Ele ensinou que a realidade última possui três aspectos: Ishvara (Vixnu), cit (“alma“) e acit (“matéria“). Vixnu é a única realidade independente, enquanto alma e material são dependentes de Deus para sua existência. Devido a esta qualificação da realidade última, o sistema de Ramanuja é conhecido como não dualístico.

Dualismo: Dvaita Vedanta

Madhva (11991278) identificou deus com Vishnu, mas a sua visão da realidade era puramente dualista, pois ele compreendeu uma diferenciação fundamental entre o Deus supremo e a alma individual, e o sistema consequentemente foi denominado Dvaita (dualístico) Vedanta.

Filosofia hindu: as escolas não védicas

As principais escolas não-védicas ou heterodoxas (Nastika) do pensamento hindu são o budismo, o jainismo e Lokayata (ou Carvaka).

Culturas alternativas de adoração

As escolas Bhakti

A escola devocional Bhakti tem seu nome derivado do termo hindu que evoca a ideia de “amor prazeroso, abnegado e estupefante de Deus como Pai, Mãe, Filho Amados”, ou qualquer outra forma de relacionamento que encontre apelo no coração do devoto. A filosofia de Bhakti procura usufruto pleno da divindade universal através da forma pessoal, o que explica a proliferação de tantas divindades na Índia, frequentemente refletindo as inclinações particulares de pequenas áreas ou grupos de pessoas. Vista como uma forma de Ioga ou união, ele preconiza a necessidade de se dissolver o ego em Deus, na medida em que a consciência do corpo e a mente limitada, como individualidade, seriam fatores contrários à realização espiritual. Essencialmente, é Deus que promove toda mudança, que é a fonte de todos os trabalhos, que a idade através do amor e da luz. ‘Sins’ e mal – fazendo da devoto são mencionado cair embora da sua próprio acorde , o entusiasta enrugar limitedness já transcendido , através do amor de Deus. Os movimentos Bhakti rejuvenesceram o Hinduísmo ao longo da sua intensa expressão de fé e receptividade às necessidades emocionais e filosóficas da Índia. Pode-se dizer corretamente que influenciaram a maior onda de mudança em orações e rituais hindus desde tempos remotos.

A mais popular forma de expressão de amor a Deus na tradição hindu é através do puja, ou ritual de devoção, frequentemente utilizando o auxílio de murti (estátua) juntamente com canções ou recitação de orações meditacionais em forma de mantras. Canções devocionais denominadas bhajan (escritas primeiramente nos séculos XIV-XVII), kirtan (elogio), e arti (uma forma filtrada do ritual de fogo Védico) são algumas vezes cantados juntamente com a realização do puja. Este sistema orgânico de devoção tenta auxiliar o indivíduo a conectar-se com Deus através de meios simbólicos. Entretanto, é dito que bhakta, através de uma crescente conexão com Deus, é eventualmente capaz de evitar todas as formas externas e é inteiramente imerso na bênção do indiferenciado amor a Verdade.

Tantrismo

A palavra tantra significa “tratado” ou “série continua”, e é aplicada a uma variedade de trabalhos místicos, ocultos, médicos e científicos bem como aqueles que agora nos consideramos como “tântricos”. A maioria dos tantras foram escritos no final da Idade Média e surgiram da cosmologia hindu.

Temas e simbolismos importantes no hinduísmo

Ahimsa e as vacas

É vital uma nota sobre o elemento ahimsa no hinduísmo para compreender a sociedade que se formou à volta de alguns dos seus princípios. Enquanto o jainismo, à medida que era praticado, era certamente uma grande influência sobre a sociedade indiana – que dizer da sua exortação do veganismo e da não-violência como ahimsa – o termo primeiro apareceu nos Upanixades. Assim, uma influência internamente enraizada e externamente motivada levou ao desenvolvimento de uma grande quantidade de hindus que acabaram por abraçar o vegetarianismo numa tentativa de respeitar formas superiores de vida, restringindo a sua dieta a plantas e vegetais. Cerca de 30% da população hindu actual, especialmente em comunidades ortodoxas no sul da Índia, em alguns estados do norte como o Guzerate e em vários enclaves brâmanes à volta do subcontinente, é vegetariana. Portanto, enquanto o vegetarianismo não é um dogma, é recomendado como sendo um estilo de vida sátvico (purificador).

Os hindus abstêm-se predominantemente de carne, e alguns até vão tão longe quanto evitar produtos de pele. Isto acontece provavelmente porque o largamente pastoral povo Védico e as subsequentes gerações de hindus ao longo dos séculos dependiam tanto da vaca para todo o tipo de produtos lácteos, aragem dos campos e combustível para fertilizante, que o seu estatuto de “cuidadora” espontânea da humanidade cresceu ao ponto de ser identificada como uma figura quase maternal. Assim, enquanto a maioria dos hindus não adora a vaca, e as instruções escriturais contra o consumo de carne surgiram muito depois dos Vedas terem sido escritos, esta ainda ocupa um lugar de honra na sociedade hindu. Diz-se que Krishna é tanto Govinda (pastor de vacas) como Gopala (protector de vacas), e que o assistente de Xiva é Nandi, o touro. Com a força no vegetarianismo (que é habitualmente seguido em dias religiosos ou ocasiões especiais até por hindus comedores de carne) e a natureza sagrada da vaca, não admira que a maior parte das cidades santas e áreas na Índia tenham uma proibição sobre a venda de produtos de carne e haja um movimento entre os Hindus para banir a matança de vacas não só em regiões específicas como em toda a Índia.

Formas de adoração: murtis e mantras

Contrário a crença popular, o hinduísmo prático não é politeístico nem estritamente monoteístico. A variedade de deuses e avatares que são adorados pelos hindus são compreendidos como diferentes formas da Verdade Única, algumas vezes vistos como mais do que um mero Deus e um último terreno Divino (Brahman), relacionado mas não limitado ao monismo, ou um princípio monoteístico como Vixnu ou Xiva.

Acreditando na origem única como sem forma (nirguna brahman, sem atributos) ou como um Deus pessoal (saguna Brahman, com atributos), os Hindus compreendem que a verdade única pode ser vista de forma variada por pessoas diferentes. O Hinduísmo encoraja seus devotos a descreverem e desenvolverem um relacionamento pessoal com sua deidade pessoal escolhida (ishta devata) na forma de Deus ou Deusa.

Enquanto alguns censos sustentam que os adoradores de uma forma ou outra de Vishnu (conhecido como Vaishnavs) são 80% dos Hindus e aqueles de Shiva (chamados Shaivaites) e Shakti compõem o restante dos 20%, tais estatísticas provavelmente são enganadoras. A maioria dos Hindus adora muitos deuses como expressões variadas do mesmo prisma da Verdade. Entre os mais populares estão Vishnu (como Krishna ou Rama), Shiva, Devi (a Mãe de muitas deidades femininas, como Lakshmi, Sarasvati, Kali e Durga), Ganesha, Skanda e Hanuman.

A adoração das deidades é geralmente expressa através de fotografias ou imagens (murti) que são ditas não serem o próprio Deus mas condutos para a consciência dos devotos, marcas para a alma humana que significam a inefável e ilimitada natureza do amor e grandiosidade de Deus. Eles são símbolos do princípio maior, representado mas nunca presumido ser o conceito da própria entidade. Consequentemente, a maneira hindu de adoração de imagens as toma apenas como símbolos da divindade, opostos à idolatria, geralmente imposta (erroneamente) aos hindus.

Mantra

Recitação e mantras originaram-se no hinduísmo e são técnicas fundamentais praticadas até os dias de hoje. Muito da chamada Mantra Yoga, é realizada através de japa (“repetições”). Dizem que os mantras, através de seus significados, sons e recitação melódica, auxiliam o sadhaka (aquele que prática) na obtenção de concentração durante a meditação. Eles também são utilizados como uma expressão de amor a deidade, uma outra faceta da Bhakti Yoga necessária para a compreensão de murti. Frequentemente eles oferecem coragem em momentos difíceis e são utilizados para a obtenção de auxílio ou para ‘invocar’ a força espiritual interior. As ultimas palavras de Mahatma Gandhi enquanto morria foi um mantra ao Senhor Rama: “Hey Ram!”

O mais representativo de todos os mantras Hindu é o famoso Gayatri Mantra:

ॐ भूर्भुवस्व: | तत् सवितूर्वरेण्यम् | भर्गो देवस्य धीमहि | धियो यो न: प्रचोदयात्
Aum bhūrbhuvasvah | tat savitūrvareṇyam | bhargo devasya dhīmahi | dhiyo yo naha pracodayāt

Significa, literalmente: “Om! Terra, Universo, Galáxias (invocação aos três mundos). Que nós alcancemos a excelente glória de Savitr, o Deus. Que ele estimule os nossos pensamentos/meditações.”

O mantra Gayatri é considerado o mais universal, o mais importante (maha mantra) de todos os mantras hindus, e invoca o Brâman universal como um princípio de conhecimento e iluminação do sol primordial, mas somente em seu aspecto feminino. Muitos hindus até os dias de hoje, seguindo uma tradição que permanece viva por pelo menos 5.000 anos, realizam abluções matinais às margens do rio sagrado (especialmente do rio Ganges. Conhecido como um mantra sagrado, é reverenciado como sendo a forma mais condensada do “Conhecimento Divino” (Veda). E governado pelo princípio, Ma (“Mãe”) Gayatri, também conhecido como Veda Mata (“mãe dos Vedas”) e intimamente associado à deusa do aprendizado e iluminação, Sarasvati.

O maior objetivo da religião védica é alcançar moksha, ou liberação, através da constante dedicação a Satya (Verdade) e uma eventual realização de Atman (Alma Universal). Não importa se atingido através de meditação ou puro amor, este objetivo universal é alcançado por todos. Deve ser observado que o Hinduísmo é uma fé prática, e é incorporado em cada aspecto da vida. Acredita igualmente no temporal e no infinito, e somente encoraja perspectivas destes principios. Os grandes rishis (sábios, considerados espécies de santos hindus) e também denominados como samsárico (aquele que vive no samsara, i.e. plano temporal ou terrestre) aquele que segue um meio de vida honesto e amável (dhármico) é um jivanmukta (alma vivente liberta). As verdades fundamentais do hinduísmo são melhores compreendidas na frase dos Upanixades, Tat Twam Asi (Assim És Tu), e na última aspiração como segue:

Aum Asato ma sad gamaya, tamaso ma jyotir gamaya, mrityor ma aamritaam gamaya
“Aum Conduza-me da ignorância para a verdade, das trevas para a luz, da morte para a imortalidade.”

Referências

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  45. Para uma tradução de deva na sua forma singular como “uma divindade, deus”, e em sua forma plural como “os deuses” ou “os celestiais e brilhantes”, ver: Monier-Williams 2001, p. 492. Na realidade existem diferentes escalões entre os devas; os mais importantes são os mahadevas imortais, como Xiva, Vixnu, etc.; logo a seguir vêm os devas de segundo escalão, como Ganexa, descritos como seus descendentes: eles “nasceram” e seu “tempo de vida” é um tanto limitado (no Movimento Hare Krishna a palavra é traduzida como “semideuses”, embora este termo também possa se referir a outros ambientes celestiais, como gandharvas; ver: Vedic cosmology. Vedic Knowledge Online. VEDA – Bhaktivedanta Book Trust. Página visitada em 25-6-2007.). Para uma tradução de devatā como “divindade”, ver: Monier-Williams 2001, p. 495.
  46. Werner 1994, p. 80
  47. Renou 1961, p. 55
  48. Harman 2004, pp. 104–106
  49. * Apte, Vaman S(1997), escrito(a) em Délhi,’(New ed.), Motilal Banarsidas, ISBN 8120803000
  50. Smith 1991, p. 64
  51. Radhakrishnan 1996, p. 254
  52. Bagavadguitá 2.22
  53. Bagavadguitá XVI.8-20
  54. Vivekananda, Swami(2005),’, Kessinger Publishing, ISBN 1-425482-88-0 301-02 (8ª impressão 1993)
  55. Rinehart 2004, pp. 19–21
  56. Bhaskarananda 1994, pp. 79–86
  57. Os conceitos cristãos de Céu e Inferno não podem ser traduzidos diretamente para o hinduísmo; reinos espirituais como o Vaikunta (residência de Vishnu) ou loka são as analogias mais próximas a um eterno Reino de Deus.
  58. Nikhilananda 1992
  59. como discutido no Maabárata (Mahābhārata) 12.161; Bilimoria et al. (eds.), Indian Ethics: Classical Traditions and Contemporary Challenges (2007), p. 103; ver também Werner 1994, Bhaskarananda 1994, p. 7
  60. The Philosophy of Hinduism : Four Objectives of Human Life ; Dharma (Right Conduct), Artha (iRght Wealth), Kama (Rght Desire), Moksha (Right Exit (Liberation)). [S.l.]: Pustak Mahal, 2006. ISBN 81-223-0945-3
  61. Bhaskarananda 1994
  62. Ver, por exemplo, a tradução do Bagavadguitá 11.54: “My dear Arjuna, only by undivided devotional service can I be understood as I am, standing before you, and can thus be seen directly. Only in this way can you enter into the mysteries of My understanding.”, Bhaktivedanta 1997, ch. 11.54 (“Meu caro Arjuna, apenas através do serviço devocional pleno posso ser compreendido como sou, diante de você, e assim ser visto diretamente. Apenas desta maneira você poderá entrar nos mistérios da Minha compreensão.”)
  63. “One who knows that the position reached by means of analytical study can also be attained by devotional service, and who therefore sees analytical study and devotional service to be on the same level, sees things as they are.”, Bhaktivedanta 1997, ch. 5.5. (“Aquele que sabe que a posição alcançada através do estudo analítico também pode ser atingido pelo serviço devocional, e que portanto vê o estudo analítico e o serviço devocional no mesmo patamar, vê as coisas como elas são.”)
  64. Monier-Williams 1974, p. 116
  65. Bhaskarananda 1994, p. 157
  66. Bhaskarananda 1994, p. 137
  67. arcye viṣṇau śīlā-dhīr. . . narakī saḥ.
  68. Religious Life. Religions of India. Global Peace Works. Página visitada em 19-4-2007.
  69. Domestic Worship. Country Studies. The Library of Congress (Setembro de 1995). Página visitada em 19-4-2007.
  70. Hindu Marriage Act, 1955. Página visitada em 25-6-2007.
  71. Life-Cycle Rituals. Country Studies: India. Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos (Setembro de 1995). Página visitada em 19-4-2007.
  72. Shraddha. Banglapedia. Sociedade Asiática de Bangladesh. Página visitada em 20-4-2007.
  73. Vivekananda 1987, pp. 6–7 Vol I
  74. Vivekananda 1987, pp. 118–120 Vol III
  75. Sargeant & Chapple 1984, p. 3
  76. Nikhilananda 1990, pp. 3–8
  77. Ver, por exemplo, René Guénon Man and His Becoming According to the Vedanta (1925 ed.), Sophia Perennis, ISBN 0-900588-62-4, chapter 1, “General remarks on the Vedanta, p.7.
  78. Obs.: Nyaya-Vaisheshika acredita que os Vedas foram criados por Deus, e não são eternos.
  79. Harshananda, Swami(1989), escrito(a) em Mylapore,’(2ª ed.), Sri Ramakrishna Math, ISBN 81-7120-121-0
  80. Vivekananda 1987, p. 374 Vol II
  81. O Rig Veda não apenas é o mais antigo dos Vedas, mas também um dos textos indo-europeus mais antigos.
  82. Swami Shivananda’s mission. Página visitada em 25-6-2007.
  83. Werner 1994, p. 166
  84. Monier-Williams 1974, pp. 25–41
  85. Sarvopaniṣado gāvo, etc. (Gītā Māhātmya 6). Gītā Dhyānam, citado em Introduction to Bhagavad-gītā As It Is.
  86. Coburn, Thomas B. Scripture” in India: Towards a Typology of the Word in Hindu Life, Journal of the American Academy of Religion, Vol. 52, No. 3 (setembro de 1984), pp. 435-459
  87. “Hindu History”, BBC.
  88. Oberlies T. Die Religion des Rgveda, Viena 1998. p. 158
  89. A divindade rigvédica Dyaus, tida como pai dos outros deuses, está relacionada, linguisticamente – é um cognato – com Zeus, pai dos deuses na mitologia grega, Jove (Iovis), rei dos deuses na mitologia romana, e Tiu/Ziu na mitologia germânica. [1], cf. inglês ‘Tues-day’, “terça-feira”. Outras divindades védicas também apresentam cognatos com outras encontradas nas mitologias dos povos que falavam o indo-europeu; ver religião proto-indo-europeia.

Bibliografia

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