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Após diagnóstico errado de bipolaridade, Cássia Kis tenta largar remédios

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

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“Cadê você?, que saco! P., menina!”, gritava Cássia Kis Magro perto dos seguranças da entrada do Tuca, teatro da PUC-SP. A peça “Tribos”, de seu colega Antônio Fagundes, começaria em dez minutos e a atriz esperava aflita pela repórter Ana Krepp.

Atriz está escrevendo sua autobiografia

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Zanone Fraissat/Folhapress

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Cássia Kis no restaurante Spot, um de seus preferidos em SP, fazendo graça com seu figurino “típico de carioca” no frio paulistano

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Os espectadores ainda chegavam ao teatro. Cássia empurrava alguns deles para entrar o mais rápido possível. “Ninguém conhece o Fagundes como eu, ele vai mandar fechar as portas já, já”, ia falando, enquanto ultrapassava as pessoas. Sentada, recobrou a placidez.

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Há oito anos, no consultório de um psiquiatra, foi diagnosticada com transtorno bipolar. Começou a tomar três remédios. “Um que te nocauteia, te faz dormir 15 horas por dia; um que te levanta um pouquinho. E outro que te faz sorrir. Daí, lógico que eu melhorei. Você vira um pássaro, só falta voar.”

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Ao assumir publicamente a bipolaridade, começou a receber convites para estrelar campanhas publicitárias. “Fui convidada por entidades de psiquiatria e fabricantes de remédios. Eu sacaneei. Pedi R$ 3 milhões. As farmácias são trilhardárias. Se eu for vender isso, vão ganhar R$ 200 milhões. Essa indústria é f.. O medicamento que eu tomo é caríssimo.”

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Virou referência, uma espécie de confessionário para os bipolares que queriam dividir suas experiências. “Eu via as pessoas que se aproximavam de mim e pensava: eu sou assim? Não, eu não sou!” Cinco anos depois de conviver com a ideia de que tinha o transtorno, procurou outro psiquiatra. Que garantiu: ela não era bipolar. Não precisava de medicação controlada.

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“Tive um diagnóstico errado, feio. Os médicos fazem uma cirurgia falando da ‘trepada’ que deram no dia anterior, que ‘comeram’ a enfermeira. Esquecem espuma, instrumento dentro de você, porque ficam voando. É muito grave eu sair de uma consulta com três receitas. Quem vai pagar o dano? São bulas enormes, dobradas em mil.”

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A atriz está agora escrevendo uma autobiografia. Nela, relatará as consequências do equívoco médico.

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Ainda hoje tenta se livrar de remédios. A meditação é a aliada sugerida pela atual psiquiatra, que a auxilia a diminuir as doses de medicação. “Sentando a bunda meia hora de manhã e à noite, tiro qualquer remédio barra pesada. Meditação cura tudo.”

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No ano passado, outra crise: dez dias antes do início das gravações, ela desistiu de interpretar a enfermeira Ordália, de “Amor à Vida”, papel que Eliane Giardini acabou assumindo. “Eu não tinha condição emocional, não podia trabalhar naquele momento. Meu único caminho foi me recolher.”

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As informações de que teve desentendimentos com o autor da trama, Walcyr Carrasco, e a atriz Susana Vieira são falsas, diz. “Sou funcionária da Globo. Se me chamarem para assobiar e chupar cana, eu vou. Mas, pela primeira vez em 30 anos, senti que não ia dar conta. Uma hora ia dar uma m.. Era melhor sair antes de começar.”

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Cássia guarda as minúcias para o livro, que planeja lançar até 2015. “Não vou te contar tudo, tá louca? Eu quero é vender biografia.”

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Num passeio em uma livraria, comprou “As Quatro Nobres Verdades do Budismo” e deu de presente para a repórter. “Meu marido [o psicanalista João Magro], que é o salvador da pátria, me deu esse livro. Foi a minha luz.”

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Adotou dieta saudável quando percebeu, aos 15 anos, que arroz integral colocava seu intestino em pleno funcionamento. Já testou dietas e jejuns e hoje acredita na cura pela alimentação. Mas sem radicalizar. Até comeu pão no almoço, por exemplo.

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Nunca fez plástica. “Você vai tirar pelanca do olho. Quem te garante que não vai ficar de olho aberto, sem fechar nunca mais? Prefiro rugas do que a orelha fora do lugar. Por que não se discute isso? Porque tudo é mercado.”

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Interpretou Maria, mãe de Jesus, na Jornada Mundial da Juventude. “Foi uma polêmica do cão, os jovens me perguntavam: ‘Você é católica?’, ‘Quem é você para viver Maria?’. Acabei me considerando muito mais católica que muita gente que tava ali.”

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Cássia Kis, 55, interrompeu uma gravidez aos 30 anos. Hoje, integra o movimento católico Pró-Vida, radicalmente contra a descriminalização do aborto. “Carrego não uma culpa, mas a história de uma vida que eu tirei. Sou dona do meu destino, mas não posso ser dona do destino de outro ser.” Participa de passeatas ao lado de Elba Ramalho.

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Mãe de quatro filhos –de 9, 11, 16 e 18 anos– de dois casamentos anteriores, faz questão de reunir todos à mesa para o jantar. “Cuidar talvez seja a palavra mais importante da minha vida. Aprendi sobretudo depois de me casar com o João. Ele pegou esse verbo e fez assim, ó [como se marca gado], na minha pele.”

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“Se existe uma guerra de verdade, é dentro da família. Filho matando mãe, mãe matando filho. É a historia da humanidade”, afirma, ao falar dos projetos profissionais para os próximos anos, todos sobre dilemas familiares. Em março, estreia a peça “Deus Salve a Rainha”, no Rio. E, no ano que vem, atuará no longa “Juliano Pavollini”, dirigido por Caio Blat.

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Uma vez por semana, os filhos dormem em seu quarto. “Todo mundo puxa o colchão, parece um acampamento.” O caçula, que mamou até os quatro anos, ainda tem mimo especial: é levado até lá no colo de Cássia.

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Está levando a mãe, Piedade, com quem deixou de conviver aos 15, quando saiu de casa, para morar com ela. “Fiz uma suíte com tanto amor. Moro numa casa bárbara, em frente à praia.” Preparou o cenário e vislumbra as melhores cenas. “Ela vai ter os netos por perto. Vou poder dizer pra meus filhos: ‘Maria, vá dar o ‘remedinho’ pra sua avó’; ‘Joaquim, prepara o mingau dela’.”

mônica bergamoMônica Bergamo, jornalista, assina coluna diária publicada na página 2 da versão impressa de “Ilustrada”. Traz informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999.

Esquema de Remédios: da Apatia à Bipolaridade

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

 

 
Vou relatar aqui os remédios que me foram passados nesses 3 meses de tratamento:


Após uma forte crise de insônia, por problemas profissionais, veio um crise depressiva. Coisa que nunca tinha tido. Depois de algumas visitas a psicóloga e a psiquiatra segue o resultado:

1. Esquema:
Manhã: Fluoxetina 10mg + Frontal 0,5mg
Noite:   Rivotril 0,5mg + Frontal 1,0mg
Resultado: Fiquei muito agitado de dia. A noite o remédio fazia efeito muito tarde e causava o efeito rebote. Eu dormia muito de dia.

2. Esquema:
Manhã: Fluoxetina 20mg + Frontal 0,5mg
Noite: Stillnox 10mg + Frontal 10mg
Resultado:  Fiquei mais ansioso ainda. A noite o sono não chegava.

3. Esquema (segunda médica):
Manhã: Lexapro 10mg
Noite: Carbolitium 450mg + Lorax 2mg + Imovatec7,5mg
Resultado: Fiquei mais ansioso ainda de dia. Mais ansioso ainda a noite. Sono zero!

4. Esquema:
Manhã: Apraz 1mg
Noite:  Depakote 500 + Apraz 1mg + Imovane 7,5 + Celebrim 20
Resultado: Muito sono de manhã. Ansiedade a noite.

5. Esquema:
Manhã: 1/2 Depakote 500 + Roxetin 20
Noite: 1/2 Depakote 500 + Rivotril 2mg + Stillnox
Resultado: Finalmente um certo equilíbrio. Porém mais apático. Tanto pela manhã como a tarde.
                 Certa dificuldade para dormir também.

Resumo  geral:
Os estabilizadores de humor não poderiam ter sido passados a noite. Era o que estava prejudicando meu sono. Anti-depressivos também não funcionaram, pois me causaram muita ansiedade. A solução está caminhando para usar estabilizadores pela manhã, o que me motiva mais, e remédios que induzam o sono bem cedo da noite em uma dosagem mais forte. Esse último esquema foi passado esta semana. é aguardar e conferir…

Postado por Diário de um Bipolar às 21:09
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Estabilização da doença Bipolar

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

 

   

COMO EVOLUI?

De que tipos de crises (acessos ou fases) sofrem as pessoas com Doença Bipolar? Com que frequência voltam a ter recorrências, a sofrer novas crises? Algumas pessoas têm um número igual de crises de euforia ou excitação irritável (mania) e de depressão. Outras têm principalmente crises de um tipo, de depressão ou de euforia. Em média, uma pessoa que sofre de Doença Bipolar tem quatro crises durante os primeiros 10 anos da doença. Embora possa haver um intervalo de anos entre duas ou três primeiras crises, a sua frequência é maior se não se fizer o tratamento estabilizador apropriado. As crises podem corresponder às mudanças de estação em padrões variáveis, no “rebentar” e no “cair” da folha, no Inverno e no Verão. Algumas pessoas têm crises frequentes ao longo do ano, por vezes, mesmo, ciclos ininterruptos de euforia e depressão. As primeiras crises podem ser desencadeadas por factores emocionais ou stress, mas à medida que a doença evolui, se a pessoa não fizer o tratamento estabilizador (preventivo), as crises podem surgir com maior frequência e sem factores precipitantes dignos de relevo.

As crises podem durar dias, meses ou mesmo anos. Em média, sem tratamento, as fases de mania e hipomania (euforia leve) duraram poucos meses, enquanto as depressões arrastam-se muitas vezes por mais de seis meses. Há designações especiais para cada forma de evolução da Doença Bipolar:

Bipolar I

A pessoa sofre crises de mania ou crises mistas(sintomas de depressão e mania misturados) e, quase sempre, também tem fases depressivas. As crises voltam a repetir-se excepto se fizer o tratamento preventivo.

Bipolar II

A pessoa tem crises depressivas graves e fases leves de elevação do humor (hipomania). As crises de elevação do humor podem não ser identificadas ou referidas porque o doente se sente “acima do normal” com muita energia e alegria, sem perturbações óbvias. Se o tratamento for só para a depressão, com uma medicação exclusivamente com antidepressivos, não se verifica uma estabilização, podendo surgir crises frequentes e uma viragem do humor.

Ciclos Rápidos

A pessoa tem pelo menos quatro crises por ano, em qualquer combinação de fases de mania, hipomania, mistas e depressivas. Corresponde a uma evolução que atinge entre 5 e 15% dos doentes com Doença Bipolar. Pode, em alguns casos, resultar de uma terapêutica demasiado intensiva e prolongada com antidepressivos, em vez da adequada terapêutica de estabilização do humor.

COMO SE TRATA A DOENÇA BIPOLAR?

Naturalmente, as indicações que aqui ficam são as essenciais para o reconhecimento da doença pelo doente e os familiares, mas não devem levar a minimizar o papel do médico psiquiatra, elemento chave no tratamento. Pelo contrário, o melhor conhecimento e reconhecimento da doença e dos aspectos gerais do tratamento visa permitir uma colaboração mais activa entre todos, doente, família, médico psiquiatra, médico de família e outros técnicos de saúde (enfermeiro, psicólogo, técnico de serviço social).

No tratamento da Doença Bipolar há que ter em conta, por um lado, as fases agudas e, por outro, a estratégia de prevenção das crises. Quando o doente sofre uma crise de depressão, de mania, hipomania, ou mista, precisa de ser tratado na fase aguda com a terapêutica apropriada antidepressiva, anti-maníaca ou antipsicótica, sendo necessária, em muitos casos, a hospitalização no período crítico. Depois de tratada a fase aguda e na continuidade do seu tratamento, inicia-se a terapêutica preventiva das crises para evitar que voltem a ocorrer. Para que o tratamento seja eficaz é necessária uma medicação (tanto para a fase aguda como para a estabilização da doença), acompanhada de uma educação do doente e dos familiares (sobre a doença, os medicamentos, a necessidade de aderir ao tratamento, modificação de hábitos nocivos). Pode ser benéfico um apoio psicológico para o doente e seus familiares (como lidar com os problemas e o stress, etc).

A MEDICAÇÃO?

Os medicamentos mais importantes no tratamento dos sintomas da Doença Bipolar são os estabilizadores do humor e os antidepressivos. Mas o médico pode ter necessidade de receitar outros medicamentos, como os antipsicóticos, os ansioliticos e os hipnóticos. Para a prevenção das crises e a estabilização da doença são essenciais os medicamentos designados, com toda a propriedade, estabilizadores do humor. É importante agora dar algumas informações sobre estes últimos medicamentos.

O QUE SÃO E QUAIS SÃO OS ESTABILIZADORES DE HUMOR?

Os medicamentos estabilizadores do humor são a base essencial da terapêutica preventiva das fases depressivas e eufóricas da Doença Bipolar. A sua descoberta e utilização revolucionou o tratamento da doença, permitindo a muitas pessoas o controle da Perturbação Bipolar através de uma prevenção das crises. A par desta acção terapêutica essencial, os estabilizadores do humor também são utilizados para o tratamento das crises de mania, hipomania e estados mistos e podem atenuar os sintomas de depressão.

Há, presentemente, três estabilizadores do humor comprovadamente eficazes:

  • O Lítio, comercializado, em Portugal, no medicamento Priadel;
  • O Valproato, comercializado nos medicamentos Diplexil R e Depakine;
  • A Carbamazepina (Tegretol).

Cada um destes três estabilizadores do humor tem diferentes acções químicas no organismo. Se um não for eficaz no tratamento ou tiver efeitos adversos persistentes o médico tem a possibilidade de escolher outro, ou de combinar dois em doses que permitam uma melhor tolerância e eficácia. Há análises para determinar o nível sanguíneo dos três estabilizadores do humor, permitindo o controle correcto da dose em cada doente.

Prevenção, eis a palavra-chave. Os estabilizadores do humor (lítio, valproato, carbamazepina) são a base de prevenção. Cerca de um terço das pessoas com Doença Bipolar ficam completamente livres de sintomas com a manutenção estabilizadora apropriada. A maioria das pessoas beneficia de uma grande redução no número e na gravidade das crises. O médico poderá ter de fazer um acerto da medicação ou uma outra combinação terapêutica caso se continuem a verificar crises de mania ou depressão. Caso a medicação não seja 100% eficaz, não fique desencorajado: a informação rápida do médico sobre sintomas de instabilidade é essencial para um ajustamento terapêutico que previna a eclosão de uma crise. O doente nunca deve recear informar o médico sobre quaisquer mudanças de sintomas, pois dessa informação precoce depende o controle da doença. Se sentir mudanças no sono, na energia (aumento ou diminuição), no humor (alegria excessiva, irritabilidade ou tristeza) e no seu comportamento e relações com pessoas, será melhor contactar com o médico sem demora.

A manutenção da medicação é outro aspecto essencial. Os medicamentos controlam, mas não curam a Doença Bipolar. Ao parar a medicação estabilizadora, mesmo depois de muitos anos sem crises, há um sério risco de uma recaída passadas algumas semanas ou meses. E, em alguns doentes, a retoma da medicação pode não se acompanhar dos mesmos bons resultados anteriores. A decisão de interromper a medicação caberá ao médico, em função de circunstância que a tal aconselham, como é o caso de uma gravidez.

 

Transtorno bipolar

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

 

Transtorno afetivo bipolar é um distúrbio psiquiátrico complexo. Sua característica mais marcante é a alternância, às vezes súbita, de episódios de depressão com os de euforia (mania e hipomania) e de períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade (leve, moderada e grave), frequência e duração.

As flutuações de humor têm reflexos negativos sobre o comportamento e atitudes dos pacientes, e a reação que provocam é sempre desproporcional aos fatos que serviram de gatilho ou, até mesmo, independem deles.

Em geral, essa perturbação do humor se manifesta tanto nos homens quanto nas mulheres, entre os 15 e os 25 anos, mas pode afetar também as crianças e pessoas mais velhas.

Tipos

De acordo com o DSM.IV e o CID-10, (manuais internacionais de classificação diagnóstica), o transtorno bipolar pode ser classificado nos seguintes tipos:

1) Transtorno bipolar Tipo I

O portador do distúrbio apresenta períodos de mania, que duram, no mínimo, sete dias, e fases de humor deprimido, que se estendem de duas semanas a vários meses. Tanto na mania quanto na depressão, os sintomas são intensos e provocam profundas mudanças comportamentais e de conduta, que podem comprometer não só os relacionamentos familiares, afetivos e sociais, como também o desempenho profissional, a posição econômica e a segurança do paciente e das pessoas que com ele convivem. O quadro pode ser grave a ponto de exigir internação hospitalar por causa do risco aumentado de suicídios e da incidência de complicações psiquiátricas.

2) Transtorno bipolar Tipo II

Há uma alternância entre os episódios de depressão e os de hipomania (estado mais leve de euforia, excitação, otimismo e, às vezes, de agressividade), sem prejuízo maior para o comportamento e as atividades do portador.

3) Transtorno bipolar não especificado ou misto

Os sintomas sugerem o diagnóstico de transtorno bipolar, mas não são suficientes nem em número nem no tempo de duração para classificar a doença em um dos dois tipos anteriores.

4) Transtorno ciclotímico

É o quadro mais leve do transtorno bipolar, marcado por oscilações crônicas do humor, que podem ocorrer até no mesmo dia. O paciente alterna sintomas de hipomania e de depressão leve que, muitas vezes, são entendidos como próprios de um temperamento instável ou irresponsável.

Causas

Ainda não foi determinada a causa efetiva do transtorno bipolar, mas já se sabe que fatores genéticos, alterações em certas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores estão envolvidos.

Da mesma forma, já ficou demonstrado que alguns eventos podem precipitar a manifestação desse distúrbio do humor nas pessoas geneticamente predispostas. Entre eles, destacam-se: episódios frequentes de depressão ou início precoce dessas crises, puerpério, estresse prolongado, remédios inibidores do apetite (anorexígenos e anfetaminas), e disfunções da tireoide, como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo.

Diagnóstico

O diagnóstico do transtorno bipolar é clinico, baseado no levantamento da história e no relato dos sintomas pelo próprio paciente ou por um amigo ou familiar. Em geral, ele leva mais de dez anos para ser concluído, porque os sinais podem ser confundidos com os de doenças como esquizofrenia, depressão maior, síndrome do pânico, distúrbios da ansiedade. Daí a importância de estabelecer o diagnóstico diferencial antes de propor qualquer medida terapêutica.

Sintomas

Depressão: humor deprimido, tristeza profunda, apatia, desinteresse pelas atividades que antes davam prazer, isolamento social, alterações do sono e do apetite, redução significativa da libido, dificuldade de concentração, cansaço, sentimentos recorrentes de inutilidade, culpa excessiva, frustração e falta de sentido para a vida, esquecimentos, ideias suicidas.

Mania: estado de euforia exuberante, com valorização da autoestima e da autoconfiança, pouca necessidade de sono, agitação psicomotora, descontrole ao coordenar as ideias, desvio da atenção, compulsão para falar, aumento da libido, irritabilidade e impaciência crescentes, comportamento agressivo, mania de grandeza. Nessa fase, o paciente pode tomar atitudes que reverterão em danos a si próprio e às pessoas próximas, como demissão do emprego, gastos descontrolados de dinheiro, envolvimentos afetivos apressados, atividade sexual aumentada e, em casos mais graves, delírios e alucinações.

Hipomania: os sintomas são semelhantes aos da mania, porém bem mais leves e com menor repercussão sobre as atividades e relacionamentos do paciente, que se mostra mais eufórico, mais falante, sociável e ativo do que o habitual. Em geral, a crise é breve, dura apenas uns poucos dias. Para efeito de diagnóstico, é preciso assegurar que a reação não foi induzida pelo uso de antidepressivos.

Tratamento

Transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.

De acordo com o tipo, gravidade e evolução da doença, a prescrição de medicamentos neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e estabilizadores de humor, especialmente o carbonato de lítio, tem-se mostrado útil para reverter os quadros agudos de euforia e evitar a recorrência das crises. A associação de lítio com antidepressivos e anticonvulsivantes tem demonstrado maior eficácia para prevenir recaídas. No entanto, os antidepressivos devem ser utilizados com cuidado, porque podem provocar uma guinada rápida da depressão para a euforia, ou acelerar a incidência das crises.

A psicoterapia é outro recurso importante no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostas pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso que, como ocorre na maioria das doenças crônicas, deve ser mantido por toda a vida.

Recomendações

Portadores de transtorno bipolar e seus familiares precisam estar cientes de que:

* seguir o tratamento à risca é a melhor forma de prevenir a instabilidade emocional e a recorrência das crises, o que assegura a possibilidade de levar vida praticamente normal;

* os remédios podem não fazer o efeito desejado logo nas primeiras doses que, muitas vezes, precisam ser ajustadas ao longo do tratamento;

* crises depressivas prolongadas sem tratamento adequado podem aumentar em 15% o risco de suicídio nos pacientes bipolares;

* o paciente pode procurar alívio para os sintomas no álcool e em outras drogas, solução que só ajuda a agravar o quadro;

* alternar a fase de depressão com a de mania pode dar a falsa sensação de que a pessoa está curada e não precisa mais de tratamento;

* a família pode precisar também de acompanhamento psicoterápico, por duas diferentes razões: primeira, porque o distúrbio pode afetar todos que convivem diretamente com o paciente; segunda, porque precisa ser orientada sobre como lidar no dia a dia com os portadores do transtorno.

 

A depressão é como….ter um coração aprisionado.

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

A depressão é como….ter um coração aprisionado.

Quem tem um coração livre de bloqueios e preenchido com a auto-realização é uma pessoa com motivação. Curar uma depressão pressupõe a libertação do coração aprisionado. A depressão – sintomas, resulta de um coração aprisionado.

O pior inimigo da depressão – tratamento,  é alguém à força, tentar travar a dor, travar o choro, lutar contra…talvez por tanto travar a dor e por reprimir o choro, o coração está em depressão….calar a dor e travar as lágrimas é o mesmo que dizer ao coração que ele não tem direito de exprimir o que lhe foi negado durante tanto tempo…”receber amor”…deixar o coração falar o que sente é uma forma de lhe dar amor, não o ignorando. A repressão dos sentimentos pode gerar ansiedade e ataques de pânico.

Como podemos exigir às pessoas que nos rodeiam que nos respeitem e amem se o que fazemos a nós mesmos é o pior dos exemplos. Se eu ignoro o meu coração, e o mando calar, quando ele precisa é de aconchego, claro que esta forma de nos desconsiderarmos vai ser a referência que os outros vão ter como exemplo e será também desta forma que vão lidar connosco. Se eu me “considero e me trato como um farrapo” que direito tenho de exigir aos outros respeito e amor….eu nem me dou amor a mim mesma….

Calar o coração, um vazio instalado

Enquanto calarmos o coração a vida vai sempre ser sempre um grande vazio. Quando convulsões de choro emergem é essencial que as recebamos com aceitação…jamais devemos travar essas convulsões, impedir o coração de libertar a sua dor é uma sentença a uma depressão eterna. Apenas pode rir e dar gargalhadas genuínas quem se permite chorar com liberdade, aceitando o choro, as lágrimas como uma bênção, um dos maiores aliados à libertação do que tanto nos magoou, permitirmo-nos perdoar-nos por termos permitido estar ao perto de pessoas que nos magoam. A libertação do peso e emoções reprimidas pode até  curar os sintomas da depressão.

Fogo em falta, a depressão gelada

A depressão é falta de fogo interior (falta de entusiasmo, motivação, referências positivas) que se começa a manifestar após determinados choques emocionais. Ter desafios na vida é um processo normal e fundamental na auto-consiencialização de cada ser. Uma forma importante para adquirir a percepção do que está mal em nós e na nossa vida e do que têm de ser mudado. Aprender a confiar em nós e na vida pode ser uma forma de encarar os desafios e poder usa-los como aliados aos crescimento. No entanto, algumas pessoas em vez de se concentrar na aprendizagem que pode ter com os desafios, focam-se de uma forma obsessiva na dor provocada por alguém, por determinada situação ou vivência.

Vou criar uma pequena metáfora para poder explicar o sentido do que quero transmitir, imaginemos que eu ao escrever este texto dei muitos erros ortográficos…uma pessoa com tendências depressivas, em vez de se focar no sumo, na aprendizagens, na essência positiva e boa intenção do autor mais facilmente se focaria nos erros ortográficos. Mesmo que este fosse um texto fundamental para a sua vida, perderia a oportubidade de iluminar a sua mente porque a sua atenção estaria focada apenas na negatividade e perderia a oportunidade de aprender um ponto de vista diferente e positivo.

A auto-realização resulta da cosnciêncialização das necessidades pessoais, emocionais e profissionais. Curar a depressão passa pela libertação da resistência à mudança e por uma auto-motivação através de actividades e envolvimentos em grupo que respondam a essas necessidades de preenchimento interior inerentes aos interesses de cada pessoa.

Texto original de Love Dolhpin para o site http://www.tratamentodadepressao.org

“Reprodução permitida desde que citada autoria e fonte com hiperligação (link)”

SINTOMAS DE DEPRESSÃO E BIPOLARIDADE

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

 

 

Angelina Jolie, a criadora do Harry Potter J.K. Rowling, a atriz global Cassia Kiss, o Indiana Jones Harrison Ford, Brooke Shields (que foi criticada pelo seu colega Tom Cruise por se medicar), e o roqueiro Kurt Cobain (que não agüentou e se matou) são alguns dos famosos que conhecem os sintomas:

• Perda de interesse e prazer pelas coisas;
• Tristeza constante ou irritabilidade persistente;
• Falta de concentração;
• Dificuldade em realizar tarefas simples (como escovar os dentes);
• Negativismo;
• Fixação em detalhes negativos;
• Ansiedade constante;
• Sensação de insegurança;
• Sensação de incapacidade;
• Pensamento em morte/suicídio;
• Vontade de se isolar;
• Crises de choro “sem motivo”;
• Insatisfação em viver;
• Falta de esperança;
• Muito sono ou insônia;
• Perda ou excesso de apetite;
• Sintomas de doenças físicas que não melhoram com tratamento;
• Sentimento de inferioridade e baixa auto-estima;
• Sentimento de vazio;
• Redução do interesse sexual;
• Lentidão ou agitação intensa;
• Uso de álcool e drogas para se sentir melhor e/ou se anestesiar;
• Sentir que o mal-estar não vai passar nunca;
• Pensa que isto tudo é fraqueza de caráter, o que gera culpa por não ter força de vontade para consertar esta “falha de caráter”.

Na bipolaridade, além dos sintomas de depressão acima, a pessoa alterna-se com estados de euforia, ou seja, fica uma fase deprimida e depois passa por uma fase eufórica que é marcada por:

• Tagarelice;
• Irritabilidade;
• Insônia;
• Mania de grandeza;
• Sentimento de estar no topo do mundo com uma alegria e bem-estar inabaláveis, podendo ocorrer também explosões de raiva;
• Sentimento de ser invencível;
• Uso de drogas e álcool;
 Não consegue ficar parado, relaxar;
• O senso de perigo fica comprometido, podendo se envolver em atividade de risco;
• Atividade mental intensa, com muitas idéias ao mesmo tempo;
• Excitação sexual exagerada;
• Compras excessivas;
• Perda da inibição social, podendo passar por situações vexatórias;

Nesta fase é comum a pessoa se endividar ou PERDER MUITO DINHEIRO, comprometendo até bens de família, gastando mais do que pode, emprestando dinheiro a pessoas a quem mal conhece.
Fonte: trechos dos livros Cura espiritual da depressão do médico terapeuta Alírio de Cerqueira Filho e Seja feliz diga não à depressão da médica Elaine Aldrovandi.

Para mais informações sobre estas doenças clique aqui!

Transtorno Bipolar e Suicídio

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

Transtorno Bipolar e Suicídio

Transtorno Bipolar e Suicídio, é muito frequente acontecer haver tendências suicidas por parte de pessoas que sofram do transtorno bipolar. Se tem, ou conhece alguém que sofre destes transtornos e manifesta pensamentos ou intenções de suicídio, é importante que estes pensamentos sejam levados a sério. Estas pessoas necessitam de atenção imediata, procurar ajuda de terapeutas especializados, a hipnoterapia é um bom acompanhamento preventivo para este tipo de transtornos, no entanto cada pessoa saberá, dentro das suas crenças que tipo de ajuda procurar. A psiquiatria apesar de aparentemente estabilizar estes doentes, com a dependência química, não resolvem a causa do transtorno. Quem estiver aberto a terapias alternativas seria uma boa opção, mesmo que seja em paralelo com outro tipo de acompanhamento.

Os pensamentos e tendências suicidas incluem:

• Querer morrer
• Falar de considerar o suicídio
• Sentimento de ausência de esperança ou desamparado
• Sentir-se como um fardo para a família e amigos
• Abuso de álcool ou drogas
• Atitudes de preparação para a morte
• Colocar-se em situações perigosas

Se você, ou alguém que você está se sentindo suicida:

• Se tem sintomas depressivos no seu limite e com impulsos suicidas, recorra às urgências médicas
• Não deixar nunca uma pessoa suicida sozinha, se for o seu caso entre rapidamente em contacto com um amigo, alguém que ame.
• Mantenha longe, coisas como medicamentos ou armas que poderiam ser usados para infligir graves danos.

Veja Também:

A depressão é como….ter um coração aprisionado.
O Stress e a Depressão podem controlar a nossa vida.
Ansiedade e depressão, em que diferem?
Teste, “tenho um transtorno de ansiedade?”

Transtorno mental que mais causa suicídios, bipolaridade lesa o cérebro

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

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JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

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O transtorno bipolar é progressivo e leva à perda da função de neurônios, segundo novos estudos, liderados por pesquisadores brasileiros.

‘Eu me achava a Mulher Maravilha’, diz mulher com transtorno bipolar
‘Internado, tive a convicção de que era o Rambo’, diz homem bipolar
Agente da CIA bipolar é atração na série de TV “Homeland”

A doença, caracterizada pela alternância entre depressão e euforia (mania, como os médicos dizem), atinge 2,2% da população: são 4,2 milhões de brasileiros, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Crises bipolares não têm nada a ver com as mudanças de humor da pessoa “de lua”, que passa uma manhã agitada ou se irrita facilmente.

Um episódio de mania pode durar dias ou semanas e levar a alteração do sono, perda do senso crítico e comportamentos compulsivos como comprar demais ou consumir álcool e drogas.

Como tantos outros nomes de patologias, a expressão “bipolar” é usada fora do contexto médico. “Há um entendimento errado da bipolaridade. É uma doença muito grave, com uma série de sintomas. Mudar de humor rapidamente não faz o diagnóstico”, diz o psiquiatra Beny Lafer, coordenador do Programa de Transtorno Bipolar do Hospital das Clínicas de São Paulo.

BANALIZAÇÃO

A bipolaridade é a doença mental que mais mata por suicídio: cerca de 15% dos doentes se matam. Os pacientes têm um risco 28 vezes maior de apresentar comportamento suicida do que o resto da população e até metade dos doentes tenta se matar, mostram levantamentos.

“A expectativa de vida de homens bipolares é 13 anos menor e de mulheres bipolares é 12 anos menor do que a da população em geral, segundo um estudo dinamarquês. A expectativa de vida do bipolar é comparável à do esquizofrênico”, diz o psiquiatra Fábio Gomes de Matos e Souza, professor e também pesquisador da Universidade Federal do Ceará.

Considerando a gravidade, os médicos todos criticam a popularização do termo.

“É banalizar a doença. Estar triste é uma coisa, estar deprimido e não conseguir sair de casa é outra”, diz a psiquiatra Ângela Scippa, presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar.

De acordo com as últimas descobertas científicas, as crises de euforia e depressão são tóxicas ao cérebro.

ENXURRADA NO CÉREBRO

O grupo do psiquiatra Flávio Kapczinski, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é referência na área e publicou artigos em novembro e dezembro nas revistas “Translational Psychiatry” e “Current Psychiatry Reports”.

“Assim como o organismo do diabético sofre com os picos de glicemia, o cérebro de quem tem transtorno bipolar não controlado sofre com o excesso de neurotransmissores”, diz Kapczinski.

As crises são acompanhadas da descarga de substâncias como dopamina e glutamato. Na tentativa de controlar o incêndio, o organismo manda para a região células protetoras. “Essas células produzem inflamação, causando a perda de conexões entre neurônios. São os achados mais recentes, nem estão publicados ainda”, adianta.

Após cinco episódios do transtorno perde-se 10% do hipocampo, área responsável pela memória, estima o psiquiatra Matos e Souza.

A médio prazo, a doença fica mais grave e as crises, frequentes e fortes. O doente responde cada vez menos à medicação. “Ele passa a ter problemas de memória, planejamento e concentração, funções ligadas à parte frontal do cérebro”, diz Kapczinski.

Editoria de Arte/Folhapress

DIAGNÓSTICO

Os primeiros surtos de transtorno bipolar surgem como crises de depressão em 60% dos casos, daí a dificuldade no diagnóstico. O transtorno aparece, em geral, até os 25 anos.

Quando a doença se manifesta como mania, os sintomas são confundidos com os de esquizofrenia (megalomania, alucinações). “O diagnóstico leva até dez anos”, afirma Helena Calil, psiquiatra e professora da Unifesp.

A dificuldade de determinar a doença é comum entre os transtornos mentais, lembra Jair Soares, psiquiatra brasileiro e pesquisador na Universidade do Texas em Houston (EUA).

Não há um marcador biológico que possa ser medido em um teste. “Dependemos do diagnóstico clínico, da descrição dos sintomas pelo paciente”, completa Soares.

A avaliação clínica não consegue diferenciar uma depressão bipolar de outras. “O tratamento com antidepressivo puro pode agravar a doença. É um risco. Às vezes, só assim para descobrir”, diz a psiquiatra Ângela Scippa.

Os casos mais complexos envolvem crises de hipomania, uma mania leve que pode aparecer como ciúme ou irritabilidade. Sentimentos normais que, no bipolar, são exagerados e causam prejuízos à vida –essa é a fronteira entre normal e patológico.

O alerta deve vir quando a família se queixa de instabilidade: a pessoa mostra alterações visíveis e fases de normalidade. Outros sinais são: histórico familiar (80% dos casos são hereditários), alterações no sono e uso de álcool e drogas (metade dos bipolares é dependente).

HIPOMANIA LEVE

Antes, o transtorno bipolar era conhecido como psicose maníaco-depressiva e incluía casos mais graves. Agora, se discute se pessoas com depressão e hipomania leve (irritadas, ciumentas demais) devem ser tratadas como bipolares –metade dos que sofrem de depressão se enquadra no perfil. Ou seja, 10% da população.

“Já há evidências científicas para isso”, defende o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas da USP.

Para Soares, se a caracterização for expandida demais, corre o risco de abarcar gente que não se beneficiará com o tratamento. “Será que vamos tratar pacientes que, em vez de melhorar, vão piorar?”, diz.

A psicoterapia aumenta a adesão ao tratamento com remédios e ajuda a pessoa a conhecer os gatilhos das crises. “É importante, mas complementar”, diz Leandro Malloy-Diniz, psicólogo e presidente da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia.

Editoria de Arte/Folhapress

Artes marciais contribuem para o equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

Entrevista: Vera Sugai
Por Angelo Medina

Não existe nada mais zen do que fazer meditação ou yoga para buscar um estado tranqüilo e desperto ou, quem sabe, até o nirvana. Porém, a arte do movimento pode ser a grande saída para adquirir um estado zen.

É nessa onda, que entra em ação o Caminho do Samurai e suas artes marciais. Nesta entrevista ao Vya Estelar, a escritora Vera Sugai, autora do livro, o Caminho do Guerreiro(Editora Gente), explica como as artes marciais contribuem para o equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual. Mostra como adquirir o autoconhecimento e o autodomínio. Conheça o autêntico Caminho do Samurai e saiba porque as artes marciais podem ajudar na sua vida afetiva e sexual.

Vya Estelar – De que forma as artes marciais contribuem para o equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual?

Vera Sugai – A ansiedade diminui com a prática dessas artes. As artes marciais são artes de contato (físico). As pessoas frente a frente, uma esperando a resposta da outra. Cada um querendo defender e conquistar o seu espaço. Isto é um repeteco da vida. No contato com a arte marcial, você sai da indecisão e parte para a realização.

Instinto animal

O tete a tete faz o instintual vir à tona, por mais “delicado” que você seja. Você começa a perceber, através do tempo e da prática, que boa parte dos problemas que você tem no dia-a-dia, são imaginários. Com isto você adquire um estado de transcendência.

Vya Estelar - De que forma as artes marciais ajudam a desenvolver a autoconfiança e a realização?

Vera Sugai - Você adquire esta autoconfiança porque você sai do ato de simplesmente pensar. Você vivencia no tatame, de forma concreta, as situações da vida. Você está concretizando acertos e erros através do ato de cair e de levantar. Com a experiência, você acaba caindo bem melhor e reproduz isto na sua vida, se recuperando com mais rapidez dos duros golpes da vida e errando menos é claro.

Vya Estelar - Por que foi escolhido o judô como arte para o equilíbrio interno?

Vera – Por volta de 1880, o japonês Jigoro Kano tirou os golpes mortais do Jiu-Jitsu e fundou o Judô. A grande diferença entre o velho Jiu-Jitsu e o Judô é a elevação da arte marcial para o caminho do autoconhecimento. A preocupação de Jigoro era com a educação corporal.

Hoje em dia

Nos dias de hoje pensa-se muito na educação intelectual. Porém, o afeto e as emoções são expressos pelo corpo. As pessoas normalmente possuem mãos pesadas, gestos duros, pesados e pouca sofisticação em termos de movimento, porque não conhecem o próprio corpo.

Judô X Sexo

Isto reflete na questão mental, espiritual e sexual. As pessoas acabam transando mal porque pouco conhecem do próprio corpo.

Judô = o caminho da delicadeza

O judô é uma luta que exige muito coordenação motora e um bom repertório de movimentos. Isto reflete no seu trabalho mental. Você tem que pensar rapidamente e se antecipar ao movimento que o seu oponente vai realizar. Através da prática, de métodos de ataque e defesa, ou do treino do corpo para o cultivo da mente, podemos dominar o princípio ou essência desta arte, que é o caminho da delicadeza, ou o princípio de todas as artes e da própria vida.

Vya Estelar – Este princípio filosófico difere totalmente do judô esportivo?

Vera – Não tenho nada contra o judô esportivo ou o judô praticado nas olimpíadas, mas ali o objetivo de dominar o oponente e ganhar uma medalha está na frente da arte do movimento sincronizado, que uma luta como o judô possibilita.

Vya Estelar – Qual é a relação do Xintoísmo com as artes marciais?

Vera – O Xintoísmo é a religião nativa do Japão. A tradução desta palavra é “O Caminho dos Deuses”. O Budismo o Taoísmo e o Confuncionismo, junto com o Xintoísmo, formam o zen. Uma palavra japonesa que significa meditação. E meditação, refere-se a um grau de consciência elevado, um estado de ser íntegro, da transcendência e elevação do espírito, num estado tranqüilo e desperto. Não só o judô mas como todas artes marciais dô (caminho) têm o objetivo de trabalhar o zen, como o Aikidô por exemplo.

Correntes

Taoísmo – Tao originalmente significa “o Caminho”. É o caminho do Universo. Buscando através das polaridades Yin (o nebuloso e sombrio) e Yang (o que brilha ou o luminoso) a solução dos conflitos.

Confucionismo – Doutrina de Confúcio nascido na China em 551 a.C, é uma filosofia de natureza não religiosa. É um sistema de cunho moral, político e social mostrando a razão do viver individual e social; tendo como base a família.

Budismo – Doutrina filosófica da Índia fundada por Buda nascido em 563 a.C e constituída por dois grandes instrumentos o Prajna – sabedoria transcendental ou inteligência intuitiva – e o Kuruna – o amor e a compaixão; com objetivo de buscar sabedoria iluminada ou a verdade.

Vya Estelar – Como é esta relação do zen com as artes marciais e a vida pessoal?

Vera - A arte “dô” (caminho) te leva a transcendência do ego. Quando você está no tatame você está sujeito a reações extremas em função de como te tocam e te empurram. Você aprende com o Judô a transcender este estado de irritação aplicando de forma “gentil” um golpe, não partindo para a porrada.

Amantes

Na hora da aplicação do golpe, os oponentes estão bem próximos. A luta, enquanto arte marcial, se traduz através de movimentos sincronizados e redondos como num amplexo amoroso de dois amantes.

Vya Estelar – Como adquirir autodomínio e autoconhecimento pelas artes marciais?

Vera - Neste território das ilusões achamos que o inferno são os outros, como disse Sartre. Com o Judô, ou qualquer arte “dô”, você trabalha e testa os seus limites. Você pensa em situações criativas para resolver as frustrações. Você aprende a ser feliz e isto é um treino de autodomínio. Através do autoconhecimento você adquire o autodomínio. Na luta você aprende a cair e a se defender.

Falling love

Em inglês o termo usado para dizer que estamos apaixonados é falling love. Ná prática as pessoas temem o amor, porque temem a queda. Nas artes marciais zen você aprende a cair. A cair bonito. Quanto melhor você “cai” mais rapidamente você se recupera.

Vya Estelar – Qual a diferença entre o Judô masculino e o feminino?

Vera - O judô feminino é o verdadeiro Judô, porque é delicado. As mulheres fazem o katá, ou seja, as formas ou movimentos criados para corrigir os maus hábitos do nosso movimentar, de uma forma ideal. Já os homens são mais “abrutalhados”.

Vya Estelar – Qual é o Caminho do Guerreiro?

O Caminho do Guerreiro ou o Bushido.

Trata-se do caminho do samurai.

Não tenho pais, faço do céu e da terra os meus pais.

Não tenho lar, faço do Saika Tanden* – sede do meu espírito.

Não tenho poder divino, faço da honestidade o meu poder.

Não tenho meios, faço da docilidade meus meios.

Não tenho poder mágico, faça da minha força interior a minha magia.

Não tenho vida nem morte, faço do OM* a minha existência, minha vida e minha morte.

Não tenho corpo, faço da coragem o meu corpo.

Não tenho olhos, onde está a luz estão os meus olhos.

Não tenho ouvidos, faço da minha sensibilidade a minha audição.

Não tenho membros, os faço da prontidão dos meus movimentos.

Não tenho leis, faço da autoproteção a minha lei.

Não tenho estratégias, faço do acaso os meus propósitos.

Não tenho forma, faço da astúcia a minha forma.

Não tenho princípios faço da adaptabilidade os meus princípios.

Não tenho milagres. Faço da justiça meus milagres.

Não tenho táticas. Faço da rapidez minha tática.

Não tenho amigos. Faço da minha mente meus amigos.

Não tenho inimigos, faço da imprudência meu inimigo.

Não tenho armaduras. Faço da benevolência e retidão a minha armadura.

Não tenho castelo, faço da mente imóvel, o Grande Espírito, o meu castelo.

Não tenho arma, faço do sonho – onde fica o além dos pensamentos – a minha espada.(Severino R.1988, pág 124)

OM – pronuncia-se AUM, é o mantra que representa o som primordial do Universo.

Tanden – é no nosso corpo, o ponto de união entre o Céu e a Terra. Situado a 5 cm abaixo do umbigo e a Sede da Energia Ancestral, é o ponto de distribuição de nossa energia vital.

Vya Estelar - Como deverá ser o perfil do homem do terceiro milênio?

Vera - O homem do terceiro milênio será um homem mais que inteligente e sim um homem sábio. Entenda-se que sabedoria vem de sabor. Um homem que seja capaz de enxergar sentimentos, emoções e não ficar tão escravo da auto-imagem, da ultra-valorização do corpo e da aparência em geral. O desenvolvimento humano irá superar o desenvolvimento tecnológico, que hoje está na frente. O Caminho do Samurai é o caminho do futuro ancorado nos ideais humanos de sabedoria e justiça.

BALANCEAMENTO ENERGÉTICO: EQUILÍBRIO FÍSICO, MENTAL E EMOCIONAL

Posted in Sem categoria on 4 de dezembro de 2013 by editor master

As chamadas Terapias Complementares – alternativas aos tratamentos da medicina tradicional -, indicam hoje, sintonia com as transformações que passam a humanidade e o planeta. De fato, as terapias complementares traduzem a emergência de um novo paradigma, que integra ciência e senso comum, confiando ao homem o poder de curar-se não somente por meio da medicina ortodoxa, mas principalmente pelo autoconhecimento.

A máxima da cura pelo autoconhecimento não é nova, mas neste terceiro milênio vem amparada pela eficácia de terapias que apregoam que curar-se requer autoconhecimento para a libertação de hábitos, ou mesmo de reminiscências emocionais reprimidas, que nos distanciam da harmonia, e consequentemente, debilitam nosso corpo físico. Assim, terapias e métodos como Balanceamento Energético revelam sua real contribuição para a prevenção e a cura dos males que acometem os seres humanos.

Com o sistema de balanceamento energético é possível obter respostas muito mais precisas para os distúrbios emocionais, ganhar mais energia e, principalmente, autoestima. É no corpo físico que se manifestam as desarmonias dos corpos energético, emocional, mental e espiritual, que compõem nossa aura. Por exemplo, a raiva debilita o fígado; a tensão mental e o estresse atacam o pâncreas e o estômago.

O diferencial dessa técnica terapêutica, assim como de todas as terapias complementares, é que ela entende a doença do corpo físico como a revelação de um problema em algum corpo energético, seja etérico (estrutura energética do corpo físico), mental, emocional ou espiritual. Por essa linha de raciocínio, os seres humanos teriam recursos para lidar com as situações que vivenciam, recursos esses que poderiam ser despertados pela atuação dessas terapias.

Apesar de sua simplicidade, o Balanceamento Energético é uma técnica muito potente, podendo resolver problemas complexos, graças a clareza de visão que nasce de um complexo corpo/mente mais equilibrado energeticamente. É um sistema terapêutico de harmonização e cura para renovar suas energias. Tem como finalidade propiciar o alinhamento dos chakras, juntamente com uma rápida limpeza áurica, favorecendo o reequilíbrio físico, emocional e mental e proporcionar bem estar e mais alegria. Pode ser aplicado em pessoas de todas as idades.

O Balanceamento Energético é uma abordagem corporal, na qual são estimulados determinados pontos da estrutura óssea, desbloqueando e amplificando o fluxo energético. Todo o corpo do paciente é alinhado.

Venha conhecer e sentir os benefícios dessa técnica. Maiores informações na recepção do Espaço Nirvana! Tel: 2187-0100.
http://www.enirvana.com.br/spa2/terapias-holisticas/balanceamento-energetico/

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