Sutras de Pantajali


52. Conhecimento diferenciado do Ser e do não-Ser advém da prática de Samyamano momento e sua sequência.53. Quando espécie, caracter temporal e posição de duas coisas diferentes sãoindiscerníveis, elas aparentam iguais, no entanto podem ser diferenciadas (por esteconhecimento).54. O conhecimento do discernimento é Taraka ou intuitivo, compreende todas ascoisas e todo o tempo, e não tem sequência.55. (Se o discernimento discriminativo secundário é adquirido ou não) quandoigualdade é estabelecida entre Buddhisattva e Purusha na sua pureza, liberaçãoacontece.* * *
 Livro IV – Sobre o Ser-nele-mesmoou Liberação
1. Poderes sobrenaturais advém com o nascimento, ou são consequidos através deervas, encantamentos, austeridades ou concentração.2. (A mutação do corpo e dos órgãos para aquele nascido em espécie diferente)acontece através do preenchimento de sua natureza inata.3. Causas não colocam a natureza em movimento, somente a remoção deobstáculos acontece através delas. Isso é como um fazendeiro quebrando a barreirapara permitir o fluxo de água. (Os obstáculos sendo removidos pelas causas, anatureza penetra por ela mesma).4. Todas as mentes criadas são construidas a partir do sentido-de- -Eu.5. Uma mente (principal) direciona as várias mentes criadas na variedade de suasatividades.6. Delas (mentes com poderes sobrenaturais) as obtidas através da meditação nãotêm impressões subliminares.7. As ações do Yogui não são nem brancas, nem pretas, enquanto as ações dosoutros são de três tipos.8. Então (das três variedades de karma) manifestam-se as impressõessubconscientes apropriadas às suas consequências.9. Em função da semelhança entre a memória e suas impressões latentescorrespondentes, as impressões subconscientes dos sentimentos aparecemsimultaneamente, mesmo quando são separadas por nascimento, es paço e tempo.10. Desejo de bem-estar sendo eterno, segue-se que a impressão subconsciente daqual ele advém deve ser sem começo.11. Em função de serem mantidas juntas pela causa, resultado e objetos suportes,quando isso se ausenta, as Vasanas desaparecem.12. O passado e o futuro são em realidade, presente, em suas formasfundamentais, tendo diferenças apenas nas características das formas tomadas emtempos diferentes.13. Características, que são presentes em todos os tempos, são manifestas e sutis,e são compostas das três Gunas.14. Em função da mutação coordenada das três Gunas, um objeto aparece comouma unidade.15. Apesar da semelhança entre os objetos, em função de haverem mentesseparadas, eles (os objetos e seu conhecimento) seguem caminhos diferentes, essaé a razão deles serem inteiramente diferentes.16. Objeto não é dependente de uma mente, porque se assim fosse, o queaconteceria quando ele não fosse mais cognizado por esta mente?17, Objetos externos são conhecidos ou desconhecidos para a mente na medida emque colorem a mente.18. Em função da imutabilidade de Purusha, que é mestre da mente, asmodificações da mente são sempre conhecidas ou manifestas.19. Ela (a mente) não é auto-iluminada, sendo um objeto (conhecível).20. Além disso, ambos (a mente e seus objetos) não podem ser cognizadossimultaneamente.21. Se a mente fosse iluminada por uma outra mente, então haveria repetição adinfinitum de mentes iluminadas e inter-mistura de memória.22. (Portanto) Intransmissível, a Consciência metempirica, refletindo sobre Buddhitorna-se a causa da consciência de Buddhi.23. A matéria mental sendo afetada pelo Observador e o observado, torna-se toda-compreensiva.
24. Ela (a mente) apesar de marcada pelas inimeráveis impressões subconscientes,existe para um outro, desde que age conjuntamente.25. Para aquele que conheceu a entidade distinta, isto é Purusha, inquirição sobre anatureza do próprio Ser, cessa.26. (Então) A mente se inclina ao conhecimento discriminativo e naturalmentegravita em direção ao estado de liberação.27. Através de suas ramificações (isto é, quebras no conhecimento discriminativo)surgem outras flutuações da mente devido às impressões latentes (residuais).28. Tem-se dito que sua remoção (isto é, das flutuações) segue o mesmo processoda remoção das aflições.29. Quando o indivíduo torna-se desinteressado mesmo pela onisciência, ele adquiriiluminação discriminativa perpétua de onde vem a concentração conhecida comoDharmamegha (nuvem que despeja virtude).30. A partir disso, aflições e ações cessam.31. Então em função da infinitude do conhecimento, livre da cobertura dasimpurezas, os objetos conhecíveis aparentam poucos.32. Depois de sua emergência (nuvem que despeja virtude) as Gunas tendocumprido seu propósito, a sequência de suas mutações cessam.33. O que pertence aos momentos e é indicado pelo término de uma mutaçãoparticular, é sequência.34. O estado do Ser-nele-mesmo ou liberação, realiza-se quando as Gunas (tendopromovido experiência e liberação para Purusha) não têm mais propósito a cumprire desaparecem em sua substância causal. Em outras palavras, é Consciênciaabsoluta estabelecida em seu próprio Ser.* * *
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