Opinião do Leitor sobre o blog Acordo Coletivo

Postado em opiniao em 27 de junho de 2009 por editor master

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Ginástica, Alimentação e Saúde

Postado em Sem categoria em 14 de novembro de 2011 por editor master

1)

http://acordocoletivo.org/2011/11/14/como-reconhecer-os-sinais-e-sintomas-de-excesso-de-treinamento/

Blog Acordo Coletivo atinge 1.000.000 de leitores e 10.000 artigos

Postado em Sem categoria em 23 de novembro de 2011 por editor master

Criação do Blog

23 de novembro de 2011

Blog Acordo Coletivo atinge 1.000.000 de leitores e 10.000 artigos

Esporotricose

Postado em Sem categoria em 21 de maio de 2012 por editor master

VOCÊ SABE O QUE É ESPOROTRICOSE?
Por Rosely Bastos
SOS FELINOS / FBAV


foto:
Gata KERALA ainda em tratamento sob meus cuidados, Rosely.

Sim, é uma doença, mas tem tratamento, tanto para humanos como para os animais (cães e gatos).

Vejamos…

Atualmente, temos verificado um grande número de animais (cães e gatos principalmente) infectados por uma zoonose, chamada de ESPOROTRICOSE.

Infelizmente a doença só é detectada quando sinais evidentes como feridas pelo corpo, ou apenas uma pequena ferida geralmente no nariz, fica perceptível.

O mais grave, além da falta de informação dos proprietários dos animais, é a indicação ERRÔNEA, que muitos veterinários vêm prescrevendo, a eutanásia.

A FIOCRUZ, é o órgão que GRATUITAMENTE, consulta e medica o animal, e o proprietário caso necessário. Por isso, qualquer sinal de dúvidas, não hesite, marque uma consulta pelo telefone: 3865-9536 (Serviço de Zoonoses – IPEC, Manguinhos na Av. Brasil).

Vamos entender o que é esporotricose e a seguir algumas recomendações:

A ESPOROTRICOSE é uma doença causada por um fungo, o Sporothrix schenckii, que pode ser encontrado em algumas plantas e locais de pouca higiene (áreas carentes principalmente). Tradicionalmente, a doença pode ser adquirida através de ferimentos obtidos no manuseio de vegetais contaminados, ou no contato com a terra infectada.

A infecção ocorre quando o fungo é inoculado no tecido subcutâneo. Como na maioria das vezes a pessoa adoece por ter se cortado com espinhos, a esporotricose também ficou conhecida como “doença da roseira”.

Sintomas da doença

Os sintomas, tanto em humanos quanto em animais, incluem feridas pelo corpo, dores nas articulações, perda de apetite, febre e ínguas. Geralmente os sintomas começam com uma lesão na pele que começa a inflamar e vira uma espécie de úlcera purulenta (uma ferida). Quando não tratada, as feridas se alastram por todo o corpo, e para os gatos, a doença pode ser fatal. Já os seres humanos raramente morrem.

VOCÊ SABE O QUE É ESPOROTRICOSE?
Por Rosely Bastos
SOS FELINOS / FBAV

Por enquanto, a esporotricose só pode ser reconhecida depois que as primeiras feridas aparecem. Recolhendo secreção da ferida e fazendo biopsia (exame), os médicos podem concluir o diagnóstico.

O Gato

A esporotricose pode ser adquirida por várias espécies, incluindo cães, animais silvestres e o próprio homem. Os gatos, entretanto, estão sendo INJUSTAMENTE considerados os maiores transmissores do fungo, apesar de serem apenas uma entre as várias espécies, e são apenas os mais SENSÍVEIS a doença.

A posse irresponsável é a maior culpada, pois as pessoas deixam seus gatos saírem as ruas, e, ainda por cima, a grande maioria desses animais não são esterilizados (castrados), o que aumenta a incidência de brigas e arranhões, e, conseqüentemente, a transmissão da doença.

O Que Fazer?

Primeiramente, seria muito importante a capacitação da classe médica veterinária na correta informação quanto à doença, informando principalmente, que é uma doença TRATÁVEL e a Fiocruz fornece GRATUITAMENTE a medicação necessária durante todo o tratamento. E principalmente atitudes de responsabilidade do proprietário com o animal, para evitar contaminação.

A própria Fiocruz se pôs a disposição dos serviços de saúde para capacitar profissionais que possam detectar e tratar a doença, além de promover campanhas educativas para que as pessoas não abandonem nem matem os animais.

Recomendações ao responsável pelos gatos com esporotricose:

— Isolar os gatos suspeitos ou doentes de outros animais, mantendo-os dentro da residência.
— Procurar manusear o animal com luvas de látex e após o uso, lavar as luvas com água e sabão (medidas básicas de higiene são IMPORTANTÍSSIMAS).
— Desinfetar o ambiente com água sanitária ou cloro.
— Não oferecer alimentos com leite ou derivados (queijo, manteiga, requeijão, etc).
— A duração do tratamento é prolongada e variável.
— Nunca interromper o tratamento sem autorização do Médico Veterinário.
— Caso o animal apresente diminuição do apetite, vômitos ou diarréia freqüentes, entrar em contato com o Serviço de Zoonoses.
— Não faltar as revisões agendadas.
— Seguir a risca todas orientações dos médicos veterinários da Fiocruz quanto ao tratamento e manejo.

Rosely Bastos
Sos Felinos

http://sosfelinos.atspace.com
e-mail: sosfelinos@yahoo.com.br

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* este artigo pode ser publicado livremente em Revistas, Jornais, Newsletters e outros meios de comunicação, desde que a biografia do autor permaneça intacta e a fonte do artigo seja citada. Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br



Imoveis Agua Santa

Postado em Sem categoria em 21 de maio de 2012 por editor master

http://www.vivareal.com.br/venda/rj/rio-de-janeiro/zona-norte/agua-santa/

 

 

Sutras de Pantajali

Postado em Sem categoria em 21 de maio de 2012 por editor master

52. Conhecimento diferenciado do Ser e do não-Ser advém da prática de Samyamano momento e sua sequência.53. Quando espécie, caracter temporal e posição de duas coisas diferentes sãoindiscerníveis, elas aparentam iguais, no entanto podem ser diferenciadas (por esteconhecimento).54. O conhecimento do discernimento é Taraka ou intuitivo, compreende todas ascoisas e todo o tempo, e não tem sequência.55. (Se o discernimento discriminativo secundário é adquirido ou não) quandoigualdade é estabelecida entre Buddhisattva e Purusha na sua pureza, liberaçãoacontece.* * *
 Livro IV – Sobre o Ser-nele-mesmoou Liberação
1. Poderes sobrenaturais advém com o nascimento, ou são consequidos através deervas, encantamentos, austeridades ou concentração.2. (A mutação do corpo e dos órgãos para aquele nascido em espécie diferente)acontece através do preenchimento de sua natureza inata.3. Causas não colocam a natureza em movimento, somente a remoção deobstáculos acontece através delas. Isso é como um fazendeiro quebrando a barreirapara permitir o fluxo de água. (Os obstáculos sendo removidos pelas causas, anatureza penetra por ela mesma).4. Todas as mentes criadas são construidas a partir do sentido-de- -Eu.5. Uma mente (principal) direciona as várias mentes criadas na variedade de suasatividades.6. Delas (mentes com poderes sobrenaturais) as obtidas através da meditação nãotêm impressões subliminares.7. As ações do Yogui não são nem brancas, nem pretas, enquanto as ações dosoutros são de três tipos.8. Então (das três variedades de karma) manifestam-se as impressõessubconscientes apropriadas às suas consequências.9. Em função da semelhança entre a memória e suas impressões latentescorrespondentes, as impressões subconscientes dos sentimentos aparecemsimultaneamente, mesmo quando são separadas por nascimento, es paço e tempo.10. Desejo de bem-estar sendo eterno, segue-se que a impressão subconsciente daqual ele advém deve ser sem começo.11. Em função de serem mantidas juntas pela causa, resultado e objetos suportes,quando isso se ausenta, as Vasanas desaparecem.12. O passado e o futuro são em realidade, presente, em suas formasfundamentais, tendo diferenças apenas nas características das formas tomadas emtempos diferentes.13. Características, que são presentes em todos os tempos, são manifestas e sutis,e são compostas das três Gunas.14. Em função da mutação coordenada das três Gunas, um objeto aparece comouma unidade.15. Apesar da semelhança entre os objetos, em função de haverem mentesseparadas, eles (os objetos e seu conhecimento) seguem caminhos diferentes, essaé a razão deles serem inteiramente diferentes.16. Objeto não é dependente de uma mente, porque se assim fosse, o queaconteceria quando ele não fosse mais cognizado por esta mente?17, Objetos externos são conhecidos ou desconhecidos para a mente na medida emque colorem a mente.18. Em função da imutabilidade de Purusha, que é mestre da mente, asmodificações da mente são sempre conhecidas ou manifestas.19. Ela (a mente) não é auto-iluminada, sendo um objeto (conhecível).20. Além disso, ambos (a mente e seus objetos) não podem ser cognizadossimultaneamente.21. Se a mente fosse iluminada por uma outra mente, então haveria repetição adinfinitum de mentes iluminadas e inter-mistura de memória.22. (Portanto) Intransmissível, a Consciência metempirica, refletindo sobre Buddhitorna-se a causa da consciência de Buddhi.23. A matéria mental sendo afetada pelo Observador e o observado, torna-se toda-compreensiva.
24. Ela (a mente) apesar de marcada pelas inimeráveis impressões subconscientes,existe para um outro, desde que age conjuntamente.25. Para aquele que conheceu a entidade distinta, isto é Purusha, inquirição sobre anatureza do próprio Ser, cessa.26. (Então) A mente se inclina ao conhecimento discriminativo e naturalmentegravita em direção ao estado de liberação.27. Através de suas ramificações (isto é, quebras no conhecimento discriminativo)surgem outras flutuações da mente devido às impressões latentes (residuais).28. Tem-se dito que sua remoção (isto é, das flutuações) segue o mesmo processoda remoção das aflições.29. Quando o indivíduo torna-se desinteressado mesmo pela onisciência, ele adquiriiluminação discriminativa perpétua de onde vem a concentração conhecida comoDharmamegha (nuvem que despeja virtude).30. A partir disso, aflições e ações cessam.31. Então em função da infinitude do conhecimento, livre da cobertura dasimpurezas, os objetos conhecíveis aparentam poucos.32. Depois de sua emergência (nuvem que despeja virtude) as Gunas tendocumprido seu propósito, a sequência de suas mutações cessam.33. O que pertence aos momentos e é indicado pelo término de uma mutaçãoparticular, é sequência.34. O estado do Ser-nele-mesmo ou liberação, realiza-se quando as Gunas (tendopromovido experiência e liberação para Purusha) não têm mais propósito a cumprire desaparecem em sua substância causal. Em outras palavras, é Consciênciaabsoluta estabelecida em seu próprio Ser.* * *

Evangelho No Lar

Postado em Sem categoria em 16 de maio de 2012 por editor master

A você, espírita ou não, lembramos que Jesus disse: “quando se reunirem dois ou mais em meu nome, ali estarei”.
O culto cristão do evangelho no lar é oportunidade para:
- Reabastecimento de energias psíquicas;
- Estudo e desenvolvimento dos ensinamentos do Mestre Jesus, aplicáveis à nossa vida;
- Harmonização entre os participantes e do ambiente onde ele acontece;
- Dissipação de mágoas, ressentimentos, antagonismo e ódios;
- Agradecimento a Deus;
- Pedidos de amparo e proteção para encarnados e desencarnados.

Roteiro para o culto do Evangelho no Lar

- Escolher um dia da semana, fixando horário para a reunião com familiares ou só (sempre no mesmo horário);
- Dispor um copo com água para cada participante da reunião;
- Iniciar a reunião com uma prece;
- Fazer a leitura um breve trecho de: “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, ou outro livro escolhido;
- Fazer um breve comentário sobre o trecho lido, evitando a polêmica ou desvios para outros assuntos, a fim de manter equilíbrio vibratório da reunião;
- Encerrar com uma prece, enviando vibrações de paz, amor e harmonia à família e aos necessitados em geral;
- A reunião se prolongar além de 20 ou 30 minutos;

Música suave, em volume brando, favorecerá uma melhor ambientação para as vibrações e preces.

Importante: Não transformar o culto do Evangelho no Lar em reunião mediúnica.
Fornecido por A.E.E.Allan Kardec

JUNG E SINCRONICIDADE: O CONCEITO E SUAS ARMADILHAS

Postado em Sem categoria em 16 de maio de 2012 por editor master



Letícia Capriotti

O CONCEITO DE SINCRONICIDADE

A sincronicidade é um conceito empírico que surge para tentar dar conta daquilo que foge à explicação causal. Jung diz que “a ligação entre os acontecimentos, em determinadas circunstâncias, pode ser de natureza diferente da ligação causal e exige um outro princípio de explicação” (CW VIII, par. 818). A física moderna tornou relativa a validade das leis naturais e assim percebemos que a causalidade é um princípio válido apenas estatisticamente e que não dá conta dos fenômenos raros e aleatórios.
Ao longo de sua obra, Jung deu várias definições ao conceito de sincronicidade. Aqui estão algumas delas:
> “… coincidência, no tempo, de dois ou vários eventos, sem relação causal mas com o mesmo conteúdo significativo.” (CW VIII, par.849)
> “… a simultaneidade de um estado psíquico com um ou vários acontecimentos que aparecem como paralelos significativos de um estado subjetivo momentâneo e, em certas circunstâncias, também vice-versa.” (CW VIII, par. 850)
> “Um conteúdo inesperado, que está ligado direta ou indiretamente a um acontecimento objetivo exterior, coincide com um estado psíquico ordinário.” (CW VIII, par. 855)
> “…um só e o mesmo significado (transcendente) pode manifestar-se simultaneamente na psique humana e na ordem de um acontecimento externo e independente.” (CW VIII, par.905)
> “um caso especial de organização acausal geral.” (CW VIII, par.955)
> “coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de acasos.” (CW VIII, par. 959)
> “uma peculiar interdependência de eventos objetivos entre si, assim como os estados subjetivos (psíquicos) do observador ou observadores.” (I Ching, p.17)
> “o princípio da causalidade nos afirma que a conexão entre a causa e o efeito é uma conexão necessária. O princípio da sincronicidade nos afirma que os termos de uma coincidência significativa são ligados pela simultaneidade e pelo significado”. (CW VIII, par. 906)
Jung define também três categorias de sincronicidade:
1. coincidência de um estado psíquico com um evento externo objetivo simultâneo.
2. coincidência de um estado psíquico com um evento externo simultâneo mas distante no espaço.
3. coincidência de um estado psíquico com um evento externo distante no tempo.
Através da definição destas categorias, podemos perceber que nos fenômenos sincronísticos, o tempo e o espaço são relativos, isto é, o fenômeno acontece independente destes. Basicamente o que define a sincronicidade são a coincidência e o significado.
Jung observou também que tais coincidências ocorrem principalmente quando um arquétipo está constelado. O arquétipos são fatores psicóides que possuem uma transgressividade pois “não se acham de maneira certa e exclusiva na esfera psíquica, mas podem ocorrer também em circunstâncias não psíquicas (equivalência de um processo físico externo com um processo psíquico).” (CW VIII, par. 954)
Jung propõe que o princípio de sincronicidade seja acrescentado à tríade espaço, tempo e causalidade, dizendo que “o espaço, o tempo e a causalidade, a tríade da Física clássica, seriam complementados pelo fator sincronicidade, convertendo-se em uma tétrada, um quatérnio que nos torna possível um julgamento da totalidade”(CW VIII, par. 951). Um gráfico então ficaria assim:
Espaço

Causalidade ————————— Sincronicidade

Tempo

Porém através de sugestões de Pauli, Jung e ele modificam o gráfico substituindo o esquema clássico da física pelo moderno, ficando assim:
Energia Indestrutível

Conexão constante de Conexão inconstante
fenômenos através do ——————————————————- através de contingência
efeito (causalidade) com identidade de significado (sincronicidade)

Continuum Espaço-Tempo

Através desse modelo, a microfísica e a psicologia profunda se aproximam, chegando na concepção dos arquétipos como constantes psicofísicos da natureza e fatores estruturantes criativos.
Jung referiu-se à sua definição de sincronicidade como sincronicidade em sentido estrito e a diferenciou de uma visão mais abrangente de sincronicidade que chamou de ordenação acausal. Os fenômenos sincronísticos em sentido estrito são “atos de criação” no tempo, e incluem a telepatia, fenômenos ESP e PK. Já a organização acausal geral inclui todos estes “atos de criação” e todos os fatores a priori como as propriedades dos números inteiros e as descontinuidades da física moderna.
É com base neste princípio de organização acausal geral que Jung tece suas considerações sobre o número. Ele diz que o cálculo é o método mais apropriado para se tratar do acaso, pois o número é misterioso, nunca foi despojado de sua aura numinosa. “Se, como diz qualquer manual de Matemática, um grupo de objetos for privado de todas as suas características, no final ainda restará o seu número, o que parece indicar que o número possui um caráter irredutível.” Pelo fato de o número ser o elemento ordenador mais primitivo do espírito humano, ele “é o instrumento indicado para criar a ordem ou para apreender uma certa regularidade já presente, mas ainda desconhecida, isto é, um certo ordenamento entre as coisas.” Por isso Jung chegou a chamar o número de “o arquétipo da ordem que se tornou consciente” e cita a estrutura matemática das mandalas, produtos espontâneos do inconsciente para chegar à conclusão de que “o inconsciente emprega o número como fator ordenador”. (CW VIII, par.870)


Os precursores históricos

Jung dedica uma parte do “Sincronicidade: um princípio de conexões acausais” para falar dos precursores históricos da sincronicidade. Ele afirma que a concepção chinesa da realidade, e particularmente o conceito de Tao, é, em grande parte, sincronística. Ele diz: “…segundo a concepção chinesa, há uma “racionalidade” latente em todas as coisas. Esta é a idéia fundamental que se acha na base da coincidência significativa: esta é possível porque os dois lados possuem o mesmo sentido.” (CW VIII, par. 912)
Aqui no ocidente esse princípio existiu por muito tempo. Jung diz que “a concepção primitiva, assim como a concepção clássica e medieval da natureza, postulam a existência de semelhante princípio ao lado da causalidade.” (CW VIII, par. 929) A idéia de uma unidade de toda a natureza (unus mundus) permeia essas concepções, e portanto nelas não existe uma diferença entre o micro e o macrossomo – há uma correspondência entre todas as coisas; também permeando essas concepções está a idéia de que existe na natureza uma fonte de todo conhecimento que se situa fora da alma humana, um conhecimento absoluto. Porém antigamente não se pensava em sincronicidade porque não se pensava em acaso. Tudo era atribuído a uma causalidade mágica que hoje nos parece ingênua. Com o advento do pensamento científico, essas concepções desaparecem. Jung aponta o que fez com que desaparecessem dizendo que “com a ascensão das ciências físicas, no século XIX, a teoria da correspondentia desaparece por completo da superfície e o mundo mágico dos tempos antigos parece sepultado para sempre.” (CW VIII, par. 929) Mas essa idéia de uma sincronicidade e de um significado subsistente à natureza, que é a base do pensamento chinês clássico e faz parte da concepção ingênua da idade média, embora pareça a alguns uma regressão, teve que ser retomada pela psicologia moderna uma vez que só o princípio da causalidade não explica toda a realidade dos acontecimentos.
Jung aponta como precursores da idéia de sincronicidade a “simpatia de todas as coisas” de Hipócrates; a idéia de que o sensível e o supra-sensível estão unidos por um vínculo de comunhão de Teofrasto; a idéia de uma necessidade e amizade que une o universo de Filo de Alexandria; a idéia de mônada, que também tem um significado de unidade de todas as coisas, do alquimista Zózimo; a alma universal de Plotino; a idéia do mundo como um único ser de Pico Della Mirandola; o “conhecimento” ou “idéia” inata dos organismos vivos de Agrippa von Nettesheim e a idéia da anima telluris de Johann Kepler. Jung cita também Schopenhauer e a idéia da vontade ou prima causa e da simultaneidade significativa (daí o termo “sincronicidade” usado por Jung). Mas o autor que Jung mais cita é Gottfried Wilhelm Leibniz. Leibniz explica a realidade através de quatro princípios: espaço, tempo, causalidade e correspondência (harmonia praestabilita). Este último é um princípio acausal de sincronismo dos acontecimentos psíquicos e físicos. Jung discorda de Leibniz em apenas um ponto: para Leibniz este é um fator constante, enquanto que para Jung os eventos sincronísticos ocorrem esporadica e irregularmente.

AS ARMADILHAS DO CONCEITO DE SINCRONICIDADE

Para o pensamento ocidental desde Descartes, a “explicação científica” remonta a uma validação causal: D é causado por C, C por B, B por A. Não é de espantar então que a discussão da hipótese de Jung de um princípio de sincronicidade tenha produzido inúmeros mal-entendidos.
Marie-Louise von Franz em seu artigo “A Contribution to the Discussion of C.G. Jung’s Synchronicity Hipothesis” aponta uma série de erros que já se cometeu ou que se pode cometer na interpretação desse conceito e que aqui serão resumidos e sistematizados.
A autora começa falando das dificuldades que muitos parapsicólogos têm em compreender esse novo modo de pensar e diz que:


Na minha opinião isso vem do fato de muitos parapsicólogos estarem sempre fazendo um esforço intenso por conseguir a aceitação de seu campo fundamentando-o em um método científico “rigoroso”, isto é, em métodos quantitativos e pensamento causal enquanto que justamente o que a hipótese de Jung propõe está em uma direção oposta para longe daquilo que até agora foi considerado o único modo “científico” de pensar. (p. 229)


Ela então continua falando de algumas pessoas que tendem a achar que a sincronicidade explica os fenômenos “psi” causalmente e afirma:


a hipótese da sincronicidade não “explica” causalmente os fenômenos psi, mas comparada com os resultados obtidos até hoje pelas pesquisas, ela os coloca em um contexto novo, mais amplo, isto é, no domínio dos arquétipos, um campo no qual estudos biológicos e psicológicos detalhados já foram feitos. Entretanto estes estudos infelizmente parecem ser desconhecidos da maioria dos parapsicólogos. (p. 230)


Outra tendência errônea é encontrada entre aqueles que buscam uma explicação neurológica para os fenômenos sincronísticos, quando na verdade o que caracteriza um evento sincronístico é justamente a ausência de uma relação causal. Há também aqueles que supõem que os eventos sincronísticos sejam causados pelo inconsciente do observador. Com relação a isto, ela diz:


De acordo com a visão junguiana, o inconsciente coletivo não é de forma alguma uma expressão de desejos e objetivos pessoais, mas uma entidade neutra, psíquica em sua natureza que existe de uma forma absolutamente transpessoal. Atribuir a ocorrência de eventos sincronísticos ao inconsciente do observador não seria nada além de uma regressão ao pensamento mágico primitivo, de acordo com o qual supunha-se antigamente que, por exemplo, um eclipse poderia ser “causado” pela malevolência de um feiticeiro. Jung chegou a advertir explicitamente contra considerar-se os arquétipos (ou o inconsciente coletivo) ou poderes psi como sendo a agência causal dos eventos sincronísticos. (p.231)


O fato do evento sincronístico não ter uma causa pode levar ao erro de se imaginar que tudo aquilo que não tem uma causa conhecida é um evento sincronístico. Quanto a isso Jung é bem claro, afirmando que: “Devemos obviamente nos prevenir de pensar todo evento cuja causa é desconhecida como “sem causa”. Isso é admissível apenas quando uma causa não é nem sequer imaginável. Este é especialmente o caso quando espaço e tempo perdem seu significado ou aparecem relativizados, caso em que uma conexão causal também torna-se impensável.” (CW VIII, par. 957)
A questão do significado, que é crucial na classificação de um evento sincronístico, também pode causar confusões. Afirmar que a existência de um observador que dê significado ao evento é fundamental não quer dizer que os eventos sincronísticos e seu significado sejam produzidos pelo observador. Essa questão do significado também traz outros problemas. Pelo fato do significado ser subjetivo, como podemos saber se não estamos fantasiando um significado quando na realidade ele não existe? Tudo o que diz respeito a fenômenos arquetípicos tem uma “lógica” de asserção que Jung chama de “necessary statements” (“afirmações necessárias”). Estas não são criadas pelo ego, são “impostas” pelo arquétipo e são esperadas sempre que um arquétipo está constelado, como é o caso dos eventos sincronísticos, nos dando um parâmetro para saber se o evento é mesmo significativo ou não.
A ordenação acausal e o “conhecimento absoluto” que estão por trás dos eventos sincronísticos não devem ser confundidos com um “Deus” teológico. É possível postular um deus faber por trás destes eventos, mas isso vai além de qualquer possibilidade de prova e Jung nunca o fez.
Já que a constelação de um arquétipo é fundamental para a ocorrência de um evento sincronístico, é fácil incorrer no erro de considerar que foi o arquétipo que o ‘causou’. Jung diz que:


Eu me inclino, porém a admitir que a sincronicidade em sentido mais estrito é apenas um caso especial de organização geral, aquele da equivalência dos processos psíquicos e físicos onde o observador está em condição privilegiada de poder reconhecer o tertium comparationis. Mas logo que percebe o pano de fundo arquetípico, ele é tentado a atribuir a assimilação dos processos psíquicos e físicos independentes a um efeito (causal) do arquétipo, e assim, a ignorar o fato de que eles são meramente contingentes. Evitamos este perigo se considerarmos a sincronicidade como um caso especial de organização acausal geral. (…) … devemos considerá-los [os acontecimentos acausais] como atos de criação no sentido de uma creatio continua (criação contínua) de um modelo que se repete esporadicamente desde toda a eternidade e não pode ser deduzido a partir de antecedentes conhecidos. (CW VIII, par. 516)


A organização arquetípica “aparece” ou torna-se “visível” em um evento sincronístico, mas não é a causa deste. O evento sincronístico é uma creatio, um surgimento espontâneo de algo inteiramente novo e que portanto não é predeterminado causalmente.
Embora Jung tenha sugerido que a ordenação acausal geral pode ser verificada experimentalmente através dos métodos de adivinhação, os eventos sincronísticos não são passíveis de serem investigados estatisticamente, uma vez que Jung é claro ao afirmar que os eventos sincronísticos são imprevisíveis, espontâneos e não podem ser repetidos.
Bibliografia

CARD, Charles. Symposia on the Foundations of Modern Physics. Editado por K.V. Laurikainen e C. Montown. Singapore: World Scientific, 1993.
JUNG, Carl Gustav. Dream Analysis. Editado por William Mc Guire. Bollingen Series: Princeton University Press, 1983.
______ Fundamentos de Psicologia Analítica. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v.XVIII/1
______ Letters. Editado por Gerhard Adler. 1. ed. New Jersey: Princeton University Press, 1973. v.1.
______ Letters. Editado por Gerhard Adler. 2a. ed. New Jersey: Princeton University Press, 1991. v. 2.
______ Nietzsche’s Zarathustra. Editado por James L. Jarrett. Bollingen Series: Princeton University Press, 1988.
______ Psicologia e Alquimia. 4a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes: 1991. V. XII
______ Sincronicidade. 5a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v. VIII/3.
______ Um mito moderno sobre coisas vistas no céu. 2a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. v. X/4.
______ Visions Seminar. Editado por Claire Douglas. Bollingen Series: Princeton University Press, 1997.
SAMUELS, Andrew. Why it is difficult to be a Junguian Analyst in today’s world. Anais do “13th Congress of the International Association for Analytical Psychology” realizado em agosto de 1995 em Zurich.
WEHR, Gerhard. An Illustrated Biography of C.G. Jung. 1a.ed. USA, Boston: Shambhala, 1989.
WILHELM, Richard. I Ching. 16a ed. São Paulo, SP: Pensamento. 1997.
______ O Segredo da Flor de Ouro. 8a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.


Tempo, espaço e causalidade

Postado em Sem categoria em 16 de maio de 2012 por editor master

Por Friedrich Nietzsche
Tempo, espaço e causalidade são apenas metáforas do conhecimento, por meio das quais interpretamos as coisas. Excitação e atividades ligadas uma à outra: como isso se faz, não o sabemos, não compreendemos nenhuma causalidade particular, mas temos dela uma experiência imediata. Todo sofrimento provoca uma ação, toda ação um sofrimento – esse sentimento mais geral já é uma metáfora. A multiplicidade percebida pressupõe, portanto, já o tempo e o espaço, sucessão e justaposição. A justaposição no tempo produz a sensação de espaço A sensação de tempo dada com o sentimento da causa e do efeito, como resposta à questão dos graus de rapidez das diversas causalidades. Derivar a sensação de espaço somente como metáfora da sensação do tempo – ou o inverso? Duas causalidades localizadas uma ao lado da outra.

Pratique O Desapego!

Postado em Sem categoria em 15 de maio de 2012 por editor master

 

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu…

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

    Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és…
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão e por uma razão maior ainda vai embora.

Autor: Fernando Pessoa

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